JPT
Thales Morelli relembra momentos do big hit, recepção carinhosa no JPT e brinca sobre o dia: “não passou uma 3-bet dos caras”
O profissional paulista concedeu uma ótima entrevista ao Mundo Poker durante a série no Rio de Janeiro
Thales Morelli viveu um dia mágico no último domingo (22). O profissional conquistou o big hit da carreira através do US$ 160 APL Lunar Mystery Bounty, torneio da GGPoker que rendeu uma forra absurda de US$ 202.594 para o paulista. Na conversão para a moeda brasileira, isso resulta em mais de R$ 1 milhão, o que dá a dimensão do feito.
A forra de Thales veio com o jogador encontrando o baú de maior valor no torneio como formato Mystery Bounty. E, por conta disso, a situação é um pouco diferente de um hit comum. Por ser no meio do torneio, Thales teve que continuar grindando, ao mesmo tempo que tentava assimilar tudo que aquele prêmio significava.
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Cinco dias depois do feito, a ficha já caiu. E Thales concedeu uma entrevista para o Mundo Poker para falar sobre todos os momentos vividos naquele dia inesquecível para o jogador. O profissional está no Rio de Janeiro para disputar mais uma etapa do JPT, evento que, inclusive, ele fez questão de rasgar elogios.
Num ótimo bate-papo, Thales falou sobre o exato momento que viu sua vida mudar, contou sobre como seguiu o dia e como foi a comemoração, mas também deu aula de mentalidade, já falando sobre o futuro e como pretende se comportar a partir do hit milionário.
Abaixo, você confere a entrevista completa com Thales Morelli:
Mundo Poker: Thales, hit de US$ 200.000 no último domingo, big hit da carreira, mais de um milhão de reais, coisa que não é fácil pra nem um jogador de poker conseguir. A primeira pergunta não poderia ser diferente: como é ver tanto número aparecer na tela assim de uma vez?
Thales Morelli: Essa foi a pergunta que eu mais recebi, disparado. Todo mundo pergunta ‘e aí, como é que foi na hora e tal?’ A verdade é que a ficha só cai mesmo depois de uns dois, três dias, quando você vê o dinheiro na conta. Na hora foi uma explosão. Eu saí pulando igual louco. Era comecinho do grind de domingo, então eu tava meio que acordando. Na hora eu assustei pra caramba, fui falar com os amigos. Foi uma loucura. Você nem acredita, né? Você vê o número lá, mas acreditar mesmo é só depois que você consegue sacar alguma parte. Foi loucura mesmo.
MP: Você disse que não cai a ficha ali na hora, até mesmo porque é o dinheiro que muda a vida de qualquer um. Mas como você contém a euforia quando você entende que tem um milhão de reais na sua conta, mas tem que continuar jogando?
Thales: Você tem que tomar cuidado, porque a mente prega peças. Eu continuei grindando no domingo. Falei pra todo mundo que eu continuei grindando normal. Só joguei 10 vezes mais caro. Então, torneio de US$ 30, joguei de US$ 300. Torneio de US$ 50, joguei de US$ 500. Porque eu já queria jogar esses torneios faz tempo. Mas foi só ali naquele dia mesmo. O que eu pretendo fazer é continuar no ABI que eu bato e que eu ganhe mais dinheiro.
Eu acho que esse é o essencial pra todo jogador de poker. O que vai mudar pra mim agora é que eu tenho uma reserva bem confortável, vou poder ajudar meu pai e minha mãe com as coisinhas deles. Vou poder ir pra Vegas, que era o meu sonho, ficar bastante tempo lá. Então, eu acho que o negócio do trabalho, do poker mesmo, eu não vou ’emocionar’, começar a jogar muito mais caro nem nada. Eu só vou continuar jogando no meu ABI ali e tentando evoluir pra, quem sabe, jogar mais e mais eventos fora, como eu venho fazendo.
MP: Você jogou mais caro nesse dia, umas 10 vezes mais caro. E aí eu queria perguntar uma coisa. Teve 3-bet que passou contra você ou não?
