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APOSTA DA VIDA! Diferente dos jogadores que pararam no auge, Miikka Anttonen se aposentou em 2018 após perder uma aposta; confira

Craque dos high stakes abandonou o poker na “aposta mais louca de todas”

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Provavelmente você nunca ouviu falar em Miikka Anttonen, um finlandês que não joga poker desde 2018, após mais de 10 anos de carreira, com aparições frequentes (e fora do bankroll) em jogos high stakes. O nick “Chuck Bass” acumula mais de US$ 2.000.000 em prêmios online, sendo mais de US$ 600.000 no PokerStars.

Jogando em uma época que os grandes buy ins, de US$ 2.100, US$ 5.200 e US$ 10.300 não eram vistos quase semanalmente como hoje, Miikka acumulou todos esses resultados jogando em média buy ins entre $ 50 e $ 100.

Miikka começou praticamente do zero e virou um fenômeno do poker na Europa. “Há 10 anos atrás eu trabalhava em um posto de gasolina, recebendo $10 por hora. Passava todo o tempo livre jogando e estudando poker online… Apesar de a minha carreira no poker ter tido altos e baixos, no geral tenho todos os motivos para ficar orgulhoso dos meus feitos. Nunca cheguei ao topo da pirâmide, mas para alguém que abandonou os estudos no ensino médio para trabalhar num posto de gasolina, cheguei bem longe. Ganhei o maior torneio ao vivo do meu país, alguns Sunday Majors, uma versão obscura do World Championship que nunca tinha jogado, fui durante muito tempo o líder de MTT’s online da Finlândia, e vi a minha cara na capa da maior revista de poker do mundo. Mas mais importante que isso, realizei sonhos de infância e objetivos de vida, graças a um jogo de cartas. Acho que não podia pedir muito mais”, comentou em entrevista ao somuchpoker.com, na época da aposta.

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Ele revelou um pouco dos motivos de aceitar essa aposta: “estava procurando uma maneira de sair do poker há um tempo. Eu jogo há 10 anos; Comecei a jogar quando tinha 20 anos. Percebi que existem várias pessoas com 60 anos que ainda jogam poker para viver, mas pessoalmente não quero fazer do poker a única coisa importante que fiz na minha vida. Talvez nos últimos 2 ou 3 anos, eu quis sair do jogo, mas não tinha forças para desistir do poker. É uma decisão difícil; é praticamente a única coisa que eu já fiz. Nos primeiros 7 ou 8 anos da minha carreira, eu estava realmente avançando o tempo todo. Eu estava sempre tentando subir mais alto, então fazia sentido continuar jogando. Mas senti que havia atingido o nível máximo que poderia alcançar naquele jogo, porque não tenho o talento e o conjunto de habilidades dos melhores jogadores, por mais que eu tente. Então comecei a perder a motivação e tentei fazer outras coisas na minha vida. Como não tinha forças para desistir, tive a ideia: por que não deixo o universo decidir? Pensei em uma aposta em que provavelmente seria um azarão; seria muito difícil, mas possível. Minha idéia era que, se eu vencesse, ganharia um monte de dinheiro de pessoas diferentes e, se eu perdesse, seria forçado a deixar o poker para sempre, o que era algo que eu desejava de qualquer maneira, mas simplesmente não tinha coragem para fazer. Eu tinha que pagar mais de $ 70k se jogasse poker de novo, o que era praticamente a minha banca inteira”.

Miika em entrevista ao PokerStrategy em 2010

As regras da aposta eram as seguintes: ganhar 1.000 buy ins com gerenciamento de banca muito restrito e também alavancar um bankroll de $ 500 para $ 10.000. Miikka não tinha permissão para “dar um tiro”; a administração da banca era rigorosa. “Durante quatro meses, não fiz nada além de me sentar no computador e clicar botões. Meu resultado final foi de US $ 7.200, então eu falhei. Eu poderia ter conseguido com um pouco mais de tempo, mas realmente me sinto bem com tudo isso”, revelou.

Por toda sua história, o finlandês não queria ser esquecido. “Eu sempre soube que não queria deixar o poker meio que desaparecendo. Eu sabia que seria algum tipo de grande explosão e estou feliz com isso agora. Eu acho que foi uma maneira muito elegante de sair”, disse.

Miikka foi capa da revista Poker Player World

Miikka saiu do zero, jogou os jogos mais caros do mundo e hoje está aposentado. “O poker é um jogo realmente ótimo e difícil; é muito competitivo e eu consegui ganhar a vida fazendo isso. Eu fui muito longe no jogo e comecei do nada. Consegui aumentar minha banca de US$ 200 para mais de US$ 600 mil, então acho que é um crescimento bastante decente. Sinto-me orgulhoso de tudo isso, também porque vejo o poker como um esporte de alguma forma. Eu sempre fui muito competitivo quando criança, mas só era péssimo em todos os esportes; então, quando o poker surgiu, finalmente descobri uma coisa que eu era bom! Estou me sentindo super bem e agradecido por ter experimentado tudo isso. Como eu disse, só quero passar minha vida trabalhando em algo que seja bom para outras pessoas. E eu jogando poker não terá nenhum efeito positivo no planeta”, revelou.

