BSOP
Rei das “cotas”, Diego Costa marca presença no BSOP Millions, fala sobre a carreira e explica escolhas em “cavaladas”
O jogador de Santos-SP se tornou famoso entre os grinders online por comprar muitas porcentagens nos torneios da GGPoker
A venda de cotas é algo bastante comum no poker e no poker online, esse formato se popularizou ainda mais, principalmente devido ao mecanismo oferecido pela GGPoker. Com isso, vários jogadores passaram a fazer apostas em outros grinders em busca das forras. De brasileiros, alguns nomes passaram a chamar atenção, como é o caso de Diego Costa, dono da conta “Dihh21”.
O misterioso jogador passou a investir em muitos profissionais brasileiros como Gabriel Schroeder, Pedro Reis, Danton Gomes e muitos outros que passaram a oferecer porcentagens dos torneios. Porém, sua identidade visual era um mistério, até a chegada do BSOP Millions.
Marcando presença pela primeira vez na etapa do BSOP Millions, Diego acabou reconhecido pelo Mundo Poker e topou uma entrevista revelando detalhes da carreira e sobre o universo das cotas. Além disso, ele se encontrou com vários de seus “cavalos”. Confira abaixo:
“Como o Millions é a etapa maior, deixei para vir nessa e encontrar todo mundo que conheço, não tanto pelos torneios, mas pela galera. O poker online é muito solitário né, vir aqui é uma experiência nova e diferente.”, Diego Costa.
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MP: De onde o Diego é? Como surgiu o poker na sua vida e a quanto tempo joga? teve alguma influência?
Resposta: Sou de Santos-SP. Foi ao acaso, minha família gosta bastante de jogo. Acabei encontrando o Poker, no PokerStars com dinheiro fictício e não sabia como funcionava. Aí segui a vida e depois de um tempo resolvi tentar, ganhava um freeroll ali, jogava outro torneio aqui e percebi que dava viver disso. Demorou um pouco até chegar aqui, foi em 2010 quando comecei e naquela época não tinha informação que tem hoje. Não tinha times de poker, segui o caminho mais difícil, patinei muito mais estou aqui hoje.
MP: Você já jogou em algum time na carreira?
Resposta: Nunca passei em nenhum time, sempre joguei pra mim mesmo. E tudo na vida tem o lado bom e o lado ruim, decidi até agora não entrar em nenhum. Mas tudo na vida ninguém sabe o que vai acontecer né? Não tenho intenção por enquanto, gosto de jogar pra mim mesmo, jogar o que eu gosto, ter essa liberdade.
MP: A carreira do “Dihh21” é baseada no online como você revelou. Essa é a sua primeira participação no BSOP Millions?
Resposta: Já fui no BSOP Rio de Janeiro, em 2022. Não sou muito do live, grindo online é mais lucrativo. Aqui é mais para encontrar a galera, não conhecia muita gente, nunca passei por time de poker, conheço poucas pessoas que tenho ciclo social no jogo. Então não me animava vim. Como o Millions é a etapa maior, deixei para vir nessa e encontrar todo mundo que conheço, mas pela galera. O poker online é muito solitário né, vim aqui é uma experiência nova e diferente.
MP: Nos últimos meses, você se tornou assunto muito falado entre os grinders devido a compra de cotas na GGPoker. Como é apostar em outros jogadores? Conheceu algum dos “cavalos”?
Resposta: A GGPoker trouxe inovações para o poker, todo mundo tem time e todo mundo gosta de ter um “pedacinho” de outro jogador, tem muitos pools, troca de porcentagens e quando você está no torneio, sempre é bom mandar mensagem para um amigo para trocar aquele 10%. Mesmo que você não chegue e a pessoa chegue, tu ganha um pedaço e salva aquela dowswing onde nada dá certo. Apareceu isso e acabei comprando algumas e, no final, deu certo . Isso fez eu começar a comprar frequentemente. Todo mundo gosta de um “gamblezinho”, esse é o meu.

MP: Qual é a estratégia para conseguir os melhores “cavalos”? O que você leva em consideração na hora de comprar as porcentagens?
Resposta: Tem sim, os nomes, trocar mensagens com os caras e dou uma olhadinha nas mesas, é bom já que não conheço todo mundo. É bom olhar a reta dos caras, ver se não estão jogando dinheiro fora. Tem alguns caras que vendem muito do torneio, se o cara vende 90% e coloca mark-up de 1.10, se ele vender tudo tá jogando de graça, tem que dar uma olhada pois é perigoso. Como não está tirando nada do bolso, talvez até spewza a parada.
