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Em longa entrevista, Yuri Martins detalha nova fase da carreira nos EUA, anuncia “aposentadoria” dos MTTs e muito mais; confira
O craque brasileiro voltou ao Brasil para a Super High Roller Series do BSOP Millions
O nome de Yuri Martins é sinônimo de referência quando se fala do poker brasileiro. Apontado por muitas pessoas como o melhor jogador do país em todos os tempos, o brasileiro fez história ao longo dos últimos anos com inúmeros resultados em torneios, sejam eles online ou ao vivo.
Dono de cinco braceletes da WSOP e frequentador assíduo dos high stakes online, Yuri Martins agora vive uma nova fase. Após deixar o 9Tales, talvez o projeto mais vitorioso do poker brasileiro, Yuri se mudou para os EUA para um novo momento da carreira e um outro tipo de vida.

De volta ao Brasil para prestigiar a Super High Roller Series do BSOP Millions, onde disputou o inédito torneio de R$ 500K de buy-in, o “theNERDguy” reservou um pedaço do seu tempo para conceder uma excelente entrevista para o Mundo Poker, abordando diversos temas importantes da sua trajetória.
Entre outras coisas, o craque brasileiro falou dessa nova fase morando fora do Brasil, sua experiência e a importância das pools para o sucesso nos high stakes, a abdicação de lados pessoais da vida para se tornar o melhor jogador possível e, parte importante, anunciou uma “aposentadoria” dos MTTs.
Você pode conferir a grande entrevista, na íntegra, logo abaixo:
Mundo Poker: Yuri, nós fizemos algumas entrevistas recentes, com o “Piv”, o Alisson, o Tavares, e todos eles disseram que é muito difícil jogar os torneios high stakes sem pool. Você esteve no 9Tales por muito tempo, mas hoje você fez esse caminho inverso. Você saiu de uma pool e foi para uma carreira solo. Como você enxerga essa mudança e a importância das pools agora que conhece bem os dois lados?
Yuri Martins: Eu fui para o outro lado porque eu fui para os cash games. Não foi por outro motivo. Em torneios de poker, nenhum jogador vai conseguir ter bankroll suficiente para jogar os high stakes sozinho. E esse é o motivo pelo qual eles falam que ter pool é legal, é bom, é importante. Justamente para eles poderem jogar isso aqui. Em vez de vender a ação para uma outra pessoa, eles simplesmente se juntam e compram a ação do outro para jogar os torneios mais caros.
Sozinho, matematicamente falando, é impossível ter dinheiro para jogar um US$ 100K, um US$ 50K como jogador de poker se o cara só fizer isso da vida. Tipo, ninguém tem esse bankroll. Então, na verdade, eu não tenho mais pool e não faço mais isso porque eu não jogo mais torneios. Essa é a verdade.
Nos cash games a variância é menor, você precisa de um bankroll menor, então eu consigo jogar por conta própria. Eventualmente, se eu for jogar um cash game mais caro, daí eu vendo a ação também. Mas esse é o motivo pelo qual eu não faço mais parte de um pool. Como eu falei, se quer jogar high stakes, eu acho que é uma das saídas. Se você quiser ser solo, dá para ser solo também e vender ação para algum investidor, mas é um pouco mais difícil.
Mundo Poker: Você falou sobre a ida para os cash games e você mudou para os Estados Unidos. Como você tem avaliado esse momento até agora?
Yuri: Lá eu só jogo cash game online, zero live. O único cash que eu conheço de Mixed Games… Tem um cash lá na minha cidade que para mim não vale muito a pena, porque é mais baixo do que eu jogo online. Então eu tenho jogado só online mesmo. Quando eu estou em Vegas, tem o jogo da Bobby’s Room, esse eu jogo de vez em quando. E é o único que eu conheço de Mixed Games que é aberto. Aí tem os outros que o David Baker faz, só que esse é fechado e ele não deixa eu entrar. Por isso eu estou jogando mais online mesmo e jogando bastante.
Mundo Poker: Você falou dessa mudança para os EUA para jogar ali ou online também. Mas eu acho que a qualidade de vida pesou muito. Você está numa fase de crescimento do seu filho, mais tempo com a sua esposa. Como isso influenciou na sua vida? Aproveitar mais esse lado pode ser uma meta pra você?
Yuri: Certamente, essa mudança foi pensando nisso. Acho que o fator principal foi o meu filho mesmo. Pensar no futuro dele. Mas eu ainda trabalho muito. Acho que agora, principalmente aqui no Brasil, as pessoas não veem tanto. Porque primeiro eu sou bem low profile, não sou de postar muito o meu dia a dia, até porque eu trabalho demais. Então quando eu não estou trabalhando, eu não quero ficar no celular postando coisas. Quero aproveitar com o meu filho, com a minha esposa. Fazer as coisas que eu gosto de fazer.
Mas eu tenho trabalhado muito, muito mesmo. Só que não aparece, porque não é mais nos torneios. E como eu jogo muitos jogos e tenho jogado muito caro, eu não posso parar de trabalhar porque senão eu vou ficar para trás. Eu sempre gosto de me manter no topo do que eu faço. E tenho trabalhado seis vezes por semana. Não aparece porque não tem resultados de torneios, não estou nos grandes sites. Mas sigo na mesma pegada. Eu amo muito o que eu faço. E por enquanto eu não pretendo tirar o pé do acelerador.
Óbvio que o dinheiro tem um impacto nisso, é uma boa recompensa pelo esforço. Mas eu sou extremamente competitivo. Realmente eu não sei de onde vem a minha motivação. Várias pessoas já me perguntaram de onde eu tiro a motivação para estudar muito e jogar muito. E eu realmente não sei. É algo que está em mim, intrínseco. Por isso eu sigo trabalhando muito e não pretendo tirar o pé do acelerador ainda. Agora com os cash games que eu tenho um pouco mais de flexibilidade nos horários, às vezes eu tento administrar bem o meu tempo para poder fazer tudo ao mesmo tempo.
Eu não sou o tipo de pessoa que pensa que a vida tem equilíbrio. Eu acho que não existe equilíbrio. Se você quer ser o melhor, você vai ser desequilibrado em algumas áreas. Mas eu faço o possível para que, nas principais áreas, eu consiga ser o mais equilibrado possível ou o menos desequilibrado possível.

