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Aos 45 do 2º tempo, João Vieira é campeão do estrelado Evento #83 de US$ 50.000 e fatura o segundo bracelete

O português confessou que o “verão estava horrível” em Las Vegas até o título

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João Vieira

A WSOP está chegando ao fim e até este sábado (16) nenhuma notícia sobre o craque português João Vieira havia sido veiculada no Mundo Poker. Por falta de tentativa não foi, pois o “Naza114” jogou a série mundial inteira sem folga. Finalmente, veio a ventada tão esperada. A recompensa veio aos 45 minutos do segundo tempo no bada Evento #83.

Vieira foi o grande campeão do High Roller de US$ 50.000 que atraiu várias estrelas do poker mundial. A consagração do português veio depois de superar um field de 107 entradas numa jornada cheia de reviravoltas, principalmente no heads-up. Naza levou o incrível prêmio de US$ 1.384.415 e conquistou o segundo bracelete da carreira. Foi o maior hit de sua carreira.

“Esse foi um pouco mais agradável”, comparou ao seu título de 2019. “O primeiro foi mais como tirar um peso das costas. Eu já tinha feito muitas coisas online, muito realizado, mais ainda precisava do “grande”. Então, aquele meio que tirou o meu nome da lista dos caras que não tinham (bracelete)”, explicou Vieira.

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“Esse é mais agradável não só porque é o meu segundo, mas também é um grande prêmio. Tive um verão horrível esse ano em termos de resultados, apesar de ter vindo realmente preparado e jogando muito bem. Mas os resultados não vinham”, disse o português, que lembrou ter feito vários ITMs, mas ainda estava no “ferro”.

“Eu não consegui fazer uma mesa final, mas estava confiante de que isso poderia acontecer. Eu estava esperando pela minha runnada e finalmente aconteceu”, resumiu o campeão. Naza mira alto para o futuro. “Eu quero ganhar cinco braceletes e depois eu vejo o que a vida guarda para mim”, finalizou.

A mesa final do torneio contou com craques do calibre de Alex Theologis, Stephen Chidwick, Fedor Holz, Brian Rast e Galen Hall. O heads-up foi contra o jogador espanhol Lander Lijo. Naza tinha uma desvantagem enorme de 5,5 contra 1, mas foi buscar o título depois de ter que se esforçar bastante para igualar o duelo.

Numa boa sequência de mãos, Naza deixou Lijo short stack numa parada onde trincou com 78 no board T977K. O adversário ficou com apenas quatro big blinds. Pouco depois, Naza só teve o trabalho de dar call com AA num shove de 85s do espanhol. O board do bicampeonato na WOSP foi KT9A4 com a festa já no turn. Vários brasileiros estavam na torcida, como Rafael Moras, Dan Almeida, Fê Lopes e Mario Junior.

Confira a premiação final do Evento #83:

João Vieira (Portugal) – US$ 1.384.415

Lander Lijo (Espanha) – US$ 855.631

Galen Hall (EUA) – US$ 625.941

Dan Colpoys (EUA) – US$ 463.589

Brian Rast (EUA) – US$ 347.658

Sean Perry (EUA) – US$ 264.034

Fedor Holz (Alemanha) – US$ 203.107

Stephen Chidwick (Reino Unido) – US$ 158.278

Alex Theologis (Grécia) – US$ 124.974

Confira o episódio #12 do Poker de Boteco:

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WSOP

WSOP: Dono da primeira FT valendo bracelete na temporada, André Welt comemora resultado: “tenho história para contar”

O dealer já voltou as mesas, agora para dar cartas

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André Welt (crédito: Miguel Cortes/WSOP)

André Welt teve uma quinta-feira especial. No terceiro dia da WSOP em 2026, ele se tornou o primeiro brasileiro a alcançar uma mesa final na série. Em Las Vegas para trabalhar como dealer, ele jogou o Evento #03 Industry Employees, destinado exatamente para profissionais da indústria do poker, e conseguiu realizar um sonho.

O dealer brasileiro agora pode falar pra todo mundo que já fez mesa final do maior evento de poker do mundo. E, mesmo que o bracelete não tenha vindo, André vai ter muita história para contar. Ele ganhou US$ 11.052 pelo sexto lugar obtido e estava bem satisfeito ao término do torneio. Logo após a finalização, ele bateu um papo exclusivo com o Mundo Poker:

“Eu tô super feliz. Eu queria ter ganhado, claro, e tava bem confiante. Eu achei que ia ganhar esse bracelete. Até usei uma camisa especial que meu amigo me deu o ano passado, mas o bracelete não veio. Mas, apesar disso, eu tô super feliz. Sexto lugar entre 900 pessoas não é pra qualquer um”, comentou André.

