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“O maior esquema Ponzi da história do poker brasileiro”: Dalton Hobold revela como foi prejudicado por Léo Bello

O craque contou para o jornalista Jack Stanton os problemas que passou na carreira

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Quem vê o craque Dalton Hobold, atualmente um dos melhores jogadores do mundo no poker online, mal pode imaginar o número de percalços que ele precisou superar na carreira. É o que o catarinense contou numa entrevista para o jornalista inglês Jack Stanton, do PocketFives. Ele revelou que quase abandonou o poker por ter sido roubado duas vezes no início da jornada.

Tudo começou quando Dalton foi vice-campeão do Sunday Storm de Aniversário de 2017. Ele transformou o pequeno investimento de US$ 11 em uma forra insana de US$ 106.000. Aos 21 anos e ainda na faculdade, ele disse que “era tanto dinheiro que ele não sabia o que fazer com ele”. Os problemas começaram a aparecer na sequência.

Sem tanta experiência para lidar com essas enormes cifras, Dalton teve péssimos momentos depois de conquistar o hit de seis dígitos. Primeiro, transferiu US$ 20.000 para sua conta do Neteller. Pouco depois, ele teve o e-mail hackeado e o invasor conseguiu acesso à suas contas tanto do Neteller como a do partypoker.

“Essa foi a minha primeira lição: nunca use um único endereço de e-mail para todas as suas contas”, disse. “Por sorte, minha conta do PokerStars não foi hackeada, mas perdi todo dinheiro o dinheiro que tinha no Neteller. Eu entrei em contato com o suporte várias vezes para eles rastrearem o cara e pegar o dinheiro de volta, mas não aconteceu”.

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Depois de perder a quantia, Dalton sofreu o golpe mais duro da vida pouco tempo depois. O problema é que foi com um dos nomes mais conhecidos do poker brasileiro, Léo Bello. Para quem não conhece, ele foi um dos pioneiros do jogo no Brasil e escreveu dois livros que serviram de porta de entrada para muitos jogadores de poker.

Dalton foi um desses. Ele também se tornou próximo de Bello tempos depois e pediu ajuda para o então amigo, cheio de credibilidade, o ajudar a recuperar o dinheiro perdido no Neteller. “Chamamos alguns advogados para pedir ajudar, mas não funcionou. Em seguida, fizemos um acordo onde eu investiria nos cavalos dele”, conta.

Então, Hobold enviou a quantia de US$ 56.000 para Bello numa transferência feita pelo PokerStars. “Eu confiava muito nele. Ele era famoso no Brasil na época”, lembra, antes de dizer o seguinte para o jornalista: “Ele estava por trás do maior esquema Ponzi da história do poker brasileiro que eu conheço”.

Como era?

Esquema Ponzi é um dos termos para as chamadas pirâmides financeiras. Consiste numa promessa de pagamento de rendimentos altos aos investidores à custa do dinheiro recebido por novos investidores, ao invés da receita ser gerada pelo negócio propriamente dito. Em algum momento, se não entram novos investidores, o negócio entra em colapso.

Na reportagem, Stanton usa uma denúncia de um usuário no Fórum TwoPlusTwo sobre como funcionava a fraude. De acordo com a postagem de “VinnyCout” em 2017, Bello começou a pedir a amigos e outros jogadores de poker para investirem em seus cavalos, e por dois anos tudo correu bem, com os investidores recebendo o dinheiro de volta. Mas em algum momento, os pagamentos aos investidores pararam, apesar do time supostamente dar lucro.

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Ele diz que em algum ponto Léo começou a pedir para colocarem mais dinheiro ou emprestar dinheiro que ele devolvia com algum retorno no mesmo mês, ou pagava em algum tempo com uma taxa mais alta que a do mercado. As pessoas começaram a desconfiar que ele estava pedindo dinheiro para pagar antigos investidores, transformando o negócio em um esquema Ponzi.

O time era lucrativo, mas depois muitas pessoas descobriram que os lucros estavam retidos na conta dele e os jogadores estavam em débito. Na época do relato, “VinnyCout” estimava que o valor “se aproximava de US$ 300.000 e estava crescendo”, afetando mais de 40 investidores. Um deles era Dalton, que concluiu essa passagem de sua vida dizendo que não recebeu de volta um centavo até hoje.

Observação: Dalton entrou em contato com o Mundo Poker e disse que não revelou para o jornalista inglês diretamente quem era a pessoa que o aplicou o golpe. O mesmo fez uma pesquisa e acabou descobrindo sozinho, mas publicou de uma forma como se o catarinense havia contado. No mais, ele também fez um comentário no Instagram do nosso site onde disse que isso “não que isso faça tanta diferença também”. Mas é bom deixar ressaltado!

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Confira o episódio #12 do Depois do River:

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Ex-político americano vai ao Hustler Casino Live e perde pote de US$ 1 milhão contra mão marginal de Alan Keating

Scott Palmer levou a pior contra o recreativo que gosta de aprontar

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Alan Keating
Alan Keating

O Hustler Casino Live organizou mais uma mesa de cash game high stakes nesta última quinta-feira e uma presença nova marcou a atração. Scott Palmer, um ex-político americano, foi um dos jogadores presentes na disputa e ele acabou sendo protagonista. Infelizmente para ele, pelo lado negativo.

