Maranhense
Figura histórica, Paulo Bacelar detalha primórdios e evolução do poker maranhense no MPS Meia Milha: “impressionante”
“Tio Paulo” elogiou o trabalho do Maranhão Poker Series
Quem vê o poker maranhense crescendo a cada ano e revelando talentos que despontam no poker cenário talvez não consiga imaginar o trabalho que foi e está sendo feito há décadas no local. Paulo Bacelar, o “Tio Paulo”, é um dos personagens importantes nesta construção e ele está presente na etapa Meia Milha do Maranhão Poker Series.
Bacelar contou para o Mundo Poker como os primeiros passos dele no poker aconteceram e como ele ajudou a fomentar, de alguma forma, os primeiros passos do poker maranhense em São Luís. Para quem gosta de aula de história, o “Tio Paulo” fez um passeio sensacional durante a entrevista.
Ele também elogiou bastante a forma como o Maranhão Poker Series está conseguindo, com muito profissionalismo, organização e estrutura, trazer novos jogadores e colocar o circuito como um dos principais do Brasil na atualidade.
Confira a entrevista completa:
Mundo Poker: São mais de 20 anos envolvidos com o poker, ajudando no crescimento do esporte no Maranhão e viajando pelo Brasil para disputar torneios. Como surgiu essa paixão pelo poker e como você enxerga a evolução do cenário maranhense?
Bacelar: “Eu conheci o poker ainda muito jovem, por volta dos 15 anos, mas era aquele poker fechado, de cinco cartas. Fazendo um salto no tempo, lá por 2004 ou 2005, eu costumava assistir televisão de madrugada e, na ESPN, comecei a acompanhar um jogo de cartas diferente. Apareciam duas cartas na tela e aquilo me chamou atenção. Era o Texas Hold’em”.
“Fiquei fascinado pela dinâmica do jogo. Passei a acompanhar sempre e, algum tempo depois, descobri que meus sobrinhos jogavam com amigos. Foi quando tive meu primeiro contato com o Texas Hold’em ao vivo. Na época, as mesas eram improvisadas, então mandei fazer uma mesa de poker para reunir a turma. Como já existia outro Paulo no grupo, acabaram me apelidando de Tio Paulo, e o nome ficou”.
“Depois, em uma viagem para Fortaleza com minha esposa, descobri que já existia uma casa de poker estruturada na cidade. Lá conheci algumas pessoas importantes do cenário, entre elas um jovem muito talentoso chamado Luiz Préa Rei. Fiz amizade com ele e acabei convencendo-o a vir para São Luís para ajudar a administrar uma casa de poker que estava sendo criada aqui”.
“Foi aí que o poker começou a ganhar mais força no Maranhão. Antes disso, os jogos aconteciam em home games espalhados pela cidade, sem muita integração entre os jogadores. Com a criação da Federação de Texas Hold’em do Maranhão, surgiu um ponto de encontro para todos. O poker começou a crescer, foram criados campeonatos, seleções maranhenses e a federação se filiou à Confederação Brasileira de Texas Hold’em”.
Mundo Poker: Você acompanha o circuito praticamente desde o início, antes mesmo de ele se chamar MPS. O que mais mudou de lá para cá?
Bacelar: “A evolução é enorme. Os jogadores hoje têm um nível técnico muito mais alto. Mas o que mais me chama atenção é o profissionalismo. A organização, a estrutura, o cuidado com os detalhes, tudo isso evoluiu muito”.
“Hoje o MPS apresenta um padrão profissional. Existe uma preocupação em divulgar o poker, em mostrar para as pessoas que o Maranhão tem um circuito forte e organizado. A cobertura, a presença na internet, a tecnologia utilizada… tudo isso ajuda a fortalecer o esporte”.
“Eu vejo netos de jogadores começando a jogar hoje. Isso mostra que o poker não vai desaparecer tão cedo. Pelo contrário, a tendência é crescer ainda mais. Eu jogo porque amo esse esporte. Assim como acontece no xadrez, o poker envolve estratégia, raciocínio e convivência”.
