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WCOOP: Brunno Botteon perde coin flip de mais de 50 big blinds na reta final do Evento #48 e brinca no chat; confira

O brasileiro segue firme em busca da mesa final do torneio

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O Brasil tinha quatro jogadores classificados para o Dia Final do Evento #48-H do WCOOP (US$ 5.200 8-Max, KO Progressivo, Sunday Slam). O torneio high stakes tá rolando durante a tarde desta segunda-feira (14) e os quatro brasileiros seguem vivos em busca da mesa final. Um deles é Brunno Botteon. Uma mão poderia ter dado muita tranquilidade, mas o river atrapalhou.

Nos blinds 50.000 / 100.000, o austríaco Thomas Muehlocker “WushuTM” abriu raise para 225.000 fichas do meio da mesa e Jakob Miegel “Succeeed” 3-betou para 690.000 do cutoff. A ação chegou em Botteon que não teve muitas dúvidas de usar seu grande stack, o maior da mesa, para dar um 4-bet de 10.000.000 cobrindo todos os adversários.

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O restante da mesa foldou, Muehlocker também, mas Miegel não hesitou e pagou com 5.468.458 fichas, equivalente a 54 big blinds. No showdown, foi um coin flip pesado. Botteon apresentou e o alemão tinha . O board corria tranquilo até o river, mas Miegel acertou o que precisava na última carta para levar o potaço.

Botteon ainda continuou com um stack de mais de 80 big blinds após essa mão. Sempre interativo, o capixaba comentou no chat do PokerStars: “esse foi um flip caro”, escreveu em inglês. Além do craque, também seguem no jogo Fabio Freitas, Yuri Martins e Bruno Volkmann.

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Você sabia? Em 2010, Rodrigo Garrido pegou três AA seguidos numa reta final de CPH e se deu mal no torneio: “quase impossível”

O catarinense levou a melhor na primeira, mas as outras acabaram com o seu torneio

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(Crédito: Carlos Monti)

O quadro “Você sabia?” do Mundo Poker traz uma memória bastante especial do poker brasileiro nesta quinta-feira (28). Essa vai ser uma boa matéria para a turma que acha que é azarado e fica reclamando pelos cotovelos que tem a conta ruim. Em 2010, uma situação extremamente inusitada aconteceu com o craque e Campeão Brasileiro Rodrigo Garrido.

A história aconteceu na reta final de um CPH, o tradicional Campeonato Paulista. Em busca da mesa final, Garrido conseguiu a proeza de receber, simplesmente, três AA seguidos. O torneio tinha transmissão ao vivo, portanto, não dá pra dizer que é mentira! O problema é que o desfecho dessa sequência não foi nem um pouco feliz para o craque.

Garrido levou a melhor na primeira mão contra Claudio Gordon que tinha 33. Na segunda mão, o AA dele perdeu para o QQ do jogador Marcus Vinícius Lellis. Ele acertou uma Q no turn. Sobraram fichas para o catarinense e adivinha só? A terceira e última mão foi um clássico AA contra KK do jogador Titânio. Um K já veio na tampa para desespero geral!

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“Na época, foi um dos vídeos de poker mais vistos que teve esse junto com o do Lobinho, do Decano. Ainda são os mais engraçados, meio inédito. O que chama atenção é que foram três AA consecutivos, uma mão atrás da outra. A probabilidade disso acontecer é quase impossível. Fizeram a conta na época e o que aconteceu, de perder eles e ser eliminado, dava uma probabilidade maior do que ganhar na Mega Sena”, lembrou Garrido para o Mundo Poker.

O craque se diverte com o “recorder é sofrer” até hoje, mas se atenta na matemática. “Dá pra fazer a conta, porque não é só pegar os AA. Como era uma reta final, pode ver que os três foram all in pré-flop, os três contra só um jogador e todos com par. Foram três 80% x 20%. Deu um número absurdo”, falou. A chance de ganhar na Mega Sena apostando seis dezenas é de 50.063.860.

É claro que a turma não deixou passar as brincadeiras. Na época, o Garrido virou “Gambarrido”, em alusão à “conta fedida”. “Na mesa ali Tava o Norson (Saho), o (Eduardo) Sequela, você viu o esporro que foi a zueira, né? Foi um negócio surreal. Era tipo 20 ou 30 left, não lembro exato, mesmo sendo um torneio antigo, os fields já eram grandes e tinha um prêmio razoável. Foi bem interessante”, finalizou o craque.