Yuri Martins com um dos seu cinco braceletes
Mundo Poker: Além de todo o trabalho individual, você tem suas responsabilidades com a RegLife. Como gerir tudo isso?
Yuri: Os cash games me ajudaram um pouco nisso. A flexibilidade de horário ajuda muito. Realmente eu acho que organizando bem dá para fazer tudo. Mas realmente não sobra muito tempo para várias coisas que eu não falei. Eu não tenho muito convívio social, por exemplo. Meu convívio social é uma vez por semana, duas vezes por semana, no máximo, com outras pessoas. Então algumas coisas ficam de lado para que eu dê atenção para todas essas coisas.
Mundo Poker: E quanto o sucesso da RegLife na carreira de outros jogadores é significativo pra você?
Yuri: Muito. Nossa, eu vejo a galera postando nos blogs da Reg Life também. Tanto a galera mais iniciante, saindo dos 100 dólares aos 2 mil, dos 2 mil aos 10 mil. Isso me deixa muito feliz. E quando a galera dos high stakes também se beneficia, eu fico muito feliz.
Essa sempre foi a ideia. Ter conteúdo para todos os níveis. E eu estou muito orgulhoso de ver várias pessoas indo a caminho do desafio 100k, de fazer 100 mil dólares. Então se vocês não sabiam disso, pensam que a reg life às vezes é para iniciante ou para intermediário, pode ter certeza que não. Tem para todos os níveis, exceto quem está começando agora. Só não é para você que está começando agora. Por enquanto.
Mundo Poker: Para encerrar, você voltou só para jogar Super High Roller Series. E nós temos torneios aqui com fields muito difíceis. Esses caras que estão aqui que são os melhores do Brasil hoje. Está mais difícil ou no mesmo nível de um torneio desse valor fora do país?
Yuri: Talvez mais difícil até, eu acho. Mas meio que parecido, para falar a verdade. Esse field é polarizado. Só tem os melhores do Brasil, que obviamente estão entre os melhores do mundo, e alguns poucos recreativos. Então é muito parecido com o que tem fora também. Geralmente quando você joga 100k, 200k fora do Brasil, também é isso. Joga os melhores dos melhores.
Jogar um torneio desse valor é bom porque tem uns regulares que são muito bons e que não jogam, exatamente por ser tão caro. Geralmente os torneios muito caros como esse são mais fáceis do que aqueles intermediários de US$ 25K, por exemplo. US$ 25K é mais difícil do que um US$ 100K geralmente. É sempre difícil, óbvio, desafiador. Mas eu gosto.
Confira o Poker de Boteco #118 com Raysa Oliveira:
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Ex-político americano vai ao Hustler Casino Live e perde pote de US$ 1 milhão contra mão marginal de Alan Keating
Scott Palmer levou a pior contra o recreativo que gosta de aprontar

