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WSOP: Leo Margets consegue virada insana no heads-up, crava o The Closer e se emociona com vitória

A jogadora profissional na Espanha conseguiu a grande glória da carreira

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Leo Margets

Faltando poucos dias para o desfecho da WSOP 2021, um dos momentos mais especiais da edição aconteceu nesta virada de domingo para segunda-feira (22). A jogadora profissional Leo Margets foi a grande campeã do torneio The Closer, com buy-in de US$ 1.500 e fez uma enorme festa com o primeiro bracelete conquistado na carreira.

A jogadora espanhola bateu o field de 1.054 do Evento #83 para levar a bagatela de US$ 376.850. Esse foi o maior prêmio da carreira de Margets. O anterior já durava 12 anos e aconteceu justamente na WSOP, quando ela ficou na 27ª colocação do Main Event em 2009 e ganhou US$ 352.832. Foi o quarto hit de seis dígitos da regular.

Margets sabia exatamente o gostinho de uma trave. Em 2018, ela foi vice-campeã do Evento #73 e não conquistou o bracelete por detalhe. “Normalmente, é mais difícil uma mulher ganhar um bracelete porque nós somos poucas (no poker)”, disse a campeã. Na mesa final, ela teve a companhia da jogadora Cherish Andrews, nome conhecido no poker americano.

Leo conseguiu uma virada espetacular no heads-up contra Alex Kulev. O bósnio disparou na liderança na mesa final e praticamente fez todo o serviço de eliminar os jogadores. Quando o duelo final foi formado, a sensação é que Margets amargaria mais um vice. “Ele tinha uma liderança enorme em fichas”, lembra. Kulev começou o HU com 40.000.000 contra 7.000.000 da espanhola.

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No início do heads-up, um erro e uma bad beat ajudaram Margets. “De algum jeito, eu cometi um super erro porque calculei errado meu stack. Eu pensei que tinha 2,5 blinds e eu tinha sete. Isso foi um grande erro, mas eu tive sorte”. Nessa mão, ela foi all in com 94 e levou call dominada por A9 de Kulev. Um 4 apareceu no turn para iniciar o processo da virada.

O 4 acabou sendo decisivo na vida de Leo. Na sequência, ela dobrou de A4 contra K8 ao acertar uma quadra de 4 e conseguiu empatar o jogo numa sequência de potes pequenos. O torneio acabou em outro grande engate. No flop 953, eles se envolveram em all in. Margets tinha Q5 com flush draw e um par, enquanto Kulev apresentou A9 com top pair. Um 5 no turn deu uma trinca para a Team Pro do Winamax e foi o suficiente para o título.

O final do torneio foi documentado em vídeo e dá para ver que a jogadora não acreditava no que havia realizado. Ela se emocionou bastante com a vitória.

Confira o vídeo:

Confira a premiação dos finalistas:

1º – Leo Margets (Espanha) – US$ 376.850

2º – Alex Kulev (Bósnia) – US$ 232.920

3º – Stephen Song (EUA) – US$ 172.855

4º – Marc Lange (Áustria) – US$ 129.460

5º – Arturo Segura (EUA) – US$ 97.865

6º – Cherish Andrews (EUA) – US$ 74.680

7º – Aleksandr Shevliakov (Rússia) – US$ 57.525

8º – Chris Moorman (Reino Unido) – US$ 44.740

9º – Benjamin Underwood (Canadá) – US$ 44.740

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Confira o episódio do Depois do River #22:

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WSOP: Yuri Dzivielevski está classificado para o Dia Final do Evento #08 US$ 1.500 Badugi

Brasileiro está curto, mas vivo na briga pelo hexampeonato da série

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Yuri Dzivielevski (crédito: Miguel Cortes/WSOP)

O domingo vai ter reta final das boas para o Brasil na WSOP. Yuri Dzivielevski, o maior nome do país quando se trata da maior série do mundo, alcançou seu primeiro Dia 3 (e Final) nesta edição da WSOP neste sábado. O “NerdGuy” se classificou para o dia decisivo do Evento #08, o US$ 1.500 Badugi.

Depois de dois dias de jogo, o field de 554 entradas está reduzido para apenas 10 jogadores e Yuri Dzivielevski é um deles. Após um Dia 2 bem intenso e uma reta final de altos e baixos, o brasileiro avançou com o nono melhor stack entre os dez finalistas, repetindo o filme do dia anterior, quando também avançou curto.

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Yuri passou com 245.000 fichas, pouco menos de 5 blinds, e vai precisar batalhar para mudar a situação. Nada que o assuste. O chip leader do torneio é o americano Michael Casella, que teve uma runnada insana na reta final do torneio e chegou a 4.065.000. Scott Seiver (2.120.000) e Nick Schulman (1.985.000) são outros grandes nomes na briga.

