Marcos Kenne domina mesa final, vence o BSOP Millions Championship e realiza sonho com a maior forra da carreira: “cereja do bolo”

O recreativo de Santa Catarina embolsou R$ 2,1 milhões com a cravada

Foto: Bruno Zambon
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Milhares de jogadores viajam até São Paulo no final do ano para disputar o BSOP Millions com um só sonho: conquistar títulos. E em 2024, o circuito trouxe novos torneios em sua grade, iniciando uma nova “jornada” no quesito premiações. E isso pode ser exemplificado com a vitória do recreativo catarinense Marcos Kenne, que saiu da cidade de Sombrio, no interior de Santa Catarina, para fazer história no torneio Championship de R$ 25.000.

Sempre presente nas etapas, o carismático jogador realizou o sonho que tanto buscou durante os últimos anos e, de quebra, entrou para a história do circuito brasileiro. Marcos Kenne superou em longos cinco dias de competição o field de 503 entradas e foi muito bem recompensado com a forra máxima de R$ 2.140.000, o maior prêmio já distribuído pelo BSOP.

“Ainda não caiu a ficha. Não sou acostumado com entrevista e coisa, mas é… cravar um torneio assim é muito lindo, a gente pensa e vir, chegar, mas não é fácil, um field duríssimo de 503 entradas. As coisas aconteceram desde o primeiro dia para mim, era para ser meu mesmo, deu tudo certo. Deus deixou essa cereja do bolo pra mim”, falou o campeão.

Foto: Bruno Zambon

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Com uma atuação ótima desde o Dia 1, Marcos Kenne chegou na mesa final com o maior stack entre os finalistas e de forma disparada. Ele precisou manter a calma durante todo a trajetória para conseguir a cravada.

Ficaram pelo caminho nomes gabaritados como Diego Ventura, João Vieira, Breno Drumond, Rafael Mota, Blas Torres, Murilo Milhomem, Dennys Ramos e, por fim, Pauo Gonçalves, mais conhecido como “Barão”, seu oponente no heads-up.

“As coisas no começo não deram muito certo, aí eu dei uma acalmada, já mudei a estratégia. Eu achei um spot certo que eu abri um KK do BTN, aí eu peguei o cara com AK, ele shovou. Depois disso, eu fiquei muito grande. Aí ficou mais fácil de ver pra mim, porque aí começou a subir os blinds e a galera estava curta e conseguir apertar na hora certa e eu estava com um radar ligado, eu acho que eu acertei bastante. Tinham horas que eu escapei de mãos importantes, vi na transmissão. Estava com muita confiança”, comentou.

Recreativo, porém, lucrativo, Kenne já tinha alguns resultados interessantes na carreira, mas que nada superam o que foi conseguido na noite desta segunda-feira. O campeão projetou uma possibilidade de seguir a carreira como jogador de poker “profissional”:

“Tive muitas traves. Agora eu acho que esse resultado aí eu vou querer me dedicar mais ao jogo, assim, poder jogar mais. Então acho que vai mudar a minha vida, com esse resultado que estava em busca disso te muito tempo. Eu confesso que faz um ano, que eu não estudo mesmo, que eu acabei me dedicando mesmo, foi a Deus e pedi a Deus que me desse uma oportunidade de eu trabalhar um pouco, então ele me deu esse torneio. Não tinha como escapar, é coisa que eu pedi e agora é tentar ir atrás de conhecimentos pra poder batalhar novamente com essa turma aí”, projetou.

Durante o ano, o campeão viajou para vários estados em busca de jogo. Dessa vez, acompanhado da esposa Thallita, que fez muita parte da cravada, eles se emocionaram bastante. Marcos agradeceu muito a ela e também lembrou dos amigos Mauro Webers e Guilherme Sazan, que sempre estão juntos em busca dos torneios:

“Bati na trave no High Roller da WSOP Brazil e o Gui cravou o Main Event. Não, só dar um agradecimento aí ao Sazan, meus amigos o alemão (Mauro Webers) lá, todo mundo, o Sazan que eu estou troco conhecimento sempre, ele que me ensina as coisas aí, que a gente está mais próximo, né, ele é profissional. Então, só gratidão aí ele por ele. Sempre que precisou alguma coisa, eu pergunto, ele vai lá e me ensina e coisa aí, e cara, quando a gente está junto e ele tem sorte, cara, porque as coisas acontecem é fruto do nosso trabalho”, finalizou o grande campeão.

Foto: Bruno Zambon

A mesa final

Marcos Kenne começou a mesa final com o maior stack entre os nove finalistas e tinha grande vantagem. Ele não perdeu a ponta em nenhum momento, colocando pressão sobre os oponentes, na maioria profissionais gabaritados do jogo.

O primeiro a cair foi Diego Ventura, em um all in pré-flop de AK contra KK de Marocs Kenne. João Vieira, o “Naza114”, foi o próximo. O português trombou com o AA de “Barão” com TT, que não teve sustos para vencer.

Mais algumas horas de jogo e em um all in triplo, Breno Drumond se despediu com AT contra JJ de Murilo Milhomem e A7s de Rafael Mota. O mineiro foi sétimo. O próprio Mota foi o próximo, perdendo todas as fichas para Dennys Ramos de A4 contra QQ.

O argentino Blas Torres foi o quinto, eliminado pelo futuro campeão Kenne de 66 contra QJ. Na mão seguinte, Milhomem caiu em quatro de 99 para A9 de Paulo Gonçalves. E o 3-handed foi rápido.

Kenne logo eliminou Dennys Ramos e foi para um heads-up contra Paulo bem na frente, com cerca de 4:1 de vantagem. E isso se concretizou com a cravada. Sem dar reação para o “Barão”, Marcos fechou com 87 contra A4 em um all in pré-flop que terminou com o board T8932.

Foto: Bruno Zambon

Confira a premiação e as eliminações dos finalistas:

1º – Marcos Kenne (Sombrio/SC) – R$ 2.140.000

2º – Paulo Gonçalves (Divinópolis/MG) – R$ 1.346.500

3º – Dennys Ramos (Limeira/SP) – R$ 965.170

4º – Murilo Milhomem (Palmas/TO) – R$ 760.160

5º – Blas Torres (Mar del Plata/RS) – R$ 523.200

6º – Rafael Mota (Sao Caetano do Sul/SP) – R$ 466.520

7º – Breno Drumond (Santa Luzia/MG) – R$ 351.250

8º – João Vieira (Portugal) – R$ 244.850

9º – Diego Ventura (Perú) – R$ 193.900

Foto: Bruno Zambon

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