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Jeronimo Abalos tem roteiro de conto de fadas e vai de short stack a campeão do Main Event do KSOP GGPoker RJ

O argentino deu a volta por cima em vários momentos difíceis na trajetória

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Jeronimo Abalos

O canto “dale, campeón” foi mais uma vez entoado ao final de um Main Event do KSOP GGPoker. No Rio de Janeiro, a festa ficou novamente com um jogador estrangeiro depois de uma mesa final tomada por eles. O grande vitorioso foi o argentino Jeronimo Abalos, sólido regular de eventos ao vivo que viveu o auge de sua trajetória no poker com direito a um script emblemático.

Abalos soltou o grito de campeão depois de uma longa jornada de quatro dias do Main Event. Ele superou o field numeroso de 1.111 entradas para ficar com uma belíssima premiação de R$ 346.500, valor definido após um acordo no heads-up. O antigo maior hit era justamente no KSOP GGPoker. Aconteceu na edição do Special, no ano passado, com o vice do Warm-Up.

O roteiro da conquista de Abalos nesta terça-feira (14) foi daqueles que todo jogador de poker gosta. Aquele que dá um gostinho extra bastante especial. Jeronimo era o short stack assim que a mesa final foi formada. Não era uma situação desesperadora, pois com a ótima estrutura do torneio, o hermano começou com 19 big blinds. Mas nem ele esperava tamanha arrancada.

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“Na verdade, esperava fazer um papel bonito, mas não esperava sair campeão”, confessou o argentino. “O torneio foi acontecendo e quando chegamos em três já sentia que podia acontecer algo. Quando me dei conta que cheguei no heads-up, disse ‘bom, isso aqui vai ser um conto de fadas’ e assim foi o que aconteceu”, completou o grande campeão.

“Estou muito contente com a vitória, mas a ficha ainda não caiu. Ainda estou com muita adrenalina, muito feliz, é o meu melhor torneio. Não acredito que vou encontrar outro melhor”, completou Abalos, ainda em êxtase. Mesmo poucos minutos após a vitória, ele já sabia a receita para relaxar: “vou tomar uma cerveja e desfrutar o êxito”.

Duas mãos bem interessantes marcaram a reviravolta de Abalos na mesa final. A primeira dobra aconteceu num all in pré-flop de QQ contra JJ de Dodô Oliveira. Até aí, tudo parece normal, mas na transmissão com as cartas reveladas, depois de uma jogada agitada no pré-flop, deu para ver que o colombiano Jorge Osuna foldou AK. Ele teria eliminado Abalos se tivesse embarcado na parada.

Na segunda mão, não muito tempo depois, ainda no 8-handed, um all in triplo envolvendo os três jogadores citados anteriormente fez Abalos disparar no chip count e realmente passar a ter sonhos maiores. Ele contou uma ajudinha do baralho de AK contra KK de Dodô e JJ de Osuna com um A no turn. “Estava tranquilo. Não tinha nada a perder”, comentou o campeão.

O colombiano Sebastian Fonseca eliminou o brasileiro Fernando Garcia com o troféu de terceiro lugar depois de um coin flip de 55 contra KQ. Assim, o heads-up começou com vantagem para o argentino de cerca de 20.000.000 contra 12.000.000 de fichas. Mas ainda dava tempo de mais um obstáculo para Jeronimo. Ele viu o adversário abrir uma enorme vantagem no duelo.

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Depois de algum tempo de embate, Fonseca conseguiu uma bad beat gigantesca num all in que aconteceu no turn com o board mostrando T962. Abalos tinha dois pares com 96 e o colombiano top pair com QT. O river foi uma Q para muita festa de Sebastian e seus amigos. Abalos sobrou nesse spot com menos de 20 big blinds e ainda diminuiu de fichas nas mãos seguintes.

Foi só mais um trecho do script do Highlander argentino. Com calma, Jeronimo encontrou situações para dobrar o stack, virou o jogo com autoridade e foi campeão quando já tinha boa vantagem. Ele foi all in com T8 e levou call de A4 de Fonseca. Um 8 no turn foi o necessário para o “dale, campeón” ensurdecer o salão do Sheraton Grand Resort.

