Triton Series
Triton Series Jeju: conheça a história de Murilo Scatolin, dealer brasileiro nos eventos mais caros do mundo; confira
O brasileiro contou sua história em uma entrevista exclusiva para o Mundo Poker
Atualmente, a Triton Series se consolidou como a principal série de torneios high stakes, e disputá-la é o sonho de muitos jogadores. Na etapa atual, em Jeju, Coreia do Sul, o Brasil está representado de diferentes formas: jogadores como Alisson Piekazewicz, profissionais de mídia como Lorena Carvalho e até na equipe de dealers, com o paulista Murilo Scatolin.
E é sobre o último citado que esta matéria se dedica. Natural de Santos, Murilo vive há anos na Europa, trabalhando nos principais circuitos, como o EPT. Recentemente, ele passou a integrar o seleto quadro de dealers da Triton Series, levando o profissionalismo brasileiro para os torneios mais caros do mundo.
Trabalhando todos os dias em Jeju, Murilo conversou com o Mundo Poker em uma entrevista exclusiva, na qual contou um pouco da sua história, falou sobre representar o Brasil em eventos internacionais, a estrutura da Triton e muito mais.
1º – Murilo, como você conheceu o poker e o que despertou seu interesse em se tornar dealer?
R: Eu conheci o poker inicialmente pela TV, mas comecei a jogar como a maioria dos brasileiros, em freerolls na minha cidade, Santos. Em 2013, chegaram a me pedir para dar cartas em um freeroll porque precisavam de um dealer, mas eu não tinha treinamento nenhum e, por medo, recusei.
Um ano e meio depois, encontrei um conhecido em um freeroll em Belo Horizonte, e ele me contou sobre um curso de dealer que começaria em três dias. Fiz o curso por curiosidade, sem intenção de seguir carreira. O que despertou meu interesse em ser dealer foram as amizades que você cria, principalmente no começo, quando eu ganhava muito pouco.
2º – Como você se preparou pessoal e profissionalmente para trabalhar fora do Brasil?
R: Quando entrei no poker, eu já falava italiano fluente e meu inglês era avançado. Tenho passaporte italiano e sempre imaginei que, se me tornasse um bom dealer, teria oportunidades em cruzeiros ou em algum país da Europa. Saí do curso ainda iniciante, e precisei aprender aos poucos, ouvindo conselhos de colegas mais experientes e observando o trabalho deles.
3º – Quais desafios você enfrentou para chegar ao nível de trabalhar em grandes circuitos como a Triton Series?
R: O maior desafio é a distância da família e dos amigos, morando fora do Brasil. Ser selecionado para um evento tão relevante é a recompensa de anos de profissionalismo e demonstra a confiança que conquistei com o tempo.
4º – Como funciona a estrutura do circuito Triton Series? O que torna um torneio high stakes tão diferente dos eventos comuns?
R: A estrutura do evento é realmente incrível, com muita gente envolvida para que cada detalhe seja especial. Esses torneios focam muito na experiência do jogador, tanto na mesa quanto fora dela. Por exemplo, em cada mesa há um profissional atrás do dealer registrando cada ação no sistema. Os jogadores conseguem acompanhar todas as estatísticas e informações pelo aplicativo, como se fosse um torneio online, mesmo sendo presencial.
Quanto à experiência fora da mesa, eu não conheço todos os detalhes, mas os super high rollers contam com toda a estrutura necessária para manter o estilo de vida luxuoso, independentemente do local do torneio.
5º – Qual o significado para você de representar o Brasil em um circuito internacional tão prestigioso?
R: Eu aprendi muito com meus colegas no Brasil e tento levar o mesmo profissionalismo brasileiro para cada evento, seja ele pequeno ou grande, tanto nas mesas quanto nas responsabilidades fora delas.
6º – Qual é a maior pressão de trabalhar em torneios com grandes prêmios e jogadores de alto nível?
R: Com o tempo, a maioria dos dealers supera a questão financeira e entende que o poker é um jogo, e que os jogadores estão ali pela experiência. A maior pressão são as mesas transmitidas na TV, porque os baralhos são diferentes e qualquer erro fica registrado nas câmeras.

Murilo durante o EPT Praga em 2023
7º – Tem algum jogador específico do cenário mundial que você mais gostou de dar cartas? E algum que te tratou bem ou mal?
R: Os jogadores são, em sua maioria, muito respeitosos. Alguns são simpáticos e engraçados; outros mais reservados, seja por barreira linguística ou por questões culturais, principalmente na Ásia.
Nesse evento, eu estava numa mesa com Mustapha Kanit, Tony “Ren” Lin e outros jogadores, e a mesa não parava de rir um minuto. Foi impossível ficar sério! Foi uma resenha constante, principalmente perto da bolha, durante o “fast action”, que é o momento em que os jogadores têm apenas 10 segundos para tomar uma ação quando chega no “gap”.
8º – Tem algum jogador específico do cenário mundial que mais gostou de dar cartas? E algum que te tratou bem ou mal?
R: Um grande jogador com quem dei cartas na Europa foi Phil Ivey, que conquistou ainda mais meu respeito pelas atitudes na mesa. Entre os brasileiros muito simpáticos que estão presentes todos os anos na Europa, lembro de Kelvin Kerber, Fabiano Kovalski e Rafa Moraes (que, curiosamente, sempre esquece de mim).
