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Entrevista: Arthur Ebrahim compartilha sua jornada até o bracelete, fala sobre o Step Team e brinca sobre a WSOP Paradise

Ele se tornou o primeiro pernambucano a conquistar um bracelete da WSOP

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Arthur Ebrahim
Fotos: Cortesia - BSOP

Vencer um bracelete da WSOP é o sonho de qualquer jogador de poker, e o pernambucano Arthur Ebrahim, de 27 anos, conseguiu transformar esse sonho em realidade na última semana ao conquistar o Evento #4 US$ 840 Bounty Pot-Limit Omaha, nas mesas da GGPoker.

Natural de Recife, Arthur hoje joga profissionalmente para o projeto de mixed games e Omaha do Step Team, deixando seu nome marcado na história do time e do poker brasileiro. Ele também se tornou o primeiro pernambucano a conquistar um bracelete, uma conquista bastante celebrada pela comunidade.

Em entrevista exclusiva ao Mundo Poker, Arthur compartilha os bastidores dessa vitória, falando sobre sua carreira, os desafios enfrentados, a importância do Step Team em sua trajetória, sua participação na WSOP Paradise no fim do ano e os próximos passos de sua carreira no poker. Confira abaixo e conheça mais sobre o campeão mundial:

“Abri o lobby, vi o torneio e pedi autorização ao time para engatar (prática comum para buy-ins mais altos). No dia do torneio, joguei apenas ele. Fiquei o early game todo short stack até entrar no ITM; depois, começamos a runnar bem e avançamos para o dia 2. No dia final, fiz estudo com o time dos nove players restantes, que me ajudou a fazer alguns notes importantes. Tomei um banho de mar antes de jogar e o resto foi história”, Arthur sobre a conquista.

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1. Fale um pouco sobre você. Quando começou a jogar poker e se tornou profissional?
R: Tenho 27 anos e comecei a jogar poker há cerca de 10 anos, lá pelos 16, ainda no colégio. Comecei nos home games com os amigos e, poucos meses depois, conheci o poker online. Sempre fui aquele jogador recreativo, curioso, que queria aprender cada vez mais. Depois da pandemia, surgiu a oportunidade de entrar no time de Omaha, modalidade que sempre gostei. Comecei jogando limites bem baixos, sem ter um histórico de resultados expressivos, mas a galera abriu as portas para mim e sou extremamente grato por isso.

2. Arthur, como você descreve a sensação de conquistar seu primeiro bracelete da WSOP?
R: Cara, a ficha nem caiu direito. É o sonho de qualquer jogador conseguir um. Me sinto extremamente abençoado e sou grato a Deus pelas oportunidades que surgem a cada dia!

3. O que essa vitória representa para você em sua carreira no poker?
R: Jogo profissionalmente há dois anos, entrei no time jogando buy-ins de $10 e, desde então, não parei de me dedicar e acreditar no propósito que tínhamos. Nesse período, abri mão de praticamente todos os meus domingos para grindar! Meu objetivo sempre foi jogar no mais alto nível possível e bater os maiores limites. Essa conquista coroou um trabalho forte em conjunto e mostra que o caminho é esse!

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4. Você é conhecido como especialista em Pot-Limit Omaha. Como se preparou especificamente para este torneio?
R: É com as quatro folhas que me sinto mais confortável! Vinha de um mês intenso de BSOP e Omaholic, abri o lobby, vi o torneio e pedi autorização ao time para engatar (prática comum para buy-ins mais altos). No dia do torneio, joguei apenas ele. Fiquei o early game todo short stack até entrar no ITM; depois, começamos a runnar bem e avançamos para o dia 2. No dia final, fiz estudo com o time dos nove players restantes, que me ajudou a fazer alguns notes importantes. Tomei um banho de mar antes de jogar e o resto foi história.

5. Qual a importância do Step Team nessa vitória? Como tem sido trabalhar ao lado de grandes jogadores?
R: Se não fosse o Step Team e meu Head Coach, Guilherme Decourt, eu não estaria jogando poker. Joguei em um time no passado que encerrou todos os contratos sem dar satisfação, o que foi um baque. Mas alguns meses depois, o Grigo abraçou a ideia do Gui e o projeto renasceu! Isso mostra muito sobre a importância da equipe no título: no final das contas, sempre vai ser NOSSO!

