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Brasil termina WSOP com 538 ITMs registrados, quatro braceletes e mais de US$ 7 milhões em prêmios somados; veja destaques

Edição teve vários números impressionantes que comprovam a força do poker brasileiro

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A WSOP se encerrou oficialmente nesta semana e a edição foi histórica para o Brasil. Agora, o país possui um tricampeão da série, com Yuri Martins atingindo um patamar jamais alcançado anteriormente. Ele venceu o Evento #47 US$ 1.500 HORSE, que lhe rendeu US$ 207.678. Por pouco, ainda, o craque do 9Tales não conquistou o tetra.

Mas não foi só ele quem mandou bem nesta edição. No geral, o Brasil fez uma de suas melhores participações na série com vários números impressionantes registrados. Além de Yuri, vale destacar os outros braceletes. O primeiro veio com Rafael Reis, que venceu o Evento #15 e entrou para o seleto time de campeões da série com uma vitória espetacular no US$ 1.500 NLH 6-Handed.

Além de seu primeiro bracelete da carreira, o profissional obteve o prêmio de maior valor do Brasil na série. A conquista de Rafael Reis deu a ele o prêmio de US$ 465.501, dando a ele também o “título” de maior forra brasileira na edição. E não foram poucas as premiações alcançadas pelos nossos representantes, não.

Foram 538 ITMs registrados ao longo dos quase dois meses de competição, uma marca bastante significativa. Isso resultou em um total de US$ 7.330.954 arrecadados entre todos os brasucas, segundo os dados oficiais do site da WSOP. O jogador que mais conseguiu ITMs do país foi Renan Bruschi, premiado 16 vezes na série. Já quem mais arrecadou foi Yuri, com US$ 604.932.

LEIA MAIS: Ian Matakis rouba a cena, atropela na WSOP 2023 e termina como o “Player of the Year” da edição

Outro nome que se saiu bem foi Gabriel Schroeder. Finalista do último evento junto a Yuri Martins, ele também conquistou o bracelete e protagonizou algumas das fotos mais bonitas da edição com o beijo nas fotos de suas família. O “gabsdrogba” foi campeão do Evento #68 US$ 1.000 Super Turbo Bounty, garantindo a joia e mais US$ 228.632 na conta.

Gabriel Schroeder

Por último, a família Dzivielevski teve motivos para comemorar em dobro quando Vitor Dzivielevski aproveitou um dos torneios da WSOP online para se juntar ao hall de campeões. O “Vitinho Dzi” cravou o Evento #16 – US$ 600 NLH Online Deepstack para faturar US$ 185.316 e trouxe mais festa para a bandeira verde e amarela.

Com uma bela participação desde o começo, o Brasil encerrou a WSOP 2023 com incríveis 20 mesas finais anotadas, entre oficiais e não oficiais (com 10 players). Yuri Martins foi quem mais figurou entre elas, com quatro aparições.

Confira a lista das mesas finais com participação brasileira:

Evento #3 US$ 1.000 Mystery Millions – No-Limit Hold’em – Tauan Naves (6°)
Evento #12US$ 5.000 Freezeout No-Limit Hold’em 8-Handed – Felipe Mojave (2°)
Evento #15 US$ 1.500 6-Handed No-Limit Hold’em– Rafael Reis (Campeão)
Evento #18 US$ 300 Gladiators of Poker No-limit Hold’em – Caio de Lucca (8°)
Evento #27 US$ 1.500 Eight Game Mix 6-Handed – Aloísio Dourado (2º)
Evento #35 US$ 10.000 Secret Bounty No-Limit Hold’em – André Akkari (10º)
Evento #36 US$ 3.000 Nine Game Mix – Renan Bruschi (6º)
Evento #47 US$ 1.500 HORSE – Yuri Martins (Campeão)
Evento #51 US$ 1.000 TAG TEAM No-Limit Hold’em – Ramon Kropmanns e Jessica Serial (10º)
Evento #53 US$ 1.500 MILLIONAIRE MAKER No-Limit Hold’em – Vitor Coutinho (7º)
Evento #55 US$ 1.500 Seven Card Stud Hi-Lo 8 or Better – Sérgio Braga (5º)
Evento #65 US$ 5.000 6-Handed No-Limit Hold’em – Pedro Garagnani (4º) e Vitor Dzi (6º)
Evento #68 US$ 1.000 Super Turbo Bounty No-Limit Hold’em – Gabriel Schroeder (Campeão) e José Carlos Brito (7º)
Evento #69 US$ 10.000 No-Limit 2-7 Lowball Draw Championship – Yuri Martins (7º)
Evento #72 US$ 10.000 Super Turbo Bounty No-Limit Hold’em – Kelvin Kerber (4º)
Evento #16 Online US$ 600 Online Deepstack Championship – Vitor Dzivielevski (Campeão)
Evento #79 US$ 2.500 No-Limit Hold’em – Diego Sorgatto (5º)
Evento #85 US$ 1.500 SHOOTOUT No-Limit Hold’em – Yuri Martins (5º) e Allan Mello (9º)
Evento #92 US$ 1.000 Freezeout No-Limit Hold’em – Ricardo Nakamura (7º) e Eider Cruz (9º)
Evento #95 US$ 1.000 Super Turbo No-Limit Hold’em – Yuri Martins (2º) e Gabriel Schroeder (10º)

Yuri Martins

Confira o MundoTV Cast #42 com Bárbara Akemi:

 

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WSOP: Flush over flush derruba Renan Bruschi precocemente no US$ 25.000 Heads-Up Championship

Cooler acabou eliminando o brasileiro ainda no início do duelo

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Renan Bruschi
Renan Bruschi

O quinto dia de WSOP começou cedo para o Brasil, com destaque para a participação do craque Renan Bruschi no US$ 25.000 Heads-Up Championship, Evento #07 da série e um dos mais prestigiados da grade. Mas, infelizmente, a passagem do brasileiro acabou de forma precoce por conta de um cooler.