Scott Palmer teve uma sessão desastrosa na atração e foi o maior perdedor do dia, com um valor pesado de prejuízo. O principal ponto de tudo isso veio através de uma mão jogada contra Alan Keating – sempre ele -, que aprontou mais uma das suas e levou um pote de mais de US$ 1 milhão com uma mão bem marginal.

Jogando com blinds de US$ 500 / US$ 1.000, Keating fez o straddle obrigatório e Palmer pagou do botão. De volta para o autor do straddle, Keating decidiu aumentar o jogo para US$ 22.000, valor que o antigo político pagou. Os dois viram o flop e Keating mandou uma nova aposta de 35.000.

LEIA MAIS: Rebeca Rebuitti faz retrospectiva dos quase 10 anos de carreira e recorda lembranças especiais desse período

Scott Palmer foi para um raise de US$ 115.000, número que Alan Keating conferiu. O turn trouxe outro três, o , e agora os dois jogadores jogaram de check. No river, uma completou o board e Alan Keating saiu disparando uma aposta de US$ 390.000. Isso deixou Palmer desconfortável, mas o novo jogador do Hustler Casino decidiu pagar.

No showdown, cooler constatado e uma mão marginal causando estrago. Palmer tinha um full house com seu , mas Alan Keating, com , acertou a quadra para faturar a mão. Ele levou o pote de US$ 1.057.500 e terminou o dia com lucro de US$ 818.000. O ex-político, por sua vez, teve um prejuízo de US$ 658.500.

Assista:

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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Rebeca Rebuitti faz retrospectiva dos quase 10 anos de carreira e recorda lembranças especiais desse período

A jogadora mineira relatou os momentos em uma postagem no Instagram

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Rebeca Rebuitti

No poker brasileiro, muitas mulheres ajudaram no crescimento do esporte entre o público feminino e pavimentaram uma estrada que não para de crescer. Um dos nomes que pode ser colocado nessa lista é o de Rebeca Rebuitti. Mesmo ainda bem jovem, ela já tem uma carreira bem longa e um nome bem consolidado entre o público.

Jogadora, streamer e embaixadora de marcas, Rebeca está perto de completar 10 anos neste mundo. Aproveitando essa marca, ela decidiu fazer uma retrospectiva de alguns dos principais momentos que tornaram possível chegar ao momento de hoje. O post (que pode ser visto clicando aqui) foi em seu perfil pessoal no Instagram e trouxe algumas passagens que emocionam.

Entre os vários tópicos que Rebuitti recordou, chama a atenção o apoio dos familiares e dos amigos, pessoas que ela deixa claro que foram fundamentais na trajetória. A mineira também contou um pouco da vida pessoal na troca para o poker, mostrando coragem para tomar a decisão e arriscar. Deu certo.

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A jogadora contou que, antes de tentar entrar para o poker, trabalhava como vendedora e tinha um salário inferior a mil reais. Ou seja: ela não tinha muito a perder. Por isso, ela foi de cabeça para o poker, conseguiu um resultado que a fez sonhar e seguiu tentando mudar de rumo.

O mais legal na história contada por Rebeca é que pai e mãe tiveram influência nisso. Na postagem, Rebuitti conta que a mãe até mesmo comprou uma maleta para que ela pudesse jogar em casa com amigos. Já seu pai, mais pra frente, ajudou na compra de um carro para que ele pudesse ir e voltar dos clubes, além de levá-la para o primeiro KSOP da vida.

Ela também relembrou, entre outras coisas, a ida “maluca” para a WSOP pela primeira vez, usando o cartão de crédito da amiga Samantha Caiaffa para viajar. E o resto virou história. Ela se tornou uma streamer conhecida, jogadora profissional e hoje é embaixadora do ACR no Brasil. São quase 10 anos construindo. E ela está pronta para mais.

Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:

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Chris Moneymaker enfrenta outras lendas do poker em episódio do No Gamble, No Future e sai com lucro de US$ 150K

O americano enfrentou nomes como Tom Dwan, Hellmuth e Shaun Deeb

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Chris Moneymaker
Chris Moneymaker

O último episódio transmitido do programa No Gamble, No Future contou com uma line-up para lá de especial. Um elenco altamente estrelado se juntou para a disputa do cash game televisionado e nomes que marcaram épica estiveram presentes numa disputa que trouxe vários grandes momentos.

O destaque absoluto ficou para Chris Moneymaker. O homem responsável pelo boom do poker mostrou que, mesmo mais de 20 anos depois, tem condições de brilhar. Enfrentando outros nomes como Tom Dwan, Shaun Deeb, Phil Hellmuth e o recreativo Alan Keating, Moneymaker foi quem mais faturou entre eles.

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Contando dois dias de jogo com blinds de US$ 100 / US$ 200, Chris Moneymaker conseguiu acumular um total de US$ 149.800 de lucro, beirando os US$ 150K entre as sessões. Isso o colocou como o maior vitorioso desse duelo de estrelas, colocando o americano mais uma vez em evidência.

Por outro lado, na parte da tabela que ninguém gostaria de estar, quem mais perdeu foi outro dos grandes. Octacampeão da WSOP, Shaun Deeb teve duas sessões negativas, chegando a quase US$ 100K de prejuízo. Deeb deixou o No Gamble, No Future com um desfalque de US$ 98.900 no bankroll. Assim não vai ser fácil quebrar o recorde de Hellmuth.

Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:

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