WSOP
WSOP: Rob Wazwaz pega blefe na mão final e vence o Evento #25 NLH Deepstack: “minha esposa ficará feliz”
Empresário americano é jogador recreativo e levou o primeiro bracelete
O Evento #25 da WSOP 2022 trouxe um campeão inédito para a série. Assim como no Evento #24, foi um jogador recreativo que saiu com o título. Neste caso, foi Rob Wazwaz, empresário americano, que levou para casa seu primeiro bracelete e muita história pra contar sobre a disputa que venceu.
Com buy-in de US$ 800, Wazwaz venceu o No-Limit Hold’em Deepstack e faturou a ótima quantia de US$ 358.346. O americano deixou pra trás um grande field de 4.062 pessoas até conseguir a vitória, em uma maratona de mais de 13 horas no Dia Final. Para coroar, o título foi confirmado após Tob acertar um call e ver o blefe do rival na mão final.
Um fato curioso é que, oficialmente, o nome do vencedor saiu errado. A WSOP confirmou o título para Rajaee Wazwaaz mas, em entrevista a PokerNews após a conquista, o empresário disse que atualmente seu nome é Rob Wazwaz e a confusão aconteceu na hora de registrar seu nome no evento. O importante é que ele levou o troféu e saiu pra lá de satisfeito com isso.
“Foi a minha terceira mesa final, mas a primeira em muito tempo. Naquela época (das outras FTs) eu não era tão experiente, eu não jogava direito quando ficava deep. Mas eu percorri um longo caminho, e meu sonho era vir aqui e ganhar um bracelete”, contou o agora campeão, que contou com vários amigos na torcida.
Entusiasmado com o feito, Rob Wazwaz também fez questão de elogiar os adversários e lembrar da esposa: “eles foram todos grandes jogadores, foi uma partida muito difícil, muito difícil. Estou tão orgulhoso de mim mesmo por ter vencido. Minha esposa ficará feliz e eu realmente aprecio minha torcida estar aqui. Minha torcida foi incrível”, contou.
O heads-up foi contra o jogador Robert Crow, que até chegou como chip leader. Mas Wazwaz rapidamente virou e abiu boa vantagem contra o rival. Com mais fichas, ele conseguiu um grande hero call para sacramentar a vitória. No board 26A97, o campeão pagou a c-bet de 2 blinds no flop e, após check no turn, pagou o all in de 7 blinds no river. Seu 63,o quarto par, deu o título para o empresário, pegando um blefe de K3 do rival.
Confira a premiação da mesa final:
1º – Rob Wazwaz (Estados Unidos) – US$ 358.346
2º – Robert Crow (Estados Unidos) – US$ 221.399
3º – Terence Reid (Estados Unidos) – US$ 166.011
4º – Sean Legendre (Estados Unidos) – US$ 125.371
5º – Dov Markowich (Canadá) – US$ 95.363
6º – Maxime Duhamel (Canadá) – US$ 73.064
7º – Abhinav Iyer (Índia) – US$ 56.388
8º – Sebastien Clot (França) – US$ 43.839
9º – Liran Betito (Israel) – US$ 34.336
Confira o episódio #12 do Poker de Boteco:
WSOP
Shaun Deeb mira bicampeonato do Player Of The Year e explica mudança estratégica para a WSOP 2026
O jogador atualmente é o segundo colocado na disputa
Falta menos de um mês para o início da WSOP 2026 e os preparativos já começaram, tanto por parte da organização quanto dos jogadores dispostos a disputar os 100 braceletes distribuídos em Las Vegas. Um dos principais nomes nesse cenário é o americano Shaun Deeb, atual Jogador do Ano de 2025.
Ele, que recentemente esteve em Praga na edição europeia da série e, por muito pouco, não conquistou mais uma joia, conversou com o site Poker.org sobre os preparativos para o verão em Las Vegas, que promete ser bastante intenso. O primeiro tema foi a defesa do título de melhor jogador, conquistado no ano passado.
Neste ano, a disputa já começou, com os pontos da edição europeia já valendo. Shaun Deeb atualmente está na segunda colocação, com 1.340 pontos, atrás de Marius Kudzmanas. O campeão levará um pacote completo para a WSOP Paradise 2027, avaliado em US$ 100.000.
“Eu tive dois segundos lugares e um nono lugar em Praga. Estou muito feliz com esses resultados, e foi bem legal conseguir um resultado tão bom naquele primeiro evento de Omaha. Acho que o meu segundo lugar no torneio de Omaha vai ser o que menos pontuou para o POY entre todos os eventos classificatórios deste ano, considerando o buy-in e o tamanho do field. Então, tirar tantos pontos de um torneio que paga tão pouco foi uma grande vitória para mim”, comentou Deeb.
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Shaun Deeb
A mudança no sistema de pontuação também vai impactar bastante a disputa este ano. Agora, vencer um torneio vale uma quantidade muito maior de pontos em relação ao segundo colocado, praticamente o dobro. Deeb foi um dos que aprovou a alteração, além de ser um dos jogadores mais influentes quando o assunto é mudanças na WSOP.
“Em anos anteriores, eu costumava evitar torneios com fields muito grandes, mas uma vitória nesses eventos te dá uma quantidade enorme de pontos. Eles obviamente são muito difíceis de vencer, mas se eu estiver correndo atrás no fim da série, há um grande incentivo para tentar ganhar um desses. Com meus resultados atuais, talvez eu me afaste um pouco dos eventos de grande field”, explicou.