Sorte de Garrido que essa pancada histórica não abalou o craque e ele seguiu uma incrível trajetória no esporte da mente até os dias atuais! Mas nunca é demais relembrar, né?

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Confira agora como foi a semana de altos e baixos do desafio entre Phil Galfond e Chance Kornuth

Os players já jogaram 8.500 mãos até o momento

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Nesta semana aconteceram mais duas batalhas do desafio de €100/€200 PLO entre Phil Galfond e Chance Kornuth. Na 15ª sessão, ocorrida na terça-feira (27),  o dono do Run It Once Poker se recuperou, ganhando € 90.000 depois de jogar 500 mãos. Dessa forma, o player diminuiu a vantagem do adversário para € 199.000.

No entanto, na quarta-feira (28), Chance voltou a vencer na 16ª sessão após 600 mãos jogadas. O americano teve lucro de € 35.000, somando € 234.000 no total. Depois dos altos e baixos, Galfond disse o seguinte nesta quinta-feira (29) no Twitter.

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“Acordei às 5 da manhã para reuniões de negócios, escrevendo posts de 2.500 palavras, rudo enquanto eu perdia centenas de milhares na mesa de poker. Eu realmente consigo fazer tudo. Nova atualização do Run It Once Poker está chegando em breve”, escreveu.

Até o momento, os participantes jogaram 8.500 das 35.000 mãos, faltando ainda 26.500 para finalizarem o desafio. O especialista em Omaha e Chance Kornuth voltam a se enfrentar somente na próxima terça-feira (03).

Lembrando que se Phil Galfond ganhar a competição, ele levará para casa € 250.000. Mas se o Chance Kornuth ganhar, ele receberá € 1.000.000. E em seguida o craque enfrentará Dan Cates, Brian Adams e Bill Perkins.

Confira os resultados do desafio até o momento:

Dia do Jogo Mãos Jogadas Vencedor do Dia  Ganhos
Dia 1 (23/09) 750 Chance Kornuth € 33.500
Dia 2 (24/09) 850 Phil Galfond € 45.000
Dia 3 (25/09) 900 Phil Galfond € 78.500
Dia 4 (26/09) 750 Chance Kornuth € 20.000
Dia 5 (29/09) 800 Phil Galfond € 43.500
Dia 6 (30/09) 800 Chance Kornuth € 70.000
Dia 7 (01/10) 750 Phil Galfond € 117.000
Dia 8 (02/10) 750 Phil Galfond € 28.000
Dia 9 (03/10) 196 Phil Galfond € 103.000
Dia 10 (10/10) 510 Chance Kornuth € 79.000
Dia 11 (13/10) 540 Chance Kornuth € 84.000
Dia 12 (20/10) 549 Chance Kornuth € 150.000
Dia 13 (21/10) 500 Chance Kornuth € 157.000
Dia 14 (22/10) 500 Chance Kornuth € 99.000
Dia 15 (27/10) 500 Phil Galfond € 90.000
Dia 16 (28/10) 600 Chance Kornuth € 35.000
Total 8.500 Chance Kornuth € 234.000

 

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A anatomia de um fold: Dan Almeida explica minuciosamente decisão com TT na mesa final do Global MILLION$

O craque do Midas Poker Team detalhou conceitos do jogo

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O profissional Daniel Almeida é reconhecido pelos jogadores do país como um dos principais conhecedores teóricos do poker. No último domingo, o craque alcançou a mesa final do torneio Global MILLION$ do GGPoker, com US$ 100 de buy-in, e disputou uma forra gigante de mais de US$ 130.000 para o campeão.

Dan acabou eliminado na 8ª colocação do torneio e ficou longe dos grandes prêmios. Durante sua trajetória na mesa final, uma mão chamou muita atenção: ele foldou um TT pré-flop depois de abrir mini raise com 27 big blinds e ver o jogador Patrick Tardiff, o “Egption”, ir all in com mais fichas.

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Acha que a decisão é simples? Dan explicou exclusivamente o raciocínio por trás da jogada durante a mesa final e também o que avaliou depois numa aula para o time.

Ficou imperdível! Confira na íntegra:

A Twitch de Egption revelou que ele tinha AKo

“Na hora que a mão ocorreu, eu era 6 de 9. A diferença de payout do 9º para o 1º era muito grande, muito maior do que é normalmente nas mesas finais, era cerca de 20 a 22 vezes mais.

