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Yuri Martins conquista medalha de prata no Evento #62 do Bounty Builder Series

Rafael Furlanetto fez mesa final em dois torneios

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(Crédito: Artur Oliveira)

A bandeira verde e amarela voltou a se destacar no Bounty Builder Series do PokerStars. Nesta quinta-feira (15), no Evento #62: US$ 530 NLHE [8-Max, Bounty Builder HR SE], Yuri Martins, comandando a conta “theNERDguy”, conquistou o 2º lugar do field de 632 competidores, faturando US$ 29.241.

Em seguida, na 7ª colocação, aparece Rafael “pycadasgalax” Furlanetto puxando o prêmio de US$ 6.094. Além disso, o jogador fez outra mesa final, no Evento #71: US$ 530 NLHE [6-Max, Turbo], ele ficou no 5º lugar do field de 338 inscritos, puxando US$ 8.142.

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Ao todo ele recebeu US$ 14.236. Já no Evento #63: US$ 55 NLHE [8-Max], o destaque foi “Staute” ao garantir a medalha de prata entre os 6.399 concorrentes, ganhando o prêmio de US$ 22.793.

Além disso, no Evento #66: US$ 22 NLHE [8-Max, Turbo], Sérgio Pereira, à frente da conta “sessezinho”, foi vice entre os 8.265 adversários. Pela performance, o player levou para casa o prêmio de US$ 11.532.

Confira os resultados de quinta:

Evento Jogador Colocação Prêmio
Evento #62: US$ 530 NLHE [8-Max, Bounty Builder HR SE] Diego “TheGrinderØ” Falcone US$ 7.848
Evento #65: US$ 215 NLHE [8-Max, Turbo] Luís Henrique “Lui$starPRO$” Rocha US$ 7.744
Evento #67: US$ 11 NLHE [Hyper-Turbo] Diego “catrakAA” Colombo US$ 6.679
Evento #65: US$ 215 NLHE [8-Max, Turbo] Pedro “pvigar” Garagnani US$ 3.733

 

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É call ou fold? Artur Martirosyan atola segundo maior stack no 5-handed do Super MILLION$ em spot complicado; confira

O russo não conseguiu foldar top pair com um bom blocker

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A mesa final do Super MILLION$ High Rollers do GGPoker foi um grande show ontem (27). Vários craques desfilaram seu talento e muitas mãos interessantes foram transmitidas na Twitch do MundoTV. Um dos paradões que chamou muita atenção aconteceu entre o sueco Niklas Astedt e o russo Artur Martirosian. A jogada terminou com a queda do “mararthur1”.

Tudo começou nos blinds 25.000 / 50.000. A mesa final estava 5-handed e Artur, com o segundo maior stack, abriu raise de 110.000 fichas do botão. Niklas Astedt, disparado na liderança, colocou pressão e 3-betou do small blind para 420.000. O russo deu o call e eles viram o flop .

O “Lena900” efetuou a c-bet e fez 303.630 fichas, cerca de um terço do pote. Martirosian deu o call e o turn mostrou , deixando o board ainda mais arisco. O sueco veio para o segundo barril e apostou 653.976 fichas, agora menos da metade do pote. Artur pensou por alguns segundos e pagou novamente. O river mostrou e não completou os flush draws abertos.

LEIA MAIS: Niklas Astedt pega blefe insano de Michael Addamo com raise river e derruba o craque no 3-handed do Super MILLION$

Niklas Astedt completou o serviço e anunciou all in cobrindo o stack do russo que tinha 1.644.901 fichas para trás (32 big blinds). Martirosian pensou por cerca de dois minutos e deu o call. Ele tinha , com top pair e o T que servia de blocker para sequências, e se deu mal, pois Astedt tinha e encontrou uma broca perfeita para levar o potaço.

Eliminado em 5º, Artur levou o prêmio de US$ 117.266 e deu adeus à chance de ganhar os US$ 324.053. No início da jogada, ele tinha stack de 60 big blinds.

Confira o desfecho:

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EPT

Conheça quem são os únicos players que carregam o título de bicampeão do Main Event do EPT

O EPT Online tem início no dia 8 de novembro no PokerStars

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O European Poker Tour (EPT) é um dos torneios mais tradicionais da agenda mundial de poker e alguns nomes importantes já tiveram a honra de conquistar o título de campeão do Main Event como Manig Loeser, Steve O’Dwyer e Liv Boeree. Mas com o recente anúncio do PokerStars da série online, será que vem aí o primeiro título do Brasil?

