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Dono de um currículo invejável, Murilo Figueredo vibra com títulos do SCOOP e WPT: “recompensador”
O craque estava perseguindo a conquista da série no PokerStars
Murilo Figueredo alcançou a maior glória de sua carreira no ano passado quando conquistou o tão cobiçado bracelete da WSOP em Las Vegas. A realização deste sonho serviu apenas como combustível para o craque ir além e buscar mais feitos na carreira que na naquela altura já era bem recheada de conquistas.
Em poucos dias, o catarinense somou mais dois títulos de séries importantes do online para o currículo: o SCOOP e o WPT Online. Hora de recapitular: Murilo também tem cravadas no WCOOP, TCOOP (atual Turbo Series) e MicroMillions no online. No live, já soltou o grito de campeão em circuitos como o KSOP, BSOP e o Main Event do extinto LAPT.
O craque tem em mente os novos objetivos da carreira. “Continuar jogando as séries, os melhores torneios da internet e viajar para jogar os torneios live. Voltar para Vegas e jogar na Europa porque nunca joguei. Quem sabe conquistar um título do EPT”, mirou o catarinense.
A conquista do SCOOP estava entalada na garganta de especialista em Mixed Games. Só nesta edição, ele já tinha feito quatro mesas finais, contando um vice e um terceiro lugar, respectivamente no Razz e no Omaha Hi/Lo. Murilo foi buscar na modalidade Badugi o tão suado título. Poucos dias antes, levou a conquista no Omaha Hi/Lo no WPT.
“Ontem cheguei na FT em segundo, consegui impor meu jogo e as coisas deram certo pra conquistar o título”, pontuou.
Murilo também lembrou de um fator muito importante no comecinho das séries: ele foi o campeão do Bounty Builder US$ 530, um dos torneios mais importantes da grade regular do PokerStars. A conquista rendeu uma super forra providencial para a sequência.
“US$ 74.000 dá para grindar o SCOOP bem tranquilo e jogasse o que eu quisesse. Foi primordial. Ter um bankroll confortável é meio caminho andado”.

Confira o papo completo com o campeão mundial Murilo Figueredo:
MP: Como definir essas semanas incríveis no online com vários resultados?
MF: Feliz demais! Apesar da situação que estamos atravessando, ter o privilégio de poder trabalhar de casa, aproveitar esse momento do poker online é recompensador por todo o tempo que tenho me dedicado ao jogo
MP: Você estava batendo na trave da conquista do SCOOP. Teve vice, terceiro.. como foi finalmente conquistar o título?
MF: Cheguei bem perto em dois eventos, um de Omaha Hi/Lo que ganhei o satélite, pois ele era um pouco mais caro e se não satelitasse não jogaria, com um nível técnico altíssimo com a inscrição de US$ 2.100. Acabei jogando e caindo em terceiro, jogando ao lado de grandes lendas do poker mundial e os melhores do Brasil no Omaha8 como “Guilherme12” e o Yuri. No Razz fiz HU, mas cheguei em desvantagem e não consegui virar. E ontem cheguei na FT em segundo, consegui impor meu jogo e as coisas deram certo pra conquistar o título.
MP: Seu currículo de vitórias praticamente abrange os maiores circuitos ao vivo e online, agora com WPT Online e SCOOP. Tem algum objetivo especial em vista?
MF: Meu objetivo principal é continuar jogando as séries, os melhores torneios da internet e viajar para jogar os torneios live. Voltar para Vegas e jogar na Europa porque nunca joguei. Quem sabe conquistar um título do EPT.
MP: Sua relação com os Mixed Games é realmente impressionante. Você se sente muito acima do field nessas modalidades?
MF: Não me sinto num nível acima de ninguém, eu acho que tem vários jogadores muito bons e acho que poker é momento, às vezes as coisas dão mais certo para gente do que para os outros. Claro que me sinto confortável para jogar qualquer evento e quero cada vez mais jogar torneios com a inscrição mais cara e conseguir resultados. Jogar contra os melhores e tentar vencer eles.
MP: Você saiu do Full Team. Como foi essa decisão?
MF: Eu saí do Full em dezembro. Eu fiquei cerca de um ano. Nunca tinha jogado para time nenhum, sempre joguei sozinho com o meu bankroll. Como um grande amigo meu entrou para o Full, o Wagner Petry, eu decidi entrar para conhecer como funcionava um time, ver o que os outros grinders faziam, ter umas aulas. Foi um período muito bom, os caras são os melhores do Brasil, Wagner, Capotinha (Régis Kogler), 22 (Gustavo Mastelotto) , Rodrigo (Valente), Geraldo (César), são muito bons e deram todo o suporte para eu jogar tranquilo. Eles têm grande parte nestas conquistas que eu venho tendo. Saí em dezembro por questão matemática mesmo, por ter construído um bankroll bom. Decidi sair pra jogar cash game de Omaha 5 cartas e as coisas deram certo, construí o bank, parei o cash para focar nos torneios das séries e pretende voltar pro cash depois. É uma rotina mais tranquila.
MP: Você acha que o resultado no Bounty Builder US$ 530 foi importante pra dar confiança nessa longa trajetória das séries?
MF: A vitória no 530 foi importante demais para refletir nesses últimos resultados no WPT e no SCOOP. É um torneio bem difícil, um dos torneios regulares mais caros, o nível é bem alto. Eu consegui jogar bem o Texas Hold’em que não é muito bem minha especialidade, mas eu tenho resultados legais. E fora o bankroll, US$ 74.000 dá para grindar o SCOOP bem tranquilo e jogasse o que eu quisesse. Foi primordial. Ter um bankroll confortável é meio caminho andado.
