KSOP
“Que Jogo É Esse?”: Fabrício Nociolini pega blefe com TT vermelho em board com quatro cartas de paus no Main Event
O administrador do Insight Team está na briga no KSOP Rio de Janeiro
O quadro “Que Jogo É Esse?” traz mais uma mão interessante que aconteceu ao longo do KSOP Rio de Janeiro. O personagem da vez é Fabrício Nociolini, administrador do Insight Team e que tem no currículo um título de High Roller do circuito conquistado justamente no Rio de Janeiro. A mão contada por ele aconteceu no Dia 1B do Main Event.
Foi tudo ainda no início do jogo quando os blinds marcavam 200 / 500. “Começo do torneio ainda. Eu tava em torno de 80 blinds, 40.000 fichas, acho que esse é o efetivo”, diz Fabrício. “O Saymon Dias abre do EP, mini-raise, um jogador colombiano que tava jogando bastante mãos, até que jogando corretamente, mas eu tinha visto que ele era um jogador mais agressivo, pegado alguns blefes dele, flata de MP”, continua.
Fabrício tem e está no botão. “É uma mão que posso mixar em jogar de call ou de squeeze também. Eu acabei optando por squeezar, a gente tá bastante deep, os blinds são bem competentes que eram o Saulo Sabioni e o Alex Bez”. O raise de Saymon foi de 1.000 e Fabrício dá o raise para 4.500 fichas.
Apenas o jogador colombiano dá o call e o flop apresenta . “Ele dá check. Nesse board, ainda mais sem paus, eu preciso de mais proteção, acabo optando por fazer uma c-bet um pouco mais alto, faço 60% a 70% do pote. Ele não demora muito e paga. No turn bate , então completa o flush do flop”, conta Nociolini.
LEIA MAIS: “Que Jogo É Esse?”: Léo Souza explica motivos de triple barrel bluff bem sucedido na semi FT do Warm-Up do KSOP RJ
“Ele dá check, eu opto por checkar, eu acho que ele não vai ter tantos combos de ases na mão. A minha size alta no flop expulsa alguns ases já no flop. Ele vai defender alguns, então eu procuro controlar esse pote”. Assim, o river termina o board com . O board fica com quatro cartas de paus e o jogador do Insight não tem o flush.
“Ele pensa um pouco e aposta 60% do pote mais ou menos ali. Foi a hora que eu comecei a pensar. O que ele tá betando ali de valor?”, se indagou Fabrício. “Quando ele paga flop ele ainda tem algumas trincas que resolveram não dar check-raise tipo um 99, pode ter optado ter jogado de check call porque minha size foi alta. Ases eu acho que ele não vai value betar tanto, acho que vai sobrar ali um AQ off que tenha a Q de paus, aí vem a ser os flushes”, analisa.
“Quando ele flata em MP são muitos pares e mãos suiteds, KQs, AXs, esse tipo de coisa. Como eu disse as mãos que sobram suited são um flush pronto, KQ de paus, KT de paus. Eu acho que essas mãos de flush optam por fazer um size maior. E eu não acho que vai value betar uma trinca no river porque eu tenho no meu range KK e QQ com paus”, continua Nociolini.
Por fim, ele optou pelo call e viu que a leitura foi correta. “Pensei bastante nisso, como era um jogador mais agressivo e tinha todo esse histórico acabei resolvendo pagar e ele apresentou . Ele blefou o top pair que tinha no flop. Meu TT acabou sendo bom”, finalizou.
A mão foi no começo e Fabrício conseguiu passar para o Dia 2 do Main Event do KSOP com um stack de 60.000 fichas.
Confira o “Que Jogo É Esse?” com Fabrício Nociolini:
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Confira o episódio #10 do Poker de Boteco:
KSOP
KSOP SA: Full house vs flush garante bounty e pote de 124 blinds para Carlos Serrano no High Roller 1-Day
Colombiano ganhou mão importantíssima no torneio
Nesta quarta-feira, está acontecendo o High Roller PKO One Day. O torneio de R$ 10.000 de entradas reuniu alguns dos nomes mais conhecidos presentes no torneio junto de algumas outras novas figurinhas, todos em busca de um troféu do circuito e mais bounties importantes. Quem está cheio de ficha nesse momento é o colombiano Carlos Serrano.