Assista como foi a última mão do torneio:

Confira como ficou a premiação dos finalistas:

1º – Jeronimo Abalos (Argentina) – R$ 346.500*

2º – Sebastian Fonseca (Colômbia) – R$ 283.500*

Blinds 250.000 / 500.000

Abalos anunciou all in com e Fonseca deu um relutante call com com stack efetivo de 8.400.000 fichas. O board decretou o fim do KSOP GGPoker Rio de Janeiro.

3º – Fernando Garcia (São Paulo/SP) – R$ 155.000

Blinds 150.000 / 300.000

Em um blind war, Garcia foi all in do small com com 5.800.000 e levou call de Sebastian Fonseca com . O importante coin flip terminou com festa do colombiano após o dealer bater o board . Fonseca sobraria com menos de cinco big blinds se perdesse.

4º – Ramom Aguiar (Campo Formoso/BA) – R$ 103.000

Blinds 125.000 / 250.000

Abalos abriu raise de 700.000 do botão e Ramom anunciou all in 2.800.000 fichas do big blind com . O hermano pagou com e derrubou o brasileiro depois do board .

5º – Diego Cortazzo (Argentina) – R$ 72.000

Blinds 125.000 / 250.000

A eliminação do divertido jogador argentino veio com uma enorme bad beat. Ramom Aguiar abriu raise para 525.000 fichas. Sebastian Fonseca, no small, deu um raise enorme de cerca de 4.200.000 fichas praticamente colocando Aguiar e Cortazzo na porta. O argentino aceitou e foi all in com 5.000.000. O baiano foldou e o colombiano completou. No tira-teima, Fonseca levou a melhor de contra o de Cortazzo ao encontrar um  no flop.

6º – Jhonatan Taborda (Colômbia) – R$ 55.000

Blinds 75.000 / 150.000

Ramom Amaral deu raise para 325.000 fichas e levou call do hijack e do small blind. A ação chegou em Taborda no big blind e ele não teve dúvidas em anunciar all in com com um stack de 3.600.000 fichas. Com , Ramom embarcou na parada e os outros dois foldaram. O board encerrou esse valioso coin flip da mesa final da pior forma para o colombiano.

7º – Johnatan “Dodô” Oliveira (Florianópolis/SC) – R$ 45.000

Blinds 75.000 / 150.000

Depois de ter levado uma bad beat pesada, Dodô tinha 10 big blinds quando foi all in com e encontrou o carrasco Abalos com . O board foi e, mesmo depois de uma esperança no turn, o catarinense acabou eliminado.

8º – Jorge Osuna (Colômbia) – R$ 37.200

Blinds 75.000 / 150.000

Numa das mãos mais importantes da mesa final, Dodô Oliveira abriu raise de 300.000 do UTG e Osuna foi all in com do hijack com 2.300.000 fichas. No cutoff, Abalos acordou com e shovou 2.000.000 de fichas. Dodô só teve o trabalho de pagar com . Ele poderia ter feito o double kill, mas o board tirou apenas Osuna do jogo e entregou um valioso pote para Abalos.

9º – Henrique Cruz (Cacoal/RO) – R$ 30.600

Blinds 40.000 / 80.000

Jorge Osuna deu raise para 165.000 fichas do UTG. Henrique deu flat no hijack e Diego Cortazzo defendeu o big blind. No flop , Jorge c-betou 200.000 fichas, o rondoniense foi all in de 935.000 e Diego fez o mesmo com stack de 1.800.000. Osuna foldou. No showdown, Henrique tinha contra e não encontrou solução no turn e river .

Confira o  Poker de Boteco  #25 com Kelvin Kerber:

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KSOP SA: Full house vs flush garante bounty e pote de 124 blinds para Carlos Serrano no High Roller 1-Day

Colombiano ganhou mão importantíssima no torneio

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Carlos Serrano

Nesta quarta-feira, está acontecendo o High Roller PKO One Day. O torneio de R$ 10.000 de entradas reuniu alguns dos nomes mais conhecidos presentes no torneio junto de algumas outras novas figurinhas, todos em busca de um troféu do circuito e mais bounties importantes. Quem está cheio de ficha nesse momento é o colombiano Carlos Serrano.

