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Ligação inesperada e quarto lugar no Main Event: conheça a saga de Richardson Cau para jogar o KSOP Rio de Janeiro

O jogador capixaba abraçou uma oportunidade ímpar de um dia para outro

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(Crédito: KSOP)

Histórias são contadas e eternizadas em todos os eventos de poker. Existem incontáveis exemplos de pessoas que mudaram suas vidas no esporte da mente. Premonições, participações surpresas, vencedores de satélites, enfim, são muitas formas que surpreendem a comunidade do poker constantemente.

O KSOP Rio de Janeiro foi recheado de histórias assim. Uma delas é de emocionar. O nome de Richardson Cau, até a mesa final do Main Event, poderia passar despercebido pelos amantes de poker. Mas poucos imaginam o quanto o capixaba de 27 anos se esforçou para estar presente naquele momento. Naquele torneio longe de sua casa.

Amante do poker há sete anos, Richardson vem batalhando para poder se estabilizar como um jogador profissional. Por enquanto, é metalúrgico e trabalha numa empresa que fabrica aço. Foi assim, de repente, que uma ligação inesperada de fora do país mudou o rumo do simpático regular. Do outro lado da linha estava a jogadora Ana Freitas.

“Ela disse, ‘estou indo para o Rio de Janeiro daqui dois dias e quero você lá’. Aí eu falei, ‘como assim?’ Ela disse ‘quero você lá pra jogar o KSOP comigo’. Eu falei que tinha meu trabalho, minhas coisas, como vou largar tudo e ir pro Rio de Janeiro assim, num dia de semana, sem dinheiro, sem nada?”, ficou em dúvida.

O capixaba preferiu não esperar o trem passar pela segunda vez em sua porta. Encarou uma longa viagem de ônibus para o Rio e realizou o sonho de jogar o Main Event da etapa. A história de sonho foi concluída com um brilhante quarto lugar e uma forra de R$ 96.000. O Mundo Poker conversou com Richardson sobre essa incrível saga. Confira:

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MP: Desde quando você joga poker e quando decidiu tentar uma carreira profissional?

RC: Então, brinco de poker há uns sete anos com meus primos e amigos. Sempre foi por diversão, passar tempo na roça, etc, e meu gosto pelo esporte foi aumentando absurdamente, onde comecei a me aprofundar mais, pesquisar, assistir, sentar pra entender melhor e estudar. Nunca fiz nenhum tipo de coach, sempre foi por conta própria e foi onde conheci o pivô disso tudo, Ana Freitas, onde veio todo o meu incentivo, onde várias vezes passou pela minha cabeça em desistir, mas ela disse que nunca deixaria. Foi indo, até chegar um momento onde conheci outros jogadores profissionais e disse para mim mesmo, é isso que eu quero pra minha vida no futuro. Decidi de vez há dois anos me dedicar cada vez mais ao poker para um dia eu ser um grande profissional.

MP: Como que foi essa saga para participar do KSOP Rio de Janeiro?

RC: Então, tudo começou quando a Ana Freitas me ligou de Las Vegas, onde ela mora, e disse, ‘estou indo para o Rio de Janeiro daqui dois dias e quero você lá’. Aí eu falei, ‘como assim?’ Ela disse quero você lá pra jogar o KSOP comigo. Eu falei que tinha meu trabalho, minhas coisas, como vou largar tudo e ir pro Rio de Janeiro assim num dia de semana, sem dinheiro, sem nada? Não, não tem como, sem condições, durante esses dois dias não consegui mais dormir, nem pensar em nada, pois era uma chance única de realizar um sonho de jogar um mega evento. Comecei a mexer os pauzinhos, arrumar gente pra trabalhar pra mim, enfim, foi dois dias em uma mega correria, como não tinha dinheiro pra pagar passagem de avião, comprei passagem de ônibus, dividi em três vezes, arrumei uma mala com três mudas de roupas e fui. Liguei pra ela e falei: ‘me espera que estou chegando’. Também quero agradecer o William e o Rodney da R.R.D pela oportunidade.

MP: Como foi a experiência de fazer mesa final de um evento gigante que nem o KSOP?