O finlandês relembrou uma história que poderia ter sido épica, caso se concretizasse: um heads-up caro com Phil Ivey. “Uma vez, eu era o chip leader do Unibet Open, pagando US$ 150.000 para o vencedor. Tinham 14 jogadores e alguém queria me entrevistar durante o intervalo. Eu era chip leader disparado e prometi que, se ganhasse o torneio, colocaria cada centavo jogando heads-up contra Phil Ivey. Era toda a minha banca. Eu não ganhei, mas a realidade é que eu definitivamente faria isso”, comentou.

Será que Ivey teria aceitado o desafio?

A historia de Mikka começou praticamente do zero, quando teve que morar na rua. “Isso aconteceu bem no início da minha carreira. Eu estava morando na Austrália, graças ao programa de férias de trabalho quando eu tinha 20 anos. Eu estava trabalhando em uma fazenda. Eu tive o pior emprego que você pode ter. Estávamos no meio de uma floresta tropical e as pessoas começaram um jogo de pôquer um dia. Eu nunca tinha jogado antes e estava tão entediado que pensei: ok, por que não tentar? Ganhei na minha primeira sessão e realmente pensei que era bom no jogo, mesmo que eu mal soubesse as regras naquele momento! Peguei o ônibus para o cassino mais próximo e perdi todas as minhas economias … em 15 minutos! A partir daí, passei alguns meses em que tive grandes altos e baixos. No final, eu tinha cerca de US $ 25 mil em dívidas e eu meio que queria me punir, eu acho. Eu tinha $ 2 restantes no meu bolso. Eu poderia ter telefonado para minha família na Finlândia e ter dito a eles que estava na merda, e eles teriam ajudado, mas, em vez disso, eu queria me punir. Como eu não podia pagar aluguel ou quarto de hotel, dormi em um banco do parque por algumas noites e em uma casa abandonada em Sydney por um tempo, sem água e com alguns drogados. No final, encontrei um cara que conheci no cassino antes e de alguma forma o convenci a me emprestar US $ 200. Joguei poker com isso e cresci a partir dali. Eventualmente, saí daquele banco”, relembrou.

“Eu jogava $5k EPTs ou $10k WSOPs o ano todo e estava perdendo como um louco. Acho que perdi US$ 300 mil durante esse período. Quando finalmente percebi que não ia dar certo, e tive que voltar à rotina on-line, era 2014, e os jogos haviam se tornado muito mais difíceis”.

O craque revelou alguns arrependimentos: “existem algumas coisas. Primeiro, a maior coisa que eu mudaria é algo que aconteceu em 2011. Eu estava jogando uma média de torneios de buy-in de US $ 100 online, o que é alto, e eu estava arrasando. Naquela época, os adversários eram muito fracoâ, e eu estava ganhando muito dinheiro. Mas, por alguma razão, decidi que queria ser um regular de torneios ao vivo. Ganhar uma quantia insana de dinheiro online não foi suficiente, porque eu queria alcançar a glória. Não é realmente glorioso ser o cara que grinda sozinho em casa de cueca. Eu queria ser o cara nas manchetes que está ganhando EPTs etc. Eu poderia facilmente ganhar US $ 200.000 por ano em casa, mas em vez disso estraguei tudo jogando o circuito ao vivo. Durante três anos, não ganhei dinheiro, porque você sabe como pode ser a variância nos torneios ao vivo. Eu jogava $ 5k EPTs ou $ 10k WSOPs o ano todo e estava perdendo como um louco. Acho que perdi US $ 300 mil durante esse período. Quando finalmente percebi que não ia dar certo, e tive que voltar à rotina on-line, era 2014, e os jogos haviam se tornado muito mais difíceis. Então, basicamente, eu tive alguns anos em que eu realmente poderia ganhar muito dinheiro, mas preferi perseguir a glória e, por isso, nunca acabei ficando super rico com o poker”

No final, Miikka definiu sua história com uma frase: “Uma montanha-russa e turbulência; Eu definitivamente tive meus altos e baixos”.

Hoje em dia, Miikka é visto no Twitter, onde relembra histórias bem hilárias sobre seus dias de high stakes. Nesta semana, o Mundo Poker contou a vez que ele perdeu a oportunidade de conhecer desde o início o maior estudo de poker descoberto nos últimos anos. A história era com Linus Loeniger, jogador com maior lucro no Poker Masters na semana passada.

Mesmo após perder a aposta e desaparecer do live, Miikka foi visto jogando vários torneios low stakes  online. Afinal, ninguém é de ferro. “Chuck Bass” ainda premiou no Sunday Million de aniversário em 2019. Gostou da história do craque? Você teria coragem de abandonar o poker para sempre? Responda nas redes sociais do Mundo Poker.

