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Luiz Joanello faz bonito na mesa final e é o grande campeão do Main Event do KSOP Rio de Janeiro: “emoção indescritível”

Pai do campeão mundial Paulo Joanello mostrou a força da família no poker

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Luiz Joanello

O poker é uma paixão que une famílias. Pais ensinam filhos e filhos ensinam pais. No futuro, a tendência é a tradição ser passada do mais velho para o mais novo.  Na família Joanello, aconteceu o inverso. O filho Paulo, campeão mundial da WSOP, foi quem colocou o pai Luiz na rota dos torneios. E a história ficou sensacional. Luiz Joanello também deixou um incrível legado e foi o grande campeão do Main Event do KSOP Rio de Janeiro nesta terça-feira (08).

Ele superou um field de 935 entradas, com o buy-in de R$ 2.500, e conquistou o belíssimo prêmio de R$ 275.000 depois de dois acordos feitos na mesa final. “É uma emoção indescritível. É a primeira vez que eu ganho um torneio desse tamanho. Jogo às vezes, mas sempre muito recreativo, nunca ganhei um torneio desse tamanho. É muita felicidade”, disse o campeão.

O curioso foi que Paulo, o filho de Luiz, estava disputando a mesa final do High Roller simultaneamente e visivelmente estava mais nervoso com a disputa do pai do que com a própria. O campeão do Main Event contou que ele foi o grande incentivador para começar a se aventurar nas mesas de poker.

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“Eu aceito muitas dicas dele. Ele que me levou para o meu primeiro clube e me ensinou a jogar. Ouço algumas dicas porque eu não sou estudioso, ele que estuda e é mais do poker. Eu sou um recreativo que gosto de me divertir e só isso”, disse o modesto vencedor. E ele se divertiu mesmo enfrentando uma mesa final de altíssimo nível.

Nomes como Marcelo Medeiros, Ezequiel Waigel e Martin Piñeiro, profissionais de calibre, foram adversários. “Foi muito divertido. Os três dias. Eu tentei quatro tiros para entrar. Foi meio complicado de conseguir classificar. No Dia 2 eu dei sorte, no Dia 3 e agora foi maravilhoso”, ressaltou o paranaense.

Luiz recebeu muito carinho de todos os finalistas. O quarto colocado Franco Vizzoto, também da Argentina, subiu no palco para abraçar o campeão depois do desfecho no heads-up. “Eu achei todo mundo muito simpático. Fui muito bem tratado. Foi um orgulho pra mim, tantos campeões mundiais por aí e foi um pessoal que valorizou muito o meu título”, completou.

Mesa final Main Event KSOP Rio de Janeiro 2022

Mesa final Main Event KSOP Rio de Janeiro 2022

A mesa final

Luiz Joanello era o chip leader até com certa folga no início da decisão e jogou de forma bastante sólida na liderança. O jogador mais próximo do chip count era o argentino Martin Piñeiro e ele tomou a iniciativa de pressionar os adversários. O venezuelano Paulo Carillo e o mineiro Gustavo Silva foram os primeiros eliminados da decisão. Eles eram os shorts stacks.

O 7-handed foi bastante duro para todos os jogadores. Ninguém queria ser eliminado precocemente e muita coisa foi mudando no cenário. Marcelo Medeiros, por exemplo, o terceiro jogador com mais fichas da mesa final e acabou sendo a bola da vez. Ele caiu depois de shovar AT no small blind depois de raise de Martin no botão, mas trombou com AA de Walter Oaquim no big blind.

Depois disso, um duelo de short stacks argentinos culminou na eliminação seguinte. Franco Vizzotto derrubou Juan Klas de K5 contra K4 no capcioso board 6235ª. Depois de certo tempo de 5-handed, o jogo deu uma boa equilibrada e os jogadores optaram por um acordo, melhorando a premiação do 5º e 4º colocado.

Depois de algum tempo após o deal, três eliminações aconteceram num curtíssimo tempo. Joanello derrubou Ezequiel Waigel num coin flip de 77 contra AT e Walter mandou Vizzotto pro chuveiro de 66 contra A8. Os brasileiros aniquilaram os regulares depois de Joanello tirar Piñeiro do jogo com uma bad beat de K8 contra KQ. Um 8 apareceu no turn. O curioso é que Walter sofreu para foldar A8 nesse spot.

O heads-up brasileiro – algo raro no KSOP Rio de Janeiro – foi praticamente decidido num coin flip após começar empatado. Luiz levou a melhor contra Walter de AJ contra 99 e ficou com quase todas as fichas. O carioca até dobrou uma vez, mas outro coin flip certeiro de Joanello de K7 contra 66 sacramentou a cravada. Um K no river foi o necessário para a história ser escrita.

