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Em vídeo de 10 minutos, Mike Holtz faz denúncia sobre “grupo trapaceiro” que age em torneios de poker em Las Vegas

O jogador expôs o assunto depois de vivenciar coisas estranhas no Poker Atlas Tour

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A onda de polêmicas nos Estados Unidos envolvendo poker ao vivo não param. Logo após acusar o espanhol Paul Lozano de praticar ghosting em um torneio da GGPoker em um flagra, Mike Holtz lançou um vídeo de 10 minutos no X falando sobre trapaças nos cassinos de Las Vegas, excluindo apenas o Wynn da lista.

No vídeo, Mike, que possui dois braceletes da WSOP, não poupou aliviou para ninguém, principalmente os funcionários das diversas salas de poker localizadas na cidade do pecado. Segundo ele, existe um grupo de estrangeiros que age trapaceando nos torneios realizados em Las Vegas.

O caso mais recente que motivou Mike a postar foi após participar do Main Event do Poker Atlas Tour, no Resort World. Holtz disse ter presenciado jogadores trapaceando nas mesas no Dia 1C do torneio, no qual alguns tiveram atitudes bastante suspeitas que podem caracterizar collusion. A acusação foi contra o campeão do torneio Juan Campayo Hernandez:

“Toda vez que o assento 9 abre, me parece que o jogador do assento 2 está desistindo de uma maneira em que ele dobra suas cartas e as mostra para o [outro jogador]. Então, toda vez que ele desiste, ele dobra as cartas na direção do assento nove, e ele consegue ver. Isso só acontece quando os jogadores dos assentos sete, oito e um desistem, e ele faz isso sempre. Vi isso duas vezes e pensei: esse cara tem que estar… é bem estranho, tipo, é um movimento de mão esquisito de se fazer, então decidi observar. Percebi que ele começou a dobrar normalmente sempre que o assento nove não abria. Agora, o assento nove [Juan Campayo Hernandez] vence este torneio, a propósito, lembre-se disso, ele ganha todo o dinheiro.”

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O jogador revela que um amigo também percebeu a ação dos jogadores. Holtz chamou a organização do torneio, no entanto nenhuma providência foi tomada em relação aos jogadores. Segundo Holtz, esses são regulares dos torneios de Las Vegas e fazem parte de um grupo de seis ou sete.

“Eu só acho que nós, como comunidade, precisamos começar a ser melhores. Alguém tem que fazer melhor. Não tem como continuarmos sendo enganados. Vou te dizer uma coisa, quando mencionei pela primeira vez o cara trapaceando na mesa ou na mesa ao lado onde o cara correu, o dealer que estava lá começou a me xingar, disse que eu sou um chorão… um dealer nunca deveria falar assim com um jogador.”

Outra crítica importante feita por Mike durante o vídeo foi sobre os dealers desses torneios. Segundo o jogador, o formato de distribuição de cartas utilizado pelos profissionais de lá fazem com que outros jogadores acabem visualizando o que os oponentes receberam. Ele chegou até provar isso em algumas situações e nada foi feito.

A comunidade do poker rapidamente apoiou Mike no assunto. Um deles foi Joel Baker, terceiro colocado no torneio citado por Holtz. “Eu estava no torneio, fiquei em terceiro lugar e senti 100% que o cara que ganhou o torneio estava recebendo informações dos amigos dele às vezes, eles ficavam atrás de outros jogadores. Eu mencionei ao Kenna [James] que ele precisava ter mais cuidado ao olhar suas cartas.”

Matt Savage, executivo do WPT foi outro a comentar: “Essa declaração parece ser uma chamada para a comunidade de poker ser mais atenta e agir quando algo suspeito acontecer. O objetivo é que tanto os jogadores quanto os profissionais de torneio (TDs, floor e dealers) se envolvam para investigar e punir aqueles que estejam cometendo práticas desonestas. A menção de “não é um caso isolado” sugere que a fraude pode estar acontecendo mais frequentemente do que se imagina, e ele está pedindo mais vigilância e proatividade por parte dos operadores de torneios, como o Resorts World.”

Nomes como Jess Vierling, Patrick Leonard, Andrew George, Norman Chad, Andy Bloch e Robert Mizrachi elogiaram bastante a coragem de Mike por expor o problema que vem ocorrendo.

Confira o vídeo abaixo em inglês:

Confira o episódio #97 do Poker de Boteco com Vini Marques:

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Jeremy Ausmus elogia sistema de marcação de tempo da Triton e reforça pedido para que outras séries adotem: “acelera o jogo”

O americano acredita que isso pode acelerar o jogo e levar a um ambiente melhor nas mesas

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Jeremy Ausmus

Ao conversar com os jogadores de poker, a lista de elogios para a Triton Series é grande. E uma das mais recentes inovações da série High Stakes é daquelas que recebeu uma grande leva de elogios. Recentemente, a Triton adotou um sistema de marcação de tempo semelhante ao xadrez, onde você ganha um período fixo de tempo já no início do torneio e precisa administrá-lo.