Ainda no comecinho do Dia 2A, Renan Bruschi se despediu da competição ao perder uma mão com flush vs flush. O gaúcho foi sorteado em um confronto contra o japonês Shota Nakanishi e o duelo durou poucos minutos, sendo o primeiro a ser finalizado. A mão que decretou a queda do “Net” foi captada a partir do turn pela cobertura da PokerNews.

LEIA MAIS: WSOP: Aos 90 anos de idade, Perry Green alcança nova mesa final 50 anos após sua primeira decisão na série

O board já mostrava e Nakanishi apostou 16.000 fichas nesse momento. Em posição, Renan fez o raise para 50.000 e recebeu o call do adversário. O river foi um e o japonês deu check. Com , um flush, Bruschi anunciou o all in de cerca de 65.000 fichas.

Nakanishi deu snap call, trazendo a má notícia para o brasileiro. Ele apresentou , um flush maior, e ganhou o pote para decretar a eliminação de Renan Bruschi da competição. 64 jogadores iniciaram o torneio, que segue hoje até restarem oito. Ontem, nomes como Daniel Negreanu e Michael Mizrachi se classificaram no Dia 1A.

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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WSOP: Dono da primeira FT valendo bracelete na temporada, André Welt comemora resultado: “tenho história para contar”

O dealer já voltou as mesas, agora para dar cartas

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André Welt (crédito: Miguel Cortes/WSOP)

André Welt teve uma quinta-feira especial. No terceiro dia da WSOP em 2026, ele se tornou o primeiro brasileiro a alcançar uma mesa final na série. Em Las Vegas para trabalhar como dealer, ele jogou o Evento #03 Industry Employees, destinado exatamente para profissionais da indústria do poker, e conseguiu realizar um sonho.

O dealer brasileiro agora pode falar pra todo mundo que já fez mesa final do maior evento de poker do mundo. E, mesmo que o bracelete não tenha vindo, André vai ter muita história para contar. Ele ganhou US$ 11.052 pelo sexto lugar obtido e estava bem satisfeito ao término do torneio. Logo após a finalização, ele bateu um papo exclusivo com o Mundo Poker:

“Eu tô super feliz. Eu queria ter ganhado, claro, e tava bem confiante. Eu achei que ia ganhar esse bracelete. Até usei uma camisa especial que meu amigo me deu o ano passado, mas o bracelete não veio. Mas, apesar disso, eu tô super feliz. Sexto lugar entre 900 pessoas não é pra qualquer um”, comentou André.

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Mesmo não sendo profissional do jogo, André já tinha alguns resultados anotados. O de ontem, por exemplo, foi a terceira vez seguida que ele anotou um ITM no Industry Employees. E ele gostou da sua performance: “acho que joguei bem, não cometi nenhum erro grave. A última mão foi um cooler, não teve escapatória. Tô feliz com meu jogo e com tudo”, disse.

O mais curioso é que André Welt nem teve tempo para comemorar. Nem mesmo os US$ 11K extras puderam alterar o plano inicial do dealer e jogador (e nem o bracelete mudaria, segundo ele próprio). Nesta sexta-feira, Welt já está novamente nas mesas. Agora, porém, fazendo o que veio para fazer: dar cartas.

“Amanhã (hoje) eu já tenho que trabalhar. Eu sou dealer aqui, vou fazer a série toda. Vou trabalhar mais feliz com o prêmio, com a experiência, gostei muito de chegar numa mesa final de WSOP. Não ganhar faz parte, mas agora eu tenho uma história pra contar”, finaliza Welt.

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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WSOP: Aos 90 anos de idade, Perry Green alcança nova mesa final 50 anos após sua primeira decisão na série

O veterano jogador tem três braceletes conquistados na carreira

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Perry Green (crédito: Miguel Cortes/WSOP)

Uma das histórias mais legais deste início de WSOP 2026 foi consumada hoje. O veteraníssimo Perry Green, dono de três braceletes da série, conseguiu um feito absolutamente notável. Nesta sexta-feira (29), o jogador americano alcançou a mesa final do Evento #04 US$ 1.500 Omaha Hi-Lo, trazendo marcas incríveis para se contar.

Aos 90 (!) anos de idade, Perry Green anotou sua 17ª mesa final na WSOP. Esse número já seria relevante por si só, mas o detalhe mais legal vem agora: com a mesa final alcançada hoje, em 2026, Green completa uma marca espetacular: 50 anos de diferença entre a primeira e última mesa final da carreira.

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Perry Green fez sua primeira mesa final de WSOP na década de 70 do século XX, exatamente no ano de 1976. Naquela ocasião, ele já mostrou o cartão de visitas: foi campeão logo em sua primeira FT, faturando o título do Evento #04 US$ 1.000 Limit A-5 Draw Lowball.

A partir dali, ele somou outros dois bracelete e mais 16 mesas finais (com a de hoje), incluindo duas de Main Event. Ele foi vice-campeão na temporada de 1981 contra o lendário Stu Ungar, e quinto colocado 10 anos depois, em 1991. Sua última FT alcançada, segundo o próprio site da WSOP, havia sido em 2015.

Agora, ele colocou mais uma no currículo. No Evento #04 de 2026, ele terminou com a sexta colocação, somando US$ 30.973 pelo feito. Que bela história!

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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