RC: Inesquecível, realizei três sonhos em um único evento. Primeiro era jogar um Main Event de um evento tão grande e renomeado igual o KSOP, segundo era sentar e poder jogar na mesa da TV e terceiro era fazer uma mesa final. Ou seja, a primeira vez que tive a oportunidade de jogar um evento desse e terminar em quarto lugar, vou levar pro resto da vida esse momento.

MP: Como tá a ansiedade pra jogar o evento dos 36 melhores da etapa?

RC: Olha, a ficha ainda não caiu, vai cair mesmo só quando eu entrar no avião e chegar em Balneário Camboriú. Sei que vai ser um grande desafio, pois vou jogar com os melhores da primeira etapa e tem muito jogador profissional que já sabe lidar com essa ansiedade.

MP: Quem são suas grandes referências no jogo?

RC: Primeiramente sempre vai ser a Ana Freitas, vindo seguido do Brunno Botteon (Botteonpoker), Fernando Araújo (VC VEM) e Gustavo Braz (Tavimwin). Tirando a Ana Freitas, todos são da minha cidade e que recentemente viraram grandes amigos!

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KSOP SA: Cleide Sobrinho garante ótimo stack no 1B do Mystery PKO e é destaque no chip count; veja a lista completa

Já são mais de 500 entradas em dois flights do torneio

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O formato Mystery Bounty é um grande sucesso de disputas no poker, e na tarde de quarta-feira, o KSOP South America sediou mais um bom classificatório para o Mystery PKO da grade. O torneio de R$ 1.500 de buy-in mais uma vez foi sucesso de inscrição e o flight 1B se encerrou com mais 24 jogadores classificados.

Dentre eles, um dos destaques foi Cleide Sobrinho, que passou com 402.000 e esteve entre as melhores do dia. O pódio ficou composto pelo uruguaio Nicolas Silvera, que finalizou o dia com 952.000 em seu stack; Alisson Vissoci, que volta para o Dia 2 com 659.000, e Aldévio Testoni, com 512.000.

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O Dia 1B do Mystery PKO acumulou um total de 157 entradas, e outros nomes conhecidos entre os 24 classificados incluem Mauricio Sire (509.000), Rafael Regis (412.000), José Kracic (310.000) e Vinicius Pinheiro (206.000).

O Mystery PKO já está com seu Dia 1C rolando no salão, mas os dias 1D (14h) e 1E (18h) vão rolar nesta quinta-feira e devem colocar mais jogadores no field do Dia 2, quando vai rolar a festa dos envelopes no salão do Expocentro, a partir das 14h de sexta-feira.

Confira o chip count:

Jogador Chipcount Mesa Posição
Nicolas Leandro Zeballos Silvera 952.000 Mesa 32 Posição 9
Alisson Cristiano Vissoci 659.000 Mesa 27 Posição 6
Aldevio Carlos Testoni 512.000 Mesa 35 Posição 1
Mauricio Trigo Sire 509.000 Mesa 25 Posição 3
Raphael Airoso De Almeida 433.000 Mesa 28 Posição 3
Rafael Regis Da Silva 412.000 Mesa 30 Posição 5
Cleide Freitas Sobrinho 402.000 Mesa 26 Posição 2
Heverton Potiguar Rocha Alba 367.000 Mesa 31 Posição 4
Osvaldo Seidler Boeira Neto 354.000 Mesa 22 Posição 1
Wendell Rogerio Athayde 310.000 Mesa 23 Posição 1
Jose Luiz Kracik 310.000 Mesa 24 Posição 4
Allan Cleudir Surdi 290.000 Mesa 30 Posição 8
Gonzalo Balbuena Burgell 279.000 Mesa 32 Posição 6
Marden Mendonca Lima 259.000 Mesa 29 Posição 9
Vanessa Machado Oliveira 254.000 Mesa 26 Posição 5
Lion Possenti 242.000 Mesa 33 Posição 3
Ricardo Junior Carlesso 237.000 Mesa 35 Posição 4
Francisco Nahuel Rodriguez Moreno 210.000 Mesa 34 Posição 8
Vinicius Pinheiro 206.000 Mesa 21 Posição 8
Igor Dal Bo De Medeiros 175.000 Mesa 28 Posição 9
Carmen Suraia Achy 163.000 Mesa 24 Posição 7
Gonzalo Daniel Lopez 116.000 Mesa 33 Posição 6
Daniel Antunes Fraga De Miranda 111.000 Mesa 36 Posição 7
Ricardo Tombini 96.000 Mesa 34 Posição 2