As chances são enormes ainda mais pelos excelentes resultados dos brasileiros no online ao longo do ano. Além disso, vale lembrar que, em 2019, a bandeira verde e amarela chegou bem pertinho de alcançar o título com a memorável participação de Ricardo Rocha no EPT Praga. Na ocasião, o craque conquistou a medalha de bronze e uma das maiores forras do Brasil na série.

LEIA MAIS: A anatomia de um fold: Dan Almeida explica minuciosamente decisão com TT na mesa final do Global MILLION$

Em contrapartida, enquanto sonhamos com o primeiro título, a Inglaterra não sabe mais o que fazer com tantos. O lugar é um dos países que mais possuem campeões quando o assunto é o Main Event da série europeia. Ao todo são 14, sendo dois títulos da Victoria Coren Mitchell.

A jogadora venceu pela primeira vez em 2006 quando participou da etapa de Londres, puxando o seu maior prêmio de US$ 941.513. A segunda conquista veio somente oito anos depois em Sanremo, ganhando US$ 660.947. Com isso, a inglesa foi a primeira pessoa a se tornar bicampeã do EPT.

Victoria também mostrou que é especialista na série em participações nos paralelos. Sim, entre um Main Event e outro, a player ganhou a disputa no Heads-Up de 2012 em Monte Carlo. Na oportunidade, a inglesa adquiriu US$ 77.763. Ao todo, no The Hendon Mob List, ela acumula US$ 2.500.918 de ganhos.

Além dela, tem um outro jogador que também carrega a mesma façanha no currículo, mas ele é de um dos países que não estão entre os dez com mais campeões na série. Estou falando do bielorrusso Mikalai Pobal, que foi o vencedor do Main Event de Praga do ano passado, faturando US$ 1.115.981 e se tornando o segundo bicampeão.

Antes disso, em 2012, Mikalai havia cravado o torneio no EPT Barcelona, levando a maior forra da carreira de US$ 1.237.928. E foram graças a esses dois prêmios que o player tem US$ 2.482.434 de ganhos em torneios ao vivo.  No entanto, fora os dez ITMs do EPT que possui, o jogador não tem grandes resultados em outras séries.

Bom, para sabermos se mais alguém vai se juntar a eles e se tornar o terceiro bicampeão do EPT, o jeito é aguardarmos até dia 15 de novembro quando acontecerá o Main Event. Mas obviamente o Mundo Poker ficará na torcida para que venha o primeiro título brasileiro e assim encerrarmos o circuito de poker do ano com chave de ouro.

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Geral

A anatomia de um fold: Dan Almeida explica minuciosamente decisão com TT na mesa final do Global MILLION$

O craque do Midas Poker Team detalhou conceitos do jogo

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O profissional Daniel Almeida é reconhecido pelos jogadores do país como um dos principais conhecedores teóricos do poker. No último domingo, o craque alcançou a mesa final do torneio Global MILLION$ do GGPoker, com US$ 100 de buy-in, e disputou uma forra gigante de mais de US$ 130.000 para o campeão.

Dan acabou eliminado na 8ª colocação do torneio e ficou longe dos grandes prêmios. Durante sua trajetória na mesa final, uma mão chamou muita atenção: ele foldou um TT pré-flop depois de abrir mini raise com 27 big blinds e ver o jogador Patrick Tardiff, o “Egption”, ir all in com mais fichas.

LEIA MAIS: Streamer Egption pensa por cinco minutos, folda trinca para Juan Pardo e recebe showdown horrível

Acha que a decisão é simples? Dan explicou exclusivamente o raciocínio por trás da jogada durante a mesa final e também o que avaliou depois numa aula para o time.

Ficou imperdível! Confira na íntegra:

A Twitch de Egption revelou que ele tinha AKo

“Na hora que a mão ocorreu, eu era 6 de 9. A diferença de payout do 9º para o 1º era muito grande, muito maior do que é normalmente nas mesas finais, era cerca de 20 a 22 vezes mais.

