Slider
Siga-nos

Geral

Ricardo Ragazzo bate Caíque Sanches no heads-up e fatura o título do Evento #51-H do WCOOP

O Brasil dominou o torneio com três finalistas e dobradinha no final

Publicado

em

Assim como a conquista do jogador Rafael Furlanetto no Evento #44-M, o Brasil dominou totalmente o Evento #51-H do WCOOP. O show brasileiro ficou por conta do jogador Ricardo Ragazzo, o “RRagazzo” dos feltros virtuais. Ele ainda dividiu espaço com outros dois excelentes jogadores do país na mesa final: Caíque Sanches e Kelvin Kerber.

A consagração de Ragazzo veio acompanhado de um baita prêmio de US$ 64.027. O torneio teve buy-in de US$ 530 e foi um edição especial do Sunday Cooldown Freezeout no formato KO Progressivo. Caíque Sanches, o “KaikeSilva” do PokerStars, não ficou muito atrás. O vice-campeonato rendeu para o craque o prêmio de US$ 84.925.

LEIA MAIS: Tô na Área: Marcelo Valadão relembra vice no Sunday Million, missclick que rendeu big hit e realização dos sonhos da esposa e mãe com o poker

Os dois jogadores já conquistaram resultados de impacto na atual temporada. Ragazzo embolsou uma forra de seis dígitos por um vice-campeonato no OSS do Black Chip Poker e Caíque vem de dois resultados muito bons na WSOP Online: um 5º lugar no Evento #60 e ainda fez reta final no Main Event.

Por fim, Kelvin Kerber “Kelvin_FP:AR” terminou na 7ª colocação e levou US$ 9.064 pelo resultado. O Evento #51-H teve um field de 1.046 jogadores.

Geral

A anatomia de um fold: Dan Almeida explica minuciosamente decisão com TT na mesa final do Global MILLION$

O craque do Midas Poker Team detalhou conceitos do jogo

Publicado

em

Postado Por

O profissional Daniel Almeida é reconhecido pelos jogadores do país como um dos principais conhecedores teóricos do poker. No último domingo, o craque alcançou a mesa final do torneio Global MILLION$ do GGPoker, com US$ 100 de buy-in, e disputou uma forra gigante de mais de US$ 130.000 para o campeão.

Dan acabou eliminado na 8ª colocação do torneio e ficou longe dos grandes prêmios. Durante sua trajetória na mesa final, uma mão chamou muita atenção: ele foldou um TT pré-flop depois de abrir mini raise com 27 big blinds e ver o jogador Patrick Tardiff, o “Egption”, ir all in com mais fichas.

LEIA MAIS: Streamer Egption pensa por cinco minutos, folda trinca para Juan Pardo e recebe showdown horrível

Acha que a decisão é simples? Dan explicou exclusivamente o raciocínio por trás da jogada durante a mesa final e também o que avaliou depois numa aula para o time.

Ficou imperdível! Confira na íntegra:

A Twitch de Egption revelou que ele tinha AKo

“Na hora que a mão ocorreu, eu era 6 de 9. A diferença de payout do 9º para o 1º era muito grande, muito maior do que é normalmente nas mesas finais, era cerca de 20 a 22 vezes mais.

O que acontece naquele spot, basicamente, é o seguinte: como o Egption no button tem 42 blinds, se é uma situação que eu tenho 25 a 27 que é o que eu tinha no cutoff, e ele tem 42 e os blinds tem basicamente o meu stack (25 e 27), é muito fácil ele shovar um pouco mais loose, colocar todo mundo em all in e ter um range um pouco mais pra frente.

Mas, naquele caso, tinha o big blind com 58 blinds e ele tem 42. Então, o big blind cobria ele. Nesse caso, ele vai ter que shovar um pouco mais tight. Provavelmente o range dele de shove tem que estar mais orientado para blockers do que pra necessariamente pares. Eu acredito que ele não mandaria 99, por exemplo. Se mandasse, mandaria numa frequência muito baixa. Claro, tô plenamente consciente que ele também não tem AA e KK no range. Ele pode ter eventualmente um JJ perdido lá, mas no geral o range dele, o grosso vai ser AK. Um pouquinho de JJ, TT perdido ali. Improvável QQ e quase impossível KK e AA.

