KSOP
Bernardo Sette bate 4-handed contra argentinos, é campeão do Main Event e faz história no KSOP GGPoker South America
Profissional de Belo Horizonte ganhou prêmio espetacular de R$ 2 milhões
O KSOP GGPoker South America foi um evento histórico com forte invasão estrangeira no Rio de Janeiro. O ousado Main Event com R$ 11 milhões garantidos poderia ter terminado com a festa de diversas nacionalidades diferentes, mas o mineiro Bernardo Sette deu um verdadeiro show para deixar o título no Brasil. O profissional foi o grande campeão para fechar os 15 dias de evento com uma linda história.
Sette poderá comemorar o Carnaval de um jeito diferenciado depois da façanha realizada. Ele superou o field de 2.191 entradas, com buy-in de R$ 5.000, para embolsar a premiação astronômica de R$ 2.000.000, o maior prêmio já distribuído por um circuito brasileiro, igualando o resultado do Ultra High Roller desta mesma etapa.
“É emocionante. Não tenho palavras, eu nunca imaginei que estaria numa situação dessa. Só gratidão”, disse o campeão transbordando felicidade. “Agora é voltar para Belo Horizonte e vai ser só tiro, porrada e bomba! Vamos quebrar tudo no Carnaval”, completou Bernardo sobre a festa prolongada.
O jogador do Detox Poker falou sobre a importância do time na conquista. “Me dá todo o suporte. Eu era um jogador razoável antes de entrar para o time, mas mudei meu jogo totalmente, minha visão sobre o jogo”.
Os shows das escolas de samba do Rio de Janeiro só começam no final de semana, mas Bernardo transformou a “Nave Mãe” do KSOP GGPoker South America na passarela da Sapucaí. O mineiro começou a mesa final com o quinto maior stack, mas desfilou um poker de alto nível e foi cirúrgico nos momentos decisivos para embalar para o título.

A mesa final
“Eu senti que eu tinha uma experiência. O Julio (Belluscio) também tinha. Eu já joguei uma FT pagando US$ 1.000.000, tinha uma reta de Main Event do KSOP, não sei se eu era o melhor, acho que falar isso é meio egocêntrico, mas me sentia um pouco mais cascudo. Eu não teria tanta pressão, então acho que poderia desenvolver meu jogo melhor do que a galera”, analisou Bernardo perguntado se enxergava edge quando a FT foi formada.
A decisão começou com escassez de confrontos grandes até porque nenhum dos jogadores gostaria de ser o primeiro eliminado com uma premiação tão alta no topo. A ingrata queda na nona colocação ficou com o representante europeu da FT. O alemão Damian Plank tinha 12 big blinds quando flipou mal contra Yure Rocha de AQ contra TT.
Depois disso, o que se viu foi o domínio absoluto do chip leader Julio Belluscio, disparando na ponta. Os pay jumps pesaram e a eliminação seguinte demorou para acontecer. Nesse meio tempo, a configuração dos stacks foi mudando. Diogo Pereira, o “Tim Maia”, mesmo embalado por uma divertida e eufórica torcida, viu a segunda maior pilha de fichas no início da FT ruir.
O carioca foi o segundo eliminado quando tinha quase 10 big blinds. Ele trombou Bernardo Sette com KK quando foi all in com KQs. O último K do baralho ainda apareceu no flop para acabar com o sonho de Pereira. Depois disso, os shorts stacks sofreram bastante com o domínio absoluto de Belluscio. Todos tentavam escapar da queda para somar saltos de premiações.

