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Dan Almeida comenta jogada da eliminação de Niklas Astedt “Lena900” no Sunday Million: “mão muito boa”

O sueco foi eliminado na 23ª colocação no torneio que pagava US$ 1 milhão

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O craque Niklas Astedt, dono da lendária conta “Lena900” no PokerStars, quase aprontou mais uma façanha na carreira ao se aproximar da mesa final do Sunday Million de Aniversário que teve mais de 52.000 entradas. O sueco ficou na 23ª colocação e a mão da eliminação se tornou um prato cheio para debates e análises sobre a jogada.

O Mundo Poker convidou o craque Dan Almeida, sócio do Midas Team e um dos principais nomes do país na Twitch, para analisar a jogada e as decisões de “Lena900”. O paranaense, de cara, disse que “essa mão é muito boa, muito boa mesmo”.

Primeiro, assista no vídeo abaixo como foi a jogada inteira que culminou na queda de Astedt:

Confira a análise de Dan Almeida:

“Basicamente, eu acho o seguinte: até o turn não tem muito segredo, ele 3-betou uma mão que não vai jogar tão bem de flat e ele também não quer jogar de fold pré-flop, então ele resolveu 3-betar. Até ali tá tranquilo. É claro que ele não pode 3-betar todos os combos off, se não ele vai ficar muito desbalanceado no pré-flop.

Nessa situação do torneio eu não vejo um problema porque boa parte dos caras que estão ali, 20 left nesse torneio, vão estar muito pressionados pelo dinheiro e não é o caso do Lena. Acho que ele até pode dar uma enlouquecida ali, 3-betar um pouco a mais do que deveria por causa disso. Ele 3-beta, o cara paga. Aquele flop ali vai c-bet, ele tem alguns backdoors straight e duas overcards em relação ao board e o cara paga.

Agora começa a ficar interessante. No turn, o SPR já tá menor do que 1 e ele acerta o top pair. O cara vai ter alguns bluffs ali e ele checka para ver se o cara shova lá e eventualmente ele paga com o T. Aí o cara beta pequeno, o que é um pouco esquisito, e o Lena dá o call. Quando chega o river, que é o mais interessante, a gente tem que sempre pensar onde é que o Lena tá no range dele.

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Eu sempre gosto de explicar para os caras do time a pensar num espectro. Todas as mãos que você pode ter, da mais fraca, até a mais forte. Na fileira do espectro dele, onde ele tá entre as mãos que ele 3-betou pré-flop, c-betou flop e deu check/call turn? Quando chega no river o que ele vai ter que é pior do que o QT sem espadas?

Se ele tiver o 9 não é pior, porque tem uma trinca, se ele tiver uma carta de espadas ele tem um flush, se tiver um 6 tem sequência, se tiver J tem sequência. Que mão do range dele que 3-betou e deu check/call turn que é pior que o top pair sem ter espadas? Não tem basicamente nenhuma mão. E ele vai de shove river por causa disso. Ele tá no bottom do range dele. Essa é uma das mãos mais fracas que ele chega no river.

Se a gente pensar que ele tem todos os QT off e não vai ter tanto flush assim no range, se ele blefar todos os QT off, se ele blefar todos os KT off que eventualmente ele tiver ele, que não tenha espadas, é claro, será que ele não vai estar overblefando? Eu acho que vai. Contra um oponente muito bom, ele deve randomizar a frequência que vai blefar nesse river, mas eu acho que versus a média da população dessa reta do Sunday Million, jogando mega pressionado, ele pode pegar todos os T ali e transformar em bluff. Com certeza ele vai estar overblefando, ele vai ter 18 combos (entre KT off e QT off sem espadas) ali, mas acho que não é um problema pelo fato do cara estar eventualmente pressionado.

Óbvio que não foi o caso, o cara pagou ele com uma mão que a gente não esperava ver ali, né? Até que é um bluff catcher razoável, mas você não espera que um cara recreativo vai te pagar 20 left num torneio pagando US$ 1 milhão com um bluff catcher qualquer. Sem reads do cara, o Lena pode assumir que o cara tá money pressure”.

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Confira o episódio #08 do Poker de Boteco:

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WSOP

WSOP: Flush over flush derruba Renan Bruschi precocemente no US$ 25.000 Heads-Up Championship

Cooler acabou eliminando o brasileiro ainda no início do duelo

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Renan Bruschi
Renan Bruschi

O quinto dia de WSOP começou cedo para o Brasil, com destaque para a participação do craque Renan Bruschi no US$ 25.000 Heads-Up Championship, Evento #07 da série e um dos mais prestigiados da grade. Mas, infelizmente, a passagem do brasileiro acabou de forma precoce por conta de um cooler.

Ainda no comecinho do Dia 2A, Renan Bruschi se despediu da competição ao perder uma mão com flush vs flush. O gaúcho foi sorteado em um confronto contra o japonês Shota Nakanishi e o duelo durou poucos minutos, sendo o primeiro a ser finalizado. A mão que decretou a queda do “Net” foi captada a partir do turn pela cobertura da PokerNews.