O Hustler Casino Live organizou mais uma mesa de cash game high stakes nesta última quinta-feira e uma presença nova marcou a atração. Scott Palmer, um ex-político americano, foi um dos jogadores presentes na disputa e ele acabou sendo protagonista. Infelizmente para ele, pelo lado negativo.
Scott Palmer teve uma sessão desastrosa na atração e foi o maior perdedor do dia, com um valor pesado de prejuízo. O principal ponto de tudo isso veio através de uma mão jogada contra Alan Keating – sempre ele -, que aprontou mais uma das suas e levou um pote de mais de US$ 1 milhão com uma mão bem marginal.
Jogando com blinds de US$ 500 / US$ 1.000, Keating fez o straddle obrigatório e Palmer pagou do botão. De volta para o autor do straddle, Keating decidiu aumentar o jogo para US$ 22.000, valor que o antigo político pagou. Os dois viram o flop e Keating mandou uma nova aposta de 35.000.
Scott Palmer foi para um raise de US$ 115.000, número que Alan Keating conferiu. O turn trouxe outro três, o , e agora os dois jogadores jogaram de check. No river, uma completou o board e Alan Keating saiu disparando uma aposta de US$ 390.000. Isso deixou Palmer desconfortável, mas o novo jogador do Hustler Casino decidiu pagar.
No showdown, cooler constatado e uma mão marginal causando estrago. Palmer tinha um full house com seu , mas Alan Keating, com , acertou a quadra para faturar a mão. Ele levou o pote de US$ 1.057.500 e terminou o dia com lucro de US$ 818.000. O ex-político, por sua vez, teve um prejuízo de US$ 658.500.
Assista:
$1 MILLION POT!!! 💰💰💰
QUADS vs FULL HOUSE 😱@Mister_Keating ends the night in the most Alan Keating way possible pic.twitter.com/B0ZphXNRJ2
— Hustler Casino Live (@HCLPokerShow) May 15, 2026
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
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Rebeca Rebuitti faz retrospectiva dos quase 10 anos de carreira e recorda lembranças especiais desse período
A jogadora mineira relatou os momentos em uma postagem no Instagram

No poker brasileiro, muitas mulheres ajudaram no crescimento do esporte entre o público feminino e pavimentaram uma estrada que não para de crescer. Um dos nomes que pode ser colocado nessa lista é o de Rebeca Rebuitti. Mesmo ainda bem jovem, ela já tem uma carreira bem longa e um nome bem consolidado entre o público.
Jogadora, streamer e embaixadora de marcas, Rebeca está perto de completar 10 anos neste mundo. Aproveitando essa marca, ela decidiu fazer uma retrospectiva de alguns dos principais momentos que tornaram possível chegar ao momento de hoje. O post (que pode ser visto clicando aqui) foi em seu perfil pessoal no Instagram e trouxe algumas passagens que emocionam.
Entre os vários tópicos que Rebuitti recordou, chama a atenção o apoio dos familiares e dos amigos, pessoas que ela deixa claro que foram fundamentais na trajetória. A mineira também contou um pouco da vida pessoal na troca para o poker, mostrando coragem para tomar a decisão e arriscar. Deu certo.
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A jogadora contou que, antes de tentar entrar para o poker, trabalhava como vendedora e tinha um salário inferior a mil reais. Ou seja: ela não tinha muito a perder. Por isso, ela foi de cabeça para o poker, conseguiu um resultado que a fez sonhar e seguiu tentando mudar de rumo.
O mais legal na história contada por Rebeca é que pai e mãe tiveram influência nisso. Na postagem, Rebuitti conta que a mãe até mesmo comprou uma maleta para que ela pudesse jogar em casa com amigos. Já seu pai, mais pra frente, ajudou na compra de um carro para que ele pudesse ir e voltar dos clubes, além de levá-la para o primeiro KSOP da vida.
Ela também relembrou, entre outras coisas, a ida “maluca” para a WSOP pela primeira vez, usando o cartão de crédito da amiga Samantha Caiaffa para viajar. E o resto virou história. Ela se tornou uma streamer conhecida, jogadora profissional e hoje é embaixadora do ACR no Brasil. São quase 10 anos construindo. E ela está pronta para mais.
Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:
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Chris Moneymaker enfrenta outras lendas do poker em episódio do No Gamble, No Future e sai com lucro de US$ 150K
O americano enfrentou nomes como Tom Dwan, Hellmuth e Shaun Deeb

O último episódio transmitido do programa No Gamble, No Future contou com uma line-up para lá de especial. Um elenco altamente estrelado se juntou para a disputa do cash game televisionado e nomes que marcaram épica estiveram presentes numa disputa que trouxe vários grandes momentos.
O destaque absoluto ficou para Chris Moneymaker. O homem responsável pelo boom do poker mostrou que, mesmo mais de 20 anos depois, tem condições de brilhar. Enfrentando outros nomes como Tom Dwan, Shaun Deeb, Phil Hellmuth e o recreativo Alan Keating, Moneymaker foi quem mais faturou entre eles.
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Contando dois dias de jogo com blinds de US$ 100 / US$ 200, Chris Moneymaker conseguiu acumular um total de US$ 149.800 de lucro, beirando os US$ 150K entre as sessões. Isso o colocou como o maior vitorioso desse duelo de estrelas, colocando o americano mais uma vez em evidência.
Por outro lado, na parte da tabela que ninguém gostaria de estar, quem mais perdeu foi outro dos grandes. Octacampeão da WSOP, Shaun Deeb teve duas sessões negativas, chegando a quase US$ 100K de prejuízo. Deeb deixou o No Gamble, No Future com um desfalque de US$ 98.900 no bankroll. Assim não vai ser fácil quebrar o recorde de Hellmuth.
Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:
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