Com o jogo apertado para a mesa inteira, quatro eliminações aconteceram em um curtíssimo intervalo de tempo: Pedro Maia, Yure Rocha, Rafael Façanha e Christian Sare deram adeus ao torneio nesta ordem. Sette e Belluscio se revezaram nas posições de algozes. Cada um eliminou dois deste quarteto que abrilhantou a mesa final.
O 3-handed colocou o mineiro contra dois argentinos. Além do campeão mundial Belluscio, dono de um jogo com ideias poucas ortodoxas, Bernardo enfrentou outro jogador tarimbado da Argentina: Fabian Ortiz. O experiente hermano tinha no currículo um vice-campeonato de Main Event do KSOP GGPoker em 2019. Desta vez, ele ficou com a medalha de bronze.
A dinâmica mudou bastante nesta parte. Ortiz incomodou e os três chegaram a ter um momento bem equilibrado. A história tomou outro rumo quando Bernardo puxou um potaço contra Belluscio quando o hermano decidiu frear uma ação agressiva no river. Depois disso, o stack dele entrou em queda livre. O que se viu na sequência foi uma trocação de chumbo sem fim entre os dois argentinos com all ins pré-flop indo para o lado de quem mais precisava. O duelo particular chegou ao fim quando Julio ganhou duas seguidas do compatriota. A derradeira foi de AJ contra QJ.
O heads-up começou praticamente empatado e não demorou muito tempo para o brasileiro abrir vantagem. A história foi escrita nas blinds 600.000 / 1.200.000. Bernardo abriu raise com para 2.500.000 fichas e levou call. Eles checkaram o flop . O turn foi e Julio liderou com uma aposta de 3.000.000. Sette deu call e o river foi certeiro para ele com .
Belluscio brecou de novo e pediu mesa. O pote tinha cerca de 12.000.000 e o argentino um stack de 16.000.000 para trás. O mineiro anunciou all in e deixou o rival visivelmente desconfortável. Depois de muito pensar, Julio pagou com . Era o fim do KSOP GGPoker South America com a explosão do auge da carreira de Bernardo Sette.

Confira a premiação completa do Main Event do KSOP GGPoker South America:
1º – Bernardo Sette (Brasil) – R$ 2.000.000
2º – Julio Belluscio (Argentina) – R$ 1.200.000
3º – Fabian Ortiz (Argentina) – R$ 725.000
4º – Christian Sare (Argentina) – R$ 455.000
5º – Rafael Façanha (São Paulo/SP) – R$ 330.000
6º – Yure Rocha (Itinga/MA) – R$ 262.000
7º – Pedro Maia (Rio de Janeiro/RJ) – R$ 214.000
8º – Diogo Pereira (Rio de Janeiro/RJ) – R$ 181.200
9º – Damian Plank (Alemanha) – R$ 155.000
Confira o Episódio #57 do Poker de Boteco com Guilherme Schreiber:
KSOP
KSOP Circuit Amazônia: Jesus Mejia, da Venezuela, derrota Dennis Magaldi no heads-up e fica com título do High Roller
O venezuelano puxou R$ 61 mil

O KSOP Circuit Amazônia foi encerrado com grande sucesso após sete dias intensos de poker em Manaus. E o último torneio a conhecer seu campeão foi o tradicional High Roller, que reuniu um excelente público neste domingo. No fim das contas, a vitória ficou com Jesus Mejia.
O venezuelano de Cumaná, que viajou até Manaus para disputar o KSOP pela primeira vez ao lado dos amigos, não deu chances ao field de 26 entradas no torneio de R$ 7.500 e foi recompensado com uma premiação de R$ 61.300. “São muitos anos de trajetória. São 25 anos viajando. Panamá, República Dominicana, Colômbia, Brasil”, comentou o campeão.
Jesus também destacou sua relação antiga com o país e elogiou a estrutura do evento. “Eu venho ao Brasil muitas vezes, porque conhecemos ele há 15 anos, quando ele fazia o torneio em Margarita, e nos tornamos grandes amigos. Aqui, a organização do KSOP é perfeita. Toda a estrutura é muito boa. Você pode jogar poker tranquilo. Os diretores, os dealers… tudo muito organizado”, completou o venezuelano.

