KSOP RJ: Indicado no Awards, Gustavo Campos detalha vivência no poker asiático e dia insano nas Bahamas
O profissional voltou para o KSOP depois de muitos anos e falou sobre 2025 e futuro
O jogador Gustavo Campos chamou a atenção do mundo no ano passado quando venceu o GGMillion$ High Rollers jogando ao mesmo tempo o Dia 3 do Super Main Event da WSOP Paradise. O profissional está no Rio de Janeiro para a disputa da primeira etapa do KSOP neste ano e conversou com o Mundo Poker sobre diversos temas.
Antes do dia atípico nas Bahamas, Campos vinha de uma espécie de mochilão pelo poker asiático. O brasileiro passou meses na Ásia, desbravou torneios em diferentes países e conseguiu ganhar bastante dinheiro durante toda a temporada de 2025.
“Eu não sabia o quão grande é o poker asiático. Eu tava fazendo um mochilão por Bali. Fui numa cidade da Malásia e viram minha tatuagem de poker. Perguntaram se eu ia jogar o evento e eu perguntei ‘que evento?’. Quando eu olhei, era numa cidade meio nada a ver, mas com R$ 10 milhões garantidos no Main Event”, conta.
“Fui conferir, cravei o High Roller e peguei mesa final do Main Event. Arrumei uns R$ 400.000. Vi que ali tinha um caminho. Todo final de semana tem um torneio gigantesco lá em Taiwan, Filipinas, Malásia, Jeju na Coréia do Sul… todos têm garantidos absurdos com fields pequenos, field soft”, continua Campos.
Foi assim que o mochilão asiático se tornou frequente. “Fiquei 40 dias, voltei para o Brasil, fui de novo, passei mais 60 dias, voltei de novo, fui com um cavalo para lá e a gente espancou. Pegamos nove mesas finais, mesa final junto, ele cravou três torneios. Decidi ficar de vez, fui em setembro e fiquei 60, 70 dias por lá”, explicou.

O show nas Bahamas
Campos ganhou o pacote completo para o badalado US$ 25.000 Super Main Event da WSOP Paradise através dos satélites online. Ele foi longe no torneio com uma única entrada. Terminou no 53º lugar e embolsou a bagatela de US$ 180.000. Mas não foi só isso. No Dia 3 do torneio, ele venceu o US$ 10.300 GGMillion$ da GGPoker jogando os torneios simultaneamente.
“Foi surreal. Foi um dia atípico. A verdade é que eu passei no Dia 2 e a estrutura daquele torneio era diferente. Eu tinha dias a mais de descanso. Pensei em grindar online. Geralmente eu jogo até US$ 1.000, nunca tinha jogado o GGMillion$ na vida, mas como a vibe de Bahamas tava boa, já tinha botado frente, tinha satelitado, passado grande para o Dia 3, me senti confiante e dei um tiro. Deu tudo certo. Passei gigante para a mesa final e aconteceu o que aconteceu”, relata.
“A repercussão foi muito grande. Cheguei para o Dia 3 com o notebook do lado e todo mundo que passava me perguntava se eu era maluco. Mas quando eu falava que era a mesa final do GGMillion$ mudava e começava a acumular profissional do lado para assistir. Quando eu cravei foi incrível. O evento todo começou a bater palma, veio câmera, foi muito irado”, conta Gustavo.
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Indicação no Mundo Poker Awards, KSOP e 2026
Os resultados citados acima renderam para Gustavo uma indicação na categoria revelação do Mundo Poker Awards 2025. Ele contou como recebeu essa notícia.
“Fiquei surpreso. Os meninos me mandaram e eu achei muito irado. Espero que votem em mim, espero que dê certo, seria um título para começar o ano melhor ainda. Esse ano eu vou focar muito no live, muito mesmo, jogar todos os eventos grandes. WSOP Europa, Triton, EPTs, espero que ano que vem receba alguma outra indicação”, fala Campos.
Longe do KSOP nos últimos anos, Gustavo aproveitou o bom momento para conferir o evento no Rio de Janeiro, o primeiro grande do país no ano. “Jogar no Brasil é surreal. É mais resenha do que em qualquer outro lugar do mundo. No Sheraton, no verão do Rio de Janeiro, rever os amigos, é muito bom. Peterson (Machado), Marcelinho (Medeiros), são muito meus amigos. Ver os amigos e jogar poker que é o que a gente gosta é muito bom”.
A nova volta ao mundo começou pelo Rio de Janeiro no KSOP e os próximos passos já estão decididos. “Dia 18 de fevereiro vou para o EPT Paris, de lá vou para Jeju jogar a Triton e fico por lá. Vou pegar uma casa em Bali e ficar rodando o circuito asiático. Seja o que Deus quiser”.
Confira o Poker de Boteco #123 com Tainá Lima:


