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Aproveitando o BSOP Millions, Matheus Alves, fala sobre nova fase na carreira e comenta projeto do “Recreativo Pro”

O jogador vem se dedicando ao poker totalmente em 2023

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O BSOP Millions é um ponto de encontro anual de praticamente todos os grinders do Brasil. Alguns já marcam presença há anos, outros que são mais novos no poker, estão aproveitando para estrear na etapa em 2023. Um deles é o paranaense Matheus Alves, de Curitiba, mais conhecido nas redes sociais como “Recreativo Pro”.

Com ótimos conteúdos relacionados ao poker nas redes sociais, o jogador que hoje faz parte do Go Pro Poker Team, é um dos nomes brasileiros que procura mostrar a rotina diária de um grinder no Instagram, além de vários desafios relacionados ao crescimento de bankroll.

Marcando presença pela primeira vez na etapa do BSOP Millions, o jogador falou com o Mundo Poker. Confira abaixo:

“Em 2020, na época de pandemia, eu tive minha primeira experiência profissional com o Poker, participei por 6 meses de um time, foi aí que de fato eu comecei a entender como o jogo funcionava e a estudar, o período em que fiquei no time foi curto, porém obtive bastante experiência e saí bem positivo, obtive aproximadamente R$ 30.000 de lucro no período”, Matheus Alves.

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1 – Como surgiu o interesse poker poker? 

R: Minha história com o Poker começou em meados de 2016, na época em que eu estava cursando faculdade de Engenharia Mecânica pela Universidade Federal do Paraná, um colega de classe me apresentou o jogo. No mesmo dia em que ele me apresentou, eu baixei o site do PokerStars e comecei a jogar os torneios de dinheiro fictício, a partir daí eu descobri um novo hobby.

Não demorou muito para eu colocar um dinheiro lá e começar a me aventurar em alguns torneios micros. Infelizmente, acabei perdendo dinheiro, mas eu jogava para me divertir. Em 2020, na época de pandemia, eu tive minha primeira experiência profissional com o poker, participei por seis meses de um time, foi aí que de fato eu comecei a entender como o jogo funcionava e a estudar.

O período em que fiquei no time foi curto, porém obtive bastante experiência e saí bem positivo, obtive aproximadamente R$ 30.000 de lucro. A minha saída do time na época se deu pelo fato que comecei a empreender no mercado digital, então conciliar os dois ao mesmo tempo não estava dando certo. Agora em 2023, depois de 3 anos, com uma bagagem maior de vida e maturidade, eu resolvi voltar a me dedicar exclusivamente ao Poker.

2 – E o projeto do “Recreativo Pro”, como surgiu?

R: O “RecreativoPro” surgiu por uma vontade minha de criar conteúdo na internet, eu sentia falta de criadores de conteúdo relacionado ao Poker aqui no Brasil, conteúdo que fosse mais entretenimento ao invés de técnico, foi aí que surgiu a ideia. Como na época em que comecei o projeto eu ainda não tinha decidido me dedicar exclusivamente ao Poker, eu era um jogador Recreativo, porém eu jogava regularmente (praticamente todos os dias), daí surgiu o nome “RecreativoPro”

A ideia inicial da página era mostrar para as pessoas o Poker de uma maneira mais leve e descontraída, e agora que estou 100% dedicado ao Poker, também mostrar como é o dia a dia de um jogador de Poker, e principalmente de um jogador iniciante, como é meu caso.

3 – Como é a criação a sua relação com a criação de conteúdos de poker? Acha que da para conciliar os dois lados durante muito tempo?

R: A criação de conteúdos já era algo que eu tinha o desejo de desenvolver, e com certeza eu pretendo conciliar os dois lados por MUITO tempo, pois essa sempre foi a ideia inicial do projeto, produzir conteúdo e entreter os amantes do Poker.

