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Blog do Montanha de Cartas

Presidente da Liga Paulista Feminina de Poker, Luana Matos, sonha participar de um determinado torneio ao vivo

A jogadora criou há pouco mais de um ano uma entidade para cuidar dos direitos das mulheres na mesa de poker

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(Crédito: Reprodução Instagram)

É difícil não notar o aumento da presença das Ladies nas mesas de poker dos clubes de São Paulo, pelo menos era isso que acontecia antes da pandemia do novo coronavírus. Tal fato se deve muito a Luana Matos, afinal, em fevereiro do ano passado ela aliou se a outras jogadoras e criou a Liga Paulista Feminina de Poker, entidade pioneira na defesa das mulheres no cenário do esporte da mente.

“Observamos que existiam várias mulheres que jogavam, mas não iam aos clubes. A ideia era dar segurança a elas, para não existir a divisão entre mulher e homem e sim todos jogadores”, disse Luana.

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A morena também aproveitou a entrevista ao terceiro episódio da série Baralho Pergunta, do Blog Montanha de Cartas, para desfazer um engano rotineiro sobre qual Estado do Brasil ela nasceu.

“Todo mundo que senta na mesa comigo me pergunta se sou carioca. Só em São Paulo eu estou há quase oito anos”, revelou a jogadora que é apaixonada pelos cachorros de estimação presente também na entrevista.

O baralho é outro amor dela e esse vem da infância. Mesmo sem nem saber o que era poker quando criança Luana garante que já amava as cartas e que sempre quando jogava com a família nunca queria parar. Tamanho amor determinou a obsessão da vida dela: disputar um torneio internacional bem específico.“Eu faço um treinamento de mindset, tenho as minhas “metinhas” ajustadas, a minha meta de vida é essa”.

Entre bad beats que levou e as que também proporcionou Luana também falou sobre a maneira como encara o esporte da mente e disse que tanto nas mesas do online quanto live gosta de jogar para frente. Esses e outros assuntos vocês conferem no terceiro episódio da sério Baralho Pergunta.

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Segunda temporada do Baralho Pergunta estreia com bracelete: Alexandre Gomes, do truco ao campeonato mundial de poker!

Campeão da WSOP falou do começo da carreira, de dividas e até dicas de tells

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(Crédito: PokerNews)

Na primeira temporada do Baralho Pergunta, a série de entrevistas do Blog Montanha de Cartas, entrevistamos alguns craques do joguinho, mas essa nova fase do programa começa com um campeão mundial. Em 2008, Alexandre Gomes fincou de vez a bandeira brasileira na história do poker ao vencer o evento 48 da WSOP, mas o que poucos sabem é que toda essa trajetória de sucesso começou com um popular jogo de cartas.

“Eu tive uma vida super intensa no truco, tão intensa talvez quanto no poker. É claro que no truco você não tem, digamos assim, o glamour do poker, de poder viajar, torneios grandes, no truco era diversão”, contou.

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O curitibano ainda revelou que conheceu o poker através da turma de amigos com quem jogava truco. Na época eles praticavam a modalidade five card draw, também conhecido como poker fechado. Alexandre disse no primeiro momento não se interessou pela dinâmica do jogo, mas após ser eliminado precocemente de um campeonato de truco a vida dele mudou.

A convite de um amigo, debutaram em um torneio de poker realizado em um boliche na cidade de Curitiba. A inscrição para a disputa era R$ 100,00 e Alexandre lembra que esse valor foi complicado de ser pago, já que eles nem sabiam as regras direito.

“Eu falei cara, mas você tá louco, cem reais! Como é que a gente vai colocar cem reais em um jogo que a gente não sabe. Fui jogar o torneio, logicamente não ganhei nada. E eu sai dali encantado com a dinâmica do jogo, o primeiro contato tinha sido estranho, mas nesse torneio eu falei, que jogo bacana”, revelou.

Experiente e vencedor em torneios ao vivo, ele foi questionado sobre os tells no poker, padrões e trejeitos de alguns jogadores que podem revelar força ou fraqueza em determinada jogada. Para Alexandre é preciso prestar muita atenção nesse ponto quando se está na mesa.