A mesa final do torneio foi bastante disputada e contou com várias horas de jogo até Jesus sair campeão. No 3-handed, por exemplo, ele despachou Murad Abdelaziz e Dennis Magaldi, esse último, amargou o terceiro vice-campeonato na etapa.
O High Roller ainda teve uma paralisação durante a mesa final por conta de uma falta de energia. Assim que o jogo foi retomado, porém, o desfecho aconteceu rapidamente. Jesus garantiu a vitória ao acertar top pair e flush draw com contra de Dennis Magaldi, no board , sacramentando o título do High Roller.
Perguntado sobre disputar outras etapas do circuito, o venezuelano confirmou presença na etapa de Iguazú. “Sim, pelo que eu vejo, eu vou descer. Não vou para a Venezuela, vou para a Argentina. Quando vêm os bons torneios, tem que aproveitar”, comentou o campeão.
Confira a premiação completa:
1º – Jesus Rafael Mejia Borges (Venezuela) – R$ 61.300
2º – Dennis Magaldi – R$ 42.400
3º – Murad Abdelaziz – R$ 28.600
4º – Rafael Urias Wagenfuhr – R$ 19.020

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
KSOP
KSOP Circuit Amazônia: Alexsandro Nogueira, Cristian Ribeiro e Eduardo Moura vencem no último dia da etapa
O último dia foi bastante movimentado

O último dia do KSOP Circuit Amazônia foi recheado de torneios e contou com ótimo movimento no salão do Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus. Entre os campeões da reta final da etapa, um dos destaques foi o jogador Alexsandro Nogueira, vencedor do High Roller Hyper.
O torneio, que não fazia parte da grade oficial, acabou sendo realizado após pedidos dos próprios jogadores e teve buy-in de R$ 4.000. Ao todo, 14 entradas foram registradas e Alexsandro Nogueira ficou com o título, faturando R$ 21.000 pela conquista.
Confira a premiação:
1º- Alexsandro Nogueira – R$ 21.000
2º – Bento de Souza – R$ 13.750
3º – Felipe Pedrosa – R$ 8.700

Quem também se deu bem no KSOP Circuit Amazônia foi Cristian Ribeiro. O jogador, que na noite anterior acabou sofrendo dois duros coolers na mesa final do Main Event, deu a volta por cima ao conquistar o título do Last Chance.
Demonstrando muita resiliência após o ocorrido no principal torneio da grade, Cristian bateu com autoridade o field de 56 entradas no evento de buy-in R$ 750. Pela conquista, ele faturou R$ 10.000.
Confira a premiação:
1º – Cristian Ribeiro – R$ 10.000
2º – Gabriel Lima de Oliveira – R$ 6.000
3º – Anna Alice Bezerra de Oliveira – R$ 4.550
4º – Nabil Lelis de Oliveira Abdel Aziz – R$ 3.440
5º – Eibar Coa Monteverde – R$ 2.600
6º – Cesar Gustavo Camurça Ferreira – R$ 2.000
7º – Anderson Augusto Gadelha Cavalcante – R$ 1.600
8º – Cleiton Mauricio Sierpinksi – R$ 1.300
9º – Cleber Coldmir Sierpinski – R$ 1.100

Por fim, o último torneio iniciado no KSOP Circuit Amazônia foi o Manaus Turbo Finale, competição que virou sensação durante as noites da etapa. Na edição derradeira do torneio, melhor para Eduardo Moura.
O jogador, que veio de Boa Vista para disputar o KSOP, superou o field de 28 entradas e, de forma especial, derrotou a própria mãe, Dyanna Vieira, no heads-up para ficar com o título. Pela conquista, Eduardo embolsou R$ 4.600, enquanto a mãe levou R$ 3.000 pelo vice-campeonato.
Confira a premiação completa:
1º – Eduardo Oliveira Moura – R$ 4.600
2º – Dyanna Vieira de Oliveira – R$ 3.000
3º – Jamily Lopes Rossete Moraes – R$ 2.000
4º – Alexandra Amenaida Villoria Alvarez – R$ 1.260
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
KSOP
“É um sonho realizado”: Ademilson Costa exalta sucesso do KSOP Circuit Amazônia e exalta parceria com o circuito
O empresário sócio da UniEventos se mostrou muito realizado com a etapa