Confira a mão do título de Luiz Joanello:

Confira a premiação dos finalistas do Main Event do KSOP Rio de Janeiro:

1º – Luiz Joanello (Curitiba/PR) – R$ 275.000*

2º – Walter Oaquim (Rio de Janeiro/RJ) – R$ 225.000*

3º – Martin Piñeiro (Argentina) – R$ 134.000*

4º – Franco Vizzotto (Argentina) – R$ 110.000*

5º – Ezequiel Waigel (Argentina) – R$ 100.000*

6º – Juan Klas (Argentina) – R$ 45.000

7º – Marcelo Medeiros (Rio de Janeiro/RJ) – R$ 37.000

8º – Gustavo Silva (Capitólio/MG) – R$ 31.000

9º – Paulo Carrillo (Venezuela) – R$ 26.400

Confira o episódio #16 do MundoTV Cast:

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KSOP SA: Valdeci Proença, o “Anão do JJ”, celebra ótima fase e sucesso da cirurgia: “só tenho a agradecer”

Valdeci conta que a cirurgia melhorou sua perna direita em 110%

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Valdeci Proença

O poker sempre renova seu ecossistema de personagens e, nos últimos meses, quem ganhou cada vez mais força foi Valdeci Proença, popularmente conhecido como o “Anão do JJ”. Proveniente do stand-up, Valdeci ganhou muita força na criação de conteúdo e agora está brilhando nas mesas.

A boa fase nas mesas está aliado ao sucesso na vida. Há alguns meses, o “Anão do JJ” passou por uma cirurgia importantíssima para melhorar sua qualidade de vida, e desde então, a vida é só alegria. Com um sorriso no rosto no KSOP South America, Valdeci aproveitou um dos breaks para falar com o Mundo Poker.

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A etapa está espetacular. Valdeci, que começou a semana com um título em um clube em São Paulo, chegou em Balneário Camboriú e já conquistou um título no Torneio dos Influenciadores. Além disso, no fim de semana, ele acumulou um vice-campeonato e um título no Kings Turbo. O lado comediante fica de lado para um jogador cada vez melhor nas mesas. “Foi ótimo! Eu já cheguei com uma graninha aqui no KSOP. Além de estar num lugar incrível, ainda estou numa runnada surreal. Um ótimo começo”, contou.

O JJ também foi pauta. O título no Kings Turbo veio justamente quebrando um par de valete na mão final. Valdeci agradece as bads de JJ porque, segundo ele brinca, ‘geram mais conteúdo’: “É bom porque quando ganha a gente não posta, né. O pessoal me marca toda vez quando ganha ou perde com JJ. Também acabamos ganhando um na FT dos influenciadores, mas vamos deixar essa quieta”, riu.

Os resultados trazem confiança. “Eu não crio só conteúdo. Eu também estudo, tenho noção do jogo. Essa forra traz mais confiança, você joga mais solto. Agora no Kings Turbo, por exemplo, eu dei rebuy porque fui perseguir um draw”, explicou.

Por fim, Valdeci celebrou também o sucesso da cirurgia que, segundo ele, melhorou ‘sua perna em 110%’: “Eu vim do stand-up e a comunidade ajudou, mas [com as] pessoas do poker, a ajuda foi surreal. Queria agradecer todo mundo que acabou ajudando. É uma cirurgia que os médicos dizem que muda a vida de muita gente. Em maio eu faço a da outra perna, e já está tudo pago também pela ajuda da comunidade do poker. Só tenho a agradecer”, finalizou.

Confira o Poker de Boteco #134 com Marina Manz:

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KSOP SA: Peterson Machado vence cooler em all in triplo e fica gigante na busca pelo tricampeonato do Progressive K.O.

O carioca venceu o torneio em outras duas oportunidades na carreira

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O Progressive K.O. é um dos torneios mais queridos da grade do KSOP, e o campeão da etapa South America 2026 será conhecido ainda nesta terça-feira. Um dos postulantes fortíssimos é Peterson Machado, que já venceu a competição em duas ocasiões ao longo da carreira.

O embaixador do KSOP está muito forte na briga e puxou um pote enorme na semi FT, que lhe rendeu uma ótima quantidade de fichas ao vencer um cooler em all in triplo. Ele tinha nos blinds 18.000 / 36.000, quando William Melo anunciou all in de 403.000 fichas com do UTG.

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No UTG+1, Victor dos Santos, com 1.492.000 fichas, resolveu isolar com . A ação chegou até o small blind, Peterson, que anunciou all in com 1.043.000 fichas, configurando assim o all-in triplo, com bounties valiosos em jogo. Machado jogava para segurar com seu par de damas.

Logo no flop, , Peterson acertou uma trinca e passou a liderar com tranquilidade. Ainda assim, William Melo seguia vivo por uma broca para sequência com o valete, enquanto Victor estava praticamente drawing dead. O turn foi um , mantendo a vantagem de Peterson.

Faltava o river, e Peterson só perderia para William caso batesse um dos valetes. No entanto, veio um , completando um full house e garantindo 2.561.000 fichas para o embaixador do KSOP, que segue na busca pelo tricampeonato do Progressive K.O.