“O tell é uma arma para o jogador, ele tem que saber usar, mas cuidar para não se confundir e fazer com que essa arma volte contra ele. A gente tem um instinto, uma vontade, de querer adivinhar um tell do cara. Eu sempre falo o seguinte: no poker não tem lugar para o eu acho. Você só vai usar um tell quanto você tiver certeza que aquilo é um tell e você só vai saber isso se jogar por muito e muito tempo com ele”, explicou o campeão.

Entre outros assuntos, ele também foi perguntado se algum dia ficou devendo para outros jogadores ou algum clube de poker, mas essa resposta o amigo leitor pode conferir assistindo o vídeo abaixo. Vale muito a pena, porque a entrevista inteira está bem legal.

E já que você vai apertar o play e conferir esse nosso trabalho, aproveita e se inscreve no canal www.youtube.com/montanhadecartas e por lá que toda semana você se atualiza e se diverte com o programa Baralho Pergunta. Já que as segundas-feiras sempre tem entrevista nova.
Esperamos que gostem!

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Sem medo de cara feia: Milena Magrini não se faz de vítima diante de preconceito com as mulheres no poker

Mãe, esposa e multicampeã ela afirma nunca ter tido problema com isso na carreira

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No ano passado Milena Magrini alcançou um grande resultado na carreira. Fez um deal em 3 jogadores no Million Aconcagua Madrid e faturou um prêmio de 135 mil Euros enfrentando um field composto predominantemente por homens. No entanto, isso não é novidade para ela, já que o poker é realmente um esporte praticado na imensa maioria por atletas do sexo masculino, e muitas jogadoras reclamam do preconceito que sofrem nas mesas, mas com ela a história é diferente.

“Eu nunca tive problema em ser mulher e as pessoas duvidarem de mim ou acharem que eu tenho menos capacidade. Eu nunca tive problema porque eu vou lá e mostro que não é dessa forma que funciona.”, disse em entrevista ao programa Baralho Pergunta, do Blog Montanha de Cartas.

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Casada com o também jogador Kadu Campion, vencedor da WSOP Circuit de 2019 no Rio de Janeiro, e mãe da Antonella, de dois anos, que sempre marca presença nos stories da mamãe no instagram, ela revelou ter criado essa espécie de “casca” contra as adversidades por conta de um episódio marcante na adolescência.

“Eu sempre passei muito bem por cima disso porque eu tive uma dificuldade muito grande na minha vida que foi quando a minha mãe faleceu. Eu tinha só 17 anos e ela teve uma doença durante 5 anos, então depois disso eu acho que nada para mim é muito pesado, eu vou levando de outras formas”, concluiu.

Milena quando criança com sua mãe

A jogadora foi a última entrevistada da primeira temporada do programa Baralho Pergunta e além desse assunto falou sobre alguns momentos complicados que passou durante torneios ao vivo, mas referente ao aspecto da higiene de alguns parceiros.

Outro tema abordado foi sobre as perdas em torneios. Milena contou que em grandes séries como as da WSOP, em Las Vegas, ela costuma comprar parte das cotas da grade de competições que vai disputar e vender as demais para diminuir a variância. O mesmo não ocorre no Brasil, quando vai disputar torneios como o KSOP e o BSOP, já que nesse caso ela joga por conta mesmo.

“O poker é assim né, você perde de um lado, ganha de outro, você tem que fazer um bankroll, tem que ter um controle, se não… Não dá para ser lucrativo”, comentou.

Assista o vídeo abaixo para conferir toda a entrevista da Milena Magrini. Aproveita e se inscreve no canal youtube.com.br/montanhadecartas para juntos fortalecermos cada vez mais esse espaço. A nova temporada do Baralho Pergunta estreia na semana que vem cheia de novidades. Nós contamos com a audiência de vocês!

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Confira qual é a sugestão de Thiago Grigoletti para o fim do “Ghost” e acompanhamento no poker online

Gaúcho imagina que o mundo ideal seria com todos os jogadores fazendo Stream

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Na última semana o sócio do Step Team, Thiago Grigoletti, polemizou nas redes sociais sobre um assunto extremamente questionável no poker. A política de “ghost” e acompanhamento que segundo ele é muito rotineira no jogo online. Gaúcho da cidade de Pelotas, ele foi o convidado do nono episódio do programa Baralho Pergunta, do Blog Montanha de Cartas, e mostrou todo o descontentamento com essa prática, mas sugeriu uma maneira um tanto utópica para solucionar o problema.

