WSOP
André Akkari faz balanço sobre nova chegada na WSOP e fala de mesa final com Yuri Martins: “maior prazer”
Eterno embaixador do poker brasileiro anotou mais uma FT para a carreira

Para quem acompanha e gosta de poker, a segunda-feira foi um dia especial. O Brasil teve um dia bastante significativo na WSOP, com dois dos seus maiores jogadores – talvez os dois maiores – dividindo uma mesa final das grandes na série nos Estados Unidos. André Akkari e Yuri Martins deixaram os brasileiros orgulhosos mais uma vez e, mesmo que o título não tenha vindo, o momento foi marcante.
Akkari acabou sendo o melhor colocado e, depois da sua queda na sétima colocação, o eterno embaixador do PokerStars e do poker brasileiro falou com o Mundo Poker para fazer um balanço sobre mais uma chegada na série, palco que ele tanto conhece e que foi crucial para a explosão do esporte no país.
Com carreira já longa e novos objetivos de vida na atualidade, André Akkari começou repassando o sentimento de chegar até lá: “aazer mesa final é fantástico, é uma put* sensação boa do car*lho. Passei praticamente 20 anos da minha vida fazendo essa rotina… agora nos últimos três, quatro anos eu acabei me afastando um pouco, mas em Vegas eu continuo conectado”, começou.
“Pra mim é um tesão saber que dá pra chegar aqui e trocar com a galera. Não dá pra jogar de igual pra igual porque a galera tá estudando muito, mas dá pra trocar ainda. Se o baralho der uma ventada a gente dá trabalho pra esses caras. E é o maior prazer. Dá um friozinho na barriga gostoso pra caramba. Ficar nesse cenário aqui de palco, mesa final, é um tesão”, completou o craque.
Experiente no jogo, Akkari não se abalou nem mesmo com a queda precoce depois de eliminar Yuri da mesa final. O embaixador, inclusive, reconheceu a boa e velha natureza do jogo: “foi duro. É cruel por ser uma bad beat, mas eu acertei várias antes também. Os potes que perdi antes dela acabaram sendo cruciais, perdi trinca vs flush, os caras acertaram muito. O Obst joga muito bem, o Paul também. Faz parte”, reiterou André.
Gentleman, Akkari ainda fez questão de encontrar espaço para falar de seu rival e companheiro brasileiro na mesa final. Dono de quatro títulos da WSOP e de outros incontáveis feitos, Yuri Martins recebeu elogios do compatriota. Mas, claro, também teve aquele velho tom descontraído sempre vistos nas falas de André Akkari:
“Eliminar o Yuri era o plano mesmo, mas só no heads-up. Não era pra ser em oitavo. E o pior foi eliminar ele e não terminar meu serviço, cair logo depois. Falando sobre ele, eu nunca estudei tanto quanto o Yuri, nunca me dediquei tanto. Ele é um ídolo. Eu falo com toda certeza que ele pode ser considerado um dos melhores jogadores do mundo hoje em dia”, encerrou.
Confira o Episódio #72 do Poker de Boteco com Pedro Paulo:
WSOP
WSOP: Flush over flush derruba Renan Bruschi precocemente no US$ 25.000 Heads-Up Championship
Cooler acabou eliminando o brasileiro ainda no início do duelo
O quinto dia de WSOP começou cedo para o Brasil, com destaque para a participação do craque Renan Bruschi no US$ 25.000 Heads-Up Championship, Evento #07 da série e um dos mais prestigiados da grade. Mas, infelizmente, a passagem do brasileiro acabou de forma precoce por conta de um cooler.
Ainda no comecinho do Dia 2A, Renan Bruschi se despediu da competição ao perder uma mão com flush vs flush. O gaúcho foi sorteado em um confronto contra o japonês Shota Nakanishi e o duelo durou poucos minutos, sendo o primeiro a ser finalizado. A mão que decretou a queda do “Net” foi captada a partir do turn pela cobertura da PokerNews.
O board já mostrava e Nakanishi apostou 16.000 fichas nesse momento. Em posição, Renan fez o raise para 50.000 e recebeu o call do adversário. O river foi um e o japonês deu check. Com , um flush, Bruschi anunciou o all in de cerca de 65.000 fichas.