Por fim, Shaun revelou que, pelos resultados conquistados em Praga e por já ter uma boa vantagem na corrida, sua abordagem para a grade de Las Vegas mudou de forma significativa. Agora, ele pretende focar em fields menores, com maiores possibilidades de resultados rápidos:
“Porque, em um evento de US$ 1.500 de No-Limit Hold’em com 10 mil jogadores, é muito improvável que eu consiga um resultado que entre no meu top 15. Eu não quero passar três dias jogando esse torneio para ganhar 150 pontos que provavelmente nem vão entrar na minha contagem final. Se eu tivesse ido mal em Praga, provavelmente teria uma abordagem diferente daqui para frente. É parecido com estratégia no golfe: quando você está na liderança, joga de forma mais conservadora. Quando está atrás, precisa ser agressivo.
Eu vejo isso como uma forma de otimizar meus pontos por hora, ou a minha porcentagem de conseguir um resultado que realmente conte. Vai ser interessante ver se essa estratégia funciona. Mas também preciso garantir que eu tenha 15 resultados no total”, finalizou.
Confira o Poker de Boteco #137 – Kaio Camargo “kaiotex”:
WSOP
Jogadores poderão dar notas aos dealers durante a WSOP via aplicativo; assunto gera debate na comunidade
A principal discussão gira em torno do risco de avaliações maldosas que jogadores podem atribuir aos dealers
Há alguns anos, uma reclamação se torna cada vez mais recorrente em tempos de WSOP: “os dealers desse evento são extremamente ruins”. E, com a nova administração da série, agora da GGPoker, isso parece caminhar para uma tentativa de solução. A organização lançou um novo sistema em que os jogadores poderão avaliar os profissionais que atuam nas mesas.
O sistema foi anunciado nesta quinta-feira e estará disponível no aplicativo WSOP+. Os dealers poderão receber notas de uma a cinco estrelas ao longo da série, acumulando avaliações feitas pelos jogadores, em um modelo semelhante ao utilizado em aplicativos de transporte, como o Uber, por exemplo.
Com isso, os profissionais mais bem avaliados receberão bônus pelo desempenho, além de serem escalados para trabalhar nos torneios mais importantes da série. “Queremos destacar nossos bons dealers, recompensá-los com bônus e talvez colocá-los nos grandes palcos da World Series of Poker. Queremos bons dealers, e vocês vão nos ajudar com isso”, afirmou Jeff Platt em um vídeo divulgando a novidade.
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Our Dealer Rating System is coming to Vegas!
Using the new Dealer Rating System on WSOP Live…
• Players can rate the dealer at their table
• Ratings are shared internally with tournament staff
• Dealers with the highest ratings will earn rewards throughout the series… pic.twitter.com/SvVkmnQCeK— WSOP – World Series of Poker (@WSOP) May 7, 2026
Como toda mudança, a medida já gerou bastante discussão nas redes sociais, com opiniões favoráveis e contrárias. Um jogador, identificado pelo usuário “SaltySalsburglar”, criticou duramente a iniciativa: “isso me parece particularmente insano e, na verdade, cruel. O dealer comete um erro e oito pessoas sacam o celular, envergonhando alguém que já está extremamente estressado. Essa é a pior ideia que já ouvi, a menos que possamos avaliar o corpo e o rosto deles também, aí eu fico ok com isso.”
Outro comentário interessante veio do usuário “GCraos7112020”, que demonstrou preocupação com possíveis avaliações injustas: “espero que isso não seja usado de forma abusiva para prejudicar os dealers por causa de baralhos ruins ou bad beats. Quem estiver revisando esse feedback precisa ser muito cuidadoso, considerando o quão horríveis e injustos os jogadores podem ser.”
Diversos jogadores também opinaram que a atitude da WSOP parece justa, já que pode incentivar os profissionais a melhorarem o desempenho nas mesas. Por outro lado, a maior preocupação levantada pela comunidade é justamente a possibilidade de avaliações maldosas feitas por competidores frustrados, o que poderia maquiar os resultados do processo. E você, é a favor desse tipo de avaliação profissional?
Confira o Poker de Boteco #137 – Kaio Camargo “kaiotex”:
WSOP
WSOP Europa: Christopher Nguyen vence o € 20k Super High Roller na finalização da série; Pedersen leva o € 8k GGMillion$
Nguyen levou € 1,1 milhão com o importante título na WSOP Europa
A WSOP Europa chegou ao seu fim neste sábado, com a definição de alguns dos principais torneios da grade trazendo novos campeões da série mundial em Praga, na República Tcheca. Um dos torneios definidos foi o Super High Roller.
O Evento #11, o € 20.800 Super High Roller, teve um total de 242 entradas e foi decidido com um nome bastante conhecido, levando seu primeiro bracelete de WSOP. O alemão Christopher Nguyen, craque do online, levou € 1.100.000 pra casa com o título, vencendo Tony Lin no heads-up.
Outro torneio definido neste sábado foi o Evento #13, o € 8.400 GGMillion$ High Roller, este contestado por 359 jogadores em Praga e com o brasileiro Felipe Ketzer atingindo a zona de premiação.
Outro campeão de torneio levou o primeiro bracelete de sua carreira. O dinamarquês Christopher Pedersen ficou com € 600.000 na conta ao derrotar o regular tailandês Punnat Punsri no heads-up.

Confira o Poker de Boteco #134 com Marina Manz:
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