“Claro que ainda há espaço para melhorar, mas quando comparo com o que era há 10 ou 15 anos, a evolução é impressionante. E acredito que daqui a cinco ou 10 anos estaremos em um nível ainda maior”.
Mundo Poker: Para encerrar, o que você diria para quem ainda não conhece o MPS e está pensando em participar?
Bacelar: “Eu diria que a pessoa pode esperar amadurecimento, aprendizado e muita diversão. Aqui você encontra jogadores experientes, pessoas que realmente entendem do jogo, profissionais da comunicação, da organização e da tecnologia”.
“Quem não participa está perdendo uma grande oportunidade de aprender, fazer amizades e viver experiências incríveis. O poker proporciona isso. E o mais importante: isso aqui é uma família. Durante o jogo existe a disputa, às vezes alguém fica chateado com uma mão ou outra, mas quando a partida termina todo mundo volta a conversar, rir e se abraçar”.
“Eu me sinto em casa quando vou para Imperatriz porque sempre sou muito bem recebido. E é isso que o poker proporciona: amizade, respeito e convivência”.
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
Maranhense
MPS Meia Milha: Filipe Medu alcança pódio pelo segundo dia seguido e fatura o título do HR One Day
Campeão do Main Event em Santa Inês, Medu está de olho no ranking
O MPS Meia Milha está com uma grade caprichada, principalmente, nos torneios mais caros. No quarto dia de competição em São Luís, o carro-chefe do dia foi o High Roller One Day com buy-in de R$ 1.600. O torneio foi um sucesso, atraiu vários nomes importantes da região e viu o regular Filipe Medu ser o grande campeão.
Medu atropelou o field de 116 entradas e ficou com um belo prêmio de R$ 36.000 como recompensa. “A sensação é a melhor possível. É um sentimento até difícil de descrever, porque a gente sabe o quanto é complicado chegar lá. Existe muito trabalho, muita dedicação e muita luta por trás de cada resultado”, falou o vencedor.
A fase dele no MPS é boa. “Conseguir fazer dois pódios seguidos, um segundo lugar e um primeiro lugar, em dois dias consecutivos, é algo muito difícil. Foram dois torneios pesados, uma verdadeira maratona. Então o sentimento é de gratidão e também de motivação para continuar trabalhando, porque ainda tem muita coisa pela frente”.
Medu chegou para a etapa Meia Milha na nona colocação do ranking depois de ter vencido o Main Event da última etapa em Santa Inês. Os dois resultados consecutivos o deixaram vivíssimo na briga pelo título da temporada. “Aquela conquista (Main Event) me colocou entre os 10 primeiros colocados e acendeu uma luz no fim do túnel. Eu percebi que existia uma oportunidade real de disputar o ranking”, disse.
“Com esse segundo lugar e esse título, a responsabilidade aumenta. Ainda tem bastante evento pela frente e cada ponto pode fazer a diferença. Vou continuar correndo atrás, buscando resultados e, se Deus quiser, trazendo mais um troféu para casa”, falou o mais novo postulante ao título do ranking.
Para ficar com o título do HR One Day, Medu enfrentou uma mesa final com nomes experientes do circuito e bateu no heads-up Adney Damasceno, uma das maiores referências do poker maranhense.

Confira a premiação dos finalistas:
1º – Filipe Medu — R$ 36.000
2º – Adney Damasceno — R$ 25.000
3º – Paulo Rodrigues — R$ 16.700
4º – Felipe Marques — R$ 12.000
5º – Luan Leal — R$ 9.500
6º – Fellipy Perreira — R$ 7.400
7º – Marcio Miranda — R$ 6.000
8º – Rodrigo Moura — R$ 4.900
9º – Augusto Hoyer — R$ 3.900

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
Maranhense
Hugo Souza vence o inédito Tiro Seco Freezeout do MPS Meia Milha e faz a festa: “marcado na memória”
“Tio Paulo” elogiou o trabalho do Maranhão Poker Series
O Maranhão Poker Series vai chegando nos momentos mais importantes e a cada dia os campeões do cronograma repleto de eventos estão sendo conhecidos. A madrugada de sexta para sábado (06) finalizou um torneio inédito do festival: o Tiro Seco Freezeout, com buy-in de R$ 500, teve Hugo Souza como o grande campeão.