MP: Agora que o “Dihh21” se tornou “conhecido”, o que esperar dele nos próximos meses? Vai aparecer em mais lives?
Resposta: Esperar muito jogo online, trabalhar bastante, pois o poker está desenvolvendo muito. O BSOP é prova disso e espero vir algumas vezes. Todos os garantidos estão explodindo, dobrando, então cada vez mais o poker vai evoluir e terá poker para todos os lugares. Esse evento mesmo, será recorde e o próximo vai bater. Vai ter trabalho pra todo mundo.
Confira o MundoTV Cast #53 com Daniel de Freitas:
BSOP
BSOP anuncia primeiros satélites para a etapa Winter; confira detalhes e como participar
Domingo (17) marca o início dos torneios qualificatórios para a quarta etapa do BSOP em 2026
O BSOP Winter acontece de 21 a 30 de julho, no Golden Hall do WTC Sheraton, em São Paulo. A expectativa da organização é que essa edição seja o maior Winter da história, e para se garantir o quanto antes, os detalhes dos primeiros satélites já foram revelados.
O primeiro satélite acontece já neste domingo (17). No torneio, serão três vagas garantidas, que dão direito ao buy-in para o Main Event. O classificatório começa às 21h05 e conta com duas horas de late register, com buy-in de US$ 109. O torneio pode ser localizado no PokerStars a partir do ID 4000049706.
Outra informação divulgada pela organização está relacionada à realização do Mega Satélite. Ele acontece no dia 28 de junho, com início às 21h05. São 12 pacotes garantidos que, além do buy-in do Main Event, também oferecem hospedagem no hotel do evento durante todos os dias de BSOP Winter.
É possível encontrar subsatélites a partir desta sexta-feira (15) no PokerStars. São muitas opções gratuitas que dão vaga para o step de US$ 33; este, por sua vez, garante o jogador no Mega Satélite de US$ 320. Também é possível encontrar os torneios de US$ 11, que levam direto para o satélite de vagas, de US$ 109.
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
BSOP
BSOP Rio Quente: Naiquel Oliveira forra no Last Chance High Roller e Gabriel Kumagai vence o Mystery Bounty DeepStack
O evento em Rio Quente foi um verdadeiro sucesso
O BSOP Rio Quente foi finalizado nesta terça-feira com os últimos campeões sendo coroados na etapa. E um deles mostrou muita persistência ao conquistar o troféu do Last Chance High Roller praticamente aos 45 do segundo tempo: Naiquel Oliveira.
Jogando na pool ao lado dos amigos Vini Navarro e Thales Morelli, o trio engatou em diversos torneios ao longo da série, e Naiquel foi quem transformou a maratona em título. Ele superou um field de 55 entradas no evento de R$ 10.000 e garantiu a maior fatia da premiação. Ao todo, o campeão embolsou R$ 150.000, somando premiação e bounties, coroando a grande campanha em Rio Quente.
Confira a premiação completa:
1º Naiquel Oliveira – R$ 150.000
2º Christian Choca Archimaut – R$ 62.000
3º Marcelo Giordano – R$ 48.000
4º José Carlos Barbosa – R$ 38.000
5º Birger Larsen – R$ 30.000
6º Caio Kopke – R$ 31.000
7º Jorge Raul Romero Castillo – R$ 14.000
MYSTERY BOUNTY DEEPSTACK

Fechando a série em Rio Quente, o Mystery Bounty DeepStack, torneio dos envelopes misteriosos tão amados pelos jogadores, foi disputado em dois dias e terminou em grande estilo com a vitória de Gabriel Kumagai.
O competidor aproveitou a passagem do circuito brasileiro perto de sua cidade, saiu de Goiânia após poucas horas de viagem e garantiu o troféu para a capital goiana. Além disso, Gabriel Kumagai embolsou um total de R$ 60.000, após superar um field de 318 entradas no evento de R$ 1.500.
