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Blog do Montanha de Cartas

Conheça a Liga Master, a nova liga do Upoker encabeçada pelo jogador paulista Marcio Kanazawa

Liga Master vai realizar neste domingo (13), torneio de 10K garantido

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(Crédito: Acervo pessoal do jogador)

O Upoker ganhou na última semana mais uma liga. O jogador paulista Marcio Kanazawa, conhecido no cenário live de São Paulo é o responsável pela novidade. A Liga Master iniciou os trabalhos com cinco clubes filiados e já neste domingo (13), vai realizar um evento especial com garantido de R$ 10 mil e buy in de apenas R$ 65. Essa será a principal competição da grade semanal da liga que conta com diversas outras disputas.

A Liga Master chega para somar com as outras quatro ligas do aplicativo no Brasil: United, Ultra League, Superdeck e H2 Online. Entre outros resultados no poker live, Marcio Kanazawa foi vice-campeão do Corinthians Poker Circuit, em 2013, e conversou com o Blog Montanha de Cartas sobre se tornar dono de uma liga.

“Decidi iniciar a Liga Master no UPoker por termos toda a estrutura e suporte necessários para o crescimento. Além da parceria apresentada pela equipe do UPoker, gostei muito do aplicativo que vem inovando a cada dia, o que nos permitiu sentir segurança em indicar para os amigos e parceiros pois sei que prezam pela segurança do poker online”, disse Kanazawa.

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O agora empresário também afirmou que conseguiu um acordo justo com os clubes pertencentes a Liga. Segundo ele, o negócio vai servir para alavancar os torneios e todos crescerem juntos. Kanazawa ainda mandou um convite para os jogadores.

“A ideia da Liga Master é dar a oportunidade para que clubes possam iniciar e/ou alavancar seus negócios já de forma estruturada, e juntos, vamos construir uma grande Liga! Venha para a Master!”, finalizou.

Confira abaixo a grade completa desse domingo (13) na Liga Master:

 

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Admirável mundo novo do poker. Uma utopia do nosso joguinho, inspirada no clássico livro inglês

O poker sem frustrações ou injustiças

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Montagem com a foto da série "Admirável mundo novo"

Atenção! Antes de começar a ler essas linhas é preciso um aviso. Esse texto é uma loucura total sem muito fundamento e obviamente não estou querendo mudar as regras do poker. O motivo de batucar essas palavras é apenas traçar um paralelo do nosso joguinho com o livro inglês “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, publicado em 1932 e que recentemente ganhou uma série televisa disponível na plataforma de streaming Globoplay.

Esse inspirador romance se passa na fictícia Nova Londres no ano de 2.540. Uma sociedade distópica vive sem frustrações, com classes bem definidas, muita tecnologia e apenas duas regras: não existe privacidade e nem monogamia. A grande arma pra acabar com qualquer revolta ou sentimento ruim é o medicamento “soma”. Um simples comprimido e qualquer sentimento ruim evapora.

Imagina se tivesse esse tal “soma” em um torneio de poker? Os jogadores teriam que tomar um atrás do outro porque não existe atividade mais frustrante do que uma competição dessa. Já partimos do principio que a bolada mesmo quem vai ganhar é só um entre todos os atletas da mente inscritos e isso por si só já deixa o funil mais apertado impossível.

Só que até este momento tudo bem, faz parte, é normal, o campeão merece mesmo levar a grande fatia do bolo, mas e as injustiças que o baralho proporciona no meio do caminho? Para evitar o uso do “soma’, algumas regrinhas poderiam ser ajustadas no nosso joguinho e a primeira delas é polêmica.

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Obviamente no Texas Hold´em vence a mão aquele que formar a melhor combinação com cinco cartas, mas não dá uma raiva quando você tem três pares e o adversário só dois e mesmo assim ele ganha? Pra mim dá. Se tivesse “soma” eu tomaria logo uns três quando isso acontece, por isso chega! No admirável mundo novo do poker três pares vão sim ganhar de dois pares!

Ah e quando o assunto é frustração nada maior do que aquele all in pré flop onde você está na frente e acaba perdendo. Seja aquela mão que você tem 60%, 70% ou 80% de chances de ganhar. No final, tá lá, as cartas do adversário que tinha menor probabilidade de vencer deitam no feltro da mesa como se fossem facas no nosso peito.

Sacanagem! Para acabar com isso seria perfeito se essas mãos não existissem board. All in pré- flop desse novo jeito seria assim: mostram-se as cartas e acabou, quem tá na frente ganhou. Se for um coin flip honesto, daqueles QQ x AK divide as fichas e vai pra próxima rodada, chega de bad beat. No futuro vamos economizar muito “soma” jogando desse jeito.

Outra coisa que me irrita é aquelas jogadas onde todas as fichas vão pro centro da mesa e um tem A2 e o outro A3 por exemplo. Poxa, uma mão dessas tem que terminar empatado. É injusto alguém ganhar ou perder uma parada dessas. Segue a mesma dinâmica do coin-flip. Empate! Vamos jogar mais o pós-flop gente!

Tudo bem até admito que esse texto é coisa de queimado, mimimi de jornalista frustrado que não virou jogador de poker. Mas se for pra pregar um mundo mais justo que ele comece no nosso poker. Já pensou se o joguinho fosse assim? Será que ele seria tão apaixonante como é?

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O outro lado da notícia. Assista a entrevista do Blog Montanha de Cartas para a Rádio Poliesportiva

Projeto que promete dar voz a todos os esportes concede espaço ao poker

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No final do mês passado recebi um convite do jornalista Eric Filardi através da minha conta no instagram para dar uma entrevista. Se você que leu a frase anterior ficou surpreso, imagina como foi a minha reação.  De imediato a ideia pareceu no mínimo inusitada, afinal, estou acostumado a entrevistar e não a ser entrevistado. O que será que queriam ouvir de mim? Será que tenho uma história boa para contar? Quem são os loucos que queriam me entrevistar?

