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Imperdível: João Vieira fala sobre o 4bet Team, momento atual e objetivos da carreira: “ser o melhor jogador do mundo”

O português concedeu uma entrevista sensacional para o Mundo Poker

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Qualquer fã de poker que para pensar por alguns minutos sobre os melhores jogadores de poker do mundo na atualidade certamente deve lembrar do fenômeno português João Vieira. O popular “Naza114” do online é um dos nomes com o currículo mais brilhante do mundo e conta com o respeito e admiração de toda a classe de profissionais do esporte da mente.

O currículo de Vieira dispensa comentários. Pentacampeão do WCOOP, Tetracampeão e vencedor do ranking (2017) do SCOOP. No ano passado, a glória com o primeiro bracelete na WSOP. Esses são só alguns dos feitos impressionantes da carreira de sucesso do jogador português. O atual momento de Vieira indica que ainda tem muito por vir.

“O meu objetivo é sempre o mesmo: ser o melhor jogador do mundo em algum ponto da minha carreira”.

Neste período intenso de séries, Naza conseguiu absurdas oito mesas finais no SCOOP, com direito a um título, três vices e dois bronzes. Apenas com essas decisões, ele arrecadou US$ 841.383 em prêmios. No Super High Roller Bowl, foram quatro mesas finais na conta. “Foram as minhas melhores séries de sempre, talvez uma das melhores séries de sempre. Saíram exatamente como planejado e julgo que os resultados falam por si”, cravou Vieira.

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O português foi responsável por uma das notícias mais incríveis do poker brasileiro neste ano. Ele assinou para ser jogador e coach do 4bet Poker Team. “Para mim só fazia sentido trabalhar com time se fosse com um super-time como o 4Bet. Os grandes fatores determinantes para mim foram o nível de excelente conhecimento e de estudo que eles têm”, contou João.

Ele também falou sobre a relação com os jogadores brasileiros e o país. “Vocês são muitos e muito bons. Vão tomar conta do poker como tomaram conta do futebol. Pelo Brasil e para o Brasil, só tenho amor”.

A entrevista com João Vieira ficou imperdível. Ele contou sobre os primeiros contatos com os jogadores do 4bet Poker Team, o sucesso dos jogadores portugueses no poker online, apontou o melhor “grupo” de craques do mundo e disse qual é o seu maior combustível, o fator que o faz suar no dia a dia.

Confira a entrevista completa com o fenômeno João Vieira, o Naza114:

Naza fez história com o primeiro bracelete da carreira em 2019

MP: Primeiro, como que foi esse fim de dois meses tão intensos e a sua avaliação deles?

Naza: Foram as minhas melhores séries de sempre, talvez uma das melhores séries de sempre. Saíram exatamente como planejado e julgo que os resultados falam por si.

MP: A sua entrada no 4bet Poker Team foi uma notícia de muito impacto para o poker brasileiro. Como que foi essa negociação e quais os fatores mais importantes para a sua decisão final?

Naza: Existem oportunidades especiais. Para mim só fazia sentido trabalhar com time se fosse com um super-time como o 4Bet, e julgo que eles já falaram publicamente que só abriram estas portas para mim. Os grandes fatores determinantes para mim foram o nível de excelente conhecimento e de estudo que eles têm. E nesta fase da minha carreira também só fazia sentido se fosse trabalhar com o maior time que encontrasse.

MP: Imagino que neste mês de série ainda não teve tantos estudos aprofundados. Mas como está sendo o contato com os times de Elite do 4bet? Você disse no Instagram outro dia que se encantou com o Pedro Madeira, o “gusmaa”.

Naza: Já teve contato porque já comecei a trabalhar antes de ser anunciado, e com parte dos head coaches o trabalho não parou. Gusma foi um dos que mais me impressionou, mas tem muitos outros. Estou muito impressionado com o nível de qualidade, com empenho e vontade de aprender.  4Bet forma jogador para o High Stakes faz 10 anos, e eu também venho fazendo o mesmo em menor escala em Portugal. Tenho a certeza que vai dar certo.

MP: O cenário high stakes dos MTTs tem mostrado muita força no online. Você acredita na consistência dos números atuais ou acredita que pode acontecer uma “bolha” em algum momento como opinou o Patrick Leonard recentemente?

Naza: A crise econômica que a pandemia vai gerar deve afetar o poker. Mas não é algo que eu tenha formação e entendimento para fazer previsão. Sou jogador de baralho e prefiro falar do que eu realmente entendo, deixo isso para o Pads. (risos)

MP: Qual o seu planejamento para os próximos meses? Pretender jogar a Summer Series?