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O board já mostrava e Nakanishi apostou 16.000 fichas nesse momento. Em posição, Renan fez o raise para 50.000 e recebeu o call do adversário. O river foi um e o japonês deu check. Com , um flush, Bruschi anunciou o all in de cerca de 65.000 fichas.

Nakanishi deu snap call, trazendo a má notícia para o brasileiro. Ele apresentou , um flush maior, e ganhou o pote para decretar a eliminação de Renan Bruschi da competição. 64 jogadores iniciaram o torneio, que segue hoje até restarem oito. Ontem, nomes como Daniel Negreanu e Michael Mizrachi se classificaram no Dia 1A.

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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Geral

B-Day do Carneirinho: Miri Balen é campeã do Seeeextou do Carneirinho e faz a festa no Rio de Janeiro

A jogadora brilhou para levar R$ 22.250

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O evento de aniversário de Pedro Cassar, o “Carneirinho”, continua agitando a capital carioca. Na badalada noite de sexta-feira no Rio de Janeiro, a festa no evento ficou por conta da jogadora Miri Balen. Ela foi a campeã do torneio do dia do evento festivo e saiu de bolsos cheios.

Miri Balen enfrentou um field de 77 entradas na competição de R$ 1.500 e garantiu um belo retorno com a vitória. Passando por nomes conhecidos não só do cenário carioca, mas também do nacional, a jogadora recebeu R$ 22.250, valor definido após múltiplos acordos na mesa final.

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Campeã, ela falou feliz sobre o feito: “foi muito divertido. Acho que fiquei CL o torneio inteiro até chegar na mesa final. Perdi umas fichas em certo ponto, mas recuperei e foi muito divertido. Foi o primeiro dia que eu vim aqui no evento do “Carneirinho” e tá todo mundo aproveitando muito. Espero que tenha outros”, falou Miri.

Na mesa final, Balen teve a companhia de outra mulher, Milena Magrini, mas esta acabou caindo cedo. Outro nome de peso foi Ramon Pessoa, que ficou com a sexta colocação. No pódio do torneio, Miri esteve ao lado do amigo Raphael “Vó”, vice, e de Charles Dore, terceiro. Eles saíram com R$ 21.500 e 15.200, respectivamente.

Confira a premiação da mesa final:

1º – Miri Balen – R$ 22.250
2º – Raphael Vó – R$ 21.500
3º – Charles Dore – R$ 15.200
4º – Michael Goulart – R$ 9.000
5º – Daniel Alves – R$ 7.000
6º – Ramon Pessoa – R$ 5.300
7º – Juliano Pacheco – R$ 4.000
8º – Adriano Carvalho – R$ 3.000
9º – Milena Magrini – R$ 1.500

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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WSOP

WSOP: Dono da primeira FT valendo bracelete na temporada, André Welt comemora resultado: “tenho história para contar”

O dealer já voltou as mesas, agora para dar cartas

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André Welt (crédito: Miguel Cortes/WSOP)

André Welt teve uma quinta-feira especial. No terceiro dia da WSOP em 2026, ele se tornou o primeiro brasileiro a alcançar uma mesa final na série. Em Las Vegas para trabalhar como dealer, ele jogou o Evento #03 Industry Employees, destinado exatamente para profissionais da indústria do poker, e conseguiu realizar um sonho.

O dealer brasileiro agora pode falar pra todo mundo que já fez mesa final do maior evento de poker do mundo. E, mesmo que o bracelete não tenha vindo, André vai ter muita história para contar. Ele ganhou US$ 11.052 pelo sexto lugar obtido e estava bem satisfeito ao término do torneio. Logo após a finalização, ele bateu um papo exclusivo com o Mundo Poker:

“Eu tô super feliz. Eu queria ter ganhado, claro, e tava bem confiante. Eu achei que ia ganhar esse bracelete. Até usei uma camisa especial que meu amigo me deu o ano passado, mas o bracelete não veio. Mas, apesar disso, eu tô super feliz. Sexto lugar entre 900 pessoas não é pra qualquer um”, comentou André.

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Mesmo não sendo profissional do jogo, André já tinha alguns resultados anotados. O de ontem, por exemplo, foi a terceira vez seguida que ele anotou um ITM no Industry Employees. E ele gostou da sua performance: “acho que joguei bem, não cometi nenhum erro grave. A última mão foi um cooler, não teve escapatória. Tô feliz com meu jogo e com tudo”, disse.

O mais curioso é que André Welt nem teve tempo para comemorar. Nem mesmo os US$ 11K extras puderam alterar o plano inicial do dealer e jogador (e nem o bracelete mudaria, segundo ele próprio). Nesta sexta-feira, Welt já está novamente nas mesas. Agora, porém, fazendo o que veio para fazer: dar cartas.

“Amanhã (hoje) eu já tenho que trabalhar. Eu sou dealer aqui, vou fazer a série toda. Vou trabalhar mais feliz com o prêmio, com a experiência, gostei muito de chegar numa mesa final de WSOP. Não ganhar faz parte, mas agora eu tenho uma história pra contar”, finaliza Welt.

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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