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4 – Um dos principais conteúdos é os desafios de crescimento de bankroll. Quando surgiu essa ideia? Tem dado certo? A experiência nesse formato tem sido boa?

R: Os desafios surgiram na época em que eu ainda não estava me dedicando 100% ao Poker, foi uma idéia que surgiu meio do nada e que a galera engajou demais. Como na época eu trabalhava e jogava, acredito que muitos jogadores recreativos se sentiram representados por mim, pois eu tinha a mesma rotina deles, acordava cedo para ir trabalhar, chegava em casa a noite e começava a jogar.

O primeiro desafio foi o US 50 a US$ 500, onde a a ideia era sair de uma banca inicial de US$ 50 dólares e alcançar US$ 500. A ideia era mostrar que mesmo um jogador recreativo consegue ser lucrativo no Poker. Nós levamos aproximadamente 30 dias jogados para concluir esse primeiro desafio. Já o segundo foi o US$ 500 a US$ 1.500, onde também levamos aproximadamente 30 dias para concluir.

Na época em que realizeis esses dois desafios, eu ainda não me dedicava 100% ao Poker. Então mostrar a rotina que muitos tinham, de ir trabalhar, chegar em casa cansado e ainda jogar, engajou bastante a galera. E acredito que consegui mostrar o que queria, que com dedicação e disciplina, é possível sim ser lucrativo dentro do Poker, mesmo você sendo um jogador recreativo.

5 – Hoje você joga no Go Pro Poker Team, como esta sendo essa experiência?

R: A experiência na GoPro está sendo muito positiva! O time tem me dado todo apoio e estrutura para eu evoluir o meu jogo nesse início de carreira. Por ser um time que ainda não possui inúmeros jogadores, isso acaba facilitando o contato com os jogadores mais experientes do time, e isso para quem está iniciando é muito bom.

6 – É a sua estreia no BSOP Millions, deu aquele frio na barriga ao ver tanta gente no salão e enfrentar muitos adversários qualificados?

R: Quanto ao BSOP, é a minha primeira vez no evento e estou adorando, ver toda essa estrutura e poder participar de torneios com tanta gente boa e conhecida no cenário é incrível. Já encontrei e conversei com diversos jogadores renomados no cenário, para quem estava acostumado a só ver essas feras nas notícias do MundoPoker, isso é muito bacana!

7 – O que esperar do “RecreativoPro” nos próximos anos, tem ambição de chegar nos mais altos limites e continuar mostrando a carreira?

R: Se Deus quiser e tudo der certo, nos próximos anos a criação de conteúdo na página vai aumentar cada vez mais, tanto em quantidade quanto em qualidade, quero transmitir essa minha paixão pelo jogo e ajudar no crescimento do poker no Brasil.

Quanto a ambição de chegar nos mais altos limites, com certeza eu tenho vontade de chegar nos high stakes e ser um dos melhores nesse jogo, mas não é algo que eu me cobro ou fico pensando constantemente, no momento estou focado em melhorar o meu jogo a cada dia, acredito que dessa forma eu subirei naturalmente os limites em que jogo.

Confira o Episódio #50 do Poker de Boteco com Felipe Mojave:

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BSOP Rio Quente: Naiquel Oliveira forra no Last Chance High Roller e Gabriel Kumagai vence o Mystery Bounty DeepStack

O evento em Rio Quente foi um verdadeiro sucesso

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Naiquel

O BSOP Rio Quente foi finalizado nesta terça-feira com os últimos campeões sendo coroados na etapa. E um deles mostrou muita persistência ao conquistar o troféu do Last Chance High Roller praticamente aos 45 do segundo tempo: Naiquel Oliveira.

Jogando na pool ao lado dos amigos Vini Navarro e Thales Morelli, o trio engatou em diversos torneios ao longo da série, e Naiquel foi quem transformou a maratona em título. Ele superou um field de 55 entradas no evento de R$ 10.000 e garantiu a maior fatia da premiação. Ao todo, o campeão embolsou R$ 150.000, somando premiação e bounties, coroando a grande campanha em Rio Quente.