O que acontece naquele spot, basicamente, é o seguinte: como o Egption no button tem 42 blinds, se é uma situação que eu tenho 25 a 27 que é o que eu tinha no cutoff, e ele tem 42 e os blinds tem basicamente o meu stack (25 e 27), é muito fácil ele shovar um pouco mais loose, colocar todo mundo em all in e ter um range um pouco mais pra frente.

Mas, naquele caso, tinha o big blind com 58 blinds e ele tem 42. Então, o big blind cobria ele. Nesse caso, ele vai ter que shovar um pouco mais tight. Provavelmente o range dele de shove tem que estar mais orientado para blockers do que pra necessariamente pares. Eu acredito que ele não mandaria 99, por exemplo. Se mandasse, mandaria numa frequência muito baixa. Claro, tô plenamente consciente que ele também não tem AA e KK no range. Ele pode ter eventualmente um JJ perdido lá, mas no geral o range dele, o grosso vai ser AK. Um pouquinho de JJ, TT perdido ali. Improvável QQ e quase impossível KK e AA.

O resumo é que o grosso do range dele vai ser AK e um pouquinho de JJ. Contra AK e um pouquinho de JJ, ou estou flipando ou com 18% de chance. Se fosse pensar numa perspectiva de chip EV, seria sempre call, porque tem quatro ou cinco blinds de dinheiro morto no pote, mas por causa do ICM e do Risk Premium a gente tem que ser um pouco mais tight em relação a isso porque nossas fichas valem dinheiro naquele momento. É um spot que eu pensei na hora que o meu range de call deveria girar em torno de JJ+ e AKs. O AK off eu acho que tem que ser fold também e eventualmente, não sei, o JJ.

Esses foram meus pensamentos na hora, sem estudar a mão. Hoje eu estudei a mão durante a aula do time. Quando eu coloco o range dele shovando só AK e mais nada, eu devo ganhar próximo de US$ 380 com esse call, quase quatro buy-ins. É um valor meio que pequeno perto dos valores envolvidos na mesa final.

Eu acho que o fato de ser pequeno não é um problema, contanto que eu tenha certeza do range dele que shova. E eu não tinha certeza que era só AK. Hora que eu coloco um pouquinho de JJ, esse call vai para US$ -600, seis buy-ins negativos, aí complica a situação um pouquinho mais. O meu EV daquele call ia girar nisso, dependendo do quão bem ajustado eu coloquei os ranges do cara. Então, é bem close. Se eu tivesse certeza absoluta que era só AK, era call, mas seria call para ganhar uma miséria.

“Ah, vale a pena perseguir um EV muito baixo, de três buy-ins, dois buy-ins?” Eu acho que depende de dois casos principais: o primeiro caso é o nível de dificuldade dessa mesa final. Quando você pega uma mesa final de nível técnico muito baixo, os stacks vão colidir numa frequência e velocidade maior do que deveriam e as pessoas serão eliminadas mais rápidas do que deveriam. Isso faz com que a gente consiga ganhar dinheiro sentado.

Quando você pega uma mesa final de um nível um pouco mais alto, isso já não acontece. As pessoas vão ter um nível razoável de ICM e não vão atolar tanto de forma que eu consiga ganhar dinheiro dormindo. Isso faz com que eu tenha que pegar spots com EV mais close por causa disso.

Essa mesa final tinha eu e mais quatro ou cinco regulares e três recreativos. Tinha um jogador bem fraco, mas não era uma mesa final 100% fácil. Eu até poderia correr atrás de EVs um pouco marginais em virtude disso, mas eu acho que três buy-ins talvez ainda seja pouco.

Outro fato que é relevante, é quando você tem certeza absoluta do range de shove do cara, você pode pegar um EV marginal, porque ele vai sempre existir. Mas quando você tem um EV marginal e não tem certeza do range do cara, como era o caso, se eu errasse um pouquinho e ele tiver um pouquinho de JJ, já cai para -6 buy-ins. Dificulta o meu call.

Quando fala de EVs marginais tem que pensar nessas duas coisas: o quão rápido os stacks vão colidir, se o nível técnico é fraco ou alto, e a gente tem que pensar o quão preciso eu estou na estimativa do range do cara e levar essas duas coisas em consideração. Vendo aqui agora e vendo na hora, eu não me arrependi, porque deve ser 90 ou 80% AK. Mesmo sabendo que ele tem AK e eu tenho lá 52, 53% de equity, chip EV seria call, mas o ICM não me permite pagar”.

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