O resumo é que o grosso do range dele vai ser AK e um pouquinho de JJ. Contra AK e um pouquinho de JJ, ou estou flipando ou com 18% de chance. Se fosse pensar numa perspectiva de chip EV, seria sempre call, porque tem quatro ou cinco blinds de dinheiro morto no pote, mas por causa do ICM e do Risk Premium a gente tem que ser um pouco mais tight em relação a isso porque nossas fichas valem dinheiro naquele momento. É um spot que eu pensei na hora que o meu range de call deveria girar em torno de JJ+ e AKs. O AK off eu acho que tem que ser fold também e eventualmente, não sei, o JJ.

Esses foram meus pensamentos na hora, sem estudar a mão. Hoje eu estudei a mão durante a aula do time. Quando eu coloco o range dele shovando só AK e mais nada, eu devo ganhar próximo de US$ 380 com esse call, quase quatro buy-ins. É um valor meio que pequeno perto dos valores envolvidos na mesa final.

Eu acho que o fato de ser pequeno não é um problema, contanto que eu tenha certeza do range dele que shova. E eu não tinha certeza que era só AK. Hora que eu coloco um pouquinho de JJ, esse call vai para US$ -600, seis buy-ins negativos, aí complica a situação um pouquinho mais. O meu EV daquele call ia girar nisso, dependendo do quão bem ajustado eu coloquei os ranges do cara. Então, é bem close. Se eu tivesse certeza absoluta que era só AK, era call, mas seria call para ganhar uma miséria.

“Ah, vale a pena perseguir um EV muito baixo, de três buy-ins, dois buy-ins?” Eu acho que depende de dois casos principais: o primeiro caso é o nível de dificuldade dessa mesa final. Quando você pega uma mesa final de nível técnico muito baixo, os stacks vão colidir numa frequência e velocidade maior do que deveriam e as pessoas serão eliminadas mais rápidas do que deveriam. Isso faz com que a gente consiga ganhar dinheiro sentado.

Quando você pega uma mesa final de um nível um pouco mais alto, isso já não acontece. As pessoas vão ter um nível razoável de ICM e não vão atolar tanto de forma que eu consiga ganhar dinheiro dormindo. Isso faz com que eu tenha que pegar spots com EV mais close por causa disso.

Essa mesa final tinha eu e mais quatro ou cinco regulares e três recreativos. Tinha um jogador bem fraco, mas não era uma mesa final 100% fácil. Eu até poderia correr atrás de EVs um pouco marginais em virtude disso, mas eu acho que três buy-ins talvez ainda seja pouco.

Outro fato que é relevante, é quando você tem certeza absoluta do range de shove do cara, você pode pegar um EV marginal, porque ele vai sempre existir. Mas quando você tem um EV marginal e não tem certeza do range do cara, como era o caso, se eu errasse um pouquinho e ele tiver um pouquinho de JJ, já cai para -6 buy-ins. Dificulta o meu call.

Quando fala de EVs marginais tem que pensar nessas duas coisas: o quão rápido os stacks vão colidir, se o nível técnico é fraco ou alto, e a gente tem que pensar o quão preciso eu estou na estimativa do range do cara e levar essas duas coisas em consideração. Vendo aqui agora e vendo na hora, eu não me arrependi, porque deve ser 90 ou 80% AK. Mesmo sabendo que ele tem AK e eu tenho lá 52, 53% de equity, chip EV seria call, mas o ICM não me permite pagar”.

Continue Lendo

Geral

Confira agora quais pontos são fundamentais para ter sucesso no poker segundo Phil Galfond

Entre os conselhos, fazer amizades no esporte é essencial

Publicado

em

Postado Por

Tem aquela história de que se conselho fosse bom, ninguém daria. Mas tem sim uns bem necessários – por mais óbvios que sejam – que podem mudar para melhor a vida de alguém. Pensando nisso, Phil Galfond resolveu falar sobre sua experiência no poker para ajudar quem tiver interesse em melhorar no esporte.

No domingo (25), no Twitter, ele respondeu um seguidor que disse que preferia lutar e melhorar do que competir jogos fácies, procurando ser um dos melhores e não ganhar dinheiro com pontos fracos. Pois bem, eis que o especialista em Omaha fez uma thread que deixou muitos pensativos.

LEIA MAIS: Em busca do tetra, Michael Addamo lidera a mesa final do Super MILLION$ High Rollers do GGPoker

“O que eu aprendi com minha experiência é que você não pode realmente prever suas futuras oportunidades no poker. Você será capaz de aproveitar a maioria dessas oportunidades com uma combinação de habilidade, bankroll e relacionamentos… mas a importância relativa de cada um é desconhecida”, escreveu.

