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Opinião: política e um vestido ajudam a explicar a mão de poker mais polêmica do ano

Poker se tornou um dos assuntos mais comentados no Twitter

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Garret Adelstein e Robbie Lew

Eu tenho que começar esse texto com uma breve introdução. Ele não foi feito para quem busca uma explicação simplória sobre o que aconteceu no Casino Hustler na última quinta-feira. Demorei alguns dias para escrever esse texto que tinha a urgência de ser escrito ainda na sexta, dia seguinte do ocorrido, correndo grande risco de ser desonesto (ou ao menos perder o ponto principal da coisa). Preferi seguir uma linha que fugisse do imediatismo. 

O caminho para entender esse caso é olhar para o que vivenciamos nesse último final de semana em casa. O Brasil está polarizado. Eleitores de candidato X ofendendo eleitores de candidato Y e uma verdadeira selvageria nas redes sociais (foi o termo mais brando que encontrei). Eu não acreditava que o Brasil estava desse jeito, mas somos um reflexo do mundo, e ele está polarizado. Não existe mais meio termo, não existe mais diálogo. Ou é 8, ou é 80. E isso ajuda a entendermos a dimensão que tomou a mão jogada entre Garrett Adelstein e Robbie Lew.

O poker foi parar nos assuntos mais comentados do Twitter, com mais de 40 mil menções. Centenas de grandes nomes do cenário mundial tinham opiniões formadas sobre o caso e a mão estourou a bolha do nosso esporte, sendo discutida por várias pessoas que ou não conhecem as regras, ou somente isso, colocando os dois envolvidos no verdadeiro olho do furacão. Tanto que ainda na sexta-feira, a discussão já nem era mais sobre quem estava certo ou errado, mas sim quem tinha sofrido mais hate e que aquilo deveria parar. 

Primeiro, um rápido recap do que aconteceu. O profissional Garrett jogava o cash game televisionado do Casino Hustler, o mais tradicional jogo a dinheiro transmitido ao vivo. Em uma mão contra a recreativa Robbie, com os blinds carissimos $100/$200/$400/$400, Garrett fez uma jogada padrão com suas duas pontas e flush draw, mas acabou perdendo para uma mão impossível de chegar até aquele momento, que era o J4 de Robbie. Para quem estava preso em uma caverna nos últimos dias e não viu o desenrolar da mão, veja abaixo:

O que vemos de cara é a reação de Garrett. Quando ele se dá conta das cartas que Robbie tem, ele entra em choque. São alguns bons segundos olhando para a situação e esperando que alguém se espantasse com aquilo que tinha acontecido. Ele observa todos os jogadores da mesa. Tem certeza que aquele jogo é roubado e não vê ninguém se indignar como ele, afinal, não faz sentido algum aquela mão. 

Quando ele confronta Robbie, a dificuldade dela explicar porque realmente deu aquele call deixa tudo mais claro na cabeça dele. Seguindo com a certeza de que aquilo era uma armação, ele vai até a direção e cobra uma explicação. Quer entender o que aconteceu, quer que as câmeras sejam checadas, que haja uma investigação e não aceita que aquilo passe impune. 

Robbie vê aquela situação toda e vai ao encontro de Garrett. Nessa discussão, ela resolve devolver o dinheiro para acabar com aquilo. Ela volta para a mesa, pega as fichas do valor que o americano havia perdido na mão, coloca no rack e o entrega fora do olhar das câmeras. Pouco tempo depois, Garret volta à mesa, guarda suas coisas e vai embora do jogo. 

Aqui faltou alguém para trazer Garrett para a realidade e ajudá-lo a fazer alguns questionamentos a si próprio. Se o jogo era roubado, porque escolher uma situação tão marginal como aquela? Se era roubado, porque bater duas vezes? E se era roubado, porque devolver o dinheiro?

Garrett e Robbie conversando antes dela devolver o dinheiro ganho na mão

Ainda é bem cedo para afirmar, mas pouco mais de uma semana do ocorrido, o Casino Hustler soltou uma nota que até o momento, nenhuma evidência de roubo foi encontrada e que uma empresa especialista em segurança cibernética sem ligação com a operação da transmissão está encarregada de investigar o caso. Somando isso a reputação do Casino e da presunção de inocência, creio que não tenha havido nenhum delito na mão. 

Agora vamos analisar o outro lado. É um tema sempre muito polêmico, mas me senti na obrigação de tentar entender porque as pessoas acreditam que os ataques e toda a situação que Robbie foi colocada tem a ver com o machismo. Não por acaso, o tweet mais engajado foi justamente sobre esse assunto e bateu quase 300 mil interações, algo assombroso se tratando de poker. 

