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Retrospectiva 2019 – Outubro: WSOP Europa agita com braceletes e polêmica do ranking; Régis Kogler crava BSOP Gramado

Dario Sammartino e Simon Brandstrom realizaram façanhas surreais neste mês

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O fim da temporada de 2019 do poker nos traz a lembrança de muitos momentos importantes que aconteceram ao longo destes 12 meses. Por isso, o Mundo Poker está fazendo uma retrospectiva com os principais acontecimentos de cada mês do ano. Em outubro, a WSOP Europa e o BSOP Brasília foram os principais eventos.

WSOP Europa

A versão europeia do principal circuito de poker do mundo começou no dia 13 de outubro e terminou apenas em 04 de novembro. Foram 15 eventos que distribuíram braceletes na República Tcheca. Os campeões foram grandes nomes e muitos jogadores se consagram pela primeira vez na carreira.

Jogadores do High Stakes faturaram o primeiro bracelete, como James Chen e Chin Wei Lim. Quem brilhou absurdamente foi Kahle Burns. O “ROFLShove” do online conquistou dois braceletes na etapa, seus dois primeiros da carreira. Um no € 2.500 Short Deck e o outro no High Roller de 25.500. O americano Dash Dudley, que havia vencido o Omaha em Vegas neste ano, levou o segundo bracelete ao vencer… o Omaha no WSOP Europa!

Quem entrou para um seleto grupo foi o israelense Asi Moshe. O craque faturou o quarto bracelete da carreira (o segundo em 2019) ao cravar um torneio com mix de Omaha e Hold’em. O último evento da série, o € 550 Colussus, teve um campeão bem especial: o craque francês Bertrand Grospellier, o ElkY, que faturou o segundo bracelete da carreira 11 anos depois do 1º.

Burns brilhou com dois braceletes na etapa

 

Main Event

Com buy-in de € 10.350, o Main Event da WSOP Europa atraiu um field de 541 entradas, o que foi suficiente para bater o garantido de € 5.000.000. Depois de uma mesa final equilibradíssima e com grandes jogadores, o grego Alexandros Kolonias, o “mexican222” do online, foi o grande vencedor do torneio e embolsou uma forra de € 1.133.678.

Kolonias derrotou o alemão Claas Sagebrecht no heads-up, outro regular do online. O americano Anthony Zinno completou o pódio. Mas quem também merece palmas é o craque Dario Sammartino. O italiano conseguiu realizar a façanha de fazer mesa final dos dois Main Events da WSOP em 2019. Depois do vice em Las Vegas, Dario ficou em quarto lugar em Rozvadov. Ele foi apenas o quarto jogador a realizar essa façanha.

O auge da carreira do craque Kolonias chegou na WSOP Europa

Polêmica do ranking

Uma grande bomba surpreendeu toda a comunidade global do poker alguns dias após o desfecho da WSOP Europa. Na época do evento, após a eliminação de Shaun Deeb no 11º lugar no Colossus, o último evento da grade, Daniel Negreanu foi condecorado com o título de Jogador do Ano da série, superando o australiano Robert Campbell e o próprio Deeb.

Houve muita festa pelo terceiro título de ranking da lenda canadense e muitas saudações em todas as redes. Porém, alguns dias depois, um usuário do fórum TwoPlusTwo descobriu que a direção da WSOP cometeu um gigantesco equívoco na somatória dos pontos. O erro alterou o que seria o destino final da pontuação.

No Evento #68, com buy-in de US$ 1.000 e disputado online, Daniel Negreanu não fez ITM, mas na pontuação oficial foi atribuído ao craque pontos como se ele tivesse ficado na 36ª colocação.O que aconteceu foi que a lista de premiação entre a 32ª e a 46ª colocação do Evento #68 não foi registrado naquele momento.

O erro aconteceu porque os pontos dessas colocações foram atribuídos para quem ficou nesses lugares em outra disputa, o Evento #87 (US$ 3.000 HORSE), torneio, no qual, o canadense acabou no fatídico 36º lugar. No torneio online, a colocação dada para Negreanu era na verdade de Max Silver.

A vacilada histórica da WSOP valeu 213,1 pontos para Negreanu na corrida do Player of the Year. Com a retirada desses pontos, o craque caiu para a terceira colocação e Robert Campbell se tornou o grande vencedor.