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QUE SONHO! Douglas Lopes acorda com KK no big blind e tem que apenas dar call em dois all ins no Bounty Builder US$ 530

Pernambucano levou um bounty e ficou grande no torneio

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Já falamos aqui como a ressaca pós séries tem feito muitos jogadores tiraram um tempo off do poker online. O craque Patrick Leonard inclusive deu oito dicas de como passar por esse momento.

Se alguns prorrogam o tempo off poker, outros se agarram no grind, principalmente por que os grandes nomes do poker mundial estão de folga.

Um dos que não perdeu tempo e voltou à atíva foi Douglas Lopes. O pernambucano aproveitou a sexta-feira (5) a noite para engatar no BOutny Builder US$ 530 e se deu bem em uma mão onde não teve muito trabalho.

LEIA MAIS: Melhores do Twitter: Phil Ivey se posiciona, Joey Ingram indignado e Lex Veldhuis sentimental

Com duas mesas apenas no torneio, a primeira mão na volta de um break foi um sonho para o jogador. Após all in de dois jogadores, ele acordou no big blind com KK e teve só o trabalho de dar call. O baralho foi responsável pelo resto do serviço.

Confira a mão vencida por Douglas em all in triplo:

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Virou moda? Olivier Busquet acusa rival de heads-up de “ghosting” e deixa recado no Twitter

O craque americano não poupou palavras para o adversário

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Na semana passada, o caso de “ghosting” (quando um jogador auxilia ou se passa por outro no online) deixou a comunidade high stakes do exterior em polvorosa. A denúncia de Bill Perkins caiu como uma bomba e o excêntrico milionário Dan Bilzerian não poupou palavras acusando o craque Dan Cates como pivô do caso.

A novela mexicana que ganhou destaque parece ter esfriado bastante nos últimos dias, mas as polêmicas envolvendo a prática de “ghosting” estão longe de terminar. Nesta sexta-feira (05), foi a vez do craque Olivier Busquet descer a letra nas redes sociais. Ele acusou um jogador que está acostumado a jogar de estar fazendo exatamente a mesma coisa.

LEIA MAIS: Comentarista do Mundo Poker, Fernando Olímpio condena call de Sam Greenwood no SHRB: “dessa vez ele errou”

“Eu venho jogando com o mesmo jogador heads-up online por anos e é óbvio para mim que alguém esteve jogando em sua conta recentemente. Ao invés de choramingar como um bebê sobre isso, eu vou f**** esse fantasma”, escreveu Busquet. “Na mesa, não uma ameaça de violência”, reiterou.

Em resposta para um dos comentários, ele acrescentou. “Esses dois “regulares” vão se arrepender de me motivar desta maneira”.

Também teve piadinha com Dantes Cates… “cuidado!”

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Comentarista do Mundo Poker, Fernando Olímpio condena call de Sam Greenwood no SHRB: “dessa vez ele errou”

 A jogada do canadense rendeu vários debates nos últimos dias

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A mesa final do Super High Roller Bowl com buy-in de US$ 102.000 foi um prato cheio para os amantes de poker. Com grandes nomes envolvidos na ação e diversas jogadas interessantes, ainda teve a transmissão do partypoker com cartas reveladas que possibilitam ver como pensam os maiores jogadores do mundo num torneio como esse.

O heads-up entre Justin Bonomo e Michael Addamo foi bonito de se ver e gerou diversos potes interessantes para análise. Mas, talvez, a jogada mais comentada da FT foi o call de Sam Greenwood quando o torneio estava 7-handed, pouco tempo depois de estourar a bolha do dinheiro. O craque foi de chip leader para eliminado na 7ª colocação.

LEIA MAIS: Justin Bonomo vence batalha no heads-up contra Michael Addamo e é campeão do Super High Roller Bowl Online

Mesmo logo após tomar grande fatiada de Justin Bonomo, Greenwood ainda estava tranquilo com o quarto maior stack e 26 big blinds na jogada, não muito longe dos três jogadores com mais fichas. Na mão da queda, Bonomo dá mini raise do cutoff e Dan Shak, com 30 blinds, vai all in com AK do small blind.

O canadense está no big blind com 77. Ele pensa por quase dois minutos até decidir dar call. Os comentaristas do partypoker Jeff Platt e Brent Hanks ficaram incrédulos com o call. Ele acabou perdendo o coin flip e se despediu do torneio com um prêmio de US$ 212.500, dando adeus a chance da forra de US$ 1.775.000.

Confira a jogada:

Fernando Olímpio, narrador do Mundo Poker, opina sobre ela:

“Esse call do Sam Greenwood não tem como ser bom, em uma situação normal de torneio (early game) já seria uma mão close (tendo um EV baixo para 30 blinds) por chip EV. Quando falamos num cenário de FT com um ICM agressivo esse call torna-se horrível! Mesmo você achando que seu adversário faça com pares piores que o seu, o fold é obrigatório”, disse Fernando.

O comentarista também fez questão de lembrar que grandes jogadores podem cometer erros. “Realmente Sam foi infeliz na sua decisão, ele é um gênio do poker, mas dessa vez ele errou”, concluiu.

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