MP: Quais jogadores do online que você admira nos Mixed Games e sente que são bons na maioria dos jogos?
MF: Tem muitos jogadores bons de Mixed Games. Tem o “nilsef” alemão, Shaun Deeb, vários caras que eu acompanhava em Vegas, Phil Ivey, Michael Mizrachi. O Yuri também, sempre vi ele jogando os torneios mais caros. O Brasil tem vários caras bons, Zilbee, Wagner Petry, bedias, esses caras eu sempre acompanhei e gostam dos Mixed Games como eu. Fora outros que eu não lembro agora de cabeça.
WSOP
WSOP: Yuri Dzivielevski lidera trio brasileiro classificado para o Dia 2 do Evento #33 US$ 10K PLO Hi-Lo Championship
Raphael Nogueira e Thiago Crema são os outros que avançaram
O Brasil vai ter um trio de peso no Dia 2 do Evento #33 US$ 10.000 Pot-Limit Omaha Hi-Lo 8 or Better Championship da WSOP. O torneio mais importante da modalidade contou com a presença de bons nomes brasileiros e três jogadores do país conseguiram se classificar para o Dia 2.
Registrando 268 entradas no primeiro dia de jogo, o US$ 10.000 PLO Hi-Lo foi paralisado no final desta terça-feira com 104 jogadores no field. Dos três brasileiros classificados, quem puxa a fila é o craque Yuri Dzivielevski. O “nerdguy” finalizou o Dia 1 com 115.000 fichas, 46 blinds.
O segundo brasileiro da lista é Raphael Nogueira, que ensacou 95.000 fichas, 38 blinds, ao final do dia. Por fim, o terceiro é o craque Thiago Crema, que chegou hoje para a o WSOP e já anotou seu primeiro Dia 2. Crema avançou com 90.500, 36 blinds. O chip leader atual é Chris Costa, dono de 452.000 fichas.
O Evento #33 tem seu reinício marcado para às 13h desta quarta-feira em Las Vegas, 17h do Brasil. O período de registro segue aberto por dois níveis de uma hora, com os números finais sendo conhecidos após o fechamento das inscrições. Os blinds voltam 1.000 / 2.500.
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
WSOP
WSOP: João Simão e Dennys Ramos avançam para o Dia 2 do Evento #32 US$ 3.000 NLH
Torneio volta nesta quarta-feira ainda com registro aberto
A terça-feira da WSOP deu início a um bom torneio de No-Limit Hold’em, a modalidade mais tradicional do poker. O Evento #32 US$ 3.000 NLH foi o escolhido por alguns dos brasileiros para começar uma nova busca por bracelete e uma dupla fortíssima se classificou para o Dia 2.
João Simão e Dennys Ramos avançaram entre os 295 classificados do Evento #32, que teve um field total de 979 entradas até aqui. Liderando a dupla brasileira aparece João Simão. Depois de cair de forma amarga do Monster Stack, o mineiro mostrou resiliência, engatou no torneio a passou bem.
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Simão acumulou 149.000 fichas nos níveis jogados e vai ter quase 60 blinds para quando o torneio retornar. Já Dennys Ramos fechou o dia com 98.000 fichas, quase 40 blinds para o Dia 2. O chip leader até aqui é o espanhol Daniel Vicente, que chegou a incríveis 1.4 milhões de fichas.
A volta do US$ 3.000 NLH está marcada para às 12h desta quarta-feira em Las Vegas, 16h no Brasil. As inscrições no torneio serão permitidas por mais dois níveis e, quando encerradas, a premiação será divulgada. O jogo retorna nos blinds 1.000 / 2.500.
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
WSOP
WSOP: Set over set para virar chip leader encerra participação de João Simão no US$ 1.500 Monster Stack na 17ª posição
O brasileiro fechou uma bela campanha com US$ 75.000
A expectativa para mais uma mesa final importante de João Simão na carreira era enorme, mas o plano acabou frustrado – por enquanto. Na noite desta terça-feira, o brasileiro se despediu do gigantesco US$ 1.500 Monster Stack, Evento #18 da WSOP Las Vegas em 2026.
Depois de quatro dias de jogo e de enfrentar um numeroso field de 11.933 entradas, João Simão teve sua trajetória encerrada na competição bem pertinho da mesa final. O profissional de Minas Gerais terminou o torneio com o 17º lugar, conseguindo um ótimo prêmio de US$ 75.000 pela performance.
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Apesar do bom valor, o gosto foi completamente amargo. João Simão teve um beo início de Dia 4 e conseguiu se manter com stack confortável durante grande parte do torneio. Foi somente na reta final do dia, quando restavam 20 jogadores, que o brasileiro precisou se movimentar.
Depois de perder um pote grande de 22 x QQ, Simão conseguiu recuperar parte de suas fichas em um QT x AJ e voltou a ficar com um bom stack. Indo para a semi-FT entre os primeiros lugares, parecia que somente um cooler poderia tirar o brasileiro de uma possível e esperada mesa final. E foi o que aconteceu.
Um set over set que terminou em all in no turn caiu para o lado errado e tirou João Simão do torneio. A transmissão da WSOP não captou a mão derradeira para o brasileiro.
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
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