Naturalmente, um jogador também ganha alguns segundos para tomar sua decisão antes que seu time bank comece a ser consumido. Mas os feedbacks iniciais são bastante positivos, e um deles veio de forma pública nesta segunda-feira. Foi o americano Jeremy Ausmus, seis vezes campeão de bracelete da WSOP, que elogiou a iniciativa—e ainda pediu que outras grandes séries adotem o mesmo procedimento.

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“Eu sabia que a tecnologia está num ponto que torna isso possível”, disse Ausmus. “Espero que isso seja levado para outros eventos. Acho que as pessoas subestimam o quanto isso vai acelerar os torneios. Quando você precisa salvar seu tempo, naturalmente você age muito rápido, e o jogador da frente também precisa pensar rapidamente na decisão dele”, comentou.

Ausmus ainda disse que, além da melhora natural do tempo de torneio, o próprio ambiente pode ficar mais agradável. “Eu posso imaginar um mundo onde todo mundo está prestando atenção na mesa. Sem mais pessoas olhando no celular e sem prestar atenção. Acho que, no fim das contas, isso pode levar a um ambiente mais imersivo e de muita ação”, finalizou.

Confira o Poker de Boteco #136 com Mayara Sauer “Renegada”:

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Annette Obrestad fala sobre retorno ao poker de forma regular, mas reforça: “só quero jogar o que achar divertido”

A campeã do Main Event da WSOPE em 2007 está de volta aos feltros

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Annette Obrestad (Créditos: Poker.org)

A norueguesa Annette Obrestad fez história em 2007. Ela venceu o Main Event da WSOP Europa naquele ano e marcou seu nome na história do poker como a jogadora mais nova a ganhar um bracelete. Depois de muitos anos longe do jogo, ela tem reaparecido em torneios e garante que a experiência tem sido maravilhosa.

Obrestad disputou recentemente o Main Event da WSOP Europa e conseguiu uma respeitável 35ª colocação, sendo também a última jogadora viva no field. Obrestad, com uma marca notável e com muitos anos de ausência do jogo, naturalmente chamou a atenção em sua volta. Mas os nervos também estiveram presentes. “Eu não estive calma como eu estava anteriormente, definitivamente. Um jogo de US$ 1 / US$ 3 já me deixava nervosa. Eu só queria jogar poker de novo e me divertir, mas ele traz pressão.”

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Outro ponto de mudança, que Obrestad mencionou durante uma entrevista com a PokerNews, foi o estilo de jogo. “Todo mundo é muito agressivo hoje! Os estilos são muito diferentes. Antes eu era essa pessoa. Eu não queria entrar numa guerra de 6-bet pré-flop e arriscar meu torneio. Isso seria estupidez.”

A noruguesa, que atualmente mora em Las Vegas, não pretende fazer muitas viagens para os principais torneios do mundo. Ainda assim, ela quer disputar os torneios da WSOP em Las Vegas, a depender de conseguir um backer ou não. “Eu não jogo por rankings, jogador do ano, nada disso. Jogo os torneios que me parecem divertidos, é por isso que voltei, e como estou me divertindo! Acho que estou na fase de lua de mel com o jogo de novo, e tudo que eu quero fazer é jogar”, finalizou.

A entrevista completa, em inglês, foi feita pela Poker.org e pode ser conferida clicando aqui.

Confira o Poker de Boteco #136 com Mayara Sauer “Renegada”:

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Falastrão com ganhos no Twitter, Maurice Hawkins entra com pedido de falência para evitar pagar dívidas de poker

Hawkins abriu o pedido para evitar penhora na coleta de seus ganhos

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Maurice Hawkins

Maurice Hawkins é sinônimo de polêmica. Apesar de uma carreira de relativo sucesso no poker, que inclui o recorde de anéis da WSOPC (24) conquistados, ele também aparece de forma constante nas notícias com alguns casos controversos. E mais um foi adicionado à lista recentemente.

De acordo com a petição obtida pelo PokerNews, Hawkins entrou com o pedido no último dia 23. Ele busca se absolver do pagamento da dívida que tem com Randy Garcia, que até chegou a entrar em um acordo bastante favorável para Hawkins; ainda assim, o falastrão americano não pagou as parcelas, o que novamente gerou uma queixa de Garcia.

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A PokerNews descobriu recentemente que, depois de ganhar dinheiro em um torneio recente, ele não pôde coletar a premiação por conta de uma penhora legal. Assim, o pedido de falência foi feito no dia seguinte para impedir que isso pudesse acontecer no futuro; a penhora foi solicitada por Garcia, e o advogado também falou recentemente que poderia “lutar contra” o pedido solicitado, querendo mostrar que o polêmico americano não está realmente falido e, sim, busca tirar vantagem do sistema para evitar o pagamento de dívidas.

Somente no ano de 2026, Hawkins já registra 31 premiações em dinheiro no Hendon Mob, a grande maioria em torneios da WSOPC. Ele também já venceu três torneios da série no ano. A lista de credores é longa e inclui Garcia, várias companhias de finanças e outras lojas. Denise Pratt também já afirmou há alguns meses que Hawkins havia lhe aplicado um calote.

Confira o Poker de Boteco #136 com Mayara Sauer “Renegada”:

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