O Dia Final do Evento #08 está marcado para às 13h local, 17h de Brasília, e vai voltar nos blinds 25.000 / 50.000. Os dez finalistas já garantiram um prêmio de US$ 8.979, enquanto o grande campeão leva US$ 141.963 e o bracelete da série. Vale dizer também que a mesa final será formada com sete jogadores.

Confira a premiação em jogo:

1º – US$ 141.963
2º – US$ 94.607
3º – US$ 62.920
4º – US$ 42.815
5º – US$ 29.824
6º – US$ 21.279
7º – US$ 15.560
8º – US$ 11.668
9º – US$ 11.668
10º – US$ 8.979

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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WSOP: Flush over flush derruba Renan Bruschi precocemente no US$ 25.000 Heads-Up Championship

Cooler acabou eliminando o brasileiro ainda no início do duelo

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Renan Bruschi
Renan Bruschi

O quinto dia de WSOP começou cedo para o Brasil, com destaque para a participação do craque Renan Bruschi no US$ 25.000 Heads-Up Championship, Evento #07 da série e um dos mais prestigiados da grade. Mas, infelizmente, a passagem do brasileiro acabou de forma precoce por conta de um cooler.

Ainda no comecinho do Dia 2A, Renan Bruschi se despediu da competição ao perder uma mão com flush vs flush. O gaúcho foi sorteado em um confronto contra o japonês Shota Nakanishi e o duelo durou poucos minutos, sendo o primeiro a ser finalizado. A mão que decretou a queda do “Net” foi captada a partir do turn pela cobertura da PokerNews.

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O board já mostrava e Nakanishi apostou 16.000 fichas nesse momento. Em posição, Renan fez o raise para 50.000 e recebeu o call do adversário. O river foi um e o japonês deu check. Com , um flush, Bruschi anunciou o all in de cerca de 65.000 fichas.

Nakanishi deu snap call, trazendo a má notícia para o brasileiro. Ele apresentou , um flush maior, e ganhou o pote para decretar a eliminação de Renan Bruschi da competição. 64 jogadores iniciaram o torneio, que segue hoje até restarem oito. Ontem, nomes como Daniel Negreanu e Michael Mizrachi se classificaram no Dia 1A.

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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WSOP: Dono da primeira FT valendo bracelete na temporada, André Welt comemora resultado: “tenho história para contar”

O dealer já voltou as mesas, agora para dar cartas

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André Welt (crédito: Miguel Cortes/WSOP)

André Welt teve uma quinta-feira especial. No terceiro dia da WSOP em 2026, ele se tornou o primeiro brasileiro a alcançar uma mesa final na série. Em Las Vegas para trabalhar como dealer, ele jogou o Evento #03 Industry Employees, destinado exatamente para profissionais da indústria do poker, e conseguiu realizar um sonho.

O dealer brasileiro agora pode falar pra todo mundo que já fez mesa final do maior evento de poker do mundo. E, mesmo que o bracelete não tenha vindo, André vai ter muita história para contar. Ele ganhou US$ 11.052 pelo sexto lugar obtido e estava bem satisfeito ao término do torneio. Logo após a finalização, ele bateu um papo exclusivo com o Mundo Poker:

“Eu tô super feliz. Eu queria ter ganhado, claro, e tava bem confiante. Eu achei que ia ganhar esse bracelete. Até usei uma camisa especial que meu amigo me deu o ano passado, mas o bracelete não veio. Mas, apesar disso, eu tô super feliz. Sexto lugar entre 900 pessoas não é pra qualquer um”, comentou André.

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Mesmo não sendo profissional do jogo, André já tinha alguns resultados anotados. O de ontem, por exemplo, foi a terceira vez seguida que ele anotou um ITM no Industry Employees. E ele gostou da sua performance: “acho que joguei bem, não cometi nenhum erro grave. A última mão foi um cooler, não teve escapatória. Tô feliz com meu jogo e com tudo”, disse.

O mais curioso é que André Welt nem teve tempo para comemorar. Nem mesmo os US$ 11K extras puderam alterar o plano inicial do dealer e jogador (e nem o bracelete mudaria, segundo ele próprio). Nesta sexta-feira, Welt já está novamente nas mesas. Agora, porém, fazendo o que veio para fazer: dar cartas.

“Amanhã (hoje) eu já tenho que trabalhar. Eu sou dealer aqui, vou fazer a série toda. Vou trabalhar mais feliz com o prêmio, com a experiência, gostei muito de chegar numa mesa final de WSOP. Não ganhar faz parte, mas agora eu tenho uma história pra contar”, finaliza Welt.

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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