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Marcelo Aziz estoura bolha do Main Event da WSOP em pote de 237 blinds e cooler dolorido para adversário

O brasileiro venceu um pote gigantesco, furou a bolha e virou chip leader isolado

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Marcelo Aziz
Marcelo Aziz

A bolha do Main Event da WSOP está oficialmente estourada e todos os jogadores estão no dinheiro – e o Brasil teve participação direta. Os 10.112 inscritos, um recorde histórico do evento, se reduziram em 1516 premiados que vão em busca do prêmio de US$ 10.000.000 reservado ao campeão.

O estouro da bolha envolveu um cooler dolorido entre o brasileiro Marcelo Aziz e o britânico Lucas Reeves, conhecido como “Bit2Easy” nos feltros online e regular de cash game, que resultou na eliminação do vilão e deixou o brasileiro como chip leader isolado do torneio. A ação começou com Marcelo abrindo mini-raise do hijack e Reeves aplicando uma 3-bet de 80.000 do small blind. Os dois jogadores possuíam ótimos stacks em relação aos blinds 4.000 / 8.000.

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Sem se assustar, Marcelo anunciou a 4-bet para 195.000 e recebeu uma 5-bet de 380.000 de volta do britânico. Com o pote gigantesco já se formando, as apostas não pararam até o shove: Marcelo subiu para 565.000 e o britânico anunciou um all-in de 950.000 fichas, recebendo rapidamente o call do brasileiro. No showdown, a má notícia para Reeves: seu estava em forte desvantagem contra o do brasileiro.

O board correu , resultando na eliminação de Lucas Reeves e estourando oficialmente a bolha da WSOP num pote que deixou Marcelo com 2.900.000 fichas, mais que isolado na liderança do chip count. Para sorte do britânico, outro jogador também foi eliminado no mesmo momento e os dois dividiram o pagamento de US$ 15.000, resultando num prejuízo de “apenas” US$ 2.500 em relação ao buy-in.

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Confira o episódio #73 do Poker de Boteco com Thiago Grigoletti:

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Entrevista completa: Yuri Dzivielevski fala sobre hexa, família, torcida brasileira, estratégia e bastidores do título na WSOP; confira

O jogador conversou com o jornalista Augusto Cesar após a vitória

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Yuri Dzivielevski (crédito: Travis Ball/WSOP)

Seis braceletes na carreira e um big hit insano de US$ 2.841.432! Foi isso que o brasileiro Yuri Dzivielevski conquistou na madrugada deste sábado ao vencer o Evento #36, o US$ 100.000 High Roller No-Limit Hold’em da WSOP 2026, emocionando toda a comunidade brasileira de poker com o hexacampeonato.

A conquista também coroa o trabalho desenvolvido pelo profissional ao longo dos anos, acumulando vitórias nas mais diversas modalidades do jogo. Logo após o título, Yuri conversou com o jornalista Augusto Cesar, responsável pela cobertura incrível do Mundo Poker durante toda a mesa final desta sexta-feira:

“Sem palavras para descrever esse momento, realmente é muito especial viver isso aqui. Estou nas nuvens, muito, muito feliz. Mas ganhar no No-Limit Hold’em tornou tudo ainda mais especial, porque é o jogo ao qual dediquei a minha vida inteira, sabe? Então é graças a ele que eu faço o que faço. Foi muito, muito especial. Estou muito feliz. Não tenho palavras para descrever”, falou o campeão.

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Yuri Dzivielevski contou mais uma vez com a torcida de seu irmão, Vitor Dzivielevski, também campeão da WSOP e presente em todas as grandes conquistas da carreira. O hexacampeão aproveitou para agradecer o apoio constante do irmão e ainda mandou um recado especial para sua esposa, Carol, que não pôde estar presente em Las Vegas. A família Dzivielevski Pontarolli, afinal, irá aumentar em breve com a chegada do segundo filho do casal.

