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Ezequiel Kleinman e Ramiro Petrone: quem são os dois argentinos que ganharam prêmios milionários na WSOP Online?
Os hermanos ficaram em terceiro e quarto no Main Event de US$ 5.000
O Main Event da WSOP Online tinha quatro prêmios milionários e forras exorbitantes na disputa. Evidentemente, todos os holofotes na última semana ficaram voltados para Bert Stevens, campeão de maneira irretocável e, de quebra, jogando ao vivo na Twitch. Mas a FT também foi muito especial para o poker sul-americano com resultados sensacionais de dois argentinos.
Ezequiel Kleinman e Ramiro Petrone deram show e terminaram respectivamente em terceiro e quarto. Kleinman, dono da conta “Be Myself” na GGPoker, ganhou a forra histórica de US$ 1.524.414, o maior prêmio já conquistado por um argentino no poker online e o segundo maior se considerar eventos ao vivo. Ele fica apenas atrás da forra de Nacho Barbero na Triton Series.
Ramiro Petrone é um nome mais conhecido no cenário high stakes do poker online e também ao vivo. A jornada dele na mesa final teve vários momentos tensos e o quarto lugar rendeu um prêmio estratosférico de US$ 1.128.331, disparadamente o maior valor já conquistado pelo famoso “ramastar88” do poker online.
Mas afinal, quem são Ezequiel Kleiman e Ramiro Petrone? O Mundo Poker traz algumas informações sobre os dois novos milionários do poker argentino.
Kleinman é de Buenos Aires e joga poker profissionalmente aproximadamente há 10 anos. Curiosamente, o primeiro ITM dele no poker ao vivo capturado pelo Hendon Mob foi justamente o maior hit dele no live: uma cravada no Conrad Poker Tour no Main Event de US$ 1.000 de buy-in para uma forra de US$ 88.000 depois de um HU contra Fabrizio Gonzalez.
Torcedor fanático do Racing, Kleinman chegou a disputar eventos como EPT Barcelona, EPT Malta e o PCA, mas comparece pouco em eventos ao vivo. A maioria dos ITMs dele no site especializado em captura de resultados são em torneios na Argentina. Kleinman fez um 11º lugar no High Roller do Circuito Argentino em março deste ano e quebrou um hiato de cinco anos sem uma premiação no live.
“Ele é um bom jogador de poker online e joga mais online do que torneios ao vivo”, explicou o jornalista argentino Leandro Caceres para o Mundo Poker. “Tenho visto ele jogar mais no PokerStars, mas quando joga ao vivo joga no Cassino Buenos Aires, em Puerto Madero”, completa Caceres. Kleinman é o “TEENageTuRtL” no site da espada vermelha.
Ramiro Petrone, por outro lado, é um nome bem mais conhecido. No cenário há mais de uma década, o fenômeno surgiu como uma espécie de “bad boy” do poker argentino, com um estilo bem agressivo. Com o tempo, ele amadureceu, evoluiu e alcançou o high stakes do cenário online e costuma jogar os torneios mais caros com frequência, obtendo bons resultados no GGMillion$ High Rollers da GGPoker, por exemplo, onde é bicampeão.
Ramiro é mais do estilo low profile, mas participou de um podcast em 2017 da CardPlayer LA em uma conversa de 45 minutos. Na descrição do vídeo do Youtube, o hermano foi apresentado da seguinte forma: “de sick a nit, controverso a moderado, relaxado a estudioso, mas sempre ganhador”.
Atualmente, Petrone é o líder no mais prestigiado ranking do poker online e tem mais de US$ 18 milhões em ganhos nos feltros virtuais. Ao vivo, Petrone soma mais de US$ 1,4 milhão em resultados e o maior hit aconteceu no ano passado quando ganhou € 306.705 pelo vice-campeonato de um torneio de € 25.000 no EPT Barcelona. Os primeiros ITMs começaram a ser capturados em 2012.
Nascido em Mar del Plata, o “ramastar88” do Pokerstars (na GGPoker joga com nome real) mora há muitos anos em Punta del Este, no Uruguai, por isso atua nos sites com a bandeira uruguaia. Em 2021, Petrone havia conquistado uma premiação exorbitante de US$ 859.018 ao cravar o MILLIONS Online do partypoker.
Confira o MundoTV Cast #52 com Lucio Lima:
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Annette Obrestad fala sobre retorno ao poker de forma regular, mas reforça: “só quero jogar o que achar divertido”
A campeã do Main Event da WSOPE em 2007 está de volta aos feltros

A norueguesa Annette Obrestad fez história em 2007. Ela venceu o Main Event da WSOP Europa naquele ano e marcou seu nome na história do poker como a jogadora mais nova a ganhar um bracelete. Depois de muitos anos longe do jogo, ela tem reaparecido em torneios e garante que a experiência tem sido maravilhosa.
Obrestad disputou recentemente o Main Event da WSOP Europa e conseguiu uma respeitável 35ª colocação, sendo também a última jogadora viva no field. Obrestad, com uma marca notável e com muitos anos de ausência do jogo, naturalmente chamou a atenção em sua volta. Mas os nervos também estiveram presentes. “Eu não estive calma como eu estava anteriormente, definitivamente. Um jogo de US$ 1 / US$ 3 já me deixava nervosa. Eu só queria jogar poker de novo e me divertir, mas ele traz pressão.”
Outro ponto de mudança, que Obrestad mencionou durante uma entrevista com a PokerNews, foi o estilo de jogo. “Todo mundo é muito agressivo hoje! Os estilos são muito diferentes. Antes eu era essa pessoa. Eu não queria entrar numa guerra de 6-bet pré-flop e arriscar meu torneio. Isso seria estupidez.”
A noruguesa, que atualmente mora em Las Vegas, não pretende fazer muitas viagens para os principais torneios do mundo. Ainda assim, ela quer disputar os torneios da WSOP em Las Vegas, a depender de conseguir um backer ou não. “Eu não jogo por rankings, jogador do ano, nada disso. Jogo os torneios que me parecem divertidos, é por isso que voltei, e como estou me divertindo! Acho que estou na fase de lua de mel com o jogo de novo, e tudo que eu quero fazer é jogar”, finalizou.
A entrevista completa, em inglês, foi feita pela Poker.org e pode ser conferida clicando aqui.
Confira o Poker de Boteco #136 com Mayara Sauer “Renegada”:
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Falastrão com ganhos no Twitter, Maurice Hawkins entra com pedido de falência para evitar pagar dívidas de poker
Hawkins abriu o pedido para evitar penhora na coleta de seus ganhos

