Léo Rizzo recebe punição inusitada com retirada de fichas na Coreia do Sul e diretores do BSOP explicam procedimento
O “Oitavo” marcou presença na série SuperCup, disputada na cidade de Icheon
Amante do poker, Léo Rizzo, embaixador do BSOP, viajou até a Coreia do Sul para disputar a série SuperCup, na cidade de Icheon, e estreou o tradicional “Pow Pow Pow, tudo do Oitavo” em território asiático. Por lá, o empresário conquistou um pódio nos últimos dias e também foi protagonista de uma situação inusitada.
Acostumado às regras dos torneios, Léo sabe que a organização pode punir jogadores que as descumprirem. Porém, por um descuido momentâneo, em uma das mãos que disputava, acabou agindo fora de ordem, antes da vez de outro jogador. O episódio resultou em uma punição diferente da habitual, que consiste em impedir o jogador de participar de determinadas mãos ou órbitas completas: a retirada de fichas.
Nas redes sociais, Rizzo, que nunca havia passado por uma situação como essa, contou que viu o floor retirar 15.000 fichas do pote que havia puxado, valor equivalente ao small blind do torneio. Surpreso com o ocorrido, ele aproveitou para relatar o episódio e pedir explicações aos diretores do BSOP, Roberto Soares, o “Bob”, e Marcus Jr.
“Isso aqui vai para o Bob e para o Marcus Jr. Estou jogando aqui na Coreia. Olha o que aconteceu: eu dei check fora da ordem. Eu tinha um cara para falar antes de mim e, sem querer, não vi que ele ainda precisava agir e dei check. A mesa inteira deu call, o floor ficou atrás de mim. A ação voltou, obviamente, para o cara dar check, e eu segui com o check. Enfim, puxei a mão.
Quando eu puxei a mão, o floor me chamou e falou que eu tinha tomado uma penalidade. Ele retirou 15 mil fichas, que é o valor do small blind do torneio. Tirou as fichas de mim, do pote que eu ganhei, e retirou as fichas do torneio. Vocês já viram isso? Bob e Marcus Jr., me falem sobre isso”, disse Léo Rizzo.
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Claro, os experientes diretores trataram de esclarecer as dúvidas. O porta-voz foi Roberto Soares, o “Bob”, que explicou de forma bastante simples o motivo da punição e também abordou a reunião da TDA, realizada em julho de 2026, em Las Vegas, na qual foram discutidas mudanças nas regras.
O procedimento já está sendo adotado em torneios pelo mundo. Bob, no entanto, não revelou se a medida será incorporada às regras brasileiras, denominadas ADTP, e aplicada no BSOP Millions, por exemplo. O diretor publicou um vídeo explicando por que a atitude do floor na Coreia do Sul foi correta.
“Fala, pessoal! Tudo bem? Estou vindo aqui responder ao questionamento do meu amigo Léo Rizzo, embaixador do BSOP. Léo, sim, a atitude do floor foi correta. Isso foi discutido e estabelecido na última reunião da TDA, que aconteceu em julho de 2026, em Las Vegas.
Isso faz parte de um novo procedimento de penalização dos jogadores. Até hoje, a gente aplicava penalizações com mãos fora da mesa, órbitas ou até mesmo com a exclusão do torneio. A partir de agora, essa punição pode ser substituída pelo pagamento em fichas.
Então, nesse caso, quando você cometeu uma infração leve, pela qual seria punido com três mãos fora da mesa, ele substituiu essa punição pelo pagamento de um small blind, ou seja, 15 mil fichas, como você mencionou. Então, sim, foi correto. E, para todo mundo que está assistindo a este vídeo, isso vai acontecer. A partir de agora, provavelmente vocês vão ver esse procedimento em todos os grandes torneios de poker pelo mundo. Obrigado, Léo!”, explicou Bob.
Por fim, em conversa com o jornalismo do Mundo Poker, Marcus Jr. também destacou que a penalização pode aumentar progressivamente caso o jogador seja reincidente. Segundo ele, se o competidor voltar a cometer a mesma infração ou outra atitude antidesportiva, a punição pode passar de um small blind para um big blind ou até mesmo somar small blind, big blind e ante, com o objetivo de coibir esse tipo de comportamento.

Confira o Poker de Boteco #156 com Pedro Paulo:

