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Blog do Montanha de Cartas

Blog do Montanha de Cartas: Ele voltou!

Vegas Poker Club reabre em novo endereço em São Paulo e com torneio de 300K

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Comecei a me apaixonar pelo poker jogando com alguns amigos da escola. Na época, as fichas eram pedaços de feijão ou macarrão cru e o jogo não valia dinheiro. Anos mais tarde criamos um Home Game, sempre as quintas feiras, com ranking, e nesse caso já tinha uma premiação. Depois conheci alguns clubes de poker e foi paixão a primeira vista, mas quando fui ao antigo Vegas Hold’em Club, no bairro de Itaim, nunca mais parei de jogar poker.

Era uma sexta-feira de carnaval lá em 2014. Já tinha chegado bem perto em alguns torneios de clube e feito até um heads up relâmpago em um evento do BSOP, quando decidi conhecer um clube que tanto tinha ouvido falar, justamente o Vegas. Imaginei que não estaria tão cheio por conta do feriado, mas ledo engano, a casa estava lotada.

O evento era o chamado TOP (Terraço Open Poker), uma série que tinha a primeira edição do ano naquele dia. Fui com a minha então namorada, Mayza Basso, hoje minha esposa e que se tornou jogadora de poker com o passar dos anos. Naquele dia, ela só assistiu, e mesmo sem ter muita noção do jogo eu acabei distribuindo algumas bad beats e venci o torneio.

O clima do Vegas era realmente diferente. Foi a primeira vez que vi o diretor de torneios Elton Cz, e eu dava risada com o jeito dele anunciando os rebuys, enquanto aproveitava a promoção daquele dia, o chopp em dobro. Logo virei frequentador, participei de outros eventos como o tradicional torneio da pizza e muitas vezes chegava mais cedo na casa também para aproveitar o jantar bem caseiro oferecido aos jogadores.

Infelizmente, por problemas de zoneamento, logo aquela casa fechou e deixou muitos jogadores órfãos. Mas nem todo carnaval tem um fim, o clube mais aconchegante de São Paulo vai voltar com tudo nessa segunda-feira, dia 27 de janeiro. Isso mesmo o Vegas está de volta, dessa vez em um local muito maior, na Av. Sumaré, 581, nas Perdizes.

O torneio inaugural “Welcome Vegas” terá R$ 300.000,00 garantido em premiação, com o campeão ganhando no mínimo R$ 100.000,00 além de um pacote de 4 dias no Cassino Sun Monticello, no Chile. O evento vai acontecer entre os dias 27 e 30 de janeiro, com buy in de R$ 100,00 para 15 mil fichas e add on de R$ 300,00 para 50 mil fichas.

Serão jogados 5 “dias” classificatórios até o 15º nível, 4 com blinds de 30 minutos e 1 turbo com os blinds aumentando a cada 15 minutos. No dia 2 a “temperatura” vai subir a cada 40 minutos e no dia final a cada 1 hora.

Eu estarei por lá e vou trazer todas as novidades do clube nesse espaço, não deixe de acompanhar;

CRONOGRAMA DO WELCOME VEGAS

Dia 1A – Blinds de 30m – 27/01 -15h30

Dia 1B – Blinds de 30m – 27/01 – 20h30

Dia 1C – Blinds de 30m – 28/01 – 15h30

Dia 1D – Blinds de 30m – 28/01 – 20h30

Dia 1E – Blinds de 15m – 29/01 – 15h30

Dia 2 – Blinds de 40m – 29/01 – 20h30

Dia Final – Blinds de 1h – 30/01 – 20h30

Jornalista formado e pós graduado. Casado com a Mayza Basso e padrasto da Juju. Poker começou como lazer e virou profissão.

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Sem medo de cara feia: Milena Magrini não se faz de vítima diante de preconceito com as mulheres no poker

Mãe, esposa e multicampeã ela afirma nunca ter tido problema com isso na carreira

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No ano passado Milena Magrini alcançou um grande resultado na carreira. Fez um deal em 3 jogadores no Million Aconcagua Madrid e faturou um prêmio de 135 mil Euros enfrentando um field composto predominantemente por homens. No entanto, isso não é novidade para ela, já que o poker é realmente um esporte praticado na imensa maioria por atletas do sexo masculino, e muitas jogadoras reclamam do preconceito que sofrem nas mesas, mas com ela a história é diferente.

“Eu nunca tive problema em ser mulher e as pessoas duvidarem de mim ou acharem que eu tenho menos capacidade. Eu nunca tive problema porque eu vou lá e mostro que não é dessa forma que funciona.”, disse em entrevista ao programa Baralho Pergunta, do Blog Montanha de Cartas.