O KSOP pisou pela primeira vez no Norte do Brasil com um grande evento, arrecadando mais de R$ 1 milhão em sete dias de muito poker em Manaus, capital do Amazonas. E tudo isso só se tornou possível graças à parceria entre a Kings Eventos, que tem Moisés Moraes como CEO, e a UniEventos, empresa que conta com Ademilson Costa como sócio.
Frequentador assíduo do circuito pelo Brasil e também no exterior, Dedé sonhava há muitos anos em ver uma etapa do KSOP sendo realizada em Manaus e trabalhou para transformar esse desejo em realidade. Agora, com o encerramento da etapa, ele demonstrou toda a gratidão pelos dias vividos em sua terra natal:
“Cara, a primeira coisa é agradecer a Deus e toda a organização, na pessoa do Moisés, ao Mundo Poker, à transmissão maravilhosa de vocês, com informações em tempo real. Aos amigos do poker amazonense, aos amigos de Roraima, de Boa Vista, e a todos aqueles que vieram fazer parte, que vieram de longe. Vieram jogadores de Camboriú, tem um cara que está na mesa final do High Roller que é do Paraná, entendeu? Então, só tenho a agradecer. É um sonho realizado como pessoa. Isso é um sonho realizado meu e do meu amigo Arlindo Júnior, que já se foi, mas sonhava com isso”, falou.
Além da emoção de ver o sonho sair do papel, Ademilson Costa também teve motivos para comemorar dentro das mesas. O empresário alcançou duas mesas finais importantes na etapa, no High Roller e no Main Event. Realizado com o resultado do evento, Dedé destacou a gratidão pela repercussão positiva do KSOP em Manaus e afirmou que espera voltar ainda mais preparado para uma possível edição em 2027.
“Eu espero passar para as pessoas apenas coisas boas, falar coisas boas, e espero que no ano que vem a gente possa planejar com mais calma, acertar ainda mais algumas coisas. Mas, para mim, superou tudo, estou realizado mesmo, com louvor. Foram duas mesas finais, High Roller e Main Event, como jogador, além de trazer para cá o campeão do Manaus Turbo, logo no primeiro dia. Então, como jogador e como empresário, estou muito realizado e muito grato.”

Mesmo já possuindo experiência na realização de eventos em Manaus através da Liga de Poker Caribenha, com a Uni Eventos, Ademilson Costa destacou que a grandiosidade de uma etapa do KSOP trouxe novos aprendizados para toda a equipe envolvida.
O empresário fez questão de elogiar a parceria com a organização do circuito, ressaltando o trabalho coletivo e a reciprocidade entre funcionários e participantes durante os sete dias de festival na capital amazonense:
“É, a gente já tem uma experiência, já trabalha com eventos em Manaus e também realiza alguns torneios menores, como a LPC, que é da nossa organização, a LPC Uni Eventos. Mas, nessa magnitude, a gente espera poder ser parceiro e seguir aprendendo. A gente aprende a cada dia como empresário, e foi tudo muito maravilhoso, muito gratificante. Nossos funcionários, vocês, como um todo, foi algo muito recíproco, houve reciprocidade de todos nós, entendeu? Essa é a minha ideia”, disse.
Por fim, Ademilson Costa garantiu que a parceria com o KSOP deve continuar nos próximos anos. Presença frequente nas etapas do circuito pelo país, o empresário e jogador afirmou que seguirá acompanhando o calendário do circuito e reforçou o carinho pelo trabalho de todos.
“Vamos continuar. A gente segue no KSOP, que é algo que fazemos juntos. Participamos do circuito inteiro, das etapas, e vamos continuar assim. A gente se fala, se encontra pelo Mundo Poker, acompanhando essa cobertura maravilhosa que vocês fazem. Obrigado”, finalizou.

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
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