Confira o Poker de Boteco #134 com Marina Manz:

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Em nova fase na carreira, Gabriel Reis equilibra família e poker, comenta novo time e detalha plano para o KSOP SA

O jogador de Santa Catarina é um dos presentes na etapa

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Balneário Camboriú se consolidou como uma das principais casas do poker brasileiro, recebendo jogadores de todo o país e até do exterior durante as etapas do KSOP. A etapa South America, por exemplo, costuma atrair um público fiel de Santa Catarina, que não perde a chance de marcar presença no grande evento. Nesse cenário, o regular Gabriel Reis é um dos nomes mais representativos.

Morando na região, Gabriel é figura carimbada nas etapas do KSOP em Balneário. Sua trajetória recente traz histórias marcantes, como em 2024, quando se tornou pai pela segunda vez durante a etapa de Itajaí. De lá para cá, muita coisa mudou dentro e fora das mesas, incluindo o “big hit” da carreira em 2025. A chegada do segundo filho também trouxe uma motivação extra ao jogador, algo que ele mesmo destacou ao falar sobre o momento especial de disputar a série em casa.

“Pô, jogar a ‘Libertadores do Poker’ em casa é sempre bom demais, né? É aquele momento de reencontrar os amigos, trocar ideia, sentir o clima, pra mim, está sendo especial. Hoje estou numa rotina em que consigo equilibrar bem as coisas, principalmente estar mais presente na criação dos meus filhos sem deixar o jogo de lado. Sinto que esse é o meu maior acerto nesse momento da vida, então está tudo caminhando bem”, contou Gabriel.

Ao falar sobre sua participação no KSOP, Gabriel explicou que optou por uma grade mais enxuta, priorizando torneios com melhores estruturas e premiações garantidas, em vez de volumar muito.

“Sobre o KSOP, eu optei por fazer uma grade mais enxuta, até porque não dá pra grindar tudo sem ter uma estrutura maior por trás. A ideia é focar mais nos High Rollers, nos Progressive KO e nos torneios que estiverem com garantido mais atrativo. Quero concentrar energia nesses eventos mesmo.”

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Vivendo um momento mais leve na carreira, Gabriel também destacou a importância de manter a consistência sem abrir mão do equilíbrio fora das mesas. Segundo ele, a ideia é seguir focado no próprio jogo, sem pressa por resultados, valorizando cada momento. Ele também reconheceu que 2025 foi um ano de virada, muito por conta de ajustes na rotina profissional e da influência de Felipe Carbonera, amigo próximo e head coach do seu time.

“A ideia é seguir tranquilo, fazer o meu jogo, buscar esses resultados com calma. Se vier agora, ótimo. Se não, a gente segue trabalhando e tenta no próximo. O mais importante é estar aqui, vivendo isso, revendo a galera e curtindo o ambiente. Em 2025 foi um ano bem importante pra mim. Eu estava muito focado nos aplicativos, jogando pouco nos sites. Aí entra o Felipe Carbonera, que é um grande amigo e também head coach do meu time, foi uma peça importante nessa mudança de direção”, disse.

Na sequência, Gabriel detalhou ainda mais esse processo de mudança, explicando como surgiu a decisão de migrar o foco para os principais sites de poker, como a GGPoker, que lhe rendeu US$ 155 mil recentemente, e como isso impactou diretamente sua rotina, principalmente em relação à família, que aumentou com a chegada de Valentim, seu segundo filho.

“E ele meio que me puxou, sabe? ‘Pô, cara, vamos jogar site. Já está na hora de tu ir pra site’. Eu também já estava querendo mudar um pouco a rotina, porque a pegada dos aplicativos é diferente, você joga com gente do mundo inteiro, acaba ficando muito preso à noite, madrugada e eu queria ajustar isso pra ter mais tempo com a minha família. No fim, ele me deu esse empurrão, eu abracei a ideia e gostei muito. A adaptação foi super boa, consegui engatar três bons resultados. Depois, acabei me desligando da Never Standard e enxerguei uma nova oportunidade na Smart, que é uma equipe sensacional, com head coaches que estão entre os melhores do Brasil. Quero aprender bastante com eles. E acredito também que tenho muito a agregar ao time. A expectativa é que seja uma parceria de muito sucesso”, pontuou.

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Gabriel Reis também ressaltou o impacto do novo time no seu desenvolvimento, especialmente no aspecto técnico, destacando a troca de conhecimento proporcionada pelos instrutores. Ele ainda fez questão de mencionar nomes importantes do cenário, como Gabriel Schroeder “gabsdrogba”, Gabriel Moura “aaurelio”, Dalton Hobold, Paulo Brombim e Alexandre Mantovani, o “Cavalito”, que contribuem diretamente para sua evolução.

“Então está sendo bem impactante, porque a gente aprende muito, principalmente nas reviews em grupo. São linhas que, muitas vezes, eu não tinha acesso antes. Apesar de eu já ter time, é um grupo de porte menor, no caso o ‘Dommo’, então o acesso acaba sendo mais limitado. E como eu também sou head coach do Dommo, eu queria justamente trazer algo mais elaborado, algo que fizesse mais sentido pensando no longo prazo”,finalizou.

Confira o Poker de Boteco #134 com Marina Manz:

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