Confira a premiação completa:

1º Naiquel Oliveira – R$ 150.000
2º Christian Choca Archimaut – R$ 62.000
3º Marcelo Giordano  – R$ 48.000
4º José Carlos Barbosa – R$ 38.000
5º Birger  Larsen – R$ 30.000
6º Caio Kopke  – R$ 31.000
7º Jorge Raul Romero Castillo – R$ 14.000

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MYSTERY BOUNTY DEEPSTACK

Fechando a série em Rio Quente, o Mystery Bounty DeepStack, torneio dos envelopes misteriosos tão amados pelos jogadores, foi disputado em dois dias e terminou em grande estilo com a vitória de Gabriel Kumagai.

O competidor aproveitou a passagem do circuito brasileiro perto de sua cidade, saiu de Goiânia após poucas horas de viagem e garantiu o troféu para a capital goiana. Além disso, Gabriel Kumagai embolsou um total de R$ 60.000, após superar um field de 318 entradas no evento de R$ 1.500.

Confira a premiação completa:

1º Gabriel Kumagai – R$ 42.000
2º Aristides  Couto – R$ 26.000
3º Frederico Luis Alves Prado – R$ 20.450
4º Amauri Grutka – R$ 16.300
5º Luiz Ferrarezi Neto – R$ 12.850
6º Amanda Fabiane Souza – R$ 9.800
7º Teresa Dominguez – R$ 7.200
8º Evandro Alarcao Solano Soares – R$ 5.300
9º Jose Manuel Lesta – R$ 4.350

Confira o Poker de Boteco #137 com Kaio Camargo:

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Embalado por torcida fanática, Rafael Cunha é o grande campeão do Main Event do BSOP Rio Quente

O “Pitbull do Cerrado” venceu um eletrizante heads-up contra Victor Hugo Bonifácio

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Rafael Cunha
Rafael Cunha

A mesa final do Main Event do BSOP Rio Quente trouxe à tona os melhores ingredientes possíveis para uma decisão de elite: torcidas eufóricas, muitos all ins e calls e finalistas sem medo de comemorar. Depois de muito poker, a noite foi de consagração para o jogador Rafael Cunha, de Brasília, depois de uma mesa final de almanaque.

A maratona para bater o field de 622 entradas rendeu para o “Pitbull do Cerrado” – apelido que recebeu durante a mesa final – um prêmio dos bons de R$ 330.000. “Eu queria muito um título de BSOP. Nunca tive uma FT e a primeira foi logo Main Event, com cravada. A ficha nem caiu ainda na real”, disse Cunha.

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“O dinheiro é importante, claro, mas o prestígio também, o troféu, você ter seu nome na galeria marcado é muito top”, falou o jogador sobre o legado da conquista. Cunha foi empurrado por uma torcida fanática que vibrou mão a mão com ele. Os amigos foram fundamentais na conquista do jogador de Brasília.

“A gente tá no mesmo corre, poker, poker, poker, estudando junto, grindando junto, tomando bad junto. Nada mais justo que eles estarem aqui, eu também estaria por eles. Só agradecer mesmo”, disse Cunha.

A mesa final

A mesa final começou da melhor maneira possível para Cunha. Ele eliminou Thiago Neves de KK contra JJ e assumiu a ponta. A confiança estava em dia e o “Pitbull do Cerrado” colocou muita pressão na concorrência, jogando muitas mãos e coletando fichas de forma gradativa. A liderança rapidamente ficou bem destacada.

Larissa Metran ficou na oitava colocação depois de levar uma bad beat de AQ contra QJ de Victor Hugo Bonifácio. Ricardo Leão lutou bastante, mas acabou sucumbindo em sétimo. Douglas Olímpio foi eliminado no sexto lugar e Cunha derrubou Alê Couto, o chip leader da mesa final, na quinta colocação.