Hugo passeou pelo field de 52 entradas e angariou uma premiação de R$ 5.000. “Sensação maravilhosa. Para quem joga poker, o sonho é sempre conquistar um título, cravar um torneio. E quando se trata de um evento inédito, a satisfação é ainda maior. Vai ficar marcado na memória”, disse o mais novo campeão do circuito.
Souza enfrentou alguns nomes conhecidos na mesa final do torneio, inclusive “Jabuti”, vice-líder do ranking, no heads-up. “Foi muito difícil. Tinha vários jogadores fortes da região, muitos regulares aqui de São Luís e do Maranhão. Eu consegui entrar em uma situação confortável e minha estratégia foi observar bastante os adversários antes de tomar as decisões mais importantes”, analisou.
Residente de São Luís, Hugo falou sobre vencer um torneio de grande porte jogando “em casa”. “Ganhar em casa é sempre muito especial. A gente está perto dos amigos, da família e da torcida. E o MPS vem crescendo muito a cada etapa”, elogiou.
“Hoje eu posso dizer tranquilamente que o MPS está entre os maiores circuitos do Norte e Nordeste. É um evento muito grande, muito bem organizado e que evolui a cada edição. Nesta etapa tivemos a estreia do Tiro Seco Freezeout e isso mostra como o circuito está sempre buscando novidades”, acrescentou por fim.

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Confira a premiação dos finalistas:
1º – Hugo Souza — R$ 5.000
2º – Kayo Rego “Jabuti” — R$ 3.200
3º – Mario Filho — R$ 2.280
4º – Joao Costa Barroso — R$ 1.730
5º – Sergio De Oliveira Filho — R$ 1.350
6º – Carlos Rodrigues — R$ 1.100
7º – Douglas Miranda — R$ 900
8º – Rafael Mesquita Pereira — R$ 770
9º – Italo Borges — R$ 670
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
Maranhense
MPS Meia Milha: Gabriel Bastos vence all in triplo com emoção e fica gigante na reta final do High Roller Light
A jogada envolveu também Yure Rocha e Silvio Roberto
A principal atração de sexta-feira no Maranhão Poker Series (MPS) é o High Roller Light, jogado em formato de um dia apenas. E, nele, grandes nomes estão na briga pelo título, brigando mão a mão. Uma delas, capturada pela equipe do Mundo Poker, envolveu Gabriel Bastos e Yure Rocha.
Nos blinds 3.000 / 6.000, Gabriel Bastos acordou no cutoff com e resolveu dar raise para 13.000 fichas. No cutoff, Yure Rocha tinha do botão e deu all in de 44.000 fichas. O próximo a falar era Silvio Roberto no small blind.
O jogador tinha e, com 120.000 fichas, anunciou all in com um pouco menos fichas que Gabriel. Bastos não pensou nem um segundo e pagou com a melhor mão do pré-flop, colocando ambos os adversários em risco.
O all in triplo começou com o flop , trazendo flush draw para Yure Rocha. Gabriel ainda estava na frente, mas o turn mudou isso, com o completando o flush. Gabriel então perdia para Yure, mas ganhava o pote paralelo.
Restava o river decidir quem levaria as fichas. Então, foi o que completou o board e completou o flush maior para Gabriel Bastos, eliminando Silvio Roberto e Yure Rocha do High Roller Light, que conhecerá seu campeão ainda na madrugada deste sábado.
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
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