WSOP
David Diaz realiza um dos folds mais incríveis da história do Main Event da WSOP ao largar full house; confira o vídeo
A jogada rendeu um salto de premiação de US$ 115.000 para o americano
O Main Event da WSOP é diferente. É o torneio “da vida”, sem reentrada, com duas horas de blinds. Esses e outros fatores testam os jogadores mão após mão, ainda mais quando a mesa final está se aproximando. Com 14 jogadores restantes, David Diaz, dono de um bracelete da série, tomou certamente uma das decisões mais complicadas de suas carreiras.
A história aconteceu com os blinds em 400.000 / 800.000. Jeffrey Farnes abriu raise para 2.300.000 fichas de early position com KeKo e Diaz deu call do small blind com . O flop trouxe e fez Diaz acertar o middle pair, mas Jeffrey estava soberano com a top trinca. Ele partiu para um c-bet de 2.700.000 e levou call de Diaz. Assim, o turn revelou e deu uma trinca para o campeão da WSOP.
Desta vez, ele optou em sair liderando uma aposta de 4.000.000, sem saber que estava em condições terríveis contra o full house de Farnes, que só precisou dar o call e jogar a corda para o adversário. O river deixou a história mais insana, pois trouxe , completando um full house também para Diaz. Ele decidiu seguir a linha e apostou 7.000.000 de fichas.
Porém, Farnes não precisou raciocionar tanto e rapidamente anunciou all in, colocando o stack restante de 11.800.000 de fichas de Diaz em risco. Desconfortável, ele falou até em voz alta “eu sou um idiota” balançando a cabeça negativamente. Após uma longa pensativa de cerca de seis minutos, Diaz conseguiu dar um dos folds mais incríveis da história do Main Event da WSOP.
A disciplina dele foi recompensada, pois o jogador Tom Kunze foi eliminado pouco depois na 14ª colocação e Diaz assegurou um pay jump de US$ 115.000. Apesar da bela leitura, as fichas perdidas nesse spot complicaram a vida do americano e ele acabou sendo eliminado na 13ª colocação para um prêmio de US$ 525.000.
Confira o vídeo:
For poker players, the Main Event is truly a test of skill and endurance.
David Diaz, finding an incredible fold with queens full, shows that the players who have made it this far in the tournament are truly at the top of their game.
This is what the Main Event is all about. pic.twitter.com/mz38SljBzy
— PokerGO (@PokerGO) July 14, 2022
Confira o episódio #12 do Poker de Boteco:
WSOP
WSOP: Rei da WSOP Circuit, Maurice Hawkins bate na trave do primeiro bracelete com vice-campeonato no Evento #28
Americano soma 25 anéis de circuito mundial, mas não conta com bracelete
O nome de Maurice Hawkins costuma aparecer no Mundo Poker por dois motivos: ou o americano adicionou mais um título no seu recorde de anéis da WSOPC, ou uma nova polêmica envolvendo seu nome surge em algum lugar. Dessa vez, a trave num bracelete é a razão.
Apesar de 25 títulos na WSOP Circuit, Hawkins não conta com um bracelete em sua lista de feitos. E no Evento #28, o US$ 600 Mixed NLH/PLO, ele esteve presente em uma mesa final cheia de jogadores de alta qualidade. O ótimo desempenho parou no último obstáculo: Hawkins foi o vice-campeão e levou US$ 135.864.
LEIA MAIS: WSOP: Estrelas estão na reta do US$ 50k High Roller; Santhosh Suvarna é o chip leader com 12 left
O US$ 600 NLH/PLO ficou conhecido por uma mesa final de altíssimo nível, principalmente levando em consideração o buy-in da disputa. Daniel Negreanu, Alex Foxen e Josh Reichard também estiveram na batalha pelo bracelete. O título, no entanto, ficou com Brent Gregory, que embolsou US$ 204.140.
Hawkins soma quase US$ 8 milhões em premiação no Hendon Mob, mas naturalmente, o prestígio que o bracelete da WSOP leva é mais importante do que o resultado final do torneio. O polêmico jogador está em um bom ano, somando múltiplos títulos do circuito mundial.
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
WSOP
WSOP: Estrelas estão na reta do US$ 50k High Roller; Santhosh Suvarna é o chip leader com 12 left
Campeão vai levar US$ 1,92 milhão pra conta
Enquanto a WSOP vai avançando na sua terceira semana, os torneios começam a mostrar cada vez mais variedade, incluindo um High Roller com buy-in de US$ 50 mil, o maior da série até o momento. O torneio está em sua reta final e, na definição nesta terça-feira, Santhosh Suvarna vai largar na frente.
O indiano, que é figurinha carimbada nos circuitos High Roller ao redor do mundo e tem múltiplos braceletes de WSOP na conta, lidera com 7.700.000 fichas. Ele tem boa vantagem em relação ao sul-coreano Chang Lee, com 5.900.000. Outro craque dos High Rollers, Brandon Wilson, fecha o top 3 com 5.200.000.
LEIA MAIS: WSOP: Allen Kessler bate na trave do primeiro bracelete e cai no 3-handed do US$ 10k Stud
O US$ 50.000 High Roller da WSOP corresponde ao Evento #29 da série e contou com 167 entradas, com 12 jogadores ainda vivos. Chris Brewer, Jans Arends, Pieter Aerts, Sergio Aido e Ben Heath, todos nomes famosos do cenário de buy-ins mais altos, continuam na briga. Nenhum brasileiro se registrou no US$ 50k High Roller.
A definição do torneio mais caro da grade até o momento vai rolar às 16h do horário de Brasília, com blinds em 100.000 / 150.000 e big blind ante. Os 12 vivos já garantiram US$ 105.000, enquanto o campeão vai embolsar a bagatela de US$ 1.922.870.
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
WSOP
Após dia 6 no Main Event em 2025, Alen Fillipi perde “melhor” WSOP por motivo inusitado; entenda
Alagoano perdeu o passaporte logo antes da viagem
Alen Fillipi teve um desempenho espetacular na WSOP em 2025, e mesmo sendo eliminado no Dia 6 do Main Event em uma bad beat gigante contra Murilo Milhomem, foi um dos melhores representantes do país no principal torneio de poker do ano. Em 2026, no entanto, Alen não poderá repetir o feito.
Isso porque o alagoano, por algum tempo, não poderá viajar para os Estados Unidos ou qualquer outro país. Alen compartilhou em seu Instagram que recentemente perdeu seu passaporte e, como resultado, não terá tempo hábil para ir até os Estados Unidos.
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Além da WSOP, os Estados Unidos estão neste momento realizando outro evento bastante importante. A Copa do Mundo se inicia nesta quinta-feira, e os jogadores que viajaram até o país teriam a oportunidade de participar também de um dos maiores eventos esportivos que existem. Para Alen, a chance vai ficar só no desejo.
A história foi compartilhada pelo próprio alagoano no Instagram. “No melhor ano para se ir à WSOP [e] assistir o jogo da Copa do Mundo, eu perco meu passaporte e GG Vegas. Que tristeza! Mas levo como um livramento. Só assim pra ficar de boa da entrada novamente, e ano que vem estarei lá se Deus quiser”, escreveu.
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
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