Robert Campbell herdou o título de “Jogador do Ano” após a bomba

WPT UK

Se Dario Sammartino realizou essa façanha incrível, o sueco Simon Brandstrom não deveu nada neste quesito “feitos” em 2019. O sueco completou seu 2019 mágico com o título do WPT UK, na Inglaterra. Ele já havia cravado simplesmente o WPT Barcelona e o EPT Barcelona anteriormente. A última conquista rendeu o prêmio de € 330.000.

O torneio teve buy-in de US$ 3.300 e contou com um field de 690 entradas. O terceiro título grande de Brandstrom na temporada não foi nada fácil. Fizeram parte da mesa final craques como Manig Loeser, Paul Siddle e Maria Lampropulos. O rival do heads-up foi Ryan Mandara.

BSOP Gramado

No Brasil, a grande atração foi o BSOP Gramado. O torneio voltou para a cidade depois de nove anos e teve um Main Event com 686 entradas. O campeão foi o gaúcho Régis Kogler, que consagrou sua bela carreira com a vitória. O título rendeu a forra de R$ 274.100 para o “capotinha”. João Bauer, Michel Henrique Santos e Diego Vilela foram finalistas. O heads-up foi contra Luiz Oliveira.

Nos torneios paralelos, vários conhecidos foram campeões: João Bauer (Start Up), Marcelo Mesqueu (Heads-Up), Aberivaldo Rocha “Café” (Pot-Limit Omaha KO), Matheus Mendes Zilberknop (8-Game Mix), Thiago Grigoletti (High Roller), Felipe Brasil (Turbo KO) e Pablo de Menezes (PL Omaha).

Régis com o troféu do BSOP Gramado

Online

– Luiz Constantino “Giant_Santos” foi campeão do US$ 109 Sunday Million do PokerStars e embolsou US$ 102.920. Bernardo Dias “bedias” ficou em 5º e puxou US$ 28.478

– Renan Bruschi “internett93o” cravou o Big 215 e ganhou US$ 28.287

– Fabiano Kovalski “Kovalski1”deu show no mesmo dia na Bounty Builder Series: foi campeão do Evento #5 (NLH US$ 2.100) e embolsou US$ 89.017 e ainda ficou em 6º no Evento #6 (US$ 215 6-Max) puxando mais US$ 18.483.

– Henrique Lessa cravou o Evento #21 da Bounty Builder Series e ganhou US$ 32.305

– Rodrigo Semeghini “digopapel” cravou o Evento #53 da Bounty Builder Series e ganhou US$ 89.974

– Thiago Crema “KKremate” cravou o US$ 1.050 Thursday Thrill e ganhou US$ 38.906

– Wendel Lauterte “wendellau” foi 4º no Sunday Million e ganhou US$ 40.151

– Kelvin Kerber “Kelvin_FP:AR” foi campeão do US$ 1.050 Sunday Supersonic e ganhou US$ 32.531

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Ex-político americano vai ao Hustler Casino Live e perde pote de US$ 1 milhão contra mão marginal de Alan Keating

Scott Palmer levou a pior contra o recreativo que gosta de aprontar

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Alan Keating
Alan Keating

O Hustler Casino Live organizou mais uma mesa de cash game high stakes nesta última quinta-feira e uma presença nova marcou a atração. Scott Palmer, um ex-político americano, foi um dos jogadores presentes na disputa e ele acabou sendo protagonista. Infelizmente para ele, pelo lado negativo.

Scott Palmer teve uma sessão desastrosa na atração e foi o maior perdedor do dia, com um valor pesado de prejuízo. O principal ponto de tudo isso veio através de uma mão jogada contra Alan Keating – sempre ele -, que aprontou mais uma das suas e levou um pote de mais de US$ 1 milhão com uma mão bem marginal.

Jogando com blinds de US$ 500 / US$ 1.000, Keating fez o straddle obrigatório e Palmer pagou do botão. De volta para o autor do straddle, Keating decidiu aumentar o jogo para US$ 22.000, valor que o antigo político pagou. Os dois viram o flop e Keating mandou uma nova aposta de 35.000.

LEIA MAIS: Rebeca Rebuitti faz retrospectiva dos quase 10 anos de carreira e recorda lembranças especiais desse período

Scott Palmer foi para um raise de US$ 115.000, número que Alan Keating conferiu. O turn trouxe outro três, o , e agora os dois jogadores jogaram de check. No river, uma completou o board e Alan Keating saiu disparando uma aposta de US$ 390.000. Isso deixou Palmer desconfortável, mas o novo jogador do Hustler Casino decidiu pagar.