“Acho que se a gente olhar um pouco para o macro e não somente para nós, um mundo mais justo do poker seria algo em que todo mundo teria que ser como os streamers lá, mostrar o seu jogo, mostrar que está ali clicando. Não consegui pensar em outra maneira. Eu acho que a principal maneira seria todo mundo mudar a sua consciência perante a isso. Mas é um jogo que envolve dinheiro, eu tenho certeza que se não envolvesse dinheiro, se a gente tivesse jogando brincando um contra o outro ninguém ia buscar ajuda de outra pessoa, sabe? E isso acontece demais, tem jogadores que saíram do Step Team porque queriam ter “ghost”, sabe?”, disse.

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Dono de resultados grandes no jogo ao vivo como um deal em 5 no BSOP Millions de 2015 onde garantiu mais de meio milhão de reais, além do 8º lugar no evento #20 (US$ 1.500 Millionare Maker NLH) da WSOP 2017, em Las Vegas, Grigoletti garante que a experiência do live é fundamental para a postura que ele adotou.

“Eu vim de um jogo muito intuitivo meus primeiros grandes resultados eles surgiram todos no poker ao vivo. E eu sempre tentava passar isso para os meus alunos, sabe? Acredita na tua intuição, cara. Se o coração tá gritando, vai e faça! E quando tem alguém te falando alguma coisa, cara, é uma situação muito esquisita porque tu obriga o outro jogador a tomar uma decisão que ele não quer tomar… Pô, mesmo tu sendo melhor tecnicamente, ou mais experiente, como geralmente é o que acontece quando alguém busca um “ghost” né…” complementou.

O jogador também abordou a maneira com que Pedro Padilha falou sobre o assunto no oitavo episódio da série Baralho Pergunta, do Blog Montanha de Cartas. Segundo o sócio do Samba Team o “ghost” dificilmente vai aumentar de maneira expressiva o ROI de alguém para se ter uma vantagem tão grande.

“Na entrevista passada, que foi alvo de muita polêmica, foi colocado – e uma das coisas que mais me intrigou – que não aumenta o ROI né, e é uma grande mentira, uma grande piada até, porque o ROI ele aumenta justamente na reta final, onde todos os jogadores estão pressionados pelo dinheiro. Se é um jogador que nunca tá acostumado, nunca chegou em uma reta final, é impossível ele não tá com o coração acelerado, ele não tá com os pensamentos ahh confusos, sabe? E pô quando tu tem um cara ali que já passou dezenas de vezes por essa situação, fica muito fácil transferir o problema para outra pessoa, sabe?, criticou.

Grigoletti também aproveitou o bate papo sobre esse assunto e deixou uma mensagem preocupante para as pessoas que amam o joguinho em geral. “Eu acho que nós deveríamos evoluir como comunidade, olhar para dentro e entender que esse não é o caminho certo e a única maneira disso acontecer é com o posicionamento de pessoas influentes mesmo. E eu vejo muito pouca gente se posicionar. E eu acho que o fato disso é que eles vão ser muito prejudicados se eles se posicionarem contra”, finalizou.

Embora o momento alto da entrevista tenha sido mesmo a polêmica sobre o “Ghost”, esse nem de longe foi o único assunto da entrevista. Durante a conversa descontraída ele falou sobre como aprendeu as regras desse esporte da mente, contou da emoção do primeiro “Big Hit”, dos momentos de férias e das bagunças na escola, além das cavaladas que o colocaram no mundo do baralho.

Esse nono episódio do Baralho Pergunta está muito legal. Tem momentos engraçados, de superação e é claro de muita polêmica e tensão. Além do que foi escrito nesse texto o vídeo traz muito conteúdo extra, portanto, assista! E já que o amigo leitor vai clicar no play ali embaixo, aproveita e se inscreve no canal www.youtube.com/montanhadecartas e vamos juntos fortalecer todos que amam e divulgam o nosso esporte.

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