Thales: Não passou nenhuma. Os caras querem 3-betar no dia do hit? Podia ser no de US$ 500, no de US$ 1.000. Me 3-betou, tomava outra, meu amigo. Não queria nem saber. Joguei pra frente mesmo. O problema é que o único torneio que eu fiz reta foi um de US$ 10,80 que eu misclickei. Os caras lá até estavam me xingando no chat. ‘O que você está fazendo aqui, cara? Pelo amor de Deus’.
MP: Agora já se passaram alguns dias desde o big hit. Já dá pra ter noção de quanto isso vai influenciar a sua vida mesmo?
Thales: Já. Já falei com o gerente do banco, aí já falei com a mãe que vai dar um presente melhor. Nisso já dá pra ver como influencia. Eu acho que o cara tem que ter muita cabeça quando ganha um hit desse, porque é muito fácil do cara se perder. Assim como tem uma galera que ganha um dinheiro na Mega Sena e gasta tudo de um dia pra noite. No começo eu me contive pra fazer umas loucuras. Mas agora eu tô mais tranquilo, já vou investir boa parte. Deixei um pouquinho pra torrar também, só pra não ficar comprimido aquilo. Dá pra extravasar um pouquinho.
MP: Como foi a comemoração depois do grind? Cara,
Thales: Vai parecer que sou meio dodói da cabeça. Mas só pedi uma cerveja no iFood, minha namorada foi pra casa, tomou um vinho e a gente ficou lá como todos os outros dias. Tinha grindado o dia inteiro Deixei pra comemorar num outro dia. Por exemplo, hoje eu fui com os moleques almoçar, paguei o almoço. Então não teve nenhuma festa, assim. Mas é que nem eu falei: pra mim é um hit muito grande, óbvio. Pro meu ABI aí é muito difícil de ter um hit desse. Quase impossível, talvez. Mas eu trato como se fosse meu trabalho ali. Vou continuar estudando do mesmo jeito, vou continuar jogando do mesmo jeito, fazendo conteúdo do mesmo jeito pra todo mundo que me acompanha. E é isso, vida que segue.
MP: Você está aqui no JPT e você falou, desde a primeira vez que veio, que se encantou com o circuito. Já fez passeio de helicóptero, já ganhou Super High Roller… teve muitas histórias por aqui. Agora você está aqui novamente no momento mais especial da carreira. É o ambiente ideal para ser estar depois do hit?
Thales: Com certeza. Eu tô pra ir lá pra minha cidade ainda, pra ver minha família, comemorar com eles e tal, mas em ambiente de poker, com certeza, o JPT é o melhor lugar pra comemorar isso. Fui muito bem recebido, como sempre. Recebi parabéns de todo mundo aqui, então, fiquei muito feliz. Toda mesa aqui, eu volto a mão, perguntam e falam sobre isso, tá sendo bem legal. E eu sempre falo: pra jogar poker live, não tem nada igual ao JPT.
Confira o Poker de Boteco #129 com Michel Arane:
JPT
JPT: Estreante no circuito, Lucas Oliveira conquista o Grand High Roller e leva o maior prêmio da etapa
O cearense levou R$ 115.000 após superar Marcos Sketch no heads-up
Foi para o Ceará o maior prêmio da primeira etapa do JPT em 2026! Nesta quarta-feira (ou madrugada de quinta), data de encerramento da edição, o cearense Lucas Oliveira conquistou o título do Grand High Roller e embolsou uma forra de seis dígitos para fechar a série com chave de ouro.
Jogando o JPT pela primeira vez, o morador de Juazeiro do Norte vai voltar pra casa com a bagagem cheia, agora com um imponente troféu na conta. Lucas Oliveira foi campeão do Grand High Roller ao bater o field de 77 entradas e, pelo feito, ele garantiu um baita prêmio de R$ 115.000.
Lucas Oliveira passou por uma boa mesa final e um 3-handed de peso para conseguir a vitória. No heads-up, o rival foi Marcos Sketch, que também garantiu seu primeiro troféu no circuito. Já o terceiro foi Thiago Torati, que juntou mais uma taça para a coleção. O buy-in foi de R$ 7.000.