6. Durante a mesa final, você teve um ritmo avassalador de eliminações. Como manteve o foco e a agressividade nesse momento decisivo?
R: No 5-handed, os stacks ficaram praticamente iguais e meu bounty era o menos atrativo da mesa, o que facilitou minha jogabilidade. Houve pouquíssima resistência; consegui acumular muita ficha sem showdown. Quando chegou o 4-handed, já tinha uma boa vantagem e comecei a abrir pots e buscar os bounties.

7. Quais são seus próximos objetivos no poker, agora que conquistou seu primeiro bracelete?
R: Vou continuar no mesmo ritmo, jogando o mesmo buy-in e buscando evoluir cada vez mais. É sonhar muito ir para Vegas buscar outro bracelete.

8. Você está classificado para participar da WSOP Paradise nas Bahamas em dezembro? O que espera desse evento?
R: Ainda não sei o que vou fazer em um torneio de NLH com buy-in de $27k. Se eu pudesse converter para jogar uma balinha nos PLO seria bem melhor.

9. Por fim, que conselho você daria para jogadores que aspiram conquistar um bracelete da WSOP?
R: Acredite no seu propósito, estude muito, trabalhe mais ainda e tenha fé em Deus!

Confira o MundoTV Cast #74 com Matheus Rocha: 

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Poker do Carneirinho: aniversário de Pedro Cassar vira grande evento de poker com R$ 500 mil garantidos no fim de maio no Rio de Janeiro

O evento acontece de 27 a 31 de maio no Hotel Nacional, com torneios e mesas de cash game

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O mês de maio será de muitos eventos de poker pelo Brasil e um deles promete ser uma verdadeira festa em comemoração ao aniversário de um carismático jogador carioca: Pedro Cassar, mais conhecido como “Carneirinho” na comunidade brasileira.

O empresário, recreativo bastante presente nos diversos eventos, vai comemorar seus 31 anos da melhor forma possível, sediando o evento “Poker do Carneirinho” entre os dias 27 e 31 de maio, no luxuoso Hotel Nacional. Serão R$ 500.000 garantidos em premiações.

O aniversário de Pedro vem em um momento espetacular. O carioca chega com vários títulos importantes conquistados recentemente e traz uma parceria especial da BetMGM, uma das maiores casas de apostas do mundo e patrocinadora oficial do evento de Cassar.

Carneirinho vai receber os amigos com torneios e cash games. Nas competições valendo troféu, quem abre os trabalhos será o Boas-Vindas B-Day, com R$ 2.000 de buy-in e R$ 100.000 garantidos, às 18h do dia 27. No mesmo dia, os jogadores terão turbinhos Night de R$ 500, em três dias e evento.

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O carro-chefe do aniversário será o High Roller do Carneirinho, que chega com R$ 10.000 de buy-in e R$ 300.000 garantidos, começando na quinta às 16h e com inscrições até às 22h45. A grade também terá o Seeeextou, com buy-in de R$ 1.500 e R$ 50.000 garantidos, e o Little Lamb Experience, que chega com R$ 50.000 garantidos, buy-in de R$ 1.000 e add-ons.

Como citado acima, o evento terá mesas de cash game rolando a todo momento. O aniversariante, é claro, estará presente todos os dias nelas. Serão mesas de Omaha 5: R$ 25 / R$ 50, botão R$ 100; R$ 25 / R$ 50, botão R$ 200; e “quem puxa deixa” R$ 500. Já no Texas Hold’em, os jogos serão R$ 50 / R$ 100, R$ 100 / R$ 200 e R$ 100 / R$ 200, com o vencedor deixando R$ 500.

Para mais informações sobre hospedagem, aéreo e hotel, basta entrar em contato pelo número (21) 96836-9000, reservar sua vaga e poder comemorar com o amigo Pedro Cassar, gritando: “É TUDO DO CARNEIRINHO” nessa grande festa!