“Eu acho que ele pula por cima de tudo e vem me cumprimentar. Então, ele fez parte de todos os momentos mais especiais da minha vida no pôquer, e eu só tenho a agradecer por todo esse suporte. Infelizmente, quando ele ganhou, estava no quarto dele jogando online, então eu não pude estar junto, mas fiquei muito feliz por ele também. Espero que um dia eu tenha a oportunidade de assistir ele vencendo um torneio de NLH”, almejou.

Sobre a esposa, Yuri também fez questão de demonstrar toda a gratidão pelo apoio recebido ao longo da trajetória: “estou muito feliz e muito grato por tudo que ela faz por mim, por tudo que construímos juntos. Isso também é fruto da nossa união e do nosso amor. Então, só tenho a agradecer.”

Yuri Dzivielevski

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Preparado para buscar o hepta, octa e até o enea, Yuri Dzivielevski não pretende parar por aí. Ainda restam 32 dias de poker em Las Vegas, com muito estudo, adaptação e foco em novas conquistas na WSOP.

Sobre a mesa final do US$ 100.000 High Roller, o brasileiro revelou que precisou ajustar completamente sua estratégia após mostrar diversos blefes no dia anterior, antes da formação da decisão: “Definitivamente. Como eles viram alguns blefes ontem, hoje eu fui muito mais ganancioso, né? Porque eu tinha certeza de que eles me pagariam muito mais do que o normal.

Então, vim com essa mentalidade de continuar jogando meu jogo normal. Se tivesse que blefar, eu blefaria. Mas, ao mesmo tempo, também estava com a mentalidade de value bet muito mais thin, como a gente chama. Ou seja, usar mãos que muitas vezes entrariam de check, que não são tão fortes assim para apostar e colocar dinheiro no pote. Eu já estava com essa mentalidade de colocar bastante dinheiro com essas mãos, porque sabia que eles me dariam call com muito mais mãos”, explicou.

Yuri também relembrou uma mão importante contra Alex Kulev, um dos jogadores que mais sofreram com seus blefes ao longo do torneio: “teve até uma mão contra o Alex Kulev, que foi uma das principais vítimas dos meus blefes ontem. Provavelmente, na teoria, eu deveria dar check com KJ naquele board com valete, 9 no turn e tal. Aí o river completou, se não me engano, flush ou straight, alguma coisa assim. E eu apostei mesmo assim, porque sabia que tomaria call muito mais light do que o normal. Então funcionou. Eu só estava torcendo para pegar a mão boa, porque aí eles com certeza me pagariam mais. Se eu não pegasse a mão boa, aí teria que tomar um pouco mais de cuidado, com certeza”, contou.

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Na mesa final do US$ 100.000 High Roller, Yuri Dzivielevski também enfrentou Martin Kabrhel. Conhecido por seu estilo provocador e pela postura falante nas mesas, o tcheco costuma dividir opiniões no circuito mundial. Ainda assim, foi um dos primeiros jogadores a parabenizar o brasileiro pela conquista do sexto bracelete da WSOP. Questionado sobre a convivência com Kabrhel, Yuri demonstrou até carinho ao falar sobre o adversário:

“Não, ele não me irrita. Acho que às vezes ele passa um pouco do limite, inclusive falei isso na última entrevista também. Acho que em alguns momentos ele exagera, não tem muito limite. Mas, sinceramente, eu tento ver o lado bom dele, sabe? Sei que ele é um cara engraçado e acho que cometeu erros no passado. Me parece que ele está tentando melhorar, então sempre tento enxergar o melhor nele e não me estresso com essas coisas que ele faz. E ele me trata muito bem. Não para de me zoar e fazer brincadeiras, mas eu levo super na boa. Claro que, como falei, às vezes é demais, mas fico tranquilo. Fiquei feliz por ele ter vindo me cumprimentar. Mostrou que ele realmente tem um carinho e uma afeição por mim, e eu aprecio isso.”

Encerrando a entrevista, Yuri Dzivielevski, que é um dos responsáveis pelos conteúdos da Reg Life, deixou um recado para o amigo Mário Júnior, que sempre brincou com a questão de o bracelete de Hold’em ter demorado a sair: “Mário Júnior, eu olhei para baixo para pegar o bracelete, tá aqui, Mário Júnior. Um troféu que você não tem e, finalmente, o meu bracelete de NLH. Beijinho. Te amo, cara”, finalizou.

