KSOP
Craque do Stars Poker Team, Gabriel Nóbrega analisa carreira e relembra FT do KSOP Special: “a torcida foi muito importante”
Ele falou sobre o limp dado na Summer Series e da sua entrada no Stars Team
Gabriel Nóbrega é um dos nomes que vira e mexe está aqui no Mundo Poker. O jovem de 21 anos de idade chamou a atenção da comunidade principalmente após ter chegado ao 3º lugar do Main Event do KSOP Special em 2019.
Assim, o paulista com sangue nordestino impressiona com suas conquistas e habilidades nos principais torneios ao vivo do país nos últimos dois anos. “Conheci o poker através do live mesmo, ia bastante na casa de poker de João Pessoa e nas de São Paulo quando ia para lá”, contou.
Como este ano os torneios online estão dominando o poker, Gabriel teve que começar a investir nesse outro lado do poker também. “O que me motivou a migrar para o online foi quando eu senti que era o único caminho para conseguir jogar os maiores torneios do live”, disse.
Afinal, o player já definiu um prazo para realizar a meta. “Meu principal objetivo para os próximos cinco anos é rodar o circuito live pelo mundo – WSOP, EPT – e estar jogando os high stakes do online também. Mas, ao mesmo tempo, ter adquirido uma tranquilidade financeira para não ter que me preocupar tanto com os resultados”, revelou.
Traves
“Eu sentia que meu jogo tinha melhorado bastante então acho que a pressão foi bem menor, mas tenho certeza que o nono lugar no Millions foi essencial para as coisas terem dado certo na FT do KSOP”, Gabriel Nóbrega
Gabriel coleciona algumas traves na carreira como profissional. Segundo o jogador, elas representam frustração, aprendizado já que são nesses momentos que ele mais aprende, e motivação. “Mas, com certeza, sempre me motivam bastante, até porque no poker ter muitas traves mostra que estamos no caminho certo. Às vezes, falta só ajustar um detalhe ou outro no jogo ou a conta regular na retinha mesmo”, analisou.
No live, as mais conhecidas foram nas mesas finais dos Main Event do KSOP Special, citada acima, do BSOP Millions. Sobre este último, o integrante do Stars Poker Team se sentiu inadequado durante a disputa. “Eu senti que não estava preparado para estar ali, nunca tinha passado nem perto de premiações tão grandes. A reta pesou bastante e acho que faltou experiência ainda mais com jogadores que já eram muito consolidados”, lembrou.
Diferente dessa experiência, no KSOP Special, o paulista quase paraibano teve uma outra sensação. “Eu sentia que meu jogo tinha melhorado bastante então acho que a pressão foi bem menor, mas tenho certeza que o nono lugar no Millions foi essencial para as coisas terem dado certo na FT do KSOP”, explicou.
Amadurecimento

O player comemorando com a torcida durante mesa final do Main Event do KSOP Special
Enquanto vivia a adrenalina de estar entre os finalistas do Main Event do KSOP Special, o craque contava com o apoio dos colegas do Stars Team. “A torcida foi muito importante, tiveram dois momentos em que fiquei bem short ali na reta. Mas com o pessoal do Stars torcendo não deu nem para ficar desmotivado. Eles me ajudaram bastante e sou muito grato a todo mundo que estava lá”, comentou.
Fazer parte do time fez toda a diferença na vida profissional do Gabriel Nóbrega primeiro como sendo integrante da escola e depois como membro do projeto stacking. “As coisas começaram a dar certo. Eles me deram uma base teórica do jogo muito boa e foi ali que comecei a encarar o poker de forma mais profissional mesmo até porque também foi quando decidi trancar a faculdade e me dedicar 100% ao poker”, disse.
Mesmo com poucos anos de estrada no poker, o craque faz uma análise do seu início como jogador que, de acordo com ele, não foi planejado. “Era só algo que eu queria muito que desse certo. Acredito que meu maior mérito foi o de ser muito dedicado e estar sempre investindo em conhecimento. Além disso, ter entrado para o time foi uma das coisas que mais influenciou para minha evolução, mas também vejo a sorte que eu tive em alguns momentos cruciais nesse começo”, revelou.
Online