Confira abaixo:

Confira o Poker de Boteco #137 com Kaio Camargo:

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Jogador que sofreu AVC há quatro anos vence torneio de poker e celebra retorno: “tem sido uma montanha”

Jasper May se recuperou, mas disse que “seu jogo nunca voltará a ser como era”

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Chris Moneymaker

Histórias de redenção no poker são sempre bonitas, mas se recuperar de um grave problema de saúde no caminho até o título é ainda mais especial. Foi o que fez o americano Jasper May no domingo. Ele venceu um torneio local, o Main Event do RGPS em Indiana, e levou US$ 47.787 pelo título.

Após a cravada, May concedeu uma entrevista ao PokerNews e declarou que estava feliz por ser campeão, já que as oportunidades de competição vinham sendo escassas. E foi aí que ele fez uma revelação marcante: há quatro anos, ele sofreu um AVC e levou um longo tempo para se recuperar. Vencer um torneio de poker, nessas circunstâncias, foi algo nada menos que especial.

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“Eu tive um derrame e tive de me reconstruir até o ponto onde eu podia competir de novo. Fiz algumas besteiras hoje que não faria há alguns anos, mas ainda superei e cheguei aqui. Foi uma escalada. Sou muito sortudo de não ter tido sequelas e feliz que eu pude me recuperar”, contou. “Meu jogo melhorou um pouco, mas não é como era há cinco ou seis anos.”

O Main Event do RGPS em Indiana teve um buy-in de US$ 800 e contou com 321 entradas totais. Uma delas veio do brasileiro Caio de Lucca, que mora nos Estados Unidos e representa a bandeira verde e amarela nos circuitos regionais. Ele foi eliminado na sétima colocação e levou US$ 7.648.

Confira o Poker de Boteco #137 com Kaio Camargo:

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Daniel Negreanu comenta dívida de David Peters com Dylan Linde e critica exposição nas redes sociais

O embaixador da GGPoker defendeu que esses casos devem ser tratados no privado

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Recentemente, Dylan Linde revelou em seu perfil pessoal na rede social X que o profissional David Peters possuía uma dívida de US$ 27.000 com ele. O assunto rapidamente tomou conta das discussões, e o “devedor” resolveu se pronunciar, afirmando que faria o pagamento. No entanto, Daniel Negreanu foi um dos que decidiu opinar sobre o caso em um vídeo recente em seu canal no YouTube.

No vídeo, o assunto começou com as declarações de Mike Matusow, que afirmou que os jogos high stakes são uma mera “farsa” e que os jogadores estariam todos quebrados. Daniel Negreanu respondeu dizendo que entende bem o modus operandi desse meio e explicou o motivo de David Peters não ter dinheiro disponível para pagar Dylan Linde naquele momento:

“Às vezes eles ficam com pouco dinheiro disponível. Isso é bem comum. Mas existem dois tipos de pessoas nesse aspecto: aqueles que têm total intenção de pagar, o que, do meu ponto de vista, Peters tinha, porque ele estava pagando”, comentou.

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Sem agir como advogado de David Peters, Daniel Negreanu completou sua fala destacando que prefere analisar cada situação de forma distinta: “eu sou um pouco mais old school com esse tipo de coisa e gosto de diferenciar quem está quebrado e não consegue pagar de quem está aplicando golpe. Golpistas são aqueles que não têm intenção de pagar, vão desconversar, dizer que não devem o dinheiro, seja qual for o caso.”

Isso não é o caso de David Peters, que veio a público admitir que está, sim, com o débito em atraso. Sobre a exposição do caso, Daniel Negreanu criticou a postura da geração mais nova, que prefere levar esse tipo de situação às redes sociais em vez de resolver de forma privada, o que pode acabar manchando a reputação dos envolvidos.

“Isso não é algo que eu faria. Se fosse, haveria uma longa lista de tweets que eu poderia fazer sobre várias pessoas que me devem dinheiro”, afirmou Negreanu. Como citado pelo canadense, David Peters não seria um golpista, mas sim alguém que não tinha o dinheiro disponível no momento para quitar a dívida.

Ainda segundo o canadense, há pessoas na comunidade que chegam a torcer para que jogadores de high rollers enfrentem problemas financeiros, algo que ele considera negativo para o ambiente do poker. Por fim, Negreanu concluiu que, caso um possível golpe seja de fato confirmado, aí sim a situação deve ser levada a público e exposta.

Confira abaixo o vídeo em inglês:

Confira o Poker de Boteco #137 com Kaio Camargo:

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