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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WSOP: Yuri Dzivielevski elimina Chris Nguyen no 5-handed após call com A high em mão crucial rumo ao título; veja

A jogada aconteceu no 5-handed da mesa final

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Yuri Dzivielevski (crédito: Travis Ball/WSOP)

A vitória de Yuri Dzivielevski no Evento #36 da WSOP 2026 trouxe o sexto bracelete para o brasileiro. E chegar até o hexacampeonato não foi nada fácil, com uma mesa final qualificadíssima e complicadíssima pela frente, recheada de mãos difíceis. Uma delas, que marcou a formação do 4-handed, foi um lindo call do brasileiro para cima de Chris Nguyen.

O brasileiro, que naquele momento era o terceiro em fichas, eliminou o alemão do torneio após vencer a jogada com ace-high. Tudo aconteceu nos blinds 250.000 / 500.000, quando Nguyen era o short stack e estava desesperado pela dobra. Yuri abriu raise para 1.000.000 de fichas, sendo o primeiro a falar, com . Alex Kulev, Alex Theologis e Teun Mulder foldaram, enquanto Nguyen pagou no big blind.

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O flop então trouxe , não acertando nada na mão do brasileiro. Ele e o alemão deram check na jogada. O turn apareceu na mesa e, dessa vez, Nguyen anunciou all in de 2.925.000 fichas, aproximadamente seis big blinds. Yuri, com cerca de 22 blinds naquele momento, tinha uma decisão importante.

Com possibilidade de sequência e overcards, ele resolveu dar o call, e acertou. O alemão mostrou , tendo duas pontas para a sequência. O brasileiro só precisava desviar das cartas e conseguiu sem muita emoção no river , eliminando Nguyen na quinta colocação para US$ 696.221. A partir dali, Yuri cresceu bastante o stack rumo ao título.

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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Yuri Dzivielevski dispara ainda mais na liderança do All Time Money List brasileiro após título na WSOP; confira detalhes

O brasileiro chegou a US$ 14,5 milhões em ganhos, segundo o The Hendon Mob

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Yuri Dzivielevski (crédito: Lennart Hennig/WSOP)

Yuri Dzivielevski mais uma vez mostrou o motivo de ser um dos principais jogadores do mundo na atualidade. Vencendo o Evento #36, o US$ 100.000 Super High Roller No-Limit Hold’em, ele faturou a bagatela de US$ 2.841.432, além do sexto bracelete da vitoriosa carreira.

E esse número também trouxe uma nova atualização para o ranking da “All Time Money List” do poker brasileiro, segundo o site de estatísticas The Hendon Mob. Agora, Yuri, que anteriormente tinha registrado um total de US$ 11.756.948 em ganhos e já liderava a lista, passa a possuir impressionantes US$ 14.598.380 em premiações ao vivo.

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A estatística tem como segundo colocado o craque Pedro Padilha, com US$ 7.904.261 em ganhos, números já bastante distantes da realidade de Yuri Dzivielevski. Além dele, Felipe Boianovsky (US$ 7.280.453), Kelvin Kerber (US$ 5.621.374) e Bruno Volkmann (US$ 5.328.044) completam o top 5.

Outra questão importantíssima nessa estatística envolve João Simão. O tricampeão da WSOP optou por retirar os números de ganhos envolvendo seu nome no The Hendon Mob, tornando impossível contabilizar sua colocação na lista dos brasileiros mais premiados da história do poker.

Confira abaixo:

1º – Yuri Dzivielevski – US$ 14.598.380
2º – Pedro Padilha – US$ 7.904.261
3º – Felipe Boianovsky – US$ 7.280.453
4º – Kelvin Kerber – US$ 5.621.374
5º – Bruno Volkmann – US$ 5.328.044
6º – Marcelo Aziz  – US$ 4.934.662
7º – Alisson Piekazewicz – US$ 4.867.196
8º – Felipe Mojave – US$ 4.652.769
9º – Belarmino de Souza – US$ 4.512.042
10º – Andre Akkari – US$ 4.084.195

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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