Gabriel Nóbrega foi um dos vencedores do Freeroll do KSOP RJ deste ano
Conquistar um big hit no online é também um dos objetivos do paulista. Recentemente ele participou do Summer Series do PokerStars e fez uma jogada polêmica no Evento #65.
“Ali na dinâmica de blind war, eu acho bem standard jogar de limp/shove com o 22 naquela faixa de stack. Meu range vai estar balanceado com os Axo mais fortes também. Talvez por já ser reta poderia ter evitado a variância da jogada e ido só de limp/call. Às vezes a gente acaba se apegando ao resultado da mão e não na jogada, mas encontrar o adversário no topo faz parte”, explicou.
Como Gabriel mesmo já disse, o online foi um meio de poder disputar grandes torneios ao vivo. No entanto, em 2017, algo inusitado aconteceu com ele no PokerStars nos eventos de até US$ 3 ao acertar um straight flush que quase passou despercebido pelo player.
“Na hora achei que tinha feito só um flush e ganhado US$ 25, já tava feliz, mas aí percebi que tinha aberto a roleta das premiações. Acabou que não hitei o jackpot, mas apareceu na tela que tinha ganhado US$ 5.000. Foi essencial para o meu bankroll lá no início”, contou.
LEIA MAIS: Como uma FT de Sunday Million mudou a vida de Leonardo Borgheti, sócio do Stars Team
Hoje muito mais experiente e se espelhando em jogadores como Yuri Martins, Gustavo Mastelotto e Caio S. G., Gabriel Nóbrega construiu uma maturidade que trouxe tranquilidade no esporte da mente, coisa que não tinha no início de tudo.
“Em em alguns momentos dessa trajetória tive muita pressa em subir os limites/ir atrás de big hits. Por isso, acabei jogando muitos torneios em que não batia o field ou que afetariam o meu bankroll”, disse.
E é por todos esses aprendizados que Gabriel Nóbrega hoje pode contar com conquistas expressivas no poker. Sendo assim, como sempre é relatado pelos craques brasileiros, o caminho nem sempre é fácil. Porém, vale a pena o investimento e a paixão.
KSOP
KSOP Circuit Amazônia: Jesus Mejia, da Venezuela, derrota Dennis Magaldi no heads-up e fica com título do High Roller
O venezuelano puxou R$ 61 mil

O KSOP Circuit Amazônia foi encerrado com grande sucesso após sete dias intensos de poker em Manaus. E o último torneio a conhecer seu campeão foi o tradicional High Roller, que reuniu um excelente público neste domingo. No fim das contas, a vitória ficou com Jesus Mejia.
O venezuelano de Cumaná, que viajou até Manaus para disputar o KSOP pela primeira vez ao lado dos amigos, não deu chances ao field de 26 entradas no torneio de R$ 7.500 e foi recompensado com uma premiação de R$ 61.300. “São muitos anos de trajetória. São 25 anos viajando. Panamá, República Dominicana, Colômbia, Brasil”, comentou o campeão.
Jesus também destacou sua relação antiga com o país e elogiou a estrutura do evento. “Eu venho ao Brasil muitas vezes, porque conhecemos ele há 15 anos, quando ele fazia o torneio em Margarita, e nos tornamos grandes amigos. Aqui, a organização do KSOP é perfeita. Toda a estrutura é muito boa. Você pode jogar poker tranquilo. Os diretores, os dealers… tudo muito organizado”, completou o venezuelano.

