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Chris Moneymaker fala sobre evolução do poker, tecnologia e desafios para mulheres nas mesas; veja

O jogador conversou com o site Pokerati

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Chris Moneymaker

Há 22 anos, Chris Moneymaker mudava para sempre a história do poker. Um contador do estado do Tennessee, nos Estados Unidos, ele conquistou o mundo ao vencer o Main Event da WSOP de 2003 depois de se classificar através de um satélite online de apenas US$ 39 no PokerStars, garantindo uma vaga de US$ 10 mil. A vitória improvável se tornou um marco, inspirando uma geração de jogadores e dando início ao chamado boom do poker.

Desde então, Moneymaker se tornou uma figura lendária no cenário do jogo. Mais do que campeão de Main Event e embaixador, passou a ser uma voz ativa na comunidade, frequentemente convidado para entrevistas e debates sobre os mais variados temas relacionados ao poker.

A mais recente conversa foi conduzida por Sara O’Connor, do site Pokerati.com, e abordou tópicos relevantes como as habilidades necessárias para se ter sucesso, a presença feminina no cenário, os impactos da tecnologia e o crescimento do poker online.

Logo no início da entrevista, ao falar sobre as habilidades essenciais para um jogador, Moneymaker foi direto: “você tem que ser perceptivo e entender o que as pessoas estão pensando. Tem que estar disposto a arriscar tudo, mas também ser disciplinado o suficiente para jogar em jogos que você pode pagar. É preciso uma pessoa equilibrada que tenha uma mente confusa.”

Segundo ele, muitos jogadores falham por não encontrarem esse equilíbrio:

“Normalmente, pessoas muito focadas em bankroll management não conseguem se permitir enlouquecer e fazer grandes blefes. Por outro lado, quem só pensa em blefar tudo também não dura muito. Não parece grande coisa, mas essa é uma habilidade enorme de se ter.”

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Outro ponto abordado na entrevista foi o impacto da tecnologia no desenvolvimento do poker, especialmente nas mesas virtuais. Chris Moneymaker, que vivenciou de perto o crescimento do poker online, comentou sobre a transformação que presenciou ao longo dos anos, e se mostrou totalmente favorável à evolução do jogo.

“O poker já foi impactado de forma dramática pela tecnologia. Quando ganhei, o poker online estava apenas começando. Eu jogava com o patch do PokerStars, mas naquela época me viam como um jogador de segunda categoria só por jogar online. Havia essa ideia de que o poker era exclusivamente um jogo cara-a-cara. Com o passar do tempo, essa percepção mudou completamente.

Hoje, os jogadores online são considerados superiores aos jogadores ao vivo. O poker online acelera a curva de aprendizagem. Nos tempos do Doyle Brunson, você tinha que sentar na mesa e jogar centenas de mãos para aprender. Agora, com os solvers e a quantidade absurda de informação disponível, é possível estudar e evoluir de forma muito mais rápida. Todo ano o poker fica mais difícil, porque as ferramentas disponíveis aos jogadores estão cada vez mais sofisticadas”, completou.

Um dos temas mais sensíveis e recorrentes no universo do poker e que também entrou na pauta da entrevista foi a presença feminina nas mesas. Moneymaker, que já realizou diversas ações para promover a inclusão no esporte, comentou sobre as diferenças que nota ao enfrentar mulheres nos torneios e compartilhou experiências em iniciativas voltadas para introduzir jogadoras ao jogo.

“Sempre tentamos ter eventos femininos. No Moneymaker Tour, discutimos fazer um torneio exclusivo para mulheres que nunca jogaram antes. Quando a cozinha do clube social abre, criamos um espaço onde mulheres iniciantes podem aprender do zero. E ainda oferecemos um freeroll de US$ 1.000. A ideia é que elas se sintam confortáveis e voltem a jogar com mais frequência.”

Alison Pendergast

Alison Pendergast – Uma das campeãs do MoneyMaker Poker Tour

Apesar do incentivo, Chris reconhece que a entrada de mulheres no poker ainda enfrenta barreiras:

“O que geralmente vejo é que muitas mulheres desistem antes mesmo de começar. A maioria dos jogadores é homem, e pode ser desconfortável para uma mulher se sentar sozinha em uma mesa cheia de caras. Isso, infelizmente, ainda afasta muita gente.”

Sobre o desempenho feminino nas mesas, Moneymaker não escondeu sua admiração:

“Você sempre nota uma pequena diferença, especialmente no nível que eu jogo. Normalmente, são mulheres muito realizadas e talentosas. Não acredito que vou dizer isso, mas… elas geralmente são melhores que a maioria dos caras. São mais calmas, mais perceptivas. Quando enfrento uma mulher em um evento de US$ 10 mil, sei que ela é boa. Entre os homens, alguns são habilidosos e outros são fishs. Já em torneios menores, trato uma jogadora como qualquer outro oponente: observo, estudo. Algumas podem ser mais cautelosas, principalmente se forem novatas — mas isso é normal para qualquer iniciante.”

Confira o MundoTV Cast #74 com Matheus Rocha: 

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Ex-político americano vai ao Hustler Casino Live e perde pote de US$ 1 milhão contra mão marginal de Alan Keating

Scott Palmer levou a pior contra o recreativo que gosta de aprontar

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Alan Keating
Alan Keating

O Hustler Casino Live organizou mais uma mesa de cash game high stakes nesta última quinta-feira e uma presença nova marcou a atração. Scott Palmer, um ex-político americano, foi um dos jogadores presentes na disputa e ele acabou sendo protagonista. Infelizmente para ele, pelo lado negativo.

