WSOP
“Que Jogo É Esse?”: Diego Emperador explica hero call na bolha do Main Event da WSOP com 40 blinds para trás no river
O jogador paulista teve bastante pressão para tomar a decisão
A bolha do Main Event da WSOP é um momento ímpar. Ninguém quer correr o risco de cair na última ingrata colocação fora da faixa de premiação. Diego Emperador estava tranquilo com 55 big blinds, praticamente só esperando o anúncio do dinheiro, quando acabou se envolvendo em uma parada gigantesca com uma decisão de sobrevivência no pior momento possível.
Ele contou tudo o que passou na cabeça na parada no quadro “Que Jogo É Esse?”. Diego tem e defendeu o big blind depois de mini-raise do jogador Daniel Vampan. “Bem ativo na bolha, ele tava bem grande”, descreve o paulista. O flop veio e Diego foi de check-call numa aposta de um terço do jogador adversário.
O turn foi o rival atacou com uma aposta de pote. “Eu acho que ele vai me pressionar muito. O range dele ali pra mim era praticamente any two abrindo porque os outros jogadores praticamente estavam fora da mão. Eram todos americanos e estavam shorts. Falaram que foldariam até AA na bolha. Então ele abriria any two provavelmente”, explica.
“Ele pode estar até value betando um J pior”, acrescenta Emperador. Ele foi de call e viu o board ser completado com o river . “O spot fica bem sick. O pote tá gigante, tem 225.000 fichas, e eu tenho 40 blinds para trás, 325.000”, diz. Vampan anunciou all in de um pote e meio e colocou o brasileiro na porta com a decisão pela vida no torneio a ser tomada.
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“O range dele de valor é muito escasso ali. Vai ter AJ, trincas, uma sequência, só que também muitas vezes ele também vai querer value betar size, não vai all in para me expulsar da mão, é a bolha do Main Event, envolve muita coisa. Tankei, pensei e achei que ele tinha muito mais combos de blefe do que de valor. Qualquer 7, qualquer 5, até mais coisas do que isso”, explica.
Uma multidão de câmeras e jornalistas se aproximou da mesa do brasileiro tornando a pressão ainda maior. Ele deu o call e acertou, pois o rival mostrou . “Foi animal porque colocou a galera cheia de câmera, pressão, fica aquela nuvem, muita gente”. Diego também comparou como foi a reação de Vampan durante uma outra jogada parecida e percebeu uma mudança.
“Ele pediu clock e já tinha ido all in uma outra mão contra outro cara. Tava muito tranquilo o semblante dele. Nessa mão, ele mudou. Na outra ele falou que tinha valor e nessa ele tava com outro semblante, pediu clock e tudo mais. Isso me influenciou a dar o call também”, explica o brasileiro. Se tivesse errado o call, ele teria ganhado de consolação um buy-in para a WSOP 2023.
Confira o “Que Jogo É Esse?” com Diego Emperador:
Confira o MundoTV Cast #40 com Bruno Foster:
WSOP
WSOP: Flush over flush derruba Renan Bruschi precocemente no US$ 25.000 Heads-Up Championship
Cooler acabou eliminando o brasileiro ainda no início do duelo
O quinto dia de WSOP começou cedo para o Brasil, com destaque para a participação do craque Renan Bruschi no US$ 25.000 Heads-Up Championship, Evento #07 da série e um dos mais prestigiados da grade. Mas, infelizmente, a passagem do brasileiro acabou de forma precoce por conta de um cooler.
Ainda no comecinho do Dia 2A, Renan Bruschi se despediu da competição ao perder uma mão com flush vs flush. O gaúcho foi sorteado em um confronto contra o japonês Shota Nakanishi e o duelo durou poucos minutos, sendo o primeiro a ser finalizado. A mão que decretou a queda do “Net” foi captada a partir do turn pela cobertura da PokerNews.
O board já mostrava e Nakanishi apostou 16.000 fichas nesse momento. Em posição, Renan fez o raise para 50.000 e recebeu o call do adversário. O river foi um e o japonês deu check. Com , um flush, Bruschi anunciou o all in de cerca de 65.000 fichas.
