Análise de abordagem para a FT do Main Event da WSOP indica ranges, oportunidades e dificuldades
Rami Hammoud, segundo em fichas, precisa tomar cuidado com o range de open
Três semanas após a definição da mesa final, chegou o grande dia. Nesta segunda-feira (3), começa a decisão do Main Event da WSOP. Os nove finalistas do torneio mais importante do ano tiveram tempo para preparação e estudar cenários que podem acontecer. Mike Brady, CEO do Lucid Poker, divulgou uma análise profunda sobre a abordagem necessária para cada finalista.
A partir de uma análise feita pelo time da empresa dele e da UpswingPoker, Brady fez um vídeo de 23 minutos passeando sobre ranges e situações interessantes para cada finalista agir ou reagir de acordo com ICM. A conclusão de Brady e dos analistas chama atenção para três finalistas.
Rami Hammoud
Segundo em fichas com 53 big blinds, o canadense Rami Hammoud tem o pior seat draw possível. Ele tem Lucas Jumalon, o chip leader disparado da mesa final, logo à sua esquerda. A análise mostra que quando ele estiver do botão, o raise de range dele deveria ser de apenas 33% neste cenário inicial. O solver indica que mãos como 22, A2o, A3o e K8o são 100% fold.

Lucas Jumalon
O chip leader disparado com 129 big blinds pode controlar à vontade a mesa final. O solver indica que Lucas pode abrir mais de 25% das mãos do UTG. Para efeito de comparação, essa porcentagem é maior do que a de muitos outros finalistas jogando das últimas posições da mesa.
A estratégia que o solver indica que ele deve adotar do botão é bastante agressiva. Quando ele enfrenta um raise estando nessa posição, ele pode tanto dar calls ou 3-bets com um range bem amplo. Por exemplo, quando Hammoud abre do hijack, Lucas deve dar call com mãos fracas como 43s e 3-betar mãos como Q3s (imagem #1). A estratégia de open do botão mostra que ele pode dar raise com mais de 66% das mãos (imagem #2).
Imagem #1:

Imagem #2:

Jamie Shaevel
O americano é o “líder” dos stacks intermediários e tem o melhor seat draw possível da mesa final. Entre os cinco jogadores com stacks médios, ele tem o maior e tem posição para os outros quatro jogadores (Saaskilahti, Gagliano, Boos e Mueller). O solver mostra que caso um desses jogadores dê open, ele pode 3-betar para pressionar. Se ele estiver no big blind, pode defender um range mais amplo contra raises das últimas posições. Quando ele é o UTG, todos os quatro jogadores citados ficam em posições importantes (hijack, botão, small blind e big blind).

Confira o vídeo da análise completa de Mike Brady:



