WSOP
Com show na FT, João Simão é o grande campeão do Evento #53 da WSOP e conquista o segundo bracelete da carreira
O craque fez história em Las Vegas e arrumou uma forra gigantesca
João Simão é inquestionavelmente um dos maiores jogadores da história do poker brasileiro. Na madrugada desta segunda-feira (27), o legado do craque mineiro ganhou mais um capítulo especial. Talvez o mais especial de toda sua longa trajetória no poker. Ele foi o grande campeão do Evento #53 da WSOP em Las Vegas.
Esse foi o segundo bracelete da carreira de Simão, mas foi o primeiro conquistado na “Sin City” com a torcida vibrando como um verdadeiro estádio. A primeira pulseira dourada havia acontecido na WSOP Online do ano passado. Certamente, as emoções foram distintas. A recompensa também foi bem diferente, pois Simão embolsou uma forra insana de US$ 686.482 pela nova façanha.
O craque superou o field de 788 entradas do torneio de US$ 5.000 Mixed No-Limit Hold’em e Pot-Limit Omaha. Simão sempre foi reconhecido pela sua habilidade no jogo das quatro cartas e o bracelete nessa modalidade mista não poderia comprovar isso de melhor forma. Ele ainda teve a companhia de Dante Goya nessa história marcante.
O cearense fez uma mesa final na base de sobrevivência e conseguiu um grande resultado ao terminar com a quarta colocação. Dante foi premiado com uma excelente forra de US$ 219.427 pela participação. O último ato do regular foi justamente contra Simão. No Hold’em, ele perdeu um coin flip de AT para o 77 do ex-embaixador do partypoker depois do board trazer 26575, logo com um full house.
A reta final foi um verdadeiro show de Simão. Ele começou como o chip leader do Dia Final com 72 jogadores e alcançou a decisão disparado na liderança. A decisão foi praticamente um monólogo do mineiro, que dominou as ações por completo e viu a vantagem na ponta aumentando pouco a pouco. Parecia questão de tempo para a chegada do bracelete.
João foi o algoz de outros dois jogadores além de Dante na mesa final e chegou no heads-up com uma baita vantagem para o alemão Marius Gierse. O adversário foi quem mais se aproximou do stack do mineiro na mesa final, mas a diferença no início do duelo era de 30.800.000 fichas contra 8.600.000.

A comemoração de Simão com o rail brasileiro
Embalado pelos gritos de “ai, ai, ai, tá chegando a hora”, Simão foi minando o stack do adversário até a mão que selou o seu histórico bicampeonato na WSOP. O título veio no Omaha de contra de Gierse. Eles foram all in no flop . O alemão tinha flush draw maior, mas o turn e o river entregaram o título para Simão com dois pares de A com 5 e kicker Q.
Esse foi o 19º bracelete brasileiro da história. Agora, João empata com Yuri Martins como o maior vencedor do país. Além disso, a passagem de Simão por Las Vegas está impressionante. Esse foi o terceiro resultado de seis dígitos dele. Antes, o mineiro anotou um quarto lugar no massivo field de 6.501 entradas do Monster Stack da WSOP para US$ 341.095. Alguns dias depois, a forra veio em um torneio de PLO do Wynn para US$ 108.000. Ele fez um acordo no heads-up.
Confira a premiação dos finalistas do Evento #53:
1º – João Simão (Brasil) – US$ 686.242
2º – Marius Gierse (Alemanha) – US$ 424.122
3º – Ryan Riess (EUA) – US$ 302.980
4º – Dante Goya (Brasil) – US$ 219.472
5º – Aden Salazar (EUA) – US$ 161.239
6º – Mr. Mcswyney (Alemanha) – US$ 120.165
7º – Fred Goldberg (EUA) – US$ 90.864
8º – Cody Rich (EUA) – US$ 69.727
Confira o episódio #12 do Poker de Boteco:
WSOP
WSOP: Flush over flush derruba Renan Bruschi precocemente no US$ 25.000 Heads-Up Championship
Cooler acabou eliminando o brasileiro ainda no início do duelo
O quinto dia de WSOP começou cedo para o Brasil, com destaque para a participação do craque Renan Bruschi no US$ 25.000 Heads-Up Championship, Evento #07 da série e um dos mais prestigiados da grade. Mas, infelizmente, a passagem do brasileiro acabou de forma precoce por conta de um cooler.
Ainda no comecinho do Dia 2A, Renan Bruschi se despediu da competição ao perder uma mão com flush vs flush. O gaúcho foi sorteado em um confronto contra o japonês Shota Nakanishi e o duelo durou poucos minutos, sendo o primeiro a ser finalizado. A mão que decretou a queda do “Net” foi captada a partir do turn pela cobertura da PokerNews.