Tantas perguntas, mas vamos as respostas. A tal da entrevista que fui convidado era uma live da Rádio Poliesportiva, um projeto que promete dar voz a todos os esportes. Já vi muitos veículos de comunicação utilizar um slogan desses e não dar a mínima para o poker, mas dessa vez foi diferente. Só o fato deles darem espaço para alguém que trabalha com o nosso joguinho demonstra seriedade, por isso logo confirmei o bate papo, mas não demorou e veio a insegurança.

Trocar de lado assim não é uma coisa tão fácil. Acostumado a ficar do outro lado da notícia, relatar os fatos, entrevistar, editar, eu realmente não sabia o que estaria por vir e tenho certeza que não sou o melhor representante da imprensa do poker nacional para dar uma entrevista dessas. Aqui mesmo no Mundo Poker temos o nosso editor-chefe Ytarõ Segabinazzi e o Guilherme Schiff com muito mais bagagem no assunto do que eu.

Mas também não posso me desvalorizar, como me disse uma vez o Igor Federal, então presidente da CBTH, um tijolinho na história do poker eu coloquei. O Blog Montanha de Cartas existe há seis anos e contribuiu com a inclusão do nosso joguinho na TV aberta, quando eu ainda trabalhava na emissora paulista TV Gazeta.

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Também foi neste espaço que em 2019, relatei as aventuras nas Bahamas, onde estive a convite do PokerStars para cobrir o primeiro – e até o momento único – PSPC PokerStars Players Championship. Lá entrevistei o Daniel Negreanu, conheci Chris Moneymaker, jantei ao lado do Erik Seidel e acompanhei ali de pertinho a saga do Pedro Padilha, eliminado bem perto da mesa final daquele imenso torneio.

No ano passado, ao lado da Mayza Basso, criamos o Baralho Pergunta, uma série de entrevistas inovadoras onde os principais nomes do cenário do poker nacional passaram. Teve bate papo com o André Akkari, Felipe Mojave, Brunno Botteon, Leo Mattos, Carol Dupre, Milene Magrini e muitos outros.

Opa, então espera um pouquinho. História para contar eu tenho bastante. Sobre poker e jornalismo esportivo, afinal, além do Blog que escrevo por prazer, já passei por algumas redações, trabalhando sempre com o esporte e aprendendo com os melhores, como o mestre Michel Laurence.

E foi justamente nessa pegada de poker e jornalismo esportivo que fui surpreendido pela impecável condução do jornalista Gabriel Max na live da Rádio Poliesportiva na última segunda-feira (19). Em um clima bem descontraído contei as histórias desse espaço e da minha carreira no jornalismo.

Se você se interessou, confere o bate papo, dividido em duas partes.

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Jogando pote de R$ 16 mil no escuro Robin Hood do poker aplica bad beat surreal em cash game de Arraial d’Ajuda

Ele quase não tinha chances de ganhar a mão

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Se você acompanhou as entrevistas do Baralho Pergunta deve ser visto a história de João Gomides, o dono da conta no instagram @jogadoromahacaro e que auto se intitula o Robin Hood do poker. O motivo do apelido é que depois das forras no cash game ele costuma distribuir dinheiro para a população em situação de rua, assim como o mítico herói inglês que roubava dos ricos para dar aos pobres.

Essa semana o João me procurou para contar uma parada que precisa ser compartilhada com os meus leitores. Ele estava em um cash game na paradisíaca Arraial d´Ajuda, bem próximo de Porto Seguro, onde a família do meu amigo possui dois hotéis. A jogada já começa de forma estranha, porque foi disputada na modalidade Texas Hold´em, algo que não é a especialidade do João, afinal, geralmente ele só vê um flopinho se for PLO5.

“Montanha, beleza? Deixa eu te falar, rapaz, tava jogando lá com os italianos em Arraial, tomando umas duas e tal… Eles gostam só de Texas né… A gente brincando, no escuro, ai eu 25  e toda hora ele 50, eu 100, ele 200, toda hora esse homem vinha em cima, ai chegava no 200 eu diminuía, mas teve uma hora lá comecei a sentir uma energia mais forte assim, rapaz, eu vou pegar ele é agora”, contou o João.

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Tanto o italiano quanto o João tinham aproximadamente R$ 8 mil em fichas e depois de aumentos e reaumentos pré-flop acabaram indo de all in no escuro, formando um pote de R$ 16.000. Na hora de revelar as cartas, o Robin Hood do poker se viu numa situação complicada, com enquanto o europeu tinha .

Uma tentativa de acordo foi feita, mas veemente negada pelo italiano que pedia para virar as cartas, dizendo que se não o jogo não seria sério. Nesse momento, João se enche de coragem e começa a antever a jogada: “Vai virar o meu flush”, dizia ele.

O flop surgiu apenas com uma carta de copas, não ajudando muito o bom baiano. As primeiras três cartas reveladas foram . Já no turn, um , João passou a gritar mais alto que viria o flush.

O river foi um formando o flush que fez o meu amigo vencer a parada. Ele soltou palavrões, bateu na mesa, na parede e saiu aos quatro cantos berrando: “eu sou jogador de ‘baraio!'”

“Abriu a porta e veio o flush ‘nos meus peito’. Que beleza bicho, um pote grande desses, um runner runner desses, no contexto que foi, é uma coisa difícil de ver no poker”, completou João ao me contar a história. Agora, imagina a alegria que ele pode proporcionar aos moradores de rua depois dessa forra.

Confira o vídeo:

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