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Logo na sequência, Geraldo Magela levou a melhor de QQ contra AJ e tirou Guilherme Ribeiro no quarto lugar. O jogador de Campinas ficou ensandecido na comemoração por ter garantido um troféu. No entanto, logo depois, ele acabou perdendo um grande pote para Victor Hugo e caiu em terceiro.

O heads-up entre Cunha e Bonifácio foi eletrizante. Na maior parte do tempo, Cunha controlou as ações e teve vantagem, mas na hora de matar o duelo, de alguma forma, Victor Hugo, o “Highlander de Minas Gerais”, conseguia voltar para o jogo. Foram muitas vezes, mas enfim Rafael acabou encontrando o caminho da vitória.

Primeiro, ele conseguiu uma grande fatiada ao extrair muitas fichas com um full house. Victor Hugo pagou a aposta no river e muckou. O toma lá dá cá continuou por mais alguns minutos até que veio a mão do título. Com o flop mostrando 742, eles foram de all in e call. Cunha tinha 76 e segurou contra o 94 de Victor no turn Q e no river A.

Confira a premiação dos finalistas:

1º – Rafael Cunha – R$ 330.000*

2º – Victor Hugo Bonifácio – R$ 270.000*

3º – Geraldo Magela – R$ 165.000

4º – Guilherme Ribeiro – R$ 127.000

5º – Alexandre Couto – R$ 100.000

6º – Douglas Olímpio – R$ 78.000

7º – Ricardo Leão – R$ 58.000

8º – Larissa Metran – R$ 40.000

9º – Thiago Neves – R$ 31.000

Confira o Poker de Boteco #137 com Kaio Camargo:

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Carlos Rox bate Pedro Cavalieri e fatura o título no 2-Day High Roller na saideira do BSOP Rio Quente

Torneio teve mesa final rápida e cheia de nomes famosos do poker brasileiro

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Carlos Rox

O último dia do BSOP Rio Quente contou com a finalização de vários torneios. Um dos mais badalado, o 2-Day High Roller, com buy-in de R$ 10.000, foi vencido por um dos grandes nomes do poker brasileiro: Carlos Rox. O catarinense encerrou a participação no circuito com chave de ouro e um prêmio de seis dígitos.

Rox bateu o field de 53 entradas e ficou com uma bela recompensa de R$ 136.000. “Foi muito bom. Eu tava bem empolgado pra vir para esse BSOP. Logo no início eu fiz uma mesa final de um High Roller, mas depois as coisas pareciam estar dando tudo errado, pegando umas bolhas de dinheiro. Nesse eu dei max late, acabei cravando, tô muito contente”, disse Rox.

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A mesa final foi formada com nove jogadores, mas apenas sete jogadores entraram na faixa de premiação. O argentino Alan Raymundo foi o primeiro a ser eliminado dentro do dinheiro. Na sequência, Thales Morelli e Lucas Scafini foram eliminados. Pedro Cavalieri eliminou Leonardo Carlessi no 4-handed em coin flip de AT contra 88.

Não demorou muito para o heads-up ser formado com a eliminação de Murilo Fidélis no terceiro lugar do pódio. O duelo final entre Rox e Cavalieri foi relâmpago. Em apenas seis mãos, Rox sacramentou a vitória com direito a uma trap na mão do título. Ele deu limp de QQ, Pedro foi all in com A4 e levou instacall. O board não trouxe surpresas e encerrou o torneio.

Confira a premiação dos finalistas:

1º – Carlos Rox – R$ 136.000

2º – Pedro Cavalieri – R$ 98.000

3º – Murilo Fidélis – R$ 62.000

4º – Leonardo Carlessi – R$ 47.000

5º – Lucas Scafini – R$ 36.500

6º – Thales Morelli – R$ 28.000

7º – Alan Raymundo (Argentina) – R$ 22.620

Confira o Poker de Boteco #137 com Kaio Camargo:

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