“Estou ouvindo agora que os caras estão bravos com uma mulher por vencê-los no pôquer porque ela apostou em uma mão estatisticamente ruim depois de ler seu oponente, que é, até onde eu sabia, a razão exata pela qual eles chamam o pôquer de “jogo” e não “estatísticas””

Imagina comigo uma situação. Você nunca saiu do país e está indo pela primeira vez para fora. Você até desenrola no inglês, mas nunca praticou. Chega lá nos Estados Unidos e na cidade que você escolheu para conhecer, está rolando um jogo bem importante de baseball. Você resolve ir, como um bom turista que quer vivenciar todas as experiências possíveis.

No jogo, há um home run (quando um jogador rebate a bola na arquibancada ou além) e a bola do jogo calha de vir na sua direção e cair na sua mão. Você já sabe que é tradição nos jogos de baseball que caso alguém pegue a bola, pode levá-la para casa como recordação. É um momento de alegria. Você ganhou um souvenir que milhões de espectadores passam anos indo a estádios e nunca conseguiram. 

Só que quando isso acontece, 3 brutamontes, um deles com dois metros de altura e armado, começam a pedir a bola pra você. Dizem que a bola é deles e que você tem que entregá-la. Você não domina bem o inglês, tenta argumentar, mas eles seguem pedindo a bola deles e dizendo que você a roubou. Não há nenhum policial por perto para que você peça ajuda. O que você faz? 

Creio que a situação onde levantam o machismo contra a Robbie seja justamente essa. Ela é uma mulher em um jogo onde só tem homens. Ela não é profissional, está ali pela segunda vez. E depois de ganhar uma mão, é confrontada e acusada de roubo. Como vimos no vídeo, ela não tem uma explicação clara do que levou a tomar aquela decisão. Como se defender numa situação dessa? Se fosse um homem no lugar da Robbie, Garret a confrontaria do mesmo jeito?

Tudo que foi dito depois dos primeiros 10 minutos de interação após a mão entre os dois, ficou meio contaminado. Garrett teve tempo de consultar várias pessoas e escrever um texto de 6 páginas, Robbie acaba mudando a primeira versão para ficar mais plausível depois de todo o barulho. Virou um verdadeiro circo.

E aí vocês me perguntam, e o vestido? Em fevereiro de 2015, a internet se dividiu em dois em uma briga que deixou as eleições deste ano no chinelo. Não foi o Brasil, não foi os Estados Unidos, foi o mundo todo indo às redes com discussões acaloradas e textos imensos para definir se um vestido era azul ou branco. Apesar de ter dominado o debate público por semanas, aquela foi uma polarização divertidade, onde memes foram criados e ninguém saiu ferido. 

Esses três casos mostram o potencial polarizador das redes sociais, não importa se é uma eleição, uma mão de poker ou um vestido.

Branco ou azul?

*Esse texto não reflete necessariamente a opinião do Mundo Poker

Confira o episódio #18 do Poker de Boteco:

 

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B-Day do Carneirinho: Miri Balen é campeã do Seeeextou do Carneirinho e faz a festa no Rio de Janeiro

A jogadora brilhou para levar R$ 22.250

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O evento de aniversário de Pedro Cassar, o “Carneirinho”, continua agitando a capital carioca. Na badalada noite de sexta-feira no Rio de Janeiro, a festa no evento ficou por conta da jogadora Miri Balen. Ela foi a campeã do torneio do dia do evento festivo e saiu de bolsos cheios.

Miri Balen enfrentou um field de 77 entradas na competição de R$ 1.500 e garantiu um belo retorno com a vitória. Passando por nomes conhecidos não só do cenário carioca, mas também do nacional, a jogadora recebeu R$ 22.250, valor definido após múltiplos acordos na mesa final.

LEIA MAIS: B-Day do Carneirinho: Almir Reis faz acordo no 3-handed e conquista o High Roller; Bruno Nunes é campeão do Night Turbo

Campeã, ela falou feliz sobre o feito: “foi muito divertido. Acho que fiquei CL o torneio inteiro até chegar na mesa final. Perdi umas fichas em certo ponto, mas recuperei e foi muito divertido. Foi o primeiro dia que eu vim aqui no evento do “Carneirinho” e tá todo mundo aproveitando muito. Espero que tenha outros”, falou Miri.