Nakanishi deu snap call, trazendo a má notícia para o brasileiro. Ele apresentou , um flush maior, e ganhou o pote para decretar a eliminação de Renan Bruschi da competição. 64 jogadores iniciaram o torneio, que segue hoje até restarem oito. Ontem, nomes como Daniel Negreanu e Michael Mizrachi se classificaram no Dia 1A.
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
WSOP
WSOP: Dono da primeira FT valendo bracelete na temporada, André Welt comemora resultado: “tenho história para contar”
O dealer já voltou as mesas, agora para dar cartas
André Welt teve uma quinta-feira especial. No terceiro dia da WSOP em 2026, ele se tornou o primeiro brasileiro a alcançar uma mesa final na série. Em Las Vegas para trabalhar como dealer, ele jogou o Evento #03 Industry Employees, destinado exatamente para profissionais da indústria do poker, e conseguiu realizar um sonho.
O dealer brasileiro agora pode falar pra todo mundo que já fez mesa final do maior evento de poker do mundo. E, mesmo que o bracelete não tenha vindo, André vai ter muita história para contar. Ele ganhou US$ 11.052 pelo sexto lugar obtido e estava bem satisfeito ao término do torneio. Logo após a finalização, ele bateu um papo exclusivo com o Mundo Poker:
“Eu tô super feliz. Eu queria ter ganhado, claro, e tava bem confiante. Eu achei que ia ganhar esse bracelete. Até usei uma camisa especial que meu amigo me deu o ano passado, mas o bracelete não veio. Mas, apesar disso, eu tô super feliz. Sexto lugar entre 900 pessoas não é pra qualquer um”, comentou André.
Mesmo não sendo profissional do jogo, André já tinha alguns resultados anotados. O de ontem, por exemplo, foi a terceira vez seguida que ele anotou um ITM no Industry Employees. E ele gostou da sua performance: “acho que joguei bem, não cometi nenhum erro grave. A última mão foi um cooler, não teve escapatória. Tô feliz com meu jogo e com tudo”, disse.
O mais curioso é que André Welt nem teve tempo para comemorar. Nem mesmo os US$ 11K extras puderam alterar o plano inicial do dealer e jogador (e nem o bracelete mudaria, segundo ele próprio). Nesta sexta-feira, Welt já está novamente nas mesas. Agora, porém, fazendo o que veio para fazer: dar cartas.
“Amanhã (hoje) eu já tenho que trabalhar. Eu sou dealer aqui, vou fazer a série toda. Vou trabalhar mais feliz com o prêmio, com a experiência, gostei muito de chegar numa mesa final de WSOP. Não ganhar faz parte, mas agora eu tenho uma história pra contar”, finaliza Welt.
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
WSOP
WSOP: Aos 90 anos de idade, Perry Green alcança nova mesa final 50 anos após sua primeira decisão na série
O veterano jogador tem três braceletes conquistados na carreira
Uma das histórias mais legais deste início de WSOP 2026 foi consumada hoje. O veteraníssimo Perry Green, dono de três braceletes da série, conseguiu um feito absolutamente notável. Nesta sexta-feira (29), o jogador americano alcançou a mesa final do Evento #04 US$ 1.500 Omaha Hi-Lo, trazendo marcas incríveis para se contar.
Aos 90 (!) anos de idade, Perry Green anotou sua 17ª mesa final na WSOP. Esse número já seria relevante por si só, mas o detalhe mais legal vem agora: com a mesa final alcançada hoje, em 2026, Green completa uma marca espetacular: 50 anos de diferença entre a primeira e última mesa final da carreira.
Perry Green fez sua primeira mesa final de WSOP na década de 70 do século XX, exatamente no ano de 1976. Naquela ocasião, ele já mostrou o cartão de visitas: foi campeão logo em sua primeira FT, faturando o título do Evento #04 US$ 1.000 Limit A-5 Draw Lowball.
A partir dali, ele somou outros dois bracelete e mais 16 mesas finais (com a de hoje), incluindo duas de Main Event. Ele foi vice-campeão na temporada de 1981 contra o lendário Stu Ungar, e quinto colocado 10 anos depois, em 1991. Sua última FT alcançada, segundo o próprio site da WSOP, havia sido em 2015.
Agora, ele colocou mais uma no currículo. No Evento #04 de 2026, ele terminou com a sexta colocação, somando US$ 30.973 pelo feito. Que bela história!
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
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