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Adam Friedman derrota Phil Hellmuth no heads-up e realiza façanha com tri seguido no US$ 10K Dealer’s Choice

O americano conquistou o quarto bracelete da carreira

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A mesa final do Evento #36 da WSOP (US$ 10.000 Dealer’s Choice) foi um prato cheio para quem gosta de grandes histórias. Quem escreveu uma das maiores de todos os tempos das 52 edições da série mundial foi o profissional Adam Friedman. Ele foi o grande campeão e completou a façanha de vencer o mesmo evento pela terceira vez consecutiva.

Ganhar o mesmo torneio três vezes seguidas é um feito inédito na história da WSOP. Friedman conseguiu isso ao derrotar um field de 93 entradas. O prêmio recebido foi de US$ 248.350. “É realmente incrível. Eu não esperava por isso”, foram as primeiras palavras do tricampeão do Dealer’s Choice”.

“Eu só queria uma chance de poder fazer algo que ninguém tinha feito nos 52 anos de história da WSOP e fazer isso nesse evento é fantástico. Uma vez que as pessoas jogam o Dealer’s Choice, elas sempre voltam. É um torneio único”, disse.

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Esse foi o quarto bracelete da carreira de Friedman e o heads-up foi contra ninguém mais, ninguém menos do que Phil Hellmuth. A lenda buscava o 17º bracelete e o segundo em 2021 num início arrasador na série em sua quinta mesa final. Ele até teve vantagem de 2 para 1 em determinado momento, mas levou a virada de Friedman.

Adam foi campeão em 2018, 2019 e agora em 2021, já que em 2020 não aconteceu a WSOP. Nas vitórias anteriores, ele superou field respectivamente de 111 e 122 entradas. A façanha também será lembrada pelo nível da mesa final. Além de Hellmuth, fizeram parte Jake Schwartz, Carol Fuchs, Mike Matusow e Mike Gorondinsky, por exemplo. Negreanu e João Vieira caíram na bolha da FT.

“Tenho orgulho de não ter jogos que eu jogo terrivelmente. Acho que sou um jogador bastante completo. Continuo trabalhando. Penso muito no jogo e tudo que tento fazer é me colocar em situações favoráveis. Você tem que estar disposto a jogar qualquer um dos 20 jogos o tempo todo. Não pode ter medo de algum deles”, analisou Friedman sobre a modalidade.

Confira a premiação dos finalistas:

1º – Adam Friedman (EUA) – US$ 248.350

2º – Phil Hellmuth (EUA) – US$ 153.493

3º – Jake Schwartz (EUA) – US$ 107.861

4º – Carol Fuchs (EUA) – US$ 77.437

5º – Mike Matusow (EUA) – US$ 56.826

6º – Andrew Kelsall (EUA) – US$ 42.646

7º – Matt Glantz (EUA) – US$ 32.746

8º – Mike Gorondinsky (EUA) – US$ 25.741

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Confira o episódio do Depois do River #22:

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WSOP: Flush over flush derruba Renan Bruschi precocemente no US$ 25.000 Heads-Up Championship

Cooler acabou eliminando o brasileiro ainda no início do duelo

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Renan Bruschi
Renan Bruschi

O quinto dia de WSOP começou cedo para o Brasil, com destaque para a participação do craque Renan Bruschi no US$ 25.000 Heads-Up Championship, Evento #07 da série e um dos mais prestigiados da grade. Mas, infelizmente, a passagem do brasileiro acabou de forma precoce por conta de um cooler.

Ainda no comecinho do Dia 2A, Renan Bruschi se despediu da competição ao perder uma mão com flush vs flush. O gaúcho foi sorteado em um confronto contra o japonês Shota Nakanishi e o duelo durou poucos minutos, sendo o primeiro a ser finalizado. A mão que decretou a queda do “Net” foi captada a partir do turn pela cobertura da PokerNews.

LEIA MAIS: WSOP: Aos 90 anos de idade, Perry Green alcança nova mesa final 50 anos após sua primeira decisão na série

O board já mostrava e Nakanishi apostou 16.000 fichas nesse momento. Em posição, Renan fez o raise para 50.000 e recebeu o call do adversário. O river foi um e o japonês deu check. Com , um flush, Bruschi anunciou o all in de cerca de 65.000 fichas.

Nakanishi deu snap call, trazendo a má notícia para o brasileiro. Ele apresentou , um flush maior, e ganhou o pote para decretar a eliminação de Renan Bruschi da competição. 64 jogadores iniciaram o torneio, que segue hoje até restarem oito. Ontem, nomes como Daniel Negreanu e Michael Mizrachi se classificaram no Dia 1A.