A mesa final do torneio foi bastante disputada e contou com várias horas de jogo até Jesus sair campeão. No 3-handed, por exemplo, ele despachou Murad Abdelaziz e Dennis Magaldi, esse último, amargou o terceiro vice-campeonato na etapa.
O High Roller ainda teve uma paralisação durante a mesa final por conta de uma falta de energia. Assim que o jogo foi retomado, porém, o desfecho aconteceu rapidamente. Jesus garantiu a vitória ao acertar top pair e flush draw com contra de Dennis Magaldi, no board , sacramentando o título do High Roller.
Perguntado sobre disputar outras etapas do circuito, o venezuelano confirmou presença na etapa de Iguazú. “Sim, pelo que eu vejo, eu vou descer. Não vou para a Venezuela, vou para a Argentina. Quando vêm os bons torneios, tem que aproveitar”, comentou o campeão.
Confira a premiação completa:
1º – Jesus Rafael Mejia Borges (Venezuela) – R$ 61.300
2º – Dennis Magaldi – R$ 42.400
3º – Murad Abdelaziz – R$ 28.600
4º – Rafael Urias Wagenfuhr – R$ 19.020

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
KSOP
KSOP Circuit Amazônia: Alexsandro Nogueira, Cristian Ribeiro e Eduardo Moura vencem no último dia da etapa
O último dia foi bastante movimentado

O último dia do KSOP Circuit Amazônia foi recheado de torneios e contou com ótimo movimento no salão do Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus. Entre os campeões da reta final da etapa, um dos destaques foi o jogador Alexsandro Nogueira, vencedor do High Roller Hyper.
O torneio, que não fazia parte da grade oficial, acabou sendo realizado após pedidos dos próprios jogadores e teve buy-in de R$ 4.000. Ao todo, 14 entradas foram registradas e Alexsandro Nogueira ficou com o título, faturando R$ 21.000 pela conquista.
Confira a premiação:
1º- Alexsandro Nogueira – R$ 21.000
2º – Bento de Souza – R$ 13.750
3º – Felipe Pedrosa – R$ 8.700

Quem também se deu bem no KSOP Circuit Amazônia foi Cristian Ribeiro. O jogador, que na noite anterior acabou sofrendo dois duros coolers na mesa final do Main Event, deu a volta por cima ao conquistar o título do Last Chance.
Demonstrando muita resiliência após o ocorrido no principal torneio da grade, Cristian bateu com autoridade o field de 56 entradas no evento de buy-in R$ 750. Pela conquista, ele faturou R$ 10.000.
Confira a premiação:
1º – Cristian Ribeiro – R$ 10.000
2º – Gabriel Lima de Oliveira – R$ 6.000
3º – Anna Alice Bezerra de Oliveira – R$ 4.550
4º – Nabil Lelis de Oliveira Abdel Aziz – R$ 3.440
5º – Eibar Coa Monteverde – R$ 2.600
6º – Cesar Gustavo Camurça Ferreira – R$ 2.000
7º – Anderson Augusto Gadelha Cavalcante – R$ 1.600
8º – Cleiton Mauricio Sierpinksi – R$ 1.300
9º – Cleber Coldmir Sierpinski – R$ 1.100

Por fim, o último torneio iniciado no KSOP Circuit Amazônia foi o Manaus Turbo Finale, competição que virou sensação durante as noites da etapa. Na edição derradeira do torneio, melhor para Eduardo Moura.
O jogador, que veio de Boa Vista para disputar o KSOP, superou o field de 28 entradas e, de forma especial, derrotou a própria mãe, Dyanna Vieira, no heads-up para ficar com o título. Pela conquista, Eduardo embolsou R$ 4.600, enquanto a mãe levou R$ 3.000 pelo vice-campeonato.
Confira a premiação completa:
1º – Eduardo Oliveira Moura – R$ 4.600
2º – Dyanna Vieira de Oliveira – R$ 3.000
3º – Jamily Lopes Rossete Moraes – R$ 2.000
4º – Alexandra Amenaida Villoria Alvarez – R$ 1.260
Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
KSOP
“É um sonho realizado”: Ademilson Costa exalta sucesso do KSOP Circuit Amazônia e exalta parceria com o circuito
O empresário sócio da UniEventos se mostrou muito realizado com a etapa