Estreante no circuito, Lucas resumiu a passagem pelo Rio de Janeiro falando sobre o título e o evento: “foi uma maratona intensa mesmo, umas 14 horas de torneio. Foi bem difícil, field bem qualificado. Torneio muito bom, bela estrutura, gostei muito do ambiente. E fui muito bem recepcionado. Vamos levar esse troféu pro Ceará agora e espero voltar outras vezes pro JPT”, falou o campeão.
Sempre com troféus personalizados e estilizados, o título do Grand High Roller, torneio mais caro já feito no JPT, vai dar uma dor de cabeça boa para o campeão: “o troféu é enorme, não sei nem como vou fazer pra levar embora. Mas a gente dá um jeito. Nem que deixe as roupas, mas o troféu vai”, brincou “Luketa”
A reta final do Grand High Roller teve uma dinâmica interessante. A bolha da FT, e também do ITM, arrastou o jogo por quase duas horas, o que fez os stacks ficarem mais curtos. Uma vez que a bolha estourou, a mesa final se desenrolou em ritmo bastante acelerado. Em menos de uma hora, seis jogadores já haviam caído e o torneio já havia chegado ao 3-handed.

Pelo caminho, ficaram nomes como Ricardo Souza, Rafael Bitencourt, Nelson Teixeira e Marcelo Moreira, vice-campeão do Main Event. Neste período, o jogo se desenhou entre três jogadores: Lucas Oliveira, Thiago Torati e Marcos Sketch. Lucas esteve como chip leader durante praticamente todo o tempo, mas Torati e Sketch conseguiram se aproximar bastante nesse momento.
A formação do 3-handed de forma relâmpago fez essa parte do torneio ser, compreensivelmente, a mais demorada. E aí o jogo ficou imprevisível. Os três jogadores chegaram a sondar a liderança, mas foi Sketch quem conseguiu assumir e se manter mais tempo por lá. Thiago Torati, por outro lado, ficou bem short e, mesmo tentando resistir, não sobreviveu na disputa.
O HU começou com ligeira vantagem de Sketch mas, querendo coroar a estreia no circuito da melhor forma possível, Lucas foi buscar a virada pra cima do carioca puxando vários potes. Ele deixou Sketch curto e, mesmo conseguindo dobrar uma vez, Marcos não conseguiu retomar. Um cooler de sequência vs trinca confirmou a vitória de Lucas Oliveira, encerrando a etapa no Hotel Nacional.
Confira a premiação da mesa final:
1º – Lucas Oliveira – R$ 120.000
2º – Marcos Sketch – R$ 90.000
3º – Thiago Torati – R$ 56.200
4º – Nelson Teixeira – R$ 40.000
5º – Rafael Bitencourt – R$ 31.000
6º – Marcelo Moreira – R$ 25.000
7º – Ricardo Souza – R$ 19.400
8º – Bruno Oliveira – R$ 15.000
9º – Alberto Ciarrocchi – R$ 13.500
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JPT
JPT: Thales Morelli fecha etapa com título do Last Chance; Alex Cordeiro é bicampeão no Turbo Special
Dupla conseguiu buscar um troféu de campeão no apagar das luzes
A quarta-feira teve gosto de despedida no JPT. Na data de encerramento da primeira etapa do ano, os dois últimos torneios da grade a serem iniciados foram o Last Chance e o Turbo Special. Aproveitando a oferta, quase no apagar das luzes, Thales Morelli e xxx se juntaram a lista de campeões da etapa.
Last Chance
Foi somente no finzinho, mas Thales Morelli vai conseguir voltar para casa com um troféu de campeão na conta. Dono de big hit de mais de R$ 1 milhão recentemente, o profissional buscou até o fim um título no JPT e conseguiu no Last Chance, já quase no fechamento das cortinas.
Thales Morelli superou um field de 63 entradas no torneio e saiu com R$ 9.000 na conta. O buy-in foi de R$ 800. Ele enfrentou e superou Jimmy Sandro no heads-up, deixando o vice com R$ 8.100. O terceiro lugar foi Hélvio Queiroz, companheiro de quarto de Thales no evento. Hélvio ficou com R$ 4.800.

