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Blog do Montanha de Cartas

Montanha de Cartas: Passo a passo para ser um streamer de poker

Mayza Basso escreve sobre a onda das transmissões ao vivo que cresceu muito em 2019

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Por Mayza Basso*

Ser um streaming é muito mais do que contar paradas de poker atrás da tela de um computador. Conheça tudo sobre esse mundo e quem sabe você não se aventura.

Quem é visto sempre é lembrado. A velha máxima é certeira no mundo do poker, sendo assim, uma forma bem popular nos dias de hoje de compartilhar o conhecimento de fácil acesso e sem custo é o streaming. A tecnologia serve para quem está começando nesse esporte da mente e até mesmo para profissionais consagrados, mas antes de mais nada é preciso explicar direitinho o que é esse tal de streaming?

Em uma definição mais técnica o streaming é uma tecnologia que envia informações multimídia, através da transferência de dados, utilizando redes de computadores, especialmente a internet. Para simplificar as coisas estamos falando dos jogadores de poker que transmitem as telas dos torneios que estão disputando para milhares de pessoas no mundo todo e isso é cada vez mais rotineiro nos feltros online.

A maioria desses streamers são encontrados na plataforma Twitch.tv.  E sim, qualquer um pode fazer o mesmo que eles, inclusive você que está lendo essas linhas.  Não é preciso ter alcançado grandes resultados no poker para transmitir o joguinho, nem tão pouco ser uma máquina de técnicas e conhecimentos apurado.

O primeiro passo é fazer um download de uma ferramenta especifica e grátis como o Streamlabs, além de um cadastro simples no site da Twitch.TV. Uma câmera e um microfone são essenciais, mas boa vontade e dedicação também é preciso. Outra parte importante é uma boa arte para chamar à atenção do público, no entanto sem respeito, educação e bom humor nada disso dará certo.

O próximo passo é o mais difícil, porém, tem que ser prazeroso tanto para o streamer quanto para quem está assistindo: o conteúdo. É possível fazer uma transmissão com informativos de ações, analises de mãos e ranges. Nesse segmento destaco o @luimartins e a @lalitournier, eles contam o que pensam sobre a jogada em tom de voz baixo e doce.

Outro grande streamer é o @espessote, além de mostrar os jogos, dá sempre aulas e faz até review de seguidores. A pegada dele é informativa e descontraída, assim como o BigFat, esse é garantia de risada, mas não é um professor e não lhe dará aulas.

Outro streamer que gosto bastante é o  famoso Poker Raiz, @luizftorres que além de surtar com as badbeats, batendo na mesa e enlouquecendo de modo engraçado com bordões #mãododiaxete, #ajustederoi e #debiloidecall ele garante não estudar para jogar, não usar HUD (software de apoio) ou baralho colorido e está quase 50k up no ano. Outra peculiaridade é que frequentemente as filhas do jogador aparecem durante a transmissão.

Um terceiro passo é uma boa playlist de músicas para embalar a stream. Através de alguns comandos os seguidores podem também somar com a lista e tornar a transmissão bem mais participativa.

Um ponto extremamente importante é o delay, geralmente de 3 a 4 minutos, já que a maioria das pessoas que vão assistir também são jogadores e podem eventualmente estar na mesma mesa online do streamer, protegendo assim a integridade do jogo, já que ninguém vai saber as cartas na hora exata da ação.

O recado que fica é se você quer ser um streamer, o principal é ter vontade e não esperar a hora certa, aparelhos de última geração ou o conteúdo certo. Encare o desafio com coragem e comece, porque existe espaço pra todo tipo de pessoa e certamente seguidores vão aparecer. Se a solidão do online te desanima e você gosta de contar paradas o streaming é o caminho.

*Mayza Basso é esposa do Montanha de Cartas e jogadora de poker do time Cardroom. Adora um streaming, mas ainda não tem a dela.

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Sem medo de cara feia: Milena Magrini não se faz de vítima diante de preconceito com as mulheres no poker

Mãe, esposa e multicampeã ela afirma nunca ter tido problema com isso na carreira

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No ano passado Milena Magrini alcançou um grande resultado na carreira. Fez um deal em 3 jogadores no Million Aconcagua Madrid e faturou um prêmio de 135 mil Euros enfrentando um field composto predominantemente por homens. No entanto, isso não é novidade para ela, já que o poker é realmente um esporte praticado na imensa maioria por atletas do sexo masculino, e muitas jogadoras reclamam do preconceito que sofrem nas mesas, mas com ela a história é diferente.