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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WSOP: Dono da primeira FT valendo bracelete na temporada, André Welt comemora resultado: “tenho história para contar”

O dealer já voltou as mesas, agora para dar cartas

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André Welt (crédito: Miguel Cortes/WSOP)

André Welt teve uma quinta-feira especial. No terceiro dia da WSOP em 2026, ele se tornou o primeiro brasileiro a alcançar uma mesa final na série. Em Las Vegas para trabalhar como dealer, ele jogou o Evento #03 Industry Employees, destinado exatamente para profissionais da indústria do poker, e conseguiu realizar um sonho.

O dealer brasileiro agora pode falar pra todo mundo que já fez mesa final do maior evento de poker do mundo. E, mesmo que o bracelete não tenha vindo, André vai ter muita história para contar. Ele ganhou US$ 11.052 pelo sexto lugar obtido e estava bem satisfeito ao término do torneio. Logo após a finalização, ele bateu um papo exclusivo com o Mundo Poker:

“Eu tô super feliz. Eu queria ter ganhado, claro, e tava bem confiante. Eu achei que ia ganhar esse bracelete. Até usei uma camisa especial que meu amigo me deu o ano passado, mas o bracelete não veio. Mas, apesar disso, eu tô super feliz. Sexto lugar entre 900 pessoas não é pra qualquer um”, comentou André.

LEIA MAIS: Daniel Negreanu deixa escapar o primeiro ITM da WSOP Las Vegas ao ser eliminado com AA perto da bolha

Mesmo não sendo profissional do jogo, André já tinha alguns resultados anotados. O de ontem, por exemplo, foi a terceira vez seguida que ele anotou um ITM no Industry Employees. E ele gostou da sua performance: “acho que joguei bem, não cometi nenhum erro grave. A última mão foi um cooler, não teve escapatória. Tô feliz com meu jogo e com tudo”, disse.

O mais curioso é que André Welt nem teve tempo para comemorar. Nem mesmo os US$ 11K extras puderam alterar o plano inicial do dealer e jogador (e nem o bracelete mudaria, segundo ele próprio). Nesta sexta-feira, Welt já está novamente nas mesas. Agora, porém, fazendo o que veio para fazer: dar cartas.

“Amanhã (hoje) eu já tenho que trabalhar. Eu sou dealer aqui, vou fazer a série toda. Vou trabalhar mais feliz com o prêmio, com a experiência, gostei muito de chegar numa mesa final de WSOP. Não ganhar faz parte, mas agora eu tenho uma história pra contar”, finaliza Welt.

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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WSOP: Aos 90 anos de idade, Perry Green alcança nova mesa final 50 anos após sua primeira decisão na série

O veterano jogador tem três braceletes conquistados na carreira

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Perry Green (crédito: Miguel Cortes/WSOP)

Uma das histórias mais legais deste início de WSOP 2026 foi consumada hoje. O veteraníssimo Perry Green, dono de três braceletes da série, conseguiu um feito absolutamente notável. Nesta sexta-feira (29), o jogador americano alcançou a mesa final do Evento #04 US$ 1.500 Omaha Hi-Lo, trazendo marcas incríveis para se contar.

Aos 90 (!) anos de idade, Perry Green anotou sua 17ª mesa final na WSOP. Esse número já seria relevante por si só, mas o detalhe mais legal vem agora: com a mesa final alcançada hoje, em 2026, Green completa uma marca espetacular: 50 anos de diferença entre a primeira e última mesa final da carreira.

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Perry Green fez sua primeira mesa final de WSOP na década de 70 do século XX, exatamente no ano de 1976. Naquela ocasião, ele já mostrou o cartão de visitas: foi campeão logo em sua primeira FT, faturando o título do Evento #04 US$ 1.000 Limit A-5 Draw Lowball.

A partir dali, ele somou outros dois bracelete e mais 16 mesas finais (com a de hoje), incluindo duas de Main Event. Ele foi vice-campeão na temporada de 1981 contra o lendário Stu Ungar, e quinto colocado 10 anos depois, em 1991. Sua última FT alcançada, segundo o próprio site da WSOP, havia sido em 2015.

Agora, ele colocou mais uma no currículo. No Evento #04 de 2026, ele terminou com a sexta colocação, somando US$ 30.973 pelo feito. Que bela história!

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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