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Mesmo não sendo profissional do jogo, André já tinha alguns resultados anotados. O de ontem, por exemplo, foi a terceira vez seguida que ele anotou um ITM no Industry Employees. E ele gostou da sua performance: “acho que joguei bem, não cometi nenhum erro grave. A última mão foi um cooler, não teve escapatória. Tô feliz com meu jogo e com tudo”, disse.

O mais curioso é que André Welt nem teve tempo para comemorar. Nem mesmo os US$ 11K extras puderam alterar o plano inicial do dealer e jogador (e nem o bracelete mudaria, segundo ele próprio). Nesta sexta-feira, Welt já está novamente nas mesas. Agora, porém, fazendo o que veio para fazer: dar cartas.

“Amanhã (hoje) eu já tenho que trabalhar. Eu sou dealer aqui, vou fazer a série toda. Vou trabalhar mais feliz com o prêmio, com a experiência, gostei muito de chegar numa mesa final de WSOP. Não ganhar faz parte, mas agora eu tenho uma história pra contar”, finaliza Welt.

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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WSOP: Aos 90 anos de idade, Perry Green alcança nova mesa final 50 anos após sua primeira decisão na série

O veterano jogador tem três braceletes conquistados na carreira

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Perry Green (crédito: Miguel Cortes/WSOP)

Uma das histórias mais legais deste início de WSOP 2026 foi consumada hoje. O veteraníssimo Perry Green, dono de três braceletes da série, conseguiu um feito absolutamente notável. Nesta sexta-feira (29), o jogador americano alcançou a mesa final do Evento #04 US$ 1.500 Omaha Hi-Lo, trazendo marcas incríveis para se contar.

Aos 90 (!) anos de idade, Perry Green anotou sua 17ª mesa final na WSOP. Esse número já seria relevante por si só, mas o detalhe mais legal vem agora: com a mesa final alcançada hoje, em 2026, Green completa uma marca espetacular: 50 anos de diferença entre a primeira e última mesa final da carreira.

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Perry Green fez sua primeira mesa final de WSOP na década de 70 do século XX, exatamente no ano de 1976. Naquela ocasião, ele já mostrou o cartão de visitas: foi campeão logo em sua primeira FT, faturando o título do Evento #04 US$ 1.000 Limit A-5 Draw Lowball.

A partir dali, ele somou outros dois bracelete e mais 16 mesas finais (com a de hoje), incluindo duas de Main Event. Ele foi vice-campeão na temporada de 1981 contra o lendário Stu Ungar, e quinto colocado 10 anos depois, em 1991. Sua última FT alcançada, segundo o próprio site da WSOP, havia sido em 2015.

Agora, ele colocou mais uma no currículo. No Evento #04 de 2026, ele terminou com a sexta colocação, somando US$ 30.973 pelo feito. Que bela história!

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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Las Vegas

Las Vegas: José Carlos Brito é 5º colocado no US$ 1.100 NLH da Wynn Summer Classic e consegue belo prêmio; confira

O baiano faturou US$ 55 mil na série

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José Carlos Brito

O verão de Las Vegas reserva aos amantes do poker inúmeras oportunidades de forras. Nas séries de torneios realizadas nos cassinos, por exemplo, muitos jogadores aproveitam para aliviar a variância da WSOP. Nesse quesito, o Brasil já chegou chegando, com José Carlos Brito aprontando na Wynn Summer Classic.

O baiano foi um dos inscritos no US$ 1.100 NLH, que registrou um field de 855 entradas totais e foi um grande sucesso. José Carlos Brito encerrou sua participação na quinta colocação, garantindo uma bela premiação de US$ 55.640.

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Não é a primeira vez que José Carlos Brito se destaca na Wynn Summer Classic. Em sua viagem para Las Vegas no ano passado, o brasileiro terminou na quarta colocação do US$ 1.600 NLH Ultimate Bounty, resultado que lhe rendeu US$ 14.700 em premiação.

A Wynn Summer Classic será disputada até o dia 13 de julho, em paralelo à WSOP 2026. A expectativa é que José Carlos e outros brasileiros sigam conquistando grandes resultados nos diversos torneios da série. O Main Event, torneio mais caro do cronograma com buy-in de US$ 10.400, conta com um impressionante garantido de US$ 10 milhões.

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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