Scott Palmer teve uma sessão desastrosa na atração e foi o maior perdedor do dia, com um valor pesado de prejuízo. O principal ponto de tudo isso veio através de uma mão jogada contra Alan Keating – sempre ele -, que aprontou mais uma das suas e levou um pote de mais de US$ 1 milhão com uma mão bem marginal.

Jogando com blinds de US$ 500 / US$ 1.000, Keating fez o straddle obrigatório e Palmer pagou do botão. De volta para o autor do straddle, Keating decidiu aumentar o jogo para US$ 22.000, valor que o antigo político pagou. Os dois viram o flop e Keating mandou uma nova aposta de 35.000.

LEIA MAIS: Rebeca Rebuitti faz retrospectiva dos quase 10 anos de carreira e recorda lembranças especiais desse período

Scott Palmer foi para um raise de US$ 115.000, número que Alan Keating conferiu. O turn trouxe outro três, o , e agora os dois jogadores jogaram de check. No river, uma completou o board e Alan Keating saiu disparando uma aposta de US$ 390.000. Isso deixou Palmer desconfortável, mas o novo jogador do Hustler Casino decidiu pagar.

No showdown, cooler constatado e uma mão marginal causando estrago. Palmer tinha um full house com seu , mas Alan Keating, com , acertou a quadra para faturar a mão. Ele levou o pote de US$ 1.057.500 e terminou o dia com lucro de US$ 818.000. O ex-político, por sua vez, teve um prejuízo de US$ 658.500.

Assista:

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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Rebeca Rebuitti faz retrospectiva dos quase 10 anos de carreira e recorda lembranças especiais desse período

A jogadora mineira relatou os momentos em uma postagem no Instagram

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Rebeca Rebuitti

No poker brasileiro, muitas mulheres ajudaram no crescimento do esporte entre o público feminino e pavimentaram uma estrada que não para de crescer. Um dos nomes que pode ser colocado nessa lista é o de Rebeca Rebuitti. Mesmo ainda bem jovem, ela já tem uma carreira bem longa e um nome bem consolidado entre o público.

Jogadora, streamer e embaixadora de marcas, Rebeca está perto de completar 10 anos neste mundo. Aproveitando essa marca, ela decidiu fazer uma retrospectiva de alguns dos principais momentos que tornaram possível chegar ao momento de hoje. O post (que pode ser visto clicando aqui) foi em seu perfil pessoal no Instagram e trouxe algumas passagens que emocionam.

Entre os vários tópicos que Rebuitti recordou, chama a atenção o apoio dos familiares e dos amigos, pessoas que ela deixa claro que foram fundamentais na trajetória. A mineira também contou um pouco da vida pessoal na troca para o poker, mostrando coragem para tomar a decisão e arriscar. Deu certo.

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A jogadora contou que, antes de tentar entrar para o poker, trabalhava como vendedora e tinha um salário inferior a mil reais. Ou seja: ela não tinha muito a perder. Por isso, ela foi de cabeça para o poker, conseguiu um resultado que a fez sonhar e seguiu tentando mudar de rumo.

O mais legal na história contada por Rebeca é que pai e mãe tiveram influência nisso. Na postagem, Rebuitti conta que a mãe até mesmo comprou uma maleta para que ela pudesse jogar em casa com amigos. Já seu pai, mais pra frente, ajudou na compra de um carro para que ele pudesse ir e voltar dos clubes, além de levá-la para o primeiro KSOP da vida.

Ela também relembrou, entre outras coisas, a ida “maluca” para a WSOP pela primeira vez, usando o cartão de crédito da amiga Samantha Caiaffa para viajar. E o resto virou história. Ela se tornou uma streamer conhecida, jogadora profissional e hoje é embaixadora do ACR no Brasil. São quase 10 anos construindo. E ela está pronta para mais.

Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:

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Chris Moneymaker enfrenta outras lendas do poker em episódio do No Gamble, No Future e sai com lucro de US$ 150K

O americano enfrentou nomes como Tom Dwan, Hellmuth e Shaun Deeb

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Chris Moneymaker
Chris Moneymaker

O último episódio transmitido do programa No Gamble, No Future contou com uma line-up para lá de especial. Um elenco altamente estrelado se juntou para a disputa do cash game televisionado e nomes que marcaram épica estiveram presentes numa disputa que trouxe vários grandes momentos.

O destaque absoluto ficou para Chris Moneymaker. O homem responsável pelo boom do poker mostrou que, mesmo mais de 20 anos depois, tem condições de brilhar. Enfrentando outros nomes como Tom Dwan, Shaun Deeb, Phil Hellmuth e o recreativo Alan Keating, Moneymaker foi quem mais faturou entre eles.

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Contando dois dias de jogo com blinds de US$ 100 / US$ 200, Chris Moneymaker conseguiu acumular um total de US$ 149.800 de lucro, beirando os US$ 150K entre as sessões. Isso o colocou como o maior vitorioso desse duelo de estrelas, colocando o americano mais uma vez em evidência.

Por outro lado, na parte da tabela que ninguém gostaria de estar, quem mais perdeu foi outro dos grandes. Octacampeão da WSOP, Shaun Deeb teve duas sessões negativas, chegando a quase US$ 100K de prejuízo. Deeb deixou o No Gamble, No Future com um desfalque de US$ 98.900 no bankroll. Assim não vai ser fácil quebrar o recorde de Hellmuth.

Confira o Poker de Boteco #138 com Allan Mello:

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