No showdown, cooler constatado e uma mão marginal causando estrago. Palmer tinha um full house com seu , mas Alan Keating, com , acertou a quadra para faturar a mão. Ele levou o pote de US$ 1.057.500 e terminou o dia com lucro de US$ 818.000. O ex-político, por sua vez, teve um prejuízo de US$ 658.500.

Assista:

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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Rebeca Rebuitti faz retrospectiva dos quase 10 anos de carreira e recorda lembranças especiais desse período

A jogadora mineira relatou os momentos em uma postagem no Instagram

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Rebeca Rebuitti

No poker brasileiro, muitas mulheres ajudaram no crescimento do esporte entre o público feminino e pavimentaram uma estrada que não para de crescer. Um dos nomes que pode ser colocado nessa lista é o de Rebeca Rebuitti. Mesmo ainda bem jovem, ela já tem uma carreira bem longa e um nome bem consolidado entre o público.

Jogadora, streamer e embaixadora de marcas, Rebeca está perto de completar 10 anos neste mundo. Aproveitando essa marca, ela decidiu fazer uma retrospectiva de alguns dos principais momentos que tornaram possível chegar ao momento de hoje. O post (que pode ser visto clicando aqui) foi em seu perfil pessoal no Instagram e trouxe algumas passagens que emocionam.

Entre os vários tópicos que Rebuitti recordou, chama a atenção o apoio dos familiares e dos amigos, pessoas que ela deixa claro que foram fundamentais na trajetória. A mineira também contou um pouco da vida pessoal na troca para o poker, mostrando coragem para tomar a decisão e arriscar. Deu certo.

LEIA MAIS: Shaun Deeb cutuca Phil Hellmuth e provoca sobre recorde na WSOP: “ele sabe que vou ultrapassá-lo”

A jogadora contou que, antes de tentar entrar para o poker, trabalhava como vendedora e tinha um salário inferior a mil reais. Ou seja: ela não tinha muito a perder. Por isso, ela foi de cabeça para o poker, conseguiu um resultado que a fez sonhar e seguiu tentando mudar de rumo.

O mais legal na história contada por Rebeca é que pai e mãe tiveram influência nisso. Na postagem, Rebuitti conta que a mãe até mesmo comprou uma maleta para que ela pudesse jogar em casa com amigos. Já seu pai, mais pra frente, ajudou na compra de um carro para que ele pudesse ir e voltar dos clubes, além de levá-la para o primeiro KSOP da vida.

Ela também relembrou, entre outras coisas, a ida “maluca” para a WSOP pela primeira vez, usando o cartão de crédito da amiga Samantha Caiaffa para viajar. E o resto virou história. Ela se tornou uma streamer conhecida, jogadora profissional e hoje é embaixadora do ACR no Brasil. São quase 10 anos construindo. E ela está pronta para mais.

Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:

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Chris Moneymaker enfrenta outras lendas do poker em episódio do No Gamble, No Future e sai com lucro de US$ 150K

O americano enfrentou nomes como Tom Dwan, Hellmuth e Shaun Deeb

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Chris Moneymaker
Chris Moneymaker

O último episódio transmitido do programa No Gamble, No Future contou com uma line-up para lá de especial. Um elenco altamente estrelado se juntou para a disputa do cash game televisionado e nomes que marcaram épica estiveram presentes numa disputa que trouxe vários grandes momentos.

O destaque absoluto ficou para Chris Moneymaker. O homem responsável pelo boom do poker mostrou que, mesmo mais de 20 anos depois, tem condições de brilhar. Enfrentando outros nomes como Tom Dwan, Shaun Deeb, Phil Hellmuth e o recreativo Alan Keating, Moneymaker foi quem mais faturou entre eles.

LEIA MAIS: Shaun Deeb cutuca Phil Hellmuth e provoca sobre recorde na WSOP: “ele sabe que vou ultrapassá-lo”

Contando dois dias de jogo com blinds de US$ 100 / US$ 200, Chris Moneymaker conseguiu acumular um total de US$ 149.800 de lucro, beirando os US$ 150K entre as sessões. Isso o colocou como o maior vitorioso desse duelo de estrelas, colocando o americano mais uma vez em evidência.

Por outro lado, na parte da tabela que ninguém gostaria de estar, quem mais perdeu foi outro dos grandes. Octacampeão da WSOP, Shaun Deeb teve duas sessões negativas, chegando a quase US$ 100K de prejuízo. Deeb deixou o No Gamble, No Future com um desfalque de US$ 98.900 no bankroll. Assim não vai ser fácil quebrar o recorde de Hellmuth.

Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:

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