Serrano, proveniente da Colômbia, é personagem ativo no KSOP já há muitos anos e ganhou um pote gigantesco contra o argentino Ezequiel Ferretty. O Mundo Poker flagrou a ação já no turn, quando um pote gigantesco se formava entre os dois sul-americanos. Os blinds eram 2.500 / 5.000 e o board mostrava e Ferretty havia acabado de disparar uma aposta de 60.000, paga por Serrano.

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O river foi o e o pote já passava das 60 big blinds quando Ferretty pensou por mais de um minuto para declarar all in. Serrano não precisou nem pensar, colocando uma ficha à frente e mostrando . O full house puxou a mão e eliminou Ferretty.

Após mais de dois minutos contando as fichas, Serrano comunicou ao Mundo Poker que agora contava com 618.500 fichas, que correspondiam a pouco menos de 124 big blinds em seu stack. Ele só não era o chip leader do torneio porque o conterrâneo Martin Romero o superava por pouco depois de um all in quádruplo na mesa ao lado.

Confira o Poker de Boteco #134 com Marina Manz:

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KSOP SA: Rafael Loiola fala sobre big hit recente, carinho por Balneário Camboriú e relação com a Standard Backing

O jogador puxou US$ 410 mil recentemente jogando online

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A etapa South America do KSOP, realizada em Balneário Camboriú, é uma parada muito querida por jogadores de poker de todo o Brasil, reunindo desde recreativos até profissionais renomados. Nesse quesito, um dos nomes que deu as caras nesta terça-feira e já engatou nos torneios foi Rafael Loiola.

Dono de resultados expressivos, como a vitória recente no High Roller Light e uma mesa final no Main Event do KSOP Special em 2024, além de outras retas importantes, Rafael retorna ao circuito no melhor momento da carreira. Recentemente, ele puxou impressionantes US$ 410 mil na GGPoker, o maior prêmio de sua carreira até aqui.

E para celebrar essa grande fase, Loiola escolheu justamente o KSOP para voltar a sentir a emoção do poker live, especialmente em Balneário Camboriú, cidade pela qual demonstra grande carinho:

“Eu gosto muito de estar aqui na cidade. É a minha cidade preferida do Brasil. Eu gosto muito do ambiente daqui. O evento é muito legal de jogar. Traz boas lembranças, né? A primeira vez que eu vim jogar eu fui meio deep no Main Event. Eu nem tinha a dimensão de como era. Então eu tô muito feliz, feliz com a fase, com as coisas dando certo. É muito bom estar de volta aqui”, falou.

Rafael Loiola

Rafael Loiola

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O maior prêmio da carreira, conquistado no dia 2 de março, foi inesquecível na carreira de Rafael. Naquela manhã de segunda-feira, ele pôde ver que está no caminho certo. Sobre isso, Loiola comentou a sensação de conquistar o resultado tão expressivo algo que, segundo ele, ainda não caiu a ficha:

“Pô, é uma loucura massa, porque é muito inesperado, né? Você não espera o que vai acontecer. Visualmente, assim, tem todo aquele momento, mas é meio inacreditável. Você só acredita quando cai na conta. E, mesmo assim, nem sabe se tá acreditando de verdade, sabe? Mas eu vinha de um segundo semestre muito bom, muito confiante em 2025. O jogador sente quando tá perto, sabe? Parece que você sabe que vai brocar alguma coisa. Eu estava chegando muito, muito perto mesmo. E aí veio a concretização de tudo aquilo que eu vinha fazendo há tanto tempo, jogando milhares de torneios.

É muita loucura. Acho que a ficha vai caindo aos poucos, ao longo dos meses. Nem deu tempo de aproveitar direito, porque já emendou. No outro dia já começava o SCOOP, então não teve comemoração nem nada. Na terça-feira eu já tava grindando normal. As coisas foram acontecendo nos dias seguintes, até tudo acalmar e eu conseguir entender melhor o que tinha acontecido. Então, é isso”, relembrou.

Assim como muitos jogadores brasileiros, Rafael Loiola faz parte de um time. No entanto, sua trajetória tem um diferencial: desde o início, ele está ligado ao Standard Backing, time internacional que aceita jogadores do mundo todo. Já são quase 10 anos de parceria, marcados por muito aprendizado e evolução:

“É meu primeiro time, sabe? Eu aprendi tudo lá. Fui formado lá. Tudo que eu tenho na vida, o que eu aprendi, devo muito a eles. Claro que tem muito esforço meu também, mas eles me deram oportunidades. É um time muito foda. As pessoas que trabalham lá são muito sérias, tem várias qualidades que eu poderia ficar aqui enumerando.