“Eu nunca tive problema em ser mulher e as pessoas duvidarem de mim ou acharem que eu tenho menos capacidade. Eu nunca tive problema porque eu vou lá e mostro que não é dessa forma que funciona.”, disse em entrevista ao programa Baralho Pergunta, do Blog Montanha de Cartas.

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Casada com o também jogador Kadu Campion, vencedor da WSOP Circuit de 2019 no Rio de Janeiro, e mãe da Antonella, de dois anos, que sempre marca presença nos stories da mamãe no instagram, ela revelou ter criado essa espécie de “casca” contra as adversidades por conta de um episódio marcante na adolescência.

“Eu sempre passei muito bem por cima disso porque eu tive uma dificuldade muito grande na minha vida que foi quando a minha mãe faleceu. Eu tinha só 17 anos e ela teve uma doença durante 5 anos, então depois disso eu acho que nada para mim é muito pesado, eu vou levando de outras formas”, concluiu.

Milena quando criança com sua mãe

A jogadora foi a última entrevistada da primeira temporada do programa Baralho Pergunta e além desse assunto falou sobre alguns momentos complicados que passou durante torneios ao vivo, mas referente ao aspecto da higiene de alguns parceiros.

Outro tema abordado foi sobre as perdas em torneios. Milena contou que em grandes séries como as da WSOP, em Las Vegas, ela costuma comprar parte das cotas da grade de competições que vai disputar e vender as demais para diminuir a variância. O mesmo não ocorre no Brasil, quando vai disputar torneios como o KSOP e o BSOP, já que nesse caso ela joga por conta mesmo.

“O poker é assim né, você perde de um lado, ganha de outro, você tem que fazer um bankroll, tem que ter um controle, se não… Não dá para ser lucrativo”, comentou.

Assista o vídeo abaixo para conferir toda a entrevista da Milena Magrini. Aproveita e se inscreve no canal youtube.com.br/montanhadecartas para juntos fortalecermos cada vez mais esse espaço. A nova temporada do Baralho Pergunta estreia na semana que vem cheia de novidades. Nós contamos com a audiência de vocês!

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Confira qual é a sugestão de Thiago Grigoletti para o fim do “Ghost” e acompanhamento no poker online

Gaúcho imagina que o mundo ideal seria com todos os jogadores fazendo Stream

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Na última semana o sócio do Step Team, Thiago Grigoletti, polemizou nas redes sociais sobre um assunto extremamente questionável no poker. A política de “ghost” e acompanhamento que segundo ele é muito rotineira no jogo online. Gaúcho da cidade de Pelotas, ele foi o convidado do nono episódio do programa Baralho Pergunta, do Blog Montanha de Cartas, e mostrou todo o descontentamento com essa prática, mas sugeriu uma maneira um tanto utópica para solucionar o problema.

“Acho que se a gente olhar um pouco para o macro e não somente para nós, um mundo mais justo do poker seria algo em que todo mundo teria que ser como os streamers lá, mostrar o seu jogo, mostrar que está ali clicando. Não consegui pensar em outra maneira. Eu acho que a principal maneira seria todo mundo mudar a sua consciência perante a isso. Mas é um jogo que envolve dinheiro, eu tenho certeza que se não envolvesse dinheiro, se a gente tivesse jogando brincando um contra o outro ninguém ia buscar ajuda de outra pessoa, sabe? E isso acontece demais, tem jogadores que saíram do Step Team porque queriam ter “ghost”, sabe?”, disse.

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Dono de resultados grandes no jogo ao vivo como um deal em 5 no BSOP Millions de 2015 onde garantiu mais de meio milhão de reais, além do 8º lugar no evento #20 (US$ 1.500 Millionare Maker NLH) da WSOP 2017, em Las Vegas, Grigoletti garante que a experiência do live é fundamental para a postura que ele adotou.

“Eu vim de um jogo muito intuitivo meus primeiros grandes resultados eles surgiram todos no poker ao vivo. E eu sempre tentava passar isso para os meus alunos, sabe? Acredita na tua intuição, cara. Se o coração tá gritando, vai e faça! E quando tem alguém te falando alguma coisa, cara, é uma situação muito esquisita porque tu obriga o outro jogador a tomar uma decisão que ele não quer tomar… Pô, mesmo tu sendo melhor tecnicamente, ou mais experiente, como geralmente é o que acontece quando alguém busca um “ghost” né…” complementou.

O jogador também abordou a maneira com que Pedro Padilha falou sobre o assunto no oitavo episódio da série Baralho Pergunta, do Blog Montanha de Cartas. Segundo o sócio do Samba Team o “ghost” dificilmente vai aumentar de maneira expressiva o ROI de alguém para se ter uma vantagem tão grande.