Naza: Agora devo descansar. Este ano ainda não parei e com o cancelamento das WSOP vou ficar uns tempos em casa. Não devo jogar em junho. Agora é descanso e depois volto no coaching e nos estudos.

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MP: O poker português tem mostrado muita força nos últimos anos. Rui Ferreira acaba de vencer o ranking do SCOOP, Filipe Oliveira foi o melhor do WCOOP 2019 e outros talentos estão surgindo como o Tomás Paiva. Qual a sua visão do poker português?

Naza: E não esquecer do Pedro Marques, que quase não tem exposição midiática, mas que os resultados falam por si. O poker português é muito forte e talvez só no passado recente tenha tido a exposição que merece. Uma das minhas maiores conquistas é esta, porque exceto o Tomás, foram meus alunos e uma pequena parte do meu trabalho também é traduzida nos resultados dos meus alunos atuais e antigos. Fico muito orgulhoso de ver Portugal onde está.

MP: Você também disse outro dia no Instagram que vê o grupo espanhol como o melhor da atualidade. O que pensa deles?

Naza: A nível de ‘grupo’ são os melhores para mim. Trabalho de perto e com eles, conheço muito bem e o nível é World Class. E embora sem a visibilidade que alguns grupos gringos têm com nomes sonantes na mídia mundial, não consigo encontrar um grupo mais forte que o Adrian (Mateos), Sergi (Reixach), Malaka (Juan Pardo) e Vicent (Bosca). Joguei muitos torneios no Poker Masters e no Super High Roller Bowl contra os melhores dos melhores do mundo e eles são alguns dos que se destacam.

MP: Você considera o seu bracelete da WSOP como o ápice da carreira? Qual objetivo quer atingir em curto / médio prazo?

Naza: Foi a maior vitória, mas não acho que seja o ápice. Foi o consolidar de um trabalho longo.  Por exemplo, este mês de abril em que premiei acima de (US$) 1M e maio onde dobrei abril para mim foram conquistas muito mais difíceis. Bracelete é uma grande conquista, mas pode ventar e dar certo. Estes resultados têm o valor qualitativo maior e o bracelete um valor emocional/midiático maior. O meu objetivo é sempre o mesmo: ser o melhor jogador do mundo em algum ponto da minha carreira.

MP: Você tem amizade com diversos jogadores do Brasil. Como foi sua passagem pelo Rio? Pretende vir de novo um dia?

Naza: A viagem ao Rio foi intensa, mas fantástica. Fiquei mais uns tempos e conheci um pouco. O Brasil é de uma beleza incrível e o seu povo ainda mais bonito é. Comida, alegria, beleza, sem palavras. Não estou a puxar saco, fiquei apaixonado. Voltarei em breve com certeza! Aproveito para desejar que o Brasil consiga ultrapassar esta pandemia e as suas dificuldades da melhor forma possível.

Obrigado pela entrevista. E gostaria de dizer a toda a comunidade brasileira de poker que têm o meu maior respeito, e não falo só do 4Bet. Vocês são muitos e muito bons. Vão tomar conta do poker como tomaram conta do futebol.

Pelo Brasil e para o Brasil, só tenho amor.

A festa do bracelete teve a companhia de Yuri Martins, Gustavo Mastelotto, Dan Almeida e Bruno Kawauti

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Ex-político americano vai ao Hustler Casino Live e perde pote de US$ 1 milhão contra mão marginal de Alan Keating

Scott Palmer levou a pior contra o recreativo que gosta de aprontar

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Alan Keating
Alan Keating

O Hustler Casino Live organizou mais uma mesa de cash game high stakes nesta última quinta-feira e uma presença nova marcou a atração. Scott Palmer, um ex-político americano, foi um dos jogadores presentes na disputa e ele acabou sendo protagonista. Infelizmente para ele, pelo lado negativo.

Scott Palmer teve uma sessão desastrosa na atração e foi o maior perdedor do dia, com um valor pesado de prejuízo. O principal ponto de tudo isso veio através de uma mão jogada contra Alan Keating – sempre ele -, que aprontou mais uma das suas e levou um pote de mais de US$ 1 milhão com uma mão bem marginal.

Jogando com blinds de US$ 500 / US$ 1.000, Keating fez o straddle obrigatório e Palmer pagou do botão. De volta para o autor do straddle, Keating decidiu aumentar o jogo para US$ 22.000, valor que o antigo político pagou. Os dois viram o flop e Keating mandou uma nova aposta de 35.000.

LEIA MAIS: Rebeca Rebuitti faz retrospectiva dos quase 10 anos de carreira e recorda lembranças especiais desse período

Scott Palmer foi para um raise de US$ 115.000, número que Alan Keating conferiu. O turn trouxe outro três, o , e agora os dois jogadores jogaram de check. No river, uma completou o board e Alan Keating saiu disparando uma aposta de US$ 390.000. Isso deixou Palmer desconfortável, mas o novo jogador do Hustler Casino decidiu pagar.