Nakanishi deu snap call, trazendo a má notícia para o brasileiro. Ele apresentou , um flush maior, e ganhou o pote para decretar a eliminação de Renan Bruschi da competição. 64 jogadores iniciaram o torneio, que segue hoje até restarem oito. Ontem, nomes como Daniel Negreanu e Michael Mizrachi se classificaram no Dia 1A.
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
WSOP
WSOP: Dono da primeira FT valendo bracelete na temporada, André Welt comemora resultado: “tenho história para contar”
O dealer já voltou as mesas, agora para dar cartas
André Welt teve uma quinta-feira especial. No terceiro dia da WSOP em 2026, ele se tornou o primeiro brasileiro a alcançar uma mesa final na série. Em Las Vegas para trabalhar como dealer, ele jogou o Evento #03 Industry Employees, destinado exatamente para profissionais da indústria do poker, e conseguiu realizar um sonho.
O dealer brasileiro agora pode falar pra todo mundo que já fez mesa final do maior evento de poker do mundo. E, mesmo que o bracelete não tenha vindo, André vai ter muita história para contar. Ele ganhou US$ 11.052 pelo sexto lugar obtido e estava bem satisfeito ao término do torneio. Logo após a finalização, ele bateu um papo exclusivo com o Mundo Poker:
“Eu tô super feliz. Eu queria ter ganhado, claro, e tava bem confiante. Eu achei que ia ganhar esse bracelete. Até usei uma camisa especial que meu amigo me deu o ano passado, mas o bracelete não veio. Mas, apesar disso, eu tô super feliz. Sexto lugar entre 900 pessoas não é pra qualquer um”, comentou André.
Mesmo não sendo profissional do jogo, André já tinha alguns resultados anotados. O de ontem, por exemplo, foi a terceira vez seguida que ele anotou um ITM no Industry Employees. E ele gostou da sua performance: “acho que joguei bem, não cometi nenhum erro grave. A última mão foi um cooler, não teve escapatória. Tô feliz com meu jogo e com tudo”, disse.
O mais curioso é que André Welt nem teve tempo para comemorar. Nem mesmo os US$ 11K extras puderam alterar o plano inicial do dealer e jogador (e nem o bracelete mudaria, segundo ele próprio). Nesta sexta-feira, Welt já está novamente nas mesas. Agora, porém, fazendo o que veio para fazer: dar cartas.
“Amanhã (hoje) eu já tenho que trabalhar. Eu sou dealer aqui, vou fazer a série toda. Vou trabalhar mais feliz com o prêmio, com a experiência, gostei muito de chegar numa mesa final de WSOP. Não ganhar faz parte, mas agora eu tenho uma história pra contar”, finaliza Welt.
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
WSOP
WSOP: Aos 90 anos de idade, Perry Green alcança nova mesa final 50 anos após sua primeira decisão na série
O veterano jogador tem três braceletes conquistados na carreira
Uma das histórias mais legais deste início de WSOP 2026 foi consumada hoje. O veteraníssimo Perry Green, dono de três braceletes da série, conseguiu um feito absolutamente notável. Nesta sexta-feira (29), o jogador americano alcançou a mesa final do Evento #04 US$ 1.500 Omaha Hi-Lo, trazendo marcas incríveis para se contar.
Aos 90 (!) anos de idade, Perry Green anotou sua 17ª mesa final na WSOP. Esse número já seria relevante por si só, mas o detalhe mais legal vem agora: com a mesa final alcançada hoje, em 2026, Green completa uma marca espetacular: 50 anos de diferença entre a primeira e última mesa final da carreira.
Perry Green fez sua primeira mesa final de WSOP na década de 70 do século XX, exatamente no ano de 1976. Naquela ocasião, ele já mostrou o cartão de visitas: foi campeão logo em sua primeira FT, faturando o título do Evento #04 US$ 1.000 Limit A-5 Draw Lowball.
A partir dali, ele somou outros dois bracelete e mais 16 mesas finais (com a de hoje), incluindo duas de Main Event. Ele foi vice-campeão na temporada de 1981 contra o lendário Stu Ungar, e quinto colocado 10 anos depois, em 1991. Sua última FT alcançada, segundo o próprio site da WSOP, havia sido em 2015.
Agora, ele colocou mais uma no currículo. No Evento #04 de 2026, ele terminou com a sexta colocação, somando US$ 30.973 pelo feito. Que bela história!
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
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