O que acontece naquele spot, basicamente, é o seguinte: como o Egption no button tem 42 blinds, se é uma situação que eu tenho 25 a 27 que é o que eu tinha no cutoff, e ele tem 42 e os blinds tem basicamente o meu stack (25 e 27), é muito fácil ele shovar um pouco mais loose, colocar todo mundo em all in e ter um range um pouco mais pra frente.

Mas, naquele caso, tinha o big blind com 58 blinds e ele tem 42. Então, o big blind cobria ele. Nesse caso, ele vai ter que shovar um pouco mais tight. Provavelmente o range dele de shove tem que estar mais orientado para blockers do que pra necessariamente pares. Eu acredito que ele não mandaria 99, por exemplo. Se mandasse, mandaria numa frequência muito baixa. Claro, tô plenamente consciente que ele também não tem AA e KK no range. Ele pode ter eventualmente um JJ perdido lá, mas no geral o range dele, o grosso vai ser AK. Um pouquinho de JJ, TT perdido ali. Improvável QQ e quase impossível KK e AA.

O resumo é que o grosso do range dele vai ser AK e um pouquinho de JJ. Contra AK e um pouquinho de JJ, ou estou flipando ou com 18% de chance. Se fosse pensar numa perspectiva de chip EV, seria sempre call, porque tem quatro ou cinco blinds de dinheiro morto no pote, mas por causa do ICM e do Risk Premium a gente tem que ser um pouco mais tight em relação a isso porque nossas fichas valem dinheiro naquele momento. É um spot que eu pensei na hora que o meu range de call deveria girar em torno de JJ+ e AKs. O AK off eu acho que tem que ser fold também e eventualmente, não sei, o JJ.

Esses foram meus pensamentos na hora, sem estudar a mão. Hoje eu estudei a mão durante a aula do time. Quando eu coloco o range dele shovando só AK e mais nada, eu devo ganhar próximo de US$ 380 com esse call, quase quatro buy-ins. É um valor meio que pequeno perto dos valores envolvidos na mesa final.

Eu acho que o fato de ser pequeno não é um problema, contanto que eu tenha certeza do range dele que shova. E eu não tinha certeza que era só AK. Hora que eu coloco um pouquinho de JJ, esse call vai para US$ -600, seis buy-ins negativos, aí complica a situação um pouquinho mais. O meu EV daquele call ia girar nisso, dependendo do quão bem ajustado eu coloquei os ranges do cara. Então, é bem close. Se eu tivesse certeza absoluta que era só AK, era call, mas seria call para ganhar uma miséria.

“Ah, vale a pena perseguir um EV muito baixo, de três buy-ins, dois buy-ins?” Eu acho que depende de dois casos principais: o primeiro caso é o nível de dificuldade dessa mesa final. Quando você pega uma mesa final de nível técnico muito baixo, os stacks vão colidir numa frequência e velocidade maior do que deveriam e as pessoas serão eliminadas mais rápidas do que deveriam. Isso faz com que a gente consiga ganhar dinheiro sentado.

Quando você pega uma mesa final de um nível um pouco mais alto, isso já não acontece. As pessoas vão ter um nível razoável de ICM e não vão atolar tanto de forma que eu consiga ganhar dinheiro dormindo. Isso faz com que eu tenha que pegar spots com EV mais close por causa disso.

Essa mesa final tinha eu e mais quatro ou cinco regulares e três recreativos. Tinha um jogador bem fraco, mas não era uma mesa final 100% fácil. Eu até poderia correr atrás de EVs um pouco marginais em virtude disso, mas eu acho que três buy-ins talvez ainda seja pouco.

Outro fato que é relevante, é quando você tem certeza absoluta do range de shove do cara, você pode pegar um EV marginal, porque ele vai sempre existir. Mas quando você tem um EV marginal e não tem certeza do range do cara, como era o caso, se eu errasse um pouquinho e ele tiver um pouquinho de JJ, já cai para -6 buy-ins. Dificulta o meu call.

Quando fala de EVs marginais tem que pensar nessas duas coisas: o quão rápido os stacks vão colidir, se o nível técnico é fraco ou alto, e a gente tem que pensar o quão preciso eu estou na estimativa do range do cara e levar essas duas coisas em consideração. Vendo aqui agora e vendo na hora, eu não me arrependi, porque deve ser 90 ou 80% AK. Mesmo sabendo que ele tem AK e eu tenho lá 52, 53% de equity, chip EV seria call, mas o ICM não me permite pagar”.

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