Confira a premiação completa:
1º Gabriel Kumagai – R$ 42.000
2º Aristides Couto – R$ 26.000
3º Frederico Luis Alves Prado – R$ 20.450
4º Amauri Grutka – R$ 16.300
5º Luiz Ferrarezi Neto – R$ 12.850
6º Amanda Fabiane Souza – R$ 9.800
7º Teresa Dominguez – R$ 7.200
8º Evandro Alarcao Solano Soares – R$ 5.300
9º Jose Manuel Lesta – R$ 4.350
Confira o Poker de Boteco #137 com Kaio Camargo:
BSOP
Embalado por torcida fanática, Rafael Cunha é o grande campeão do Main Event do BSOP Rio Quente
O “Pitbull do Cerrado” venceu um eletrizante heads-up contra Victor Hugo Bonifácio
A mesa final do Main Event do BSOP Rio Quente trouxe à tona os melhores ingredientes possíveis para uma decisão de elite: torcidas eufóricas, muitos all ins e calls e finalistas sem medo de comemorar. Depois de muito poker, a noite foi de consagração para o jogador Rafael Cunha, de Brasília, depois de uma mesa final de almanaque.
A maratona para bater o field de 622 entradas rendeu para o “Pitbull do Cerrado” – apelido que recebeu durante a mesa final – um prêmio dos bons de R$ 330.000. “Eu queria muito um título de BSOP. Nunca tive uma FT e a primeira foi logo Main Event, com cravada. A ficha nem caiu ainda na real”, disse Cunha.
“O dinheiro é importante, claro, mas o prestígio também, o troféu, você ter seu nome na galeria marcado é muito top”, falou o jogador sobre o legado da conquista. Cunha foi empurrado por uma torcida fanática que vibrou mão a mão com ele. Os amigos foram fundamentais na conquista do jogador de Brasília.
“A gente tá no mesmo corre, poker, poker, poker, estudando junto, grindando junto, tomando bad junto. Nada mais justo que eles estarem aqui, eu também estaria por eles. Só agradecer mesmo”, disse Cunha.

A mesa final
A mesa final começou da melhor maneira possível para Cunha. Ele eliminou Thiago Neves de KK contra JJ e assumiu a ponta. A confiança estava em dia e o “Pitbull do Cerrado” colocou muita pressão na concorrência, jogando muitas mãos e coletando fichas de forma gradativa. A liderança rapidamente ficou bem destacada.
Larissa Metran ficou na oitava colocação depois de levar uma bad beat de AQ contra QJ de Victor Hugo Bonifácio. Ricardo Leão lutou bastante, mas acabou sucumbindo em sétimo. Douglas Olímpio foi eliminado no sexto lugar e Cunha derrubou Alê Couto, o chip leader da mesa final, na quinta colocação.
LEIA MAIS: No BSOP Rio Quente, João Bauer explica entrada no Samba Team: “voltar ao topo dos MTTs online”
Logo na sequência, Geraldo Magela levou a melhor de QQ contra AJ e tirou Guilherme Ribeiro no quarto lugar. O jogador de Campinas ficou ensandecido na comemoração por ter garantido um troféu. No entanto, logo depois, ele acabou perdendo um grande pote para Victor Hugo e caiu em terceiro.
O heads-up entre Cunha e Bonifácio foi eletrizante. Na maior parte do tempo, Cunha controlou as ações e teve vantagem, mas na hora de matar o duelo, de alguma forma, Victor Hugo, o “Highlander de Minas Gerais”, conseguia voltar para o jogo. Foram muitas vezes, mas enfim Rafael acabou encontrando o caminho da vitória.
Primeiro, ele conseguiu uma grande fatiada ao extrair muitas fichas com um full house. Victor Hugo pagou a aposta no river e muckou. O toma lá dá cá continuou por mais alguns minutos até que veio a mão do título. Com o flop mostrando 742, eles foram de all in e call. Cunha tinha 76 e segurou contra o 94 de Victor no turn Q e no river A.

Confira a premiação dos finalistas:
1º – Rafael Cunha – R$ 330.000*
2º – Victor Hugo Bonifácio – R$ 270.000*
3º – Geraldo Magela – R$ 165.000
4º – Guilherme Ribeiro – R$ 127.000
5º – Alexandre Couto – R$ 100.000
6º – Douglas Olímpio – R$ 78.000
7º – Ricardo Leão – R$ 58.000
8º – Larissa Metran – R$ 40.000
9º – Thiago Neves – R$ 31.000
Confira o Poker de Boteco #137 com Kaio Camargo:
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