“Na entrevista passada, que foi alvo de muita polêmica, foi colocado – e uma das coisas que mais me intrigou – que não aumenta o ROI né, e é uma grande mentira, uma grande piada até, porque o ROI ele aumenta justamente na reta final, onde todos os jogadores estão pressionados pelo dinheiro. Se é um jogador que nunca tá acostumado, nunca chegou em uma reta final, é impossível ele não tá com o coração acelerado, ele não tá com os pensamentos ahh confusos, sabe? E pô quando tu tem um cara ali que já passou dezenas de vezes por essa situação, fica muito fácil transferir o problema para outra pessoa, sabe?, criticou.

Grigoletti também aproveitou o bate papo sobre esse assunto e deixou uma mensagem preocupante para as pessoas que amam o joguinho em geral. “Eu acho que nós deveríamos evoluir como comunidade, olhar para dentro e entender que esse não é o caminho certo e a única maneira disso acontecer é com o posicionamento de pessoas influentes mesmo. E eu vejo muito pouca gente se posicionar. E eu acho que o fato disso é que eles vão ser muito prejudicados se eles se posicionarem contra”, finalizou.

Embora o momento alto da entrevista tenha sido mesmo a polêmica sobre o “Ghost”, esse nem de longe foi o único assunto da entrevista. Durante a conversa descontraída ele falou sobre como aprendeu as regras desse esporte da mente, contou da emoção do primeiro “Big Hit”, dos momentos de férias e das bagunças na escola, além das cavaladas que o colocaram no mundo do baralho.

Esse nono episódio do Baralho Pergunta está muito legal. Tem momentos engraçados, de superação e é claro de muita polêmica e tensão. Além do que foi escrito nesse texto o vídeo traz muito conteúdo extra, portanto, assista! E já que o amigo leitor vai clicar no play ali embaixo, aproveita e se inscreve no canal www.youtube.com/montanhadecartas e vamos juntos fortalecer todos que amam e divulgam o nosso esporte.

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Craque no live e no online Pedro Padilha tem opinião curiosa sobre o malfadado “Ghost”

Ele acredita que a prática de um jogador assumir a conta de outro é supervalorizada no meio

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Assim que foi questionado sobre o assunto “Ghost” durante a entrevista ao Baralho Pergunta, do Blog Montanha de Cartas, Pedro Padilha afirmou que essa prática prejudica demais o ecossistema do poker, porém, o sócio do Samba Team também afirmou que pela experiência dele isso não é algo tão rotineiro no jogo e não deveria ser motivo de tanta preocupação.

“As pessoas acham que acontece mais “Ghost” do que realmente existe. Elas enxergam isso de uma maneira muito mais prejudicial do que realmente é. Dificilmente isso vai aumentar o ROI de um jogador para ele ter uma vantagem tão grande, tão expressiva para gente ter que gastar tanta energia com isso”, disse.

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Outro assunto abordado e também bastante polêmico foi o TILT, ou seja, quando o jogador por algum motivo passa apresentar um jogo bem pior do que normalmente ele faz. Padilha garantiu que não costuma entrar muito nessa zona de desconforto, mas quando isso acontece a fuga é certeira.

“Geralmente a gente desconta na comida, na hora do TILT vai direto procurar um doce”, afirmou dando gargalhadas.

O bate papo não teve apenas o poker como assunto. O jogador pode falar sobre os diversos trabalhos que exerceu antes de se tornar profissional do baralho, inclusive como ajudante de marcenaria, mas o sorriso não saiu do rosto dele quando duas das maiores paixões dele entraram no tema: samba e futebol.

“Minhas primeiras lembranças são ligadas ao Corinthians. Eu era muito próximo do meu avô, um corintiano bem fanático. Durante a vida inteira eu fui muito em estádio, mas são épocas, hoje a maioria dos jogos são de domingo, o dia mais importante do poker online e também de quarta, que sempre estou jogando”, comentou Padilha dizendo que em 2012, primeiro ano dele como profissional acompanhou toda a vitoriosa campanha corintiana na Libertadores.

o samba e a música estão marcados na pele do jogador. Durante a entrevista ele conta quais são as tatuagens que já fez e o motivo de cada uma delas. Não se espante com o rosto muitas vezes sisudo do Padilhão, já que essa cara de bravo esconde na verdade um cara super do bem e com uma conversa bem contagiante.

Não perde tempo então amigo leitor, confere no vídeo abaixo o oitavo episódio da série, já estamos terminando a primeira temporada! Lembre-se também de dar aquele like gostosinho e o principal: inscrever-se no nosso canal: youtube.com/montanhadecartas. É jogo-rápido, um cliquezinho apenas e já vai fortalecer demais esse projeto.

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