Confira o Poker de Boteco #134 com Marina Manz:

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KSOP SA: Gabriel Tavares vence o Ultra High Roller e valoriza “experiência” adquirida em lives

Gabriel embolsou R$ 325 mil

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Uma disputa especial aconteceu nesta quarta-feira no salão do Expocentro. O torneio mais caro da grade, o R$ 100k Ultra High Roller, trouxe jogadores de alto calibre para o KSOP South America e terminou com a vitória de Gabriel Tavares durante a noite.

Gabriel, que passou pelo salão do KSOP South America em outros dias, acabou ficando com o título do torneio que somou 7 entradas. A cravada lhe rendeu o prêmio de R$ 325.000, um bom dinheiro para a conta do jogador, que concordou que ganhar nunca é ruim.

“Foi bem legal, divertido, muitos amigos na mesa. A partir do momento em que a gente senta pra jogar, todo mundo quer ganhar. Hoje não foi diferente. A gente tava gastando cada segundo que tinha pra tomar as melhores decisões. Ainda foi super difícil, estou super contente. E ainda fui surpreendido com um troféu muito bonito e um anel que eu não tinha, então vamos por mais.”

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Gabriel enfrentou amigos como Kelvin Kerber e Fabiano Kovalski, companheiros de Samba Poker Team, durante a disputa. Mas o heads-up foi contra Guilherme Barbosa, que não deu vida fácil aos adversários e chegou com vantagem na disputa, antes de sofrer a virada. Tavares aponta que a cravada no Ultra High Roller é um ótimo aquecimento para a sequência de torneios que vem pela frente.

“Eu sou um cara que não tem tanta experiência em live, então toda oportunidade que eu tenho eu tento aproveitar. Eu sempre falo que tento compensar na parte técnica, sigo tentando melhorar no live, busco um pouco de rodagem. Maio vai ser um mês importante, tem EPT, tem Triton, então estou bastante empolgado”, concluiu.

Confira a premiação completa:

1º – Gabriel Tavares – R$ 325.000
2º – Guilherme Barbosa  – R$ 196.000
3º – Fabiano Kovalski  – R$ 130.700

Confira o Poker de Boteco #134 com Marina Manz:

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KSOP SA: Jessé Cesar acerta trinca no river contra Martin Peralta e escapa de eliminação no High Roller Prog KO One Day

A jogada aconteceu na mesa televisionada

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Um dos torneios em destaque no sétimo dia de KSOP South America é o High Roller Prog KO One Day, com buy-in de R$ 10.000. Jessé Cesar, jogador do Samba Poker Team, é um dos inscritos na competição e alcançou a mesa final de forma dramática.

Ele por muito pouco não foi eliminado por Martin Peralta, colombiano que vem se destacando no cenário brasileiro. A jogada em questão foi nos blinds 3.000 / 6.000, com Martin abrindo raise de 12.000 fichas do UTG com . A mesa rodou em fold até o small blind Jessé Cesar, que deu 3-bet de 55.000 fichas, com .

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Martin Peralta pagou a volta e a dupla viu o flop , e seguiu com um c-bet de 42.000 fichas de Jessé Cesar. O colombiano pagou com o quarto par do momento. Eis que o turn veio um e trouxe a tão sonhada trinca de Peralta, bastante escondida.

Chip leader disparado no momento, com quase 170 big blinds, ele viu Jessé Cesar dar all in de 191.000 fichas e pagou rapidamente, deixando o brasileiro desesperado. O pote de 100 big blinds era muito decisivo para o momento, e restava ainda o river. Jessé, iluminado, acertou o que precisava , trincou maior e se manteve forte no jogo.

Confira a jogada aqui:

Confira o Poker de Boteco #134 com Marina Manz:

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