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Alexandre Mantovani opina sobre call de K2s de “ChavesVila” em blind war e explica teoria de ICM sobre fichas perdidas

Brasileiro 3º colocado no Sunday Million de Aniversário errou na opinião do craque

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O Sunday Million de Aniversário teve uma reta final e uma FT bem agitadas e que rendeu diversas mãos interessantes para análise. Uma delas envolveu o melhor brasileiro no torneio, “ChavesVila”, que forrou incríveis US$ 552.126 pelo terceiro lugar. No entanto, ainda no 4-handed, ele optou por um call que arriscou bastante sua sequência no torneio.

Em um blind war contra o belga “Peuker123”, que estava de fato sendo bastante agressivo, “ChavesVila” tinha 28 big blinds e o rival foi all in com 15. Os outros dois jogadores da mesa estavam com mais de 40 blinds. Com , o brasuca decidiu pelo call e tinha uma ligeira vantagem matemática contra o do belga, que acabou não se concretizando.

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Ele perdeu a mão e ficou com 12 blinds. “ChavesVila” ainda ganhou o pay jump de quarto para terceiro, pois o próprio belga acabou sendo eliminado antes um tempo depois. O craque Alexandre Mantovani, o “Cavalito”, explicou porque esse call de K2s não foi bom em sua visão e deu uma aula sobre uma das teorias da questão do ICM.

Primeiro, assista como foi a jogada:

Confira a análise de Mantovani:

“Essa mão é muito fold. Eu acredito, sem rodar uma simulação, que a gente vai começar a cogitar esse call aí lá na casa de KTs e KJs, por mais que à medida que a gente vai chegando perto do heads-up, o ICM vai começando a interferir menos.

Tem umas formas da gente usar o raciocínio lógico. O call me faz acreditar que esse jogador seja um pouco mais inexperiente, assim. Por mais que existam solvers, softwares, teorias, etc, o poker não deixa de ser um jogo de lógica. Se a gente for começar a pensar logicamente, dá para ver que esse call não faz sentido.

Quais mãos que o small blind vai de all in? Ele vai de all in com os áses e as mãos suited conectadas. Para os áses, esse K2s está perdendo e para as mãos suited conectadas, o K2s tá ganhando, mas por pouco. Isso sem contar a parte de valor. Contra os áses tá perdendo, contra os pares tá perdendo de longe. A pior parte é que o small blind pode ir de all in com os K que estão dominando o K2s.

Se você coloca tudo isso junto, você vê que essa é uma mão que dificilmente vai ser um call vencedor. Outra coisa que dá para colocar na conta do raciocínio lógico desse spot, que entra mais em teoria, é que em ICM, em mesas finais, as fichas que você perde são mais valiosas que as fichas que você ganha.

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Pensando que todos esses jogadores estão competindo pelos prêmios remanescentes, vamos pensar nos dois cenários. O primeiro é o Chaves dar o call e ganhar. Ele elimina o cara na quarta colocação e meio que empata o stack com os outros jogadores ali, mas isso vai acontecer numa frequência muito baixa, porque mesmo quando ele tá ganhando, o K2s dificilmente vai ter mais de 60% de equidade.

Quando ele dá call e perde, ele vai ficar com 12 blinds, vai ser o último em fichas e vai ter os dois stacks grandes à esquerda dele. É um cenário bem desconfortável. Isso independe de leitura, se o cara que tava shovando era muito agressivo, porque o K2s não vai estar dominando nada. O cara não vai shovar Q2, J2.

Juntando esses fatores que o K2s não vai estar dominando, vai estar dominado, que se estiver ganhando será por pouco e que se o Chaves perder essa mão vai deixar a situação muito desconfortável, ele deveria ter foldado. É uma situação que custa muito caro”.

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Confira o episódio #08 do Poker de Boteco:

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WSOP

WSOP: Flush over flush derruba Renan Bruschi precocemente no US$ 25.000 Heads-Up Championship

Cooler acabou eliminando o brasileiro ainda no início do duelo

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Renan Bruschi
Renan Bruschi

O quinto dia de WSOP começou cedo para o Brasil, com destaque para a participação do craque Renan Bruschi no US$ 25.000 Heads-Up Championship, Evento #07 da série e um dos mais prestigiados da grade. Mas, infelizmente, a passagem do brasileiro acabou de forma precoce por conta de um cooler.

Ainda no comecinho do Dia 2A, Renan Bruschi se despediu da competição ao perder uma mão com flush vs flush. O gaúcho foi sorteado em um confronto contra o japonês Shota Nakanishi e o duelo durou poucos minutos, sendo o primeiro a ser finalizado. A mão que decretou a queda do “Net” foi captada a partir do turn pela cobertura da PokerNews.

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O board já mostrava e Nakanishi apostou 16.000 fichas nesse momento. Em posição, Renan fez o raise para 50.000 e recebeu o call do adversário. O river foi um e o japonês deu check. Com , um flush, Bruschi anunciou o all in de cerca de 65.000 fichas.