Serrano, proveniente da Colômbia, é personagem ativo no KSOP já há muitos anos e ganhou um pote gigantesco contra o argentino Ezequiel Ferretty. O Mundo Poker flagrou a ação já no turn, quando um pote gigantesco se formava entre os dois sul-americanos. Os blinds eram 2.500 / 5.000 e o board mostrava e Ferretty havia acabado de disparar uma aposta de 60.000, paga por Serrano.
O river foi o e o pote já passava das 60 big blinds quando Ferretty pensou por mais de um minuto para declarar all in. Serrano não precisou nem pensar, colocando uma ficha à frente e mostrando . O full house puxou a mão e eliminou Ferretty.
Após mais de dois minutos contando as fichas, Serrano comunicou ao Mundo Poker que agora contava com 618.500 fichas, que correspondiam a pouco menos de 124 big blinds em seu stack. Ele só não era o chip leader do torneio porque o conterrâneo Martin Romero o superava por pouco depois de um all in quádruplo na mesa ao lado.
Confira o Poker de Boteco #134 com Marina Manz:
KSOP
KSOP SA: Rafael Loiola fala sobre big hit recente, carinho por Balneário Camboriú e relação com a Standard Backing
O jogador puxou US$ 410 mil recentemente jogando online
A etapa South America do KSOP, realizada em Balneário Camboriú, é uma parada muito querida por jogadores de poker de todo o Brasil, reunindo desde recreativos até profissionais renomados. Nesse quesito, um dos nomes que deu as caras nesta terça-feira e já engatou nos torneios foi Rafael Loiola.
Dono de resultados expressivos, como a vitória recente no High Roller Light e uma mesa final no Main Event do KSOP Special em 2024, além de outras retas importantes, Rafael retorna ao circuito no melhor momento da carreira. Recentemente, ele puxou impressionantes US$ 410 mil na GGPoker, o maior prêmio de sua carreira até aqui.
E para celebrar essa grande fase, Loiola escolheu justamente o KSOP para voltar a sentir a emoção do poker live, especialmente em Balneário Camboriú, cidade pela qual demonstra grande carinho:
“Eu gosto muito de estar aqui na cidade. É a minha cidade preferida do Brasil. Eu gosto muito do ambiente daqui. O evento é muito legal de jogar. Traz boas lembranças, né? A primeira vez que eu vim jogar eu fui meio deep no Main Event. Eu nem tinha a dimensão de como era. Então eu tô muito feliz, feliz com a fase, com as coisas dando certo. É muito bom estar de volta aqui”, falou.

Rafael Loiola
O maior prêmio da carreira, conquistado no dia 2 de março, foi inesquecível na carreira de Rafael. Naquela manhã de segunda-feira, ele pôde ver que está no caminho certo. Sobre isso, Loiola comentou a sensação de conquistar o resultado tão expressivo algo que, segundo ele, ainda não caiu a ficha:
“Pô, é uma loucura massa, porque é muito inesperado, né? Você não espera o que vai acontecer. Visualmente, assim, tem todo aquele momento, mas é meio inacreditável. Você só acredita quando cai na conta. E, mesmo assim, nem sabe se tá acreditando de verdade, sabe? Mas eu vinha de um segundo semestre muito bom, muito confiante em 2025. O jogador sente quando tá perto, sabe? Parece que você sabe que vai brocar alguma coisa. Eu estava chegando muito, muito perto mesmo. E aí veio a concretização de tudo aquilo que eu vinha fazendo há tanto tempo, jogando milhares de torneios.
É muita loucura. Acho que a ficha vai caindo aos poucos, ao longo dos meses. Nem deu tempo de aproveitar direito, porque já emendou. No outro dia já começava o SCOOP, então não teve comemoração nem nada. Na terça-feira eu já tava grindando normal. As coisas foram acontecendo nos dias seguintes, até tudo acalmar e eu conseguir entender melhor o que tinha acontecido. Então, é isso”, relembrou.
Assim como muitos jogadores brasileiros, Rafael Loiola faz parte de um time. No entanto, sua trajetória tem um diferencial: desde o início, ele está ligado ao Standard Backing, time internacional que aceita jogadores do mundo todo. Já são quase 10 anos de parceria, marcados por muito aprendizado e evolução:
“É meu primeiro time, sabe? Eu aprendi tudo lá. Fui formado lá. Tudo que eu tenho na vida, o que eu aprendi, devo muito a eles. Claro que tem muito esforço meu também, mas eles me deram oportunidades. É um time muito foda. As pessoas que trabalham lá são muito sérias, tem várias qualidades que eu poderia ficar aqui enumerando.