O KSOP pisou pela primeira vez no Norte do Brasil com um grande evento, arrecadando mais de R$ 1 milhão em sete dias de muito poker em Manaus, capital do Amazonas. E tudo isso só se tornou possível graças à parceria entre a Kings Eventos, que tem Moisés Moraes como CEO, e a UniEventos, empresa que conta com Ademilson Costa como sócio.
Frequentador assíduo do circuito pelo Brasil e também no exterior, Dedé sonhava há muitos anos em ver uma etapa do KSOP sendo realizada em Manaus e trabalhou para transformar esse desejo em realidade. Agora, com o encerramento da etapa, ele demonstrou toda a gratidão pelos dias vividos em sua terra natal:
“Cara, a primeira coisa é agradecer a Deus e toda a organização, na pessoa do Moisés, ao Mundo Poker, à transmissão maravilhosa de vocês, com informações em tempo real. Aos amigos do poker amazonense, aos amigos de Roraima, de Boa Vista, e a todos aqueles que vieram fazer parte, que vieram de longe. Vieram jogadores de Camboriú, tem um cara que está na mesa final do High Roller que é do Paraná, entendeu? Então, só tenho a agradecer. É um sonho realizado como pessoa. Isso é um sonho realizado meu e do meu amigo Arlindo Júnior, que já se foi, mas sonhava com isso”, falou.
Além da emoção de ver o sonho sair do papel, Ademilson Costa também teve motivos para comemorar dentro das mesas. O empresário alcançou duas mesas finais importantes na etapa, no High Roller e no Main Event. Realizado com o resultado do evento, Dedé destacou a gratidão pela repercussão positiva do KSOP em Manaus e afirmou que espera voltar ainda mais preparado para uma possível edição em 2027.
“Eu espero passar para as pessoas apenas coisas boas, falar coisas boas, e espero que no ano que vem a gente possa planejar com mais calma, acertar ainda mais algumas coisas. Mas, para mim, superou tudo, estou realizado mesmo, com louvor. Foram duas mesas finais, High Roller e Main Event, como jogador, além de trazer para cá o campeão do Manaus Turbo, logo no primeiro dia. Então, como jogador e como empresário, estou muito realizado e muito grato.”

Mesmo já possuindo experiência na realização de eventos em Manaus através da Liga de Poker Caribenha, com a Uni Eventos, Ademilson Costa destacou que a grandiosidade de uma etapa do KSOP trouxe novos aprendizados para toda a equipe envolvida.
O empresário fez questão de elogiar a parceria com a organização do circuito, ressaltando o trabalho coletivo e a reciprocidade entre funcionários e participantes durante os sete dias de festival na capital amazonense:
“É, a gente já tem uma experiência, já trabalha com eventos em Manaus e também realiza alguns torneios menores, como a LPC, que é da nossa organização, a LPC Uni Eventos. Mas, nessa magnitude, a gente espera poder ser parceiro e seguir aprendendo. A gente aprende a cada dia como empresário, e foi tudo muito maravilhoso, muito gratificante. Nossos funcionários, vocês, como um todo, foi algo muito recíproco, houve reciprocidade de todos nós, entendeu? Essa é a minha ideia”, disse.
Por fim, Ademilson Costa garantiu que a parceria com o KSOP deve continuar nos próximos anos. Presença frequente nas etapas do circuito pelo país, o empresário e jogador afirmou que seguirá acompanhando o calendário do circuito e reforçou o carinho pelo trabalho de todos.
“Vamos continuar. A gente segue no KSOP, que é algo que fazemos juntos. Participamos do circuito inteiro, das etapas, e vamos continuar assim. A gente se fala, se encontra pelo Mundo Poker, acompanhando essa cobertura maravilhosa que vocês fazem. Obrigado”, finalizou.

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:
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