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Blog do Montanha de Cartas

E agora José, digo, Poker?

Adaptação de poema de Carlos Drummond de Andrade questiona o futuro do poker ao vivo

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E agora, Poker?
o jogo acabou,
a mesa esvaziou,
a parceirada sumiu,
o clube fechou,
e agora, Poker?
e agora, você?
você que é emocionante,
que leva alegria e tristezas,
você que iguala as pessoas,
que é amado, mas também odiado?
e agora, Poker?

Está sem baralho,
está sem fichas,
está sem apostas,
já não pode blefar,
já não pode foldar,
apostar por valor também não pode,
a mesa esvaziou,
o cash não “rebolou”,
a caixinha não veio,
a conta chegou,
não veio o “big heat”
e tudo fechou
e tudo cancelou
e tudo acabou,
e agora, Poker?

E agora, Poker?
Sua doce abrangência,
o preconceito dos demais,
sua força de querer vencer,
sua alcunha de esporte da mente,
sua incoerência,
seu ódio e amor — e agora?

Com a chave na mão
só existe uma porta;
não é igual,
mas o jeito é esse;
quer ir para o online,
só que lá não é o nosso joguinho.
Poker, e agora?

Se você prevenisse,
se você regulamentasse,
se você tivesse uma classe forte,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, Poker!

Sozinho no escuro
qual um jogo online,
sem interação,
sem conversas
para se distrair,
sem braceletes ou troféus
que brilham os olhos,
você vai viver, Poker!
Poker, como vai ser?

*Adaptação do poema José, de Carlos Drummond de Andrade, publicado pela primeira vez em 1942, na coletânea Poesias. O texto retrata o sentimento de solidão e abandono de uma pessoa na cidade grande, sem esperança e sem saber que caminho seguir.

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Carol Dupré analisa o futuro do poker pós pandemia: “Nada vai ser como antes”

Ela garante que está sofrendo para fazer a migração do online e pretende entrar em um time

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(Crédito: KSOP)

A pandemia do novo coronavírus mudou a maneira de encarar o mundo. Diversos segmentos da sociedade estão passando por uma transformação pesada e a pergunta é constante: qual será o nosso futuro quando tudo isso passar? O questionamento também não sai da cabeça dos jogadores e profissionais ligados ao poker, a multicampeã Carol Dupré analisou a situação e enxergou um lado positivo.

“Nós temos a sorte de ter o online. O pessoal que é muito raiz de live vai sentir mais, a gente tem uma certa desvantagem porque realmente o jogo é outro. Eu nunca curti muito jogar online e agora eu sou obrigada, olha que bom, porque para o jogador ser completo ele tem que dominar os dois lados da história. Estou pensando em talvez entrar para um time”, disse em entrevista ao programa Baralho Pergunta, do Blog Montanha de Cartas.

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Dupré também relembrou quando ganhou R$ 270,000,00 ao vencer o Cruise Million em 2016. Na época esse foi o grande big hit da jogadora então patrocinada pelo BetMotion. Segundo ela, naquele momento “caiu a ficha” que estava vivendo de poker.

A amizade no mundo desse esporte da mente é algo difícil de ser cultivada, mas Carol mantém boas referências com outras jogadoras e citou todas na entrevista, contudo uma em especial ganhou destaque.

“Eu estabeleci uma amizade linda, que vem crescendo com a Igianne Bertoldi. Tivemos uma experiência fantástica em Las Vegas, quando fomos chamadas para jogar pelo No fear”, contou a jogadora que na oportunidade chegou a cravar um torneio no Cassino Venetian.

Carol também aproveitou a entrevista para falar sobre quais são os dealers especiais no coração dela, a temida dowswing, além de comentar sobre a grande amizade que possui com um ganhador de bracelete da WSOP. “Conheci ele em uma situação totalmente atípica. Em uma viagem de motorhome de Balneário até Foz do Iguaçu jogar o BSOP. Me identifiquei muito com a história dele, uma pessoa humilde e carinhosa”, revelou.

Para saber sobre qual jogador a Carol está falando e todos os outros assuntos dessa entrevista confira o vídeo abaixo, o quinto episódio da série Baralho Pergunta. Não deixe também de acessar o nosso canal youtube.com/montanhadecartas e se inscrever para dar aquela fortalecida e ficar atento nas novidades e ver os outros episódios.