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Casada com o também jogador Kadu Campion, vencedor da WSOP Circuit de 2019 no Rio de Janeiro, e mãe da Antonella, de dois anos, que sempre marca presença nos stories da mamãe no instagram, ela revelou ter criado essa espécie de “casca” contra as adversidades por conta de um episódio marcante na adolescência.

“Eu sempre passei muito bem por cima disso porque eu tive uma dificuldade muito grande na minha vida que foi quando a minha mãe faleceu. Eu tinha só 17 anos e ela teve uma doença durante 5 anos, então depois disso eu acho que nada para mim é muito pesado, eu vou levando de outras formas”, concluiu.

Milena quando criança com sua mãe

A jogadora foi a última entrevistada da primeira temporada do programa Baralho Pergunta e além desse assunto falou sobre alguns momentos complicados que passou durante torneios ao vivo, mas referente ao aspecto da higiene de alguns parceiros.

Outro tema abordado foi sobre as perdas em torneios. Milena contou que em grandes séries como as da WSOP, em Las Vegas, ela costuma comprar parte das cotas da grade de competições que vai disputar e vender as demais para diminuir a variância. O mesmo não ocorre no Brasil, quando vai disputar torneios como o KSOP e o BSOP, já que nesse caso ela joga por conta mesmo.

“O poker é assim né, você perde de um lado, ganha de outro, você tem que fazer um bankroll, tem que ter um controle, se não… Não dá para ser lucrativo”, comentou.

Assista o vídeo abaixo para conferir toda a entrevista da Milena Magrini. Aproveita e se inscreve no canal youtube.com.br/montanhadecartas para juntos fortalecermos cada vez mais esse espaço. A nova temporada do Baralho Pergunta estreia na semana que vem cheia de novidades. Nós contamos com a audiência de vocês!

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Confira qual é a sugestão de Thiago Grigoletti para o fim do “Ghost” e acompanhamento no poker online

Gaúcho imagina que o mundo ideal seria com todos os jogadores fazendo Stream

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Na última semana o sócio do Step Team, Thiago Grigoletti, polemizou nas redes sociais sobre um assunto extremamente questionável no poker. A política de “ghost” e acompanhamento que segundo ele é muito rotineira no jogo online. Gaúcho da cidade de Pelotas, ele foi o convidado do nono episódio do programa Baralho Pergunta, do Blog Montanha de Cartas, e mostrou todo o descontentamento com essa prática, mas sugeriu uma maneira um tanto utópica para solucionar o problema.

“Acho que se a gente olhar um pouco para o macro e não somente para nós, um mundo mais justo do poker seria algo em que todo mundo teria que ser como os streamers lá, mostrar o seu jogo, mostrar que está ali clicando. Não consegui pensar em outra maneira. Eu acho que a principal maneira seria todo mundo mudar a sua consciência perante a isso. Mas é um jogo que envolve dinheiro, eu tenho certeza que se não envolvesse dinheiro, se a gente tivesse jogando brincando um contra o outro ninguém ia buscar ajuda de outra pessoa, sabe? E isso acontece demais, tem jogadores que saíram do Step Team porque queriam ter “ghost”, sabe?”, disse.

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Dono de resultados grandes no jogo ao vivo como um deal em 5 no BSOP Millions de 2015 onde garantiu mais de meio milhão de reais, além do 8º lugar no evento #20 (US$ 1.500 Millionare Maker NLH) da WSOP 2017, em Las Vegas, Grigoletti garante que a experiência do live é fundamental para a postura que ele adotou.

“Eu vim de um jogo muito intuitivo meus primeiros grandes resultados eles surgiram todos no poker ao vivo. E eu sempre tentava passar isso para os meus alunos, sabe? Acredita na tua intuição, cara. Se o coração tá gritando, vai e faça! E quando tem alguém te falando alguma coisa, cara, é uma situação muito esquisita porque tu obriga o outro jogador a tomar uma decisão que ele não quer tomar… Pô, mesmo tu sendo melhor tecnicamente, ou mais experiente, como geralmente é o que acontece quando alguém busca um “ghost” né…” complementou.

O jogador também abordou a maneira com que Pedro Padilha falou sobre o assunto no oitavo episódio da série Baralho Pergunta, do Blog Montanha de Cartas. Segundo o sócio do Samba Team o “ghost” dificilmente vai aumentar de maneira expressiva o ROI de alguém para se ter uma vantagem tão grande.