Pra quem é jogador, eles dão muito incentivo pra jogar live também. Tem muita gente que gosta desse mix entre online e ao vivo, e eles apoiam bastante isso. É um lugar muito especial pra mim. Tenho só coisas boas pra falar. E a parceria continua, né? Já vai fazer quase 10 anos e, provavelmente, vai seguir por muito mais tempo. Não pretendo sair pra outro lugar”, contou Loiola.
Classificado para o Dia 2 do Main Event do KSOP South America, Rafael deu o primeiro passo em busca de um grande título no poker ao vivo. Questionado sobre a possibilidade de usar a etapa como preparação para uma viagem a Las Vegas, o jogador revelou que o plano ainda não deve sair do papel em 2026, mas segue nos seus objetivos:
“Cara, eu até tenho muita vontade, mas acabei ficando uns três anos meio enroscado com outras coisas da vida. Tava construindo casa, tive outros planos, minha esposa engravidou, fui pai e então acabei não indo atrás disso. Esse ano eu até pensei mais sério em ir, tava com vontade, mas aí já achei que não daria tempo de tirar o visto.
Também tem a questão de logística, né? Eu moro no interior do Mato Grosso, então já dá uma preguiça desse deslocamento todo. Mas é algo que eu quero muito fazer. Acho que ano que vem eu vou. Esse ano, provavelmente, devo jogar o EPT Barcelona também. Vamos ver os próximos passos”, finalizou.

Confira o Poker de Boteco #134 com Marina Manz:
KSOP
KSOP SA: Luis Felipe Brasil tem excelente desempenho no Dia 2 e é o campeão do Freezeout R$ 3k
Luis levou R$ 43 mil com o título, seu primeiro em torneios ao vivo
O R$ 3k do Freezeout voltou aos panos nesta quarta-feira para a definição do campeão, e foi um craque quem ficou com o título. Luis Brasil, que representa o FuTTuro Poker Team, teve um excelente desempenho no Dia Final para ficar com a cravada.
Luis voltou com o quarto maior stack entre os 11 jogadores que voltaram aos panos em busca do troféu, mas rapidamente se estabeleceu na liderança e de lá não saiu mais. Com o título, ele levou o prêmio de R$ 43.000 para casa. Luis não conseguia ignorar a felicidade após um dia onde tudo pareceu dar certo.
“Foi incrível. Foi um daqueles dias que a gente joga e as coisas só acontecem, vão dando certo. A gente joga todo dia esperando aquele momento em que tudo dá certo e finalmente veio”, celebrou.

Luis, que conta com bons resultados no online, disse se sentir no ‘melhor momento da carreira’. Ainda assim, faltava a cravada no live; em 2025, ele foi vice-campeão do High Roller 6-Max do KSOP South America. Dessa vez, o maior troféu, conquistado num field de 68 entradas, não ia escapar.
“Tem um sabor especial. Tem bastante tempo jogando já, especialmente live, nunca fui muito de live. Ainda não tinha vindo um título, fico bem feliz por finalmente ver as coisas acontecendo. Eu sinto que estou no melhor momento da minha carreira, mesmo que os resultados ainda não estejam batendo. Estou bem confiante que grandes coisas vão acontecer em um futuro próximo.”
Por fim, ele falou sobre o trabalho no FuTTuro Poker Team. “No FuTTuro a gente trabalha diariamente estudando, é legal ver que o que enchemos o saco com eles para fazerem todo dia dá resultado”, finalizou.
Confira a premiação final:
1º – Luis Felipe Brasil – R$ 43.000
2º – Lucas Agustin – R$ 30.000
3º – Antonio Cezar – R$ 21.000
4º – Paulo Monteiro – R$ 15.800
5º – Renan Revinthis – R$ 11.900
6º – Matheus Manfrim – R$ 9.000
7º – Hernan Rettich – R$ 6.900
8º – Gabriel Cordeiro – R$ 5.400
9º – Lucas Fuzato – R$ 4.500

Confira o Poker de Boteco #134 com Marina Manz:
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