O board já mostrava e Nakanishi apostou 16.000 fichas nesse momento. Em posição, Renan fez o raise para 50.000 e recebeu o call do adversário. O river foi um e o japonês deu check. Com , um flush, Bruschi anunciou o all in de cerca de 65.000 fichas.
Nakanishi deu snap call, trazendo a má notícia para o brasileiro. Ele apresentou , um flush maior, e ganhou o pote para decretar a eliminação de Renan Bruschi da competição. 64 jogadores iniciaram o torneio, que segue hoje até restarem oito. Ontem, nomes como Daniel Negreanu e Michael Mizrachi se classificaram no Dia 1A.
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
WSOP
WSOP: Dono da primeira FT valendo bracelete na temporada, André Welt comemora resultado: “tenho história para contar”
O dealer já voltou as mesas, agora para dar cartas
André Welt teve uma quinta-feira especial. No terceiro dia da WSOP em 2026, ele se tornou o primeiro brasileiro a alcançar uma mesa final na série. Em Las Vegas para trabalhar como dealer, ele jogou o Evento #03 Industry Employees, destinado exatamente para profissionais da indústria do poker, e conseguiu realizar um sonho.
O dealer brasileiro agora pode falar pra todo mundo que já fez mesa final do maior evento de poker do mundo. E, mesmo que o bracelete não tenha vindo, André vai ter muita história para contar. Ele ganhou US$ 11.052 pelo sexto lugar obtido e estava bem satisfeito ao término do torneio. Logo após a finalização, ele bateu um papo exclusivo com o Mundo Poker:
“Eu tô super feliz. Eu queria ter ganhado, claro, e tava bem confiante. Eu achei que ia ganhar esse bracelete. Até usei uma camisa especial que meu amigo me deu o ano passado, mas o bracelete não veio. Mas, apesar disso, eu tô super feliz. Sexto lugar entre 900 pessoas não é pra qualquer um”, comentou André.
Mesmo não sendo profissional do jogo, André já tinha alguns resultados anotados. O de ontem, por exemplo, foi a terceira vez seguida que ele anotou um ITM no Industry Employees. E ele gostou da sua performance: “acho que joguei bem, não cometi nenhum erro grave. A última mão foi um cooler, não teve escapatória. Tô feliz com meu jogo e com tudo”, disse.
O mais curioso é que André Welt nem teve tempo para comemorar. Nem mesmo os US$ 11K extras puderam alterar o plano inicial do dealer e jogador (e nem o bracelete mudaria, segundo ele próprio). Nesta sexta-feira, Welt já está novamente nas mesas. Agora, porém, fazendo o que veio para fazer: dar cartas.
“Amanhã (hoje) eu já tenho que trabalhar. Eu sou dealer aqui, vou fazer a série toda. Vou trabalhar mais feliz com o prêmio, com a experiência, gostei muito de chegar numa mesa final de WSOP. Não ganhar faz parte, mas agora eu tenho uma história pra contar”, finaliza Welt.
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
WSOP
WSOP: Aos 90 anos de idade, Perry Green alcança nova mesa final 50 anos após sua primeira decisão na série
O veterano jogador tem três braceletes conquistados na carreira
Uma das histórias mais legais deste início de WSOP 2026 foi consumada hoje. O veteraníssimo Perry Green, dono de três braceletes da série, conseguiu um feito absolutamente notável. Nesta sexta-feira (29), o jogador americano alcançou a mesa final do Evento #04 US$ 1.500 Omaha Hi-Lo, trazendo marcas incríveis para se contar.
Aos 90 (!) anos de idade, Perry Green anotou sua 17ª mesa final na WSOP. Esse número já seria relevante por si só, mas o detalhe mais legal vem agora: com a mesa final alcançada hoje, em 2026, Green completa uma marca espetacular: 50 anos de diferença entre a primeira e última mesa final da carreira.
Perry Green fez sua primeira mesa final de WSOP na década de 70 do século XX, exatamente no ano de 1976. Naquela ocasião, ele já mostrou o cartão de visitas: foi campeão logo em sua primeira FT, faturando o título do Evento #04 US$ 1.000 Limit A-5 Draw Lowball.
A partir dali, ele somou outros dois bracelete e mais 16 mesas finais (com a de hoje), incluindo duas de Main Event. Ele foi vice-campeão na temporada de 1981 contra o lendário Stu Ungar, e quinto colocado 10 anos depois, em 1991. Sua última FT alcançada, segundo o próprio site da WSOP, havia sido em 2015.
Agora, ele colocou mais uma no currículo. No Evento #04 de 2026, ele terminou com a sexta colocação, somando US$ 30.973 pelo feito. Que bela história!
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
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