Na mesa final, Balen teve a companhia de outra mulher, Milena Magrini, mas esta acabou caindo cedo. Outro nome de peso foi Ramon Pessoa, que ficou com a sexta colocação. No pódio do torneio, Miri esteve ao lado do amigo Raphael “Vó”, vice, e de Charles Dore, terceiro. Eles saíram com R$ 21.500 e 15.200, respectivamente.

Confira a premiação da mesa final:

1º – Miri Balen – R$ 22.250
2º – Raphael Vó – R$ 21.500
3º – Charles Dore – R$ 15.200
4º – Michael Goulart – R$ 9.000
5º – Daniel Alves – R$ 7.000
6º – Ramon Pessoa – R$ 5.300
7º – Juliano Pacheco – R$ 4.000
8º – Adriano Carvalho – R$ 3.000
9º – Milena Magrini – R$ 1.500

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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B-Day do Carneirinho: Almir Reis faz acordo no 3-handed e conquista o High Roller; Bruno Nunes é campeão do Night Turbo

O evento segue ocorrendo no Hotel Nacional, no Rio de Janeiro

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O carioca Pedro Cassar, mais conhecido como Carneirinho, celebrou aniversário nesta quinta-feira sediando um luxuoso evento no Rio de Janeiro, que contou com a presença de diversos amigos. Entre as atrações da festa, um High Roller com R$ 300.000 garantidos chamou atenção e terminou em grande estilo, com vitória de Almir Reis.

O ilustre presidente da Beija-Flor de Nilópolis marcou presença no Hotel Nacional para prestigiar o evento do amigo e acabou saindo com a cravada, superando o field de 50 entradas totais. Após um acordo no 3-handed, Almir Reis embolsou R$ 84.000 pela conquista. O buy-in do torneio foi de R$ 10.000.

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A mesa final do torneio contou com nomes como Marcio Claire, Aleksander Zankovs, Wendel Cader, Rene Kuhlman, Rogério Mota e Rafael Santos Pet, além de Jorge Rocha e Diogo Pereira, o “Tim Maia”, que completaram o 3-handed ao lado de Almir Reis e firmaram um acordo.

Já no outro torneio da noite, o Night Turbo de R$ 1.000, quem levou a melhor foi Bruno Nunes, o “Bruno Chato”. O jogador superou o field de 33 entradas e faturou R$ 9.000 pela vitória. Também marcaram presença na mesa final Jhonatan Marzulio (2º colocado – R$ 7.000), Jorio Gottardo (3º colocado – R$ 5.000) e Rodrigo Araújo (4º colocado – R$ 4.600).

Confira a premiação completa abaixo:

1º – Almir Reis – R$ 84.000*

2º Diogo Pereira “Tim Maia” – R$ 83.000*

3º – Jorge Rocha – R$ 83.000*

4º – Rafael Pet – R$ 40.000

5º – Rogerio Mota – R$ 30.000

6º – Rene Kuhlman – R$ 24.500

7º – Wendel Cader – R$ 20.500

8º – Aleks Zankovs – R$ 10.000

9º – Marcio Claire – R$ 10.000

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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B-Day do Carneirinho: Albertino Vilela crava o Night Turbo nesta quarta-feira e leva o primeiro título do evento; confira

O evento está ocorrendo no Hotel Nacional até o próximo dia 31

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O aniversário de Pedro Cassar, o “Carneirinho”, começou em grande estilo no Rio de Janeiro. O empresário e amante do poker promove um evento especial no Hotel Nacional, com patrocínio da BetMGM, e já conheceu o primeiro campeão da série nesta quarta-feira: Albertino Vilela.

Reunindo diversos amigos de Cassar, o torneio de abertura foi o Night Turbo, com buy-in de R$ 500, disputado no período da noite, como o próprio nome sugere. Albertino Vilela superou o field de 27 entradas e ficou com o título, além da premiação de R$ 5.250.

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Ao todo, três jogadores entraram na faixa de premiação. O heads-up contou com Rodrigo Gil, o “Roliço”, campeão recente do Main Event do JPT, que levou R$ 3.300 pelo vice-campeonato. Já Elias Abifadel completou o pódio na terceira colocação, faturando R$ 1.900.

Na mão decisiva, Rodrigo Gil estava em all in pré-flop com AT e buscava a dobra, mas Albertino encontrou um improvável J3 para o call. O bordo JQQ83 confirmou a vitória de Vilela, que conquistou o primeiro troféu do B-Day do Carneirinho. A programação do evento continua nesta quinta-feira, com novos torneios.

Confira o Poker de Boteco #139 com Peter Patrício:

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