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Espessote conta o segredo do par que ele mais trinca e a fórmula secreta para jogar JJ

Um dos pioneiros no stream de poker aliou a numerologia em alguns momentos do baralho

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Nos dias de hoje é rotineiro muitos jogadores fazerem stream das sessões, algo que realmente é uma boa fonte de estudo e também de diversão. Com o crescimento absurdo do poker online durante a pandemia do novo coronavírus as transmissões também ganharam cada vez mais audiência, porém, um dos primeiros a se enveredar nesse ramo aqui no Brasil foi Eduardo Espessote, atleta da mente que desde janeiro deixou o time BBZ e joga por conta.

Além de streamer o jogador também é professor de poker e na entrevista concedida ao programa Baralho Pergunta, do Blog Montanha de Cartas, revelou com quais craques já fez coach, além de indicar para qual segmento o trabalho dele é propicio. “Eu consigo contribuir o meu objetivo de ensinar para pessoas que jogam micro e low stakes e querem evoluir, lucrar ou mudar a estratégia”, disse Espessote.

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O jogador também falou sobre o uso dos HUDs, softwares de apoio para quem joga online. Segundo ele, o dispositivo é importante para quem está acostumado com ele, mas pode enganar os novatos e prejudicar o desenvolvimento do jogo. “Se você não tem mãos do oponente não serve para nada, mas o cara que usa o HUD a muito tempo ele tem vantagem, já que também serve para o estudo”, comentou.

Quanto aos pares de mão Espessote não escondeu o segredo e disse como se deve jogar o temido JJ, porém, ele prefere um outro “parzinho” justamente por conta da numerologia. Ele afirmou que a soma das letras do sobrenome dele lhe garantiu essa preferência. “Qualquer par é bom de trincar, principalmente quando se joga contra o UTG e bate um Ás ou um Rei. No live ainda mais porque eles não largam nunca”, revelou.

Boa gente e brincalhão o streamer garantiu não possuir nenhum desafeto no baralho. Um dos principais motivos para isso é não colocar expectativas nas pessoas e nem nos torneios que joga. Espessote também aproveitou a entrevista para falar sobre o curioso brinquedo preferido dele na infância e o apoio que recebeu de um determinado parente quando decidiu passar a fazer streaming em 2016, ainda no youtube.

Todos esses assuntos podem ser conferidos no vídeo abaixo, o quarto episódio da série Baralho Pergunta. Não deixe também de acessar o nosso canal youtube.com/montanhadecartas e se inscrever para ficar atento nas novidades e poder ver os outros episódios.

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Presidente da Liga Paulista Feminina de Poker, Luana Matos, sonha participar de um determinado torneio ao vivo

A jogadora criou há pouco mais de um ano uma entidade para cuidar dos direitos das mulheres na mesa de poker

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(Crédito: Reprodução Instagram)

É difícil não notar o aumento da presença das Ladies nas mesas de poker dos clubes de São Paulo, pelo menos era isso que acontecia antes da pandemia do novo coronavírus. Tal fato se deve muito a Luana Matos, afinal, em fevereiro do ano passado ela aliou se a outras jogadoras e criou a Liga Paulista Feminina de Poker, entidade pioneira na defesa das mulheres no cenário do esporte da mente.

“Observamos que existiam várias mulheres que jogavam, mas não iam aos clubes. A ideia era dar segurança a elas, para não existir a divisão entre mulher e homem e sim todos jogadores”, disse Luana.

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A morena também aproveitou a entrevista ao terceiro episódio da série Baralho Pergunta, do Blog Montanha de Cartas, para desfazer um engano rotineiro sobre qual Estado do Brasil ela nasceu.

“Todo mundo que senta na mesa comigo me pergunta se sou carioca. Só em São Paulo eu estou há quase oito anos”, revelou a jogadora que é apaixonada pelos cachorros de estimação presente também na entrevista.

O baralho é outro amor dela e esse vem da infância. Mesmo sem nem saber o que era poker quando criança Luana garante que já amava as cartas e que sempre quando jogava com a família nunca queria parar. Tamanho amor determinou a obsessão da vida dela: disputar um torneio internacional bem específico.“Eu faço um treinamento de mindset, tenho as minhas “metinhas” ajustadas, a minha meta de vida é essa”.

Entre bad beats que levou e as que também proporcionou Luana também falou sobre a maneira como encara o esporte da mente e disse que tanto nas mesas do online quanto live gosta de jogar para frente. Esses e outros assuntos vocês conferem no terceiro episódio da sério Baralho Pergunta.

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