Maurice Hawkins é sinônimo de polêmica. Apesar de uma carreira de relativo sucesso no poker, que inclui o recorde de anéis da WSOPC (24) conquistados, ele também aparece de forma constante nas notícias com alguns casos controversos. E mais um foi adicionado à lista recentemente.
De acordo com a petição obtida pelo PokerNews, Hawkins entrou com o pedido no último dia 23. Ele busca se absolver do pagamento da dívida que tem com Randy Garcia, que até chegou a entrar em um acordo bastante favorável para Hawkins; ainda assim, o falastrão americano não pagou as parcelas, o que novamente gerou uma queixa de Garcia.
A PokerNews descobriu recentemente que, depois de ganhar dinheiro em um torneio recente, ele não pôde coletar a premiação por conta de uma penhora legal. Assim, o pedido de falência foi feito no dia seguinte para impedir que isso pudesse acontecer no futuro; a penhora foi solicitada por Garcia, e o advogado também falou recentemente que poderia “lutar contra” o pedido solicitado, querendo mostrar que o polêmico americano não está realmente falido e, sim, busca tirar vantagem do sistema para evitar o pagamento de dívidas.
Somente no ano de 2026, Hawkins já registra 31 premiações em dinheiro no Hendon Mob, a grande maioria em torneios da WSOPC. Ele também já venceu três torneios da série no ano. A lista de credores é longa e inclui Garcia, várias companhias de finanças e outras lojas. Denise Pratt também já afirmou há alguns meses que Hawkins havia lhe aplicado um calote.
Confira o Poker de Boteco #136 com Mayara Sauer “Renegada”:
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“Como se eu precisasse desse emprego”: Dealer abandona mesa em plena mão no river após insultos e caso gera debate no X
A história foi revelada pelo recreativo Josh Heinzl

Responsáveis por conduzir o andamento do jogo nos torneios de poker ao vivo, os dealers muitas vezes acabam sofrendo com situações difíceis nas mesas, sendo obrigados a lidar com todo tipo de comportamento. Nos Estados Unidos, uma história envolvendo um desses profissionais foi revelada por Josh Heinzl, que disse ter presenciado uma atitude pra lá de inédita.
Segundo o recreativo, que possui uma empresa de jogos e brinquedos, ele jogava um MTT sem revelar o local, quando o dealer de sua mesa simplesmente abandonou a mesa durante uma ação que já estava no river, após sofrer diversos insultos de um jogador que teve sua mão “muckada” no pré-flop.
Josh explicou que as cartas foram corretamente descartadas, já que o jogador havia se afastado da mesa e o dealer seguiu as regras ao não permitir sua participação na mão. A decisão, no entanto, gerou uma série de ofensas e pressão constante sobre o profissional, que acabou não suportando a situação.
A dealer just quit in the middle of a live hand in my MTT at my table. Never seen anything like it. Player not in the hand is harassing the dealer because he stepped away and had his hand mucked preflop. He keeps going at the dealer, there’s a big pot on the river, he says (1/2)
— Josh Heinzl (@JoshHeinzl) April 25, 2026
Na postagem, Josh afirmou que a atitude do dealer foi inacreditável. Segundo ele, o profissional disse “como se eu precisasse desse emprego”, largou o baralho, chamou o floor responsável pelo torneio e ainda jogou a caixa de gorjetas no chão.
Um dos comentários na postagem foi de Matt Savage, respeitadíssimo diretor do WPT: “eu gostaria que o dealer tivesse chamado o floor por estar sendo assediado ao fazer seu trabalho corretamente. Não posso concordar com abandonar a mesa no meio da mão, mas se os jogadores não estão defendendo o dealer e o floor não está protegendo, eu não o culparia por desistir.”
Heinzl respondeu Matt Savage com mais informações sobre o caso: “o dealer até chamou o floor depois que o jogador continuou, mas acabou desistindo bem rápido quando o floor chegou. Foi tudo um turbilhão. Os jogadores se manifestaram, e o infrator começou a atacar aqueles que defenderam o dealer, definitivamente o floor deveria ter agido ali. Pelo que conversei com o floor depois, parece que eles já não estavam muito satisfeitos com o dealer, então talvez isso tenha influenciado.”
A discussão teve mais de 50 comentários, muitos defendendo a atitude do dealer e criticando o floor. O fato é que não houve sequer uma comprovação, seja em vídeo ou foto do ocorrido, mas o episódio fica de lição para os profissionais de torneios.
Confira o Poker de Boteco #136 com Mayara Sauer “Renegada”:
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