9º – Murilo, você gostaria de deixar algum recado ou mensagem para quem acompanha o poker brasileiro e sonha em trabalhar em grandes torneios internacionais?
R: Para quem sonha em trabalhar em grandes eventos, eu diria que o Brasil já está no mapa! Muitos brasileiros já estiveram em grandes torneios antes de mim. O caminho é aprender com os mais experientes e, além disso, praticar inglês é fundamental. Por acaso, ouvi jogadores conversando sobre o BSOP Millions nas mesas; é um torneio muito respeitado e comentado em todos os circuitos.
Confira o Poker de Boteco #109 com Valdeci Proença “Anão do JJ”:
Triton Series
João Simão fecha Triton Series Montenegro com mais um ITM e US$ 115 mil no Evento #18 PLO Bounty
O brasileiro foi recompensado em US$ 115 mil
A Triton Series Montenegro foi encerrada nesta quinta-feira com a participação brasileira no último torneio da grade. João Simão, que fez uma excelente série, recheada de mesas finais e ITMs, voltou a se destacar com mais um grande resultado, desta vez no US$ 25.000 PLO Bounty, o Evento #18 do festival.
Antes de retornar aos Estados Unidos, onde reside e onde disputará a WSOP 2026, Simão decidiu engatar no último torneio da série e ficou muito perto de mais uma vitória. O brasileiro terminou na 4ª colocação entre 46 inscritos e garantiu uma premiação de US$ 115.000.
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A mesa final do torneio contou com nomes fortíssimos como Robert Cowen, Wang Ye, Manuel Stojanovic, Sean Rafael, Patrik Antonius, Lautaro Guerra e Dan Dvoress, grande destaque da série, com três títulos conquistados. Simão conseguiu eliminar apenas um adversário, garantindo ainda US$ 25.000 em bounties ao longo da disputa.
Agora, a Triton Series entra em um recesso de cinco meses e retorna na primeira semana de novembro. O próximo festival será realizado no Chipre, com uma edição especial da Triton One entre os dias 4 e 15, trazendo torneios de buy-ins mais acessíveis, além dos tradicionais Super High Rollers, programados de 15 a 28.
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
Triton Series
João Simão é superado por Matthias Eibinger no heads-up e é vice no US$ 50K PLO Mystery Bounty da Triton Montenegro
O brasileiro puxou US$ 255 mil
João Simão é o brasileiro mais bem premiado da história do poker atualmente. E o craque mineiro não para de acumular ótimos resultados na carreira. Nesta quarta-feira, foi a vez de bater na trave na Triton Series Montenegro, jogando uma das suas especialidades, o PLO.
O brasileiro era um dos classificados para o Dia Final do Evento #16, o US$ 50.000 PLO Mystery Bounty, que teve um field de 47 entradas. João acabou eliminado na segunda colocação, perdendo o heads-up para Matthias Eibinger, garantindo a quantia de US$ 255.000.
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Simão levou apenas a premiação regular, pois não conseguiu nenhuma eliminação. Ficaram também pelo caminho nomes como Biao Ding, Jason Koon, Ben Tollerene, Lautaro Guerra, Punnat Punsri e Cesar Garcia, além de, claro, o campeão Matthias Eibinger, que faturou US$ 1.053.000.
Esse foi o quarto resultado de Simão na série high stakes mais prestigiada do mundo, realizada em Montenegro. Ainda restam mais dois torneios na grade, antes de Simão partir para “casa” e jogar a World Series of Poker, em Las Vegas, onde buscará mais um bracelete da carreira.
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
Triton Series
Mesclando com o online, João Simão avança para o Dia 2 do PLO Main Event da Triton Series Montenegro
Inscrições permanecem abertas até o início do Dia 2
Durante o domingo, João Simão acabou grindando online em um horário que, de acordo com seus stories do Instagram, fez parecer que um caminhão havia passado por cima dele. E a rotina do craque brasileiro continua bastante movimentada. Depois de ser eliminado na zona de premiação do Dia 2 do GGMillion$ Main Event, João seguiu o plano e voltou a engatar num torneio live: o PLO Main Event da Triton Series Montenegro.
A etapa montenegrina não terá mais disputas de No-Limit Hold’em, mas Simão costuma se aventurar com os melhores jogadores do mundo também no Pot-Limit Omaha. E nesta segunda-feira ele garantiu passagem para o Dia 2 do torneio de US$ 100 mil. O único brasileiro no field tem 353.000 fichas, um pouco mais do que o stack inicial de 250.000, e aparece na 18ª colocação entre os 20 jogadores que garantiram passagem.
O torneio de US$ 100 mil até o momento soma 60 entradas totais e grandes nomes da modalidade estão vivos. O austríaco Matthias Eibinger é o chip leader de momento, com 1.488.000. Outros jogadores muito bem posicionados incluem o russo Artur Martirosian (1.200.000), o americano Isaac Haxton (1.037.000), o canadense Dan Dvoress (965.000) e o também americano Alex Foxen (930.000).
As entradas para o PLO Main Event da Triton Series Montenegro permanecem abertas até o início do Dia 2, que acontece às 08h do horário de Brasília nesta terça-feira. A premiação será divulgada pela organização logo após o fechamento das entradas, com blinds em 5.000 / 10.000 e big blind ante. Vale lembrar que, nesta Triton Series, João já soma US$ 943 mil em premiações totais. Será que os sete dígitos ainda chegam?
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
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