Confira a premiação da mesa final:
1º – Thales Morelli – R$ 9.000*
2º – Jimmy Sandro – R$ 8.100*
3º – Hélvio Queiroz – R$ 4.800
4º – Marcelo Medici – R$ 3.600
5º – Tauan Macedo – R$ 2.800
6º – Willian Alves – R$ 2.200
7º – Pedro Lima – R$ 1.700
8º – Wendel Cader – R$ 1.300
9º – João Pesenato – R$ 800
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Turbo Special

O último torneio da grade foi o Turbo Special e, buscando arranjar um troféu para se despedir da etapa com chave de ouro, vários jogadores engataram na disputa. Mesmo já madrugada a dentro, o Turbo Special, de R$ 900, atingiu a marca de 41 inscrições. No final, ninguém saiu mais feliz que Alex Cordeiro.
Alex Cordeiro deixou os adversários para trás e cravou o último torneio da primeira etapa do JPT para se tornar bicampeão na etapa. Ele também foi campeão de um Turbo Special no dia 1. Desta vez, ele faturou R$ 9.000. O vice-campeão foi o argentino Omar Ceca, que ficou com R$ 6.100, e Victor Romariz completou o pódio, levando R$ 4.150.

Confira a premiação da mesa final:
1º – Alex Cordeiro – R$ 9.000
2º – Omar Ceca – R$ 6.100
3º – Victor Romariz – R$ 4.150
4º – Anthony Temperine – R$ 3.300
5º – Karoll Pires – R$ 2.500
6º – Roberto Nascimento – R$ 1.800
Confira o Poker de Boteco #129 com Michael Arane:
JPT
JPT: Ronaldo Cruz busca um suado troféu no último dia com a conquista do Seniors
O carioca venceu o torneio patrocinado pela Casa Correa e Medici
O JPT escolheu o último dia para sediar o Seniors, torneio bastante tradicional na série que sempre recebe um ótimo número de jogadores. Mais uma vez patrocinado pela Casa Correa e Médici, a disputa adentrou a madrugada do dia de encerramento da etapa e, no final, definiu um nome conhecido como campeão: Ronaldo Cruz.
Sócio do evento, Ronaldo foi resiliente até o final da etapa e buscou o seu troféu de campeão em seu último torneio jogado. O jogador carioca enfrentou um field de 97 entradas e, acertando um acordo no 3-handed, Ronaldo Cruz recebeu R$ 9.200. O buy-in foi de R$ 600.
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Campeão no finzinho, Ronaldo comemorou aliviado: “estava precisando, estava querendo, precisando, querendo muito. Cheguei na bolha do Main Event, do Grand High Roller, e estava bolhando. Mas no Seniors deu para ter o troféu e estou muito feliz com isso”, disse o campeão.
A vitória finaliza a etapa de Ronaldo e, além do lado jogador, ele também pode comemorar o sucesso do evento. O JPT conseguiu alguns números recordes na história do circuito, realizando o maior Main Event até hoje e o torneio com buy-in mais caro, o próprio Grand High Roller já citado. Mas o sócio já projeta mais.

“Foi uma etapa maravilhosa, foi tudo de bom essa etapa. Foi demais. Isso veio para coroar o bom trabalho que a gente está fazendo. E vai vir coisa melhor para a gente, pode ter certeza disso. Esse foi o top da gente, mas só até agora. Ainda vai vir muita coisa melhor”, falou Ronaldo.
Na mesa final, Ronaldo conseguiu caminhar seguro até o final. No 3-handed, quando os stacks ficaram próximos e curtos, os três finalistas optaram por um acordo. Chip leader em grande parte da FT, Renildo Miranda se despediu em terceiro pouco após o deal. No heads-up, a jogadora Soraya Jorge acabou superada, mas também saiu feliz com o troféu, fechando uma boa participação no torneio.
Confira a premiação da mesa final:
1º – Ronaldo Cruz – R$ 9.200*
2º – Soraya Jorge – R$ 8.000*
3º – Renildo Miranda – R$ 8.000*
4º – Rafael Garcez – R$ 4.100
5º – Emerson Paiva – R$ 3.200
6º – Luiz Azevedo – R$ 2.500
7º – Márcio Zylberman – R$ 2.000
8º – Dalvio Filho – R$ 1.600
9º – Lúcio Pinho – R$ 1.300

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