“Na entrevista passada, que foi alvo de muita polêmica, foi colocado – e uma das coisas que mais me intrigou – que não aumenta o ROI né, e é uma grande mentira, uma grande piada até, porque o ROI ele aumenta justamente na reta final, onde todos os jogadores estão pressionados pelo dinheiro. Se é um jogador que nunca tá acostumado, nunca chegou em uma reta final, é impossível ele não tá com o coração acelerado, ele não tá com os pensamentos ahh confusos, sabe? E pô quando tu tem um cara ali que já passou dezenas de vezes por essa situação, fica muito fácil transferir o problema para outra pessoa, sabe?, criticou.

Grigoletti também aproveitou o bate papo sobre esse assunto e deixou uma mensagem preocupante para as pessoas que amam o joguinho em geral. “Eu acho que nós deveríamos evoluir como comunidade, olhar para dentro e entender que esse não é o caminho certo e a única maneira disso acontecer é com o posicionamento de pessoas influentes mesmo. E eu vejo muito pouca gente se posicionar. E eu acho que o fato disso é que eles vão ser muito prejudicados se eles se posicionarem contra”, finalizou.

Embora o momento alto da entrevista tenha sido mesmo a polêmica sobre o “Ghost”, esse nem de longe foi o único assunto da entrevista. Durante a conversa descontraída ele falou sobre como aprendeu as regras desse esporte da mente, contou da emoção do primeiro “Big Hit”, dos momentos de férias e das bagunças na escola, além das cavaladas que o colocaram no mundo do baralho.

Esse nono episódio do Baralho Pergunta está muito legal. Tem momentos engraçados, de superação e é claro de muita polêmica e tensão. Além do que foi escrito nesse texto o vídeo traz muito conteúdo extra, portanto, assista! E já que o amigo leitor vai clicar no play ali embaixo, aproveita e se inscreve no canal www.youtube.com/montanhadecartas e vamos juntos fortalecer todos que amam e divulgam o nosso esporte.

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Craque no live e no online Pedro Padilha tem opinião curiosa sobre o malfadado “Ghost”

Ele acredita que a prática de um jogador assumir a conta de outro é supervalorizada no meio

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Assim que foi questionado sobre o assunto “Ghost” durante a entrevista ao Baralho Pergunta, do Blog Montanha de Cartas, Pedro Padilha afirmou que essa prática prejudica demais o ecossistema do poker, porém, o sócio do Samba Team também afirmou que pela experiência dele isso não é algo tão rotineiro no jogo e não deveria ser motivo de tanta preocupação.

“As pessoas acham que acontece mais “Ghost” do que realmente existe. Elas enxergam isso de uma maneira muito mais prejudicial do que realmente é. Dificilmente isso vai aumentar o ROI de um jogador para ele ter uma vantagem tão grande, tão expressiva para gente ter que gastar tanta energia com isso”, disse.

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Outro assunto abordado e também bastante polêmico foi o TILT, ou seja, quando o jogador por algum motivo passa apresentar um jogo bem pior do que normalmente ele faz. Padilha garantiu que não costuma entrar muito nessa zona de desconforto, mas quando isso acontece a fuga é certeira.

“Geralmente a gente desconta na comida, na hora do TILT vai direto procurar um doce”, afirmou dando gargalhadas.

O bate papo não teve apenas o poker como assunto. O jogador pode falar sobre os diversos trabalhos que exerceu antes de se tornar profissional do baralho, inclusive como ajudante de marcenaria, mas o sorriso não saiu do rosto dele quando duas das maiores paixões dele entraram no tema: samba e futebol.

“Minhas primeiras lembranças são ligadas ao Corinthians. Eu era muito próximo do meu avô, um corintiano bem fanático. Durante a vida inteira eu fui muito em estádio, mas são épocas, hoje a maioria dos jogos são de domingo, o dia mais importante do poker online e também de quarta, que sempre estou jogando”, comentou Padilha dizendo que em 2012, primeiro ano dele como profissional acompanhou toda a vitoriosa campanha corintiana na Libertadores.

o samba e a música estão marcados na pele do jogador. Durante a entrevista ele conta quais são as tatuagens que já fez e o motivo de cada uma delas. Não se espante com o rosto muitas vezes sisudo do Padilhão, já que essa cara de bravo esconde na verdade um cara super do bem e com uma conversa bem contagiante.

Não perde tempo então amigo leitor, confere no vídeo abaixo o oitavo episódio da série, já estamos terminando a primeira temporada! Lembre-se também de dar aquele like gostosinho e o principal: inscrever-se no nosso canal: youtube.com/montanhadecartas. É jogo-rápido, um cliquezinho apenas e já vai fortalecer demais esse projeto.

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