Nakanishi deu snap call, trazendo a má notícia para o brasileiro. Ele apresentou , um flush maior, e ganhou o pote para decretar a eliminação de Renan Bruschi da competição. 64 jogadores iniciaram o torneio, que segue hoje até restarem oito. Ontem, nomes como Daniel Negreanu e Michael Mizrachi se classificaram no Dia 1A.

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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Geral

B-Day do Carneirinho: Miri Balen é campeã do Seeeextou do Carneirinho e faz a festa no Rio de Janeiro

A jogadora brilhou para levar R$ 22.250

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O evento de aniversário de Pedro Cassar, o “Carneirinho”, continua agitando a capital carioca. Na badalada noite de sexta-feira no Rio de Janeiro, a festa no evento ficou por conta da jogadora Miri Balen. Ela foi a campeã do torneio do dia do evento festivo e saiu de bolsos cheios.

Miri Balen enfrentou um field de 77 entradas na competição de R$ 1.500 e garantiu um belo retorno com a vitória. Passando por nomes conhecidos não só do cenário carioca, mas também do nacional, a jogadora recebeu R$ 22.250, valor definido após múltiplos acordos na mesa final.

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Campeã, ela falou feliz sobre o feito: “foi muito divertido. Acho que fiquei CL o torneio inteiro até chegar na mesa final. Perdi umas fichas em certo ponto, mas recuperei e foi muito divertido. Foi o primeiro dia que eu vim aqui no evento do “Carneirinho” e tá todo mundo aproveitando muito. Espero que tenha outros”, falou Miri.

Na mesa final, Balen teve a companhia de outra mulher, Milena Magrini, mas esta acabou caindo cedo. Outro nome de peso foi Ramon Pessoa, que ficou com a sexta colocação. No pódio do torneio, Miri esteve ao lado do amigo Raphael “Vó”, vice, e de Charles Dore, terceiro. Eles saíram com R$ 21.500 e 15.200, respectivamente.

Confira a premiação da mesa final:

1º – Miri Balen – R$ 22.250
2º – Raphael Vó – R$ 21.500
3º – Charles Dore – R$ 15.200
4º – Michael Goulart – R$ 9.000
5º – Daniel Alves – R$ 7.000
6º – Ramon Pessoa – R$ 5.300
7º – Juliano Pacheco – R$ 4.000
8º – Adriano Carvalho – R$ 3.000
9º – Milena Magrini – R$ 1.500

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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WSOP

WSOP: Dono da primeira FT valendo bracelete na temporada, André Welt comemora resultado: “tenho história para contar”

O dealer já voltou as mesas, agora para dar cartas

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André Welt (crédito: Miguel Cortes/WSOP)

André Welt teve uma quinta-feira especial. No terceiro dia da WSOP em 2026, ele se tornou o primeiro brasileiro a alcançar uma mesa final na série. Em Las Vegas para trabalhar como dealer, ele jogou o Evento #03 Industry Employees, destinado exatamente para profissionais da indústria do poker, e conseguiu realizar um sonho.

O dealer brasileiro agora pode falar pra todo mundo que já fez mesa final do maior evento de poker do mundo. E, mesmo que o bracelete não tenha vindo, André vai ter muita história para contar. Ele ganhou US$ 11.052 pelo sexto lugar obtido e estava bem satisfeito ao término do torneio. Logo após a finalização, ele bateu um papo exclusivo com o Mundo Poker:

“Eu tô super feliz. Eu queria ter ganhado, claro, e tava bem confiante. Eu achei que ia ganhar esse bracelete. Até usei uma camisa especial que meu amigo me deu o ano passado, mas o bracelete não veio. Mas, apesar disso, eu tô super feliz. Sexto lugar entre 900 pessoas não é pra qualquer um”, comentou André.

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Mesmo não sendo profissional do jogo, André já tinha alguns resultados anotados. O de ontem, por exemplo, foi a terceira vez seguida que ele anotou um ITM no Industry Employees. E ele gostou da sua performance: “acho que joguei bem, não cometi nenhum erro grave. A última mão foi um cooler, não teve escapatória. Tô feliz com meu jogo e com tudo”, disse.

O mais curioso é que André Welt nem teve tempo para comemorar. Nem mesmo os US$ 11K extras puderam alterar o plano inicial do dealer e jogador (e nem o bracelete mudaria, segundo ele próprio). Nesta sexta-feira, Welt já está novamente nas mesas. Agora, porém, fazendo o que veio para fazer: dar cartas.

“Amanhã (hoje) eu já tenho que trabalhar. Eu sou dealer aqui, vou fazer a série toda. Vou trabalhar mais feliz com o prêmio, com a experiência, gostei muito de chegar numa mesa final de WSOP. Não ganhar faz parte, mas agora eu tenho uma história pra contar”, finaliza Welt.

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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