Em seguida, o craque deu exemplos práticos do conselho. “Desafiando a si mesmo contra oponentes difícies (+habilidades), grindando muito na oportunidade enquanto durar (+bankroll), passar o tempo estudando (+habilidades), focando em construir um network e fazendo de si mesmo uma pessoa de valor para os outros (+relacionamentos)… você não pode maximizar tudo isso”, continuou.

Então o dono do Run It Once Poker explicou que com essas atitudes, você treina seus pontos fortes e ainda foca no que quer atrair. Como isso acontece? Investindo tempo no que gosta, se divertindo e se apaixonando pelo o que faz. Dessa forma, você vai atrair mais felicidade e melhores resultados, e você conseguirá conquistar muito mais se você amar o que faz.

“Para mim, esta foi a habilidade primordial. Eu joguei duro quando encontrei ótimas oportunidades para construir meu bankroll? Definitivamente, mas eu escolhi me desafiar muito mais e ter grandes riscos. Eu sempre fui muito motivado pela vontade de ser o melhor no jogo”, twittou.

Seguindo esses passos, Phil Galfond disse ter feito amizades no poker que melhoraram sua vida pessoal e profissional mesmo não sendo proposital. Então o craque incentiva os seguidores a se perguntarem o que realmente os motivam e se a parte financeira está sendo difícil, eis o que você deve fazer: “você deve jogar o seguro, mesmo não sendo o caminho mais EV que terá no papel”, declarou.

Por fim, o americano falou para multiplicarmos nossas paixões e felicidades e diminuir a motivação pelo o que é doloroso e que gera estresse. “Continue trabalhando sua habilidade, bankroll e network da melhor forma que funciona para você. As oportunidades aparecerão muito mais e você estará tão pronto quanto poderia estar”, finalizou.

E aí, o que vocês acharam do conselho de ouro do profissional? Tem algum deles que você já coloca em prática? Comente nas redes sociais do Mundo Poker!

Continue Lendo

Geral

Streamer Egption pensa por cinco minutos, folda trinca para Juan Pardo e recebe showdown horrível

O jogador Patrick Tardiff ficou inconsolável após a revelação do espanhol

Publicado

em

Postado Por

A mesa final do tradicional torneio Global MILLION$ do GGPoker, com buy-in de US$ 100, teve uma mesa final de altíssimo nível com nomes conhecidos. Além dos brasileiros Dan Almeida e João Sydens, nomes como o high stakes Juan Pardo e o streamer Patrick Tardif, o “Egption”, também deram o ar da graça na FT.

Os dois estrangeiros, inclusive, protagonizaram uma das mãos mais legais da decisão. A jogada aconteceu nos blinds 250.000 / 500.000. Tardif deu limp no small blind com A9 e viu Pardo, o chip leader no momento, subir para 1.750.000. O streamer pagou e eles viram o flop AQ6. O espanhol apostou 1.140.000 fichas e Egption pagou a primeira.

O turn foi dos melhores para o embaixador do GGPoker: um A, dando uma trinca. Pardo veio para uma bomba de 4.012.000 e Tardif pagou mais uma. Assim, o river veio um T, abrindo possibilidade de completar uma sequência. Juan Pardo tinha stack bem superior e anunciou all in. Com 20,9 big blinds para trás, Patrick começou a pensar.

LEIA MAIS: João Sydens é bronze no Global MILLION$ do GGPoker e forra pesado; Dan Almeida faz FT

Ele se sentiu bem mal com a jogada do espanhol e ficou se questionando a maior parte do tempo se Pardo acharia que ele foldaria um A. Depois de considerar essa pergunta por incríveis cinco minutos, o streamer decidiu dar um hero fold e deu showdown de um 9. Para a surpresa dele, Pardo mostrou um 2 e comprovou que de qualquer modo Egption tinha a melhor mão.

Se era a trinca com A2 ou um blefe, ninguém sabe, mas Patrick ficou mal com a situação e ainda foi zuado pelo brasileiro João Sydens. No final das contas, Pardo perdeu a pilha enorme de fichas e ficou em 5º e o streamer terminou em 4º.

Confira o clipe do momento:

Continue Lendo
Advertisement

MAIS LIDAS