No showdown, cooler constatado e uma mão marginal causando estrago. Palmer tinha um full house com seu , mas Alan Keating, com , acertou a quadra para faturar a mão. Ele levou o pote de US$ 1.057.500 e terminou o dia com lucro de US$ 818.000. O ex-político, por sua vez, teve um prejuízo de US$ 658.500.

Assista:

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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Rebeca Rebuitti faz retrospectiva dos quase 10 anos de carreira e recorda lembranças especiais desse período

A jogadora mineira relatou os momentos em uma postagem no Instagram

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Rebeca Rebuitti

No poker brasileiro, muitas mulheres ajudaram no crescimento do esporte entre o público feminino e pavimentaram uma estrada que não para de crescer. Um dos nomes que pode ser colocado nessa lista é o de Rebeca Rebuitti. Mesmo ainda bem jovem, ela já tem uma carreira bem longa e um nome bem consolidado entre o público.

Jogadora, streamer e embaixadora de marcas, Rebeca está perto de completar 10 anos neste mundo. Aproveitando essa marca, ela decidiu fazer uma retrospectiva de alguns dos principais momentos que tornaram possível chegar ao momento de hoje. O post (que pode ser visto clicando aqui) foi em seu perfil pessoal no Instagram e trouxe algumas passagens que emocionam.

Entre os vários tópicos que Rebuitti recordou, chama a atenção o apoio dos familiares e dos amigos, pessoas que ela deixa claro que foram fundamentais na trajetória. A mineira também contou um pouco da vida pessoal na troca para o poker, mostrando coragem para tomar a decisão e arriscar. Deu certo.

LEIA MAIS: Shaun Deeb cutuca Phil Hellmuth e provoca sobre recorde na WSOP: “ele sabe que vou ultrapassá-lo”

A jogadora contou que, antes de tentar entrar para o poker, trabalhava como vendedora e tinha um salário inferior a mil reais. Ou seja: ela não tinha muito a perder. Por isso, ela foi de cabeça para o poker, conseguiu um resultado que a fez sonhar e seguiu tentando mudar de rumo.

O mais legal na história contada por Rebeca é que pai e mãe tiveram influência nisso. Na postagem, Rebuitti conta que a mãe até mesmo comprou uma maleta para que ela pudesse jogar em casa com amigos. Já seu pai, mais pra frente, ajudou na compra de um carro para que ele pudesse ir e voltar dos clubes, além de levá-la para o primeiro KSOP da vida.

Ela também relembrou, entre outras coisas, a ida “maluca” para a WSOP pela primeira vez, usando o cartão de crédito da amiga Samantha Caiaffa para viajar. E o resto virou história. Ela se tornou uma streamer conhecida, jogadora profissional e hoje é embaixadora do ACR no Brasil. São quase 10 anos construindo. E ela está pronta para mais.

Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:

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Chris Moneymaker enfrenta outras lendas do poker em episódio do No Gamble, No Future e sai com lucro de US$ 150K

O americano enfrentou nomes como Tom Dwan, Hellmuth e Shaun Deeb

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Chris Moneymaker
Chris Moneymaker

O último episódio transmitido do programa No Gamble, No Future contou com uma line-up para lá de especial. Um elenco altamente estrelado se juntou para a disputa do cash game televisionado e nomes que marcaram épica estiveram presentes numa disputa que trouxe vários grandes momentos.

O destaque absoluto ficou para Chris Moneymaker. O homem responsável pelo boom do poker mostrou que, mesmo mais de 20 anos depois, tem condições de brilhar. Enfrentando outros nomes como Tom Dwan, Shaun Deeb, Phil Hellmuth e o recreativo Alan Keating, Moneymaker foi quem mais faturou entre eles.

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Contando dois dias de jogo com blinds de US$ 100 / US$ 200, Chris Moneymaker conseguiu acumular um total de US$ 149.800 de lucro, beirando os US$ 150K entre as sessões. Isso o colocou como o maior vitorioso desse duelo de estrelas, colocando o americano mais uma vez em evidência.

Por outro lado, na parte da tabela que ninguém gostaria de estar, quem mais perdeu foi outro dos grandes. Octacampeão da WSOP, Shaun Deeb teve duas sessões negativas, chegando a quase US$ 100K de prejuízo. Deeb deixou o No Gamble, No Future com um desfalque de US$ 98.900 no bankroll. Assim não vai ser fácil quebrar o recorde de Hellmuth.

Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:

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