Pra quem é jogador, eles dão muito incentivo pra jogar live também. Tem muita gente que gosta desse mix entre online e ao vivo, e eles apoiam bastante isso. É um lugar muito especial pra mim. Tenho só coisas boas pra falar. E a parceria continua, né? Já vai fazer quase 10 anos e, provavelmente, vai seguir por muito mais tempo. Não pretendo sair pra outro lugar”, contou Loiola.

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Classificado para o Dia 2 do Main Event do KSOP South America, Rafael deu o primeiro passo em busca de um grande título no poker ao vivo. Questionado sobre a possibilidade de usar a etapa como preparação para uma viagem a Las Vegas, o jogador revelou que o plano ainda não deve sair do papel em 2026, mas segue nos seus objetivos:

“Cara, eu até tenho muita vontade, mas acabei ficando uns três anos meio enroscado com outras coisas da vida. Tava construindo casa, tive outros planos, minha esposa engravidou, fui pai e então acabei não indo atrás disso. Esse ano eu até pensei mais sério em ir, tava com vontade, mas aí já achei que não daria tempo de tirar o visto.

Também tem a questão de logística, né? Eu moro no interior do Mato Grosso, então já dá uma preguiça desse deslocamento todo. Mas é algo que eu quero muito fazer. Acho que ano que vem eu vou. Esse ano, provavelmente, devo jogar o EPT Barcelona também. Vamos ver os próximos passos”, finalizou.

Confira o Poker de Boteco #134 com Marina Manz:

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KSOP SA: Luis Felipe Brasil tem excelente desempenho no Dia 2 e é o campeão do Freezeout R$ 3k

Luis levou R$ 43 mil com o título, seu primeiro em torneios ao vivo

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O R$ 3k do Freezeout voltou aos panos nesta quarta-feira para a definição do campeão, e foi um craque quem ficou com o título. Luis Brasil, que representa o FuTTuro Poker Team, teve um excelente desempenho no Dia Final para ficar com a cravada.

Luis voltou com o quarto maior stack entre os 11 jogadores que voltaram aos panos em busca do troféu, mas rapidamente se estabeleceu na liderança e de lá não saiu mais. Com o título, ele levou o prêmio de R$ 43.000 para casa. Luis não conseguia ignorar a felicidade após um dia onde tudo pareceu dar certo.

“Foi incrível. Foi um daqueles dias que a gente joga e as coisas só acontecem, vão dando certo. A gente joga todo dia esperando aquele momento em que tudo dá certo e finalmente veio”, celebrou.

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Luis, que conta com bons resultados no online, disse se sentir no ‘melhor momento da carreira’. Ainda assim, faltava a cravada no live; em 2025, ele foi vice-campeão do High Roller 6-Max do KSOP South America. Dessa vez, o maior troféu, conquistado num field de 68 entradas, não ia escapar.

“Tem um sabor especial. Tem bastante tempo jogando já, especialmente live, nunca fui muito de live. Ainda não tinha vindo um título, fico bem feliz por finalmente ver as coisas acontecendo. Eu sinto que estou no melhor momento da minha carreira, mesmo que os resultados ainda não estejam batendo. Estou bem confiante que grandes coisas vão acontecer em um futuro próximo.”

Por fim, ele falou sobre o trabalho no FuTTuro Poker Team. “No FuTTuro a gente trabalha diariamente estudando, é legal ver que o que enchemos o saco com eles para fazerem todo dia dá resultado”, finalizou.

Confira a premiação final:

1º – Luis Felipe Brasil – R$ 43.000
2º – Lucas Agustin – R$ 30.000
3º – Antonio Cezar – R$ 21.000
4º – Paulo Monteiro – R$ 15.800
5º – Renan Revinthis – R$ 11.900
6º – Matheus Manfrim – R$ 9.000
7º – Hernan Rettich – R$ 6.900
8º – Gabriel Cordeiro – R$ 5.400
9º – Lucas Fuzato – R$ 4.500

Confira o Poker de Boteco #134 com Marina Manz:

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