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Blog do Montanha de Cartas

A família The Deck só cresce

O diferencial do clube é a grade de torneios

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(Crédito: The Deck)

Há pouco mais de um ano eu publiquei um texto contando a história de Kevin Jamie Legge, ovproprietário do primeiro e até então o maior clube do aplicativo PPPoker no Brasil. Com o título de O Gringo do The Deck Poker Clube, a postagem repercutiu bastante no mundo dos jogos online, apresentando esse Galês ex-professor de inglês que revelou ser um visionário e foi de all-in no que ainda era um projeto muito recente no Brasil, mas que após alguns percalços acabou puxando uma boa fatia do pote. “Naquele momento o mercado era pequeno, por isso eu me tornei o mais conhecido de todos os donos de clube aqui no Brasil, fiquei um pouco famoso na época”, me contou o Kevin ainda com o sotaque de estrangeiro que lhe é peculiar e rendeu o apelido de Gringo.

No primeiro semestre de 2018 o boom inicial do PPPoker ainda estava prestes a acontecer. De acordo com o Kevin, o crescimento do mercado fez com que fosse criado concorrentes fortes e sedentos, por isso, o The Deck que no começo tinha sete funcionários passou a perder espaço no cenário dos jogos online. “Não estávamos preparados e fomos pegos de surpresa”, revelou Kevin complementando que hoje o The Deck voltou a ocupar o lugar de onde nunca deveria ter saído, a liderança no ranking dos clubes online. “Hoje a nossa equipe possui 20 profissionais, somos em 5 gerentes, 5 jogadores do Team Pro, 4 pessoas no marketing e 6 agentes, além de contador e advogado. Nossa empresa está toda regulamentada e administramos a maior liga do aplicativo”.

E foi justamente com a Liga 388 (L1ga One) que Kevin retomou o sucesso do The Deck. Ele me disse que várias ligas tiveram dificuldade de crescer nesse tempo e a solução encontrada foi a fusão com outras de igual porte. O Gringo contou que o mercado no Brasil antes era composto de 20 ou 30 ligas com capacidade para até 15 clubes, mas hoje existem apenas 6 ou 7 ligas, todas com o número máximo de 20 clubes.

O The Deck e a Liga 388 entraram nessa onda e se juntaram com a Liga Nacional para ganhar o novo nome de L1ga One e se tornar a maior do mundo em todo o
aplicativo PPPoker. “Recentemente eu conversei com os representantes da sala de jogos online no Brasil e eles me confirmaram essa informação”, disse orgulhoso o Gringo.

Ele garante que o diferencial da comunidade dele é a grade de torneios, afinal, a grande maioria das concorrentes possuem um foco exclusivo no cash game, o que não é o caso da Liga administrada pelo Kevin onde de acordo com o próprio acontece semanalmente disputas que geram uma premiação de R$ 850 mil garantido, sem contar os torneios especiais que são realizados aos domingos, no entanto, a expectativa é audaciosa. “Em breve vamos lançar a nossa série anual que vai ter R$ 3.88 milhões garantido em 15 dias de torneios e acredito que em 2020 a nossa liga consiga lançar torneios de R$ 1 milhão garantido ou mais todos os finais de semana”, disse Kevin que também afirmou ser difícil prever o futuro do mercado, mas acredita que o grupo administrado por ele está consolidado e muitas novidades estão por vir. Ele utiliza a língua nativa dele para resumir bem: “watch this space”. Prestem atenção no futuro, porque o processo está em desenvolvimento.

TEAM PRO THE DECK

Outro grande diferencial do The Deck Poker Club certamente são os jogadores profissionais que fazem parte da equipe e levam o logo do clube nos principais torneios ao vivo do Brasil, divulgando ainda mais a marca criada por Kevin. Inicialmente a equipe era formada por seis jogadores, todos amigos dos agentes, contudo, um deles passou para o outro lado e se tornou um agente, por isso, agora são 5 os atletas da mente.

“Temos um especialista de cash game OMAHA, um de torneios de OMAHA, além de três jogadores experientes e competentes do Texas Hold´em”, disse o Gringo que garantiu estar contente com o desempenho de seus comandados, mesmo que as cravadas não sejam frequentes como ele gostaria são muitas as retas e mesas finais nos principais torneios do país Kevin me contou que já esteve em etapas do BSOP e do KSOP, as principais competições do Brasil, e que também foi até Fortaleza onde participou de uma das etapas do Nordeste Poker Series, porém, ainda falta experiência internacional ao time. “Um dos clubes que faz parte da nossa Liga 388 (L1ga One) participou da Copa do Mundo do PPPoker que aconteceu no começo desse ano nas Filipinas. Eles foram bem, mas infelizmente não trouxeram o caneco”, contou o gringo mais uma vez utilizando “watch this space” para dizer que talvez no futuro a equipe do The Deck possa alçar voos internacionais.

O CENÁRIO DO POKER NO BRASIL

Kevin já provou que é um empresário de sucesso. Na visão dele o mundo do poker possui muitas pessoas de peso envolvidas, como é o caso do jogador de futebol Neymar. Ele afirma que para sobreviver nesse mercado é preciso ser visionário, experiente, sábio, paciente e compreensível. Ainda de acordo com o Gringo a velocidade que o mercado cresceu nos últimos meses acabou separando o joio do trigo no PPPoker. “Temos experiência de ligas que faturavam mais de R$ 1 milhão em rake por semana e hoje não existem mais porque não se prepararam. Me sinto orgulhoso por ainda estar nesse mercado”, contou Kevin lembrando que os pilares da administração do clube dele são a integridade, transparência, honestidade, confiança e credibilidade. Para mostrar o quanto essas características são fundamenteis para o sucesso ele traça um paralelo com o jogo de poker presencial, garantindo que a credibilidade é algo que todo jogador busca ao se inscrever em uma competição ao vivo, seja em uma grande série ou em um clube, e que no jogo online isso é ainda mais destacado. “Mesmo que talvez as pessoas não te conheçam pessoalmente, elas precisam ao menos ter ouvido falar de alguém que eles conheçam para saber se aquele clube ou agente são de confiança. Se eles vão mandar as fichas e se o saque será feito de forma instantânea e sem questionamentos”, contou.

Mesmo com todo esse sucesso o dono do The Deck analisa o cenário do nosso esporte no Brasil e afirma que ainda precisamos melhor. Para ele uma regulamentação precisa é necessário e somente assim a credibilidade daqueles que vivem do poker no país pode acontecer de forma natural. Casado, pai de uma filha e dois enteados, Kevin trabalha 16 horas por dia, sete dias por semana, sem folga ou férias. Construiu na garagem da própria casa uma verdadeira Batcaverna – como ele mesmo define – para servir de escritório. Equipada com ar condicionado, internet rápida a cabo, bebedouro e geladeira é por lá que ele e a equipe passam a maior parte do tempo. “Eu tenho a esposa mais paciente do mundo. Meus enteados e a minha filha acham massa o meu trabalho, mas ser gestor de uma liga não é fácil e temos que fazer sacrifícios, por isso não passo o tempo que gostaria com eles”, finalizou Kevin não esquecendo de dizer que sem a família dele nada poderia ser possível. Para se juntar ao The Deck Poker Club no PPPoker basta procurar o clube com a ID 85320 e entrar em contato com um dos agentes através do site www.thedeckpokerclub.com.br

O diferencial do clube é a grade de torneios

Jornalista formado e pós graduado. Casado com a Mayza Basso e padrasto da Juju. Poker começou como lazer e virou profissão.

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Opinião: qual o real valor de um bracelete online diante daquele obtido no presencial?

Até o momento o Brasil tem 14 braceletes, oito deles foram no online

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Que começo de WSOP Online para os brasileiros hein. Em duas semanas foram quatro títulos, além de varias traves. Não tem como não lamentar as medalhas de prata do Renan Bruschi e do Felipe Mojave. O embaixador da GGPoker inclusive atraiu milhares de espectadores no canal dele na Twitch durante mais de 12 horas de transmissão, eu fui um desses, invadi a madrugada de uma segunda-feira na torcida pelo papaizinho.

Mas todo esse sucesso tupiniquim gerou um debate que anda inflamando muitas transmissões, até mesmo as do MundoTV ou do programa Depois do River. Até que ponto o ganhador de um bracelete online pode se considerar campeão mundial? A joia conquistada de forma presencial vale mais do que a obtida atrás de uma tela de computador?

Esses dias ouvi um comentário muito interessante sobre o assunto do nosso editor-chefe, Ytarõ Segabinazzi. Ele disse algo mais ou menos no sentido de que o bracelete online é como se fosse o coelhinho da páscoa ou o papai Noel. Se a pessoa acreditar que ele vale um título mundial, então a conquista tem esse valor, do contrário, se torna folclore, ou apenas história.

Pode até parecer piada, mas o que disse o big boss do Mundo Poker é uma grande verdade absoluta, não tem como fugir isso. O valor histórico de uma conquista quem faz é o próprio ganhador e toda a comunidade. Só não dá para negar que existem diferenças cruciais entre um bracelete obtido em Las Vegas e outro no online.

LEIA MAIS: WSOP Online: Renan Bruschi tenta armadilhas pra cima de João Vieira e português escapa com boas leituras no Evento #13 de PLO

Uma vez um conhecido profissional do poker me apresentou uma comparação entre o jogo com o monitor, mouse e teclados e aquele que envolve o tradicional baralho de papel ou plástico, o barulho das fichas e crupiês uniformizados. Para ele o online era como se fosse o futsal e o live o futebol de campo. Os dois esportes são basicamente o mesmo, mas ninguém quer unificar os títulos conquistados nas quadras com os do gramado, não é mesmo?

Também é muito possível e provável um craque do futsal se dar bem também no campo, ou vice-versa. Uma coisa não foge da outra, tá aí o Erik Seidel faturando quase US$ 1 milhão no online e a maioria dos prêmios dele sempre foram no live. A evolução do jogo bateu na porta de todo mundo, ainda mais em tempos pandêmicos, o joguinho no computador se fez obrigatório para aqueles que vivem do baralho.

Contudo, não dá para negar o charme e o poder midiático por trás de uma WSOP presencial. A fantástica estrutura do Main Event, o salão lotado, as personalidades marcantes do esporte, os banners com os grandes campeões e aquele monte de notas em cima da mesa no heads-up formaram gerações inteiras de atletas da mente.

Não existe uma resposta certa para as questões desse texto. Não dá para tirar o mérito de quem forra pesado na WSOP Online. Eles são sim campeões mundiais. Mas como diz o Bruno Henrique do Flamengo, o presencial ainda é “oto patama”. No humilde ponto de vista deste que vos escreve cada um tem um valor distinto, mas todos são conquistas louváveis, ainda mais vindas de um país que ainda sofre preconceito com o poker.

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Confira o episódio #15 do Depois do River:

 

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Admirável mundo novo do poker. Uma utopia do nosso joguinho, inspirada no clássico livro inglês

O poker sem frustrações ou injustiças

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Montagem com a foto da série "Admirável mundo novo"

Atenção! Antes de começar a ler essas linhas é preciso um aviso. Esse texto é uma loucura total sem muito fundamento e obviamente não estou querendo mudar as regras do poker. O motivo de batucar essas palavras é apenas traçar um paralelo do nosso joguinho com o livro inglês “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, publicado em 1932 e que recentemente ganhou uma série televisa disponível na plataforma de streaming Globoplay.

Esse inspirador romance se passa na fictícia Nova Londres no ano de 2.540. Uma sociedade distópica vive sem frustrações, com classes bem definidas, muita tecnologia e apenas duas regras: não existe privacidade e nem monogamia. A grande arma pra acabar com qualquer revolta ou sentimento ruim é o medicamento “soma”. Um simples comprimido e qualquer sentimento ruim evapora.

Imagina se tivesse esse tal “soma” em um torneio de poker? Os jogadores teriam que tomar um atrás do outro porque não existe atividade mais frustrante do que uma competição dessa. Já partimos do principio que a bolada mesmo quem vai ganhar é só um entre todos os atletas da mente inscritos e isso por si só já deixa o funil mais apertado impossível.

Só que até este momento tudo bem, faz parte, é normal, o campeão merece mesmo levar a grande fatia do bolo, mas e as injustiças que o baralho proporciona no meio do caminho? Para evitar o uso do “soma’, algumas regrinhas poderiam ser ajustadas no nosso joguinho e a primeira delas é polêmica.

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Obviamente no Texas Hold´em vence a mão aquele que formar a melhor combinação com cinco cartas, mas não dá uma raiva quando você tem três pares e o adversário só dois e mesmo assim ele ganha? Pra mim dá. Se tivesse “soma” eu tomaria logo uns três quando isso acontece, por isso chega! No admirável mundo novo do poker três pares vão sim ganhar de dois pares!

Ah e quando o assunto é frustração nada maior do que aquele all in pré flop onde você está na frente e acaba perdendo. Seja aquela mão que você tem 60%, 70% ou 80% de chances de ganhar. No final, tá lá, as cartas do adversário que tinha menor probabilidade de vencer deitam no feltro da mesa como se fossem facas no nosso peito.

Sacanagem! Para acabar com isso seria perfeito se essas mãos não existissem board. All in pré- flop desse novo jeito seria assim: mostram-se as cartas e acabou, quem tá na frente ganhou. Se for um coin flip honesto, daqueles QQ x AK divide as fichas e vai pra próxima rodada, chega de bad beat. No futuro vamos economizar muito “soma” jogando desse jeito.

Outra coisa que me irrita é aquelas jogadas onde todas as fichas vão pro centro da mesa e um tem A2 e o outro A3 por exemplo. Poxa, uma mão dessas tem que terminar empatado. É injusto alguém ganhar ou perder uma parada dessas. Segue a mesma dinâmica do coin-flip. Empate! Vamos jogar mais o pós-flop gente!

Tudo bem até admito que esse texto é coisa de queimado, mimimi de jornalista frustrado que não virou jogador de poker. Mas se for pra pregar um mundo mais justo que ele comece no nosso poker. Já pensou se o joguinho fosse assim? Será que ele seria tão apaixonante como é?

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O outro lado da notícia. Assista a entrevista do Blog Montanha de Cartas para a Rádio Poliesportiva

Projeto que promete dar voz a todos os esportes concede espaço ao poker

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No final do mês passado recebi um convite do jornalista Eric Filardi através da minha conta no instagram para dar uma entrevista. Se você que leu a frase anterior ficou surpreso, imagina como foi a minha reação.  De imediato a ideia pareceu no mínimo inusitada, afinal, estou acostumado a entrevistar e não a ser entrevistado. O que será que queriam ouvir de mim? Será que tenho uma história boa para contar? Quem são os loucos que queriam me entrevistar?

Tantas perguntas, mas vamos as respostas. A tal da entrevista que fui convidado era uma live da Rádio Poliesportiva, um projeto que promete dar voz a todos os esportes. Já vi muitos veículos de comunicação utilizar um slogan desses e não dar a mínima para o poker, mas dessa vez foi diferente. Só o fato deles darem espaço para alguém que trabalha com o nosso joguinho demonstra seriedade, por isso logo confirmei o bate papo, mas não demorou e veio a insegurança.

Trocar de lado assim não é uma coisa tão fácil. Acostumado a ficar do outro lado da notícia, relatar os fatos, entrevistar, editar, eu realmente não sabia o que estaria por vir e tenho certeza que não sou o melhor representante da imprensa do poker nacional para dar uma entrevista dessas. Aqui mesmo no Mundo Poker temos o nosso editor-chefe Ytarõ Segabinazzi e o Guilherme Schiff com muito mais bagagem no assunto do que eu.

Mas também não posso me desvalorizar, como me disse uma vez o Igor Federal, então presidente da CBTH, um tijolinho na história do poker eu coloquei. O Blog Montanha de Cartas existe há seis anos e contribuiu com a inclusão do nosso joguinho na TV aberta, quando eu ainda trabalhava na emissora paulista TV Gazeta.

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Também foi neste espaço que em 2019, relatei as aventuras nas Bahamas, onde estive a convite do PokerStars para cobrir o primeiro – e até o momento único – PSPC PokerStars Players Championship. Lá entrevistei o Daniel Negreanu, conheci Chris Moneymaker, jantei ao lado do Erik Seidel e acompanhei ali de pertinho a saga do Pedro Padilha, eliminado bem perto da mesa final daquele imenso torneio.

No ano passado, ao lado da Mayza Basso, criamos o Baralho Pergunta, uma série de entrevistas inovadoras onde os principais nomes do cenário do poker nacional passaram. Teve bate papo com o André Akkari, Felipe Mojave, Brunno Botteon, Leo Mattos, Carol Dupre, Milene Magrini e muitos outros.

Opa, então espera um pouquinho. História para contar eu tenho bastante. Sobre poker e jornalismo esportivo, afinal, além do Blog que escrevo por prazer, já passei por algumas redações, trabalhando sempre com o esporte e aprendendo com os melhores, como o mestre Michel Laurence.

E foi justamente nessa pegada de poker e jornalismo esportivo que fui surpreendido pela impecável condução do jornalista Gabriel Max na live da Rádio Poliesportiva na última segunda-feira (19). Em um clima bem descontraído contei as histórias desse espaço e da minha carreira